Um anjo em minha vida

3 Sonhos e realidade.


Notas iniciais
Olás, pra vocês fantasminhas, eu sei que estão aí haha... Bom aí vai mais um capítulo... Enjoy... XOXO

–Isabella, venha cá, e me ajude a amarrar essa coisa. -Eu chamei e a moça loira de olhos claros correu na minha direção.

–Com licença, senhorita. -Ela disse indo em direção a minha costa, começando a apertar o meu espartilho.

–Por que mesmo eu tenho que usar isso? -Perguntei me segurando na penteadeira. -E pare de me chamar de senhorita, me trate por você.

–Como quiser senh... Você tem que usá-lo porque é seu aniversário de dezoito anos, está sendo apresentada a sociedade. -Ela disse docemente. -E você terá que usar aquele sapato que chegou hoje.

–Não, por favor odeio aqueles saltos, se pudesse eu usaria calça e botas. -Disse revirando os olhos, Bella me olhou assustada.

–Uma dama nunca deve usar calça e botas, é antiquado. -Me olhou, sua expressão se suavizou. -Mas amanha poderemos ir cavalgar naquele campo, ai poderá usar calça e botas, e montar como um homem, mesmo eu achando uma coisa horrível.

–Sim é horrível, mas ninguém precisa saber disso. -Nos viramos pra onde a voz vinha, minha mãe estava parada na porta do meu quarto. -Além do mais, eu amo usar calças, quando estou cavalgando sozinha é claro.

–Papai quase não deixa a senhora sair sozinha mamãe. -Eu a olhei com dor, a doença estava realmente tirando a sua beleza. As olheiras perto dos lindos olhos esmeralda não deixava que eles brilhassem como antes.

–Mas eu dou minhas escapadas. -Piscou pra mim e veio na minha direção. -Minha boneca está se tornando uma mulher, e linda.

–Obrigada mãe, a senhora também é linda, papai teve sorte.

–Eu não sei o que o seu pai fará quando eu me for. -Ela disse.

–Mamãe, eu amo você, mas do que tudo, não quero que vá.

–Eu sei Flor, mas uma hora eu terei que partir, o Dr° Sullivan disse que eu não tenho mais de um mês.

–Como pode? Deus é injus...

–Nunca mais diga isso Florence, Deus sabe muito bem o que faz, e não é Ele que está me tirando de vocês, é essa coisa que está me consumindo pouco a pouco.

–Me desculpe, eu sei que não é culpa dele, mas eu não vou suportar ficar sem você mãe. -Comecei a chorar. -Você não tem direito de nos deixar.

Ela sorriu, me abraçou e sussurrou:

–Você tem que cuidar do seu pai Flor, ele precisa de você. -Nessa hora uma voz masculina anunciou. -Está na hora, assim que ele disser seu nome, você desce e faz como ensaiamos.

Ela saiu pela porta me deixando ali sozinha, calcei os sapatos e fui pro topo da escada, então eu ouvi:

–A filha do Sr° e Sra° Mayer, Srta° Florence Allen Mayer.

Eu desço as escadas e todos aplaudem, me sinto desconfortável, mas faço como no ensaio, quando chego ao final da escada, alguns convidados veem me cumprimentar, eu os trato com a maior educação que tenho, e quando a valsa começa, um jovem pede para que eu dance com ele.

Começamos a rodopiar no salão, e logo outro me pegou para dançar, e outro e outro, quando eu decidi que aquele com quem eu estou seria o último, um jovem, alto de cabelos castanhos e olhos escuros como as sombras pega minha mão e me leva para o meio do salão.

O seu perfume me invade, o cheiro de madeira e grama molhada, é o mais delicioso aroma que eu pude sentir.

–Me desculpe, mas eu já estou me sentindo um pouco cansada. -Eu digo corada sem conseguir olhar em seus olhos. -E quem é o senhor? Sei os nomes de todos os garotos que dancei, mas você, eu não sei se conheço.

Ele sorri de lado e me roda, me fazendo voltar direto para seus braços, então responde:

–Sou Samuel Thomas, não sou daqui, sua mãe me convidou, somos... conhecidos.

–Oh, sim, então senhor Thomas, se me permite gostaria de me sentar um pouco, eu estou indo para o jardim, você me acompanha?

–Se não for incomodo Srta° Allen, e pode me chamar de Samuel.

Fomos em direção ao jardim e nos sentamos no banco de pedra, ficamos alguns instantes em silêncio, mas isso nos deixou confortável, até que ele começou a falar:

–Sua mãe comentava muito sobre você quando ia visitar a minha mãe, ela sempre dizia o quão bonita você estava se tornando, mas agora vejo que ela mentiu. -Olhei-o ultrajada, quando comecei a me levantar ele segurou minha mão. -Você se tornou uma mulher linda. Linda não, maravilhosa, a Flor mais perfeita que Deus já criou.

Ele se levantou e se aproximou de mim, então eu senti o toque dos seus lábios nos meus.

Acordo com uma musica nos meus ouvidos, merda o despertador, olho pro lado e me levanto, vou direto para o banheiro, escovo os meus dentes e ligo o chuveiro.

De banho tomado e com roupas de ginástica desço as escadas, e me sento à mesa, mas não presto muita atenção no que está acontecendo.

Sonhar com Samuel foi novidade, e foi bem estranho, mas foi tão bom, por um momento eu realmente pensei que era real, quer dizer, foi tão real...

–Florence! -Meu pai estrala os dedos no meu rosto. -O que está havendo filha?

–Uh? O quê? -Pergunto confusa. -Não, não é nada, só estou nervosa, semana de provas.

Eles me olharam e depois continuaram a conversa, falavam sobre como a empresa estava indo bem, e como era bom o fato de Alec ter voltado.

Meu pai insistiria com ele para que ele fosse trabalhar na empresa de arquitetura da família, até que vencido pelo cansaço meu irmão cederia.

Pedi licença e saí, fui pra rua correr, precisava espairecer um pouco, coloquei uma música e corri sem rumo.

Uma hora e meia depois eu estava em casa, me arrumando para a faculdade.

Me despedi de todos e saí, quando cheguei na garagem de casa e abri o portão, havia uma Ranger parada em frente e um Samuel de óculos escuros e um sorriso nos lábios.

–Você vai comigo hoje Flor, e nem adianta reclamar. -Ele disse e abriu a porta do passageiro.

–Ok. — Eu disse sorrindo e entrando no carro.

Ele fechou a porta e atravessou entrando no carro e ligando-o.

–Então, o que te fez vir me buscar aqui? -Perguntei sorrindo.

–Eu acordei e pensei: Acho que vou buscar a Flor em casa hoje, porque ela precisa da minha ilustre presença.

Gargalhei. CONVENSIDO, meu subconsciente ralhou.

–E como você sabia meu endereço? -Perguntei levantando uma sobrancelha.

–Lola. -Sorriu. -E seu pai é Charles Mayer, um dos arquitetos mais famosos de Londres, não é muito difícil achar o seu endereço.

–Hum, entendo. -Olhei pra ele. -Você tem alguma coisa que me é... familiar.

–O quê? -Ele olha pra mim.

–Não sei, eu só acho que já te conheço à muito tempo.

–Isso é bom, não é? -Ele me pergunta. -Quer dizer, se você sente isso, é porque tem alguma coisa. -Ele dizia tudo olhando fixamente pra estrada.

–É, pode ser. -Falei olhando pra ele. -Tomara que seja algo bom.

–Tomara. -É só isso que ele diz.

Chegamos à universidade, ele estacionou e nós descemos. Caminhamos lado a lado até a entrada do prédio.

Ele parou, e por reflexo, eu também parei, então ele disse:

–Flor, eu preciso que você confie em mim, preciso que você aposte suas fichas em mim. -Olhou em meus olhos, eu assenti e ele continuou. -Você é linda. Linda não, maravilhosa, a Flor mais perfeita que Deus já criou. E eu preciso de você.

Então os lábios dele tocam os meus, e dessa vez não é um sonho, ele realmente está me beijando

Notas finais
Vocês poderiam me mandar alguns reviews, só pra variar...