Notas iniciais
OI PESSOAS TUDO BOM!?
EU SIMPLESMENTE RESOLVI ESCREVER POR QUE A IDEIA SURGIU NA MINHA CABEÇA E NÃO SAI MAIS!
NÃO TENHO CRONOGRAMA PRA POSTAR, VOU POSTANDO A PARTIR DA MINHA INSPIRAÇÃO, MAIS JÁ TENHO UNS 4 CAPÍTULOS PRONTOS, ENTÃO PROVAVELMENTE NÃO DEMORO PRA POSTAR!
UM BEIJO ESPERO QUE GOSTEM

Narradora

Eljoras olhava para o povo de cima do palco, a frente da casa do General Lamarque, enquanto se preparava para dar mais um de seus discursos enquanto seus amigos entregavam os panfletos.

A hora da revolução estava próxima, ele podia sentir isso em seu sangue! Foi chamado por Marius “Eljoras, venha! Temos que ser rápidos, Coufeyrac disse que a polícia já esta perto”.

Eljora subiu no palco e começou seu discurso “onde estão os líderes da terra? Onde está o rei, que abandonou seu povo?”.

O povo gritava em resposta, Eljoras continuou com seu discurso e em pouco tempo a polícia estava intervindo, sendo confrontada pelo povo com garrafas que se partiam e pedras da sarjeta.

Enquanto isso, fugiam os amigos dos Les amis l’ABC para o café, menos Eljoras, que corria sozinho, para que, mesmo pego, não levasse um amigo junto com ele.

Os soldados já haviam percebido a constante presença do jovem líder nos discursos, então se empenhavam mais para pega-lo, sem sucesso.

Visando ganhar uma vantagem sobre os soldados, Eljoras resolveu fazer um caminho diferente do que sempre usava, mas estava tão focado em fugir que não reparou em uma pessoa em seu caminho, caindo ambos.

Embora Eljoras não soubesse, sua mudança de caminho iria mudar sua vida de uma forma que ele nunca teria imaginado...

Lena

Lena andava perdida por Paris, era uma menina do campo pela cidade, não sabia para onde ir, tinha ido para Paris em busca de uma vida melhor, vinha de uma pequena fazenda, porém perdeu os pais para a fome e doenças, então fora mandada pela mãe, nos seus últimos suspiros a morar com a Tia e o Avô. Tinha que achar a casa da tia, porém todas as ruas lhe pareciam iguais.

Se espantou com o número de pobres na cidade, não que fosse uma menina rica, mas nunca tinha visto tantas almas passando necessidade em um só espaço. Seguiu perguntando para as pessoas, mostrando o papel com o endereço de sua tia. Com muito esforço chegou até o pequeno apartamento. “Lena, demorou muito, achei que tinha me abandonado”.

A tia de Lena era uma mulher gorda, e podia ser considerada desagradável em certas ocasiões, mas amava a sobrinha, vendia roupas e costuras que fazia, era suficiente para seu sustento.

A menina abraçava a tia “Titia, prometi a mamãe que ficaria aqui com você, estava com muita saudade da senhora”.

“Eu também minha pequena, mas venha esta tão magra, precisa comer e logo começar a trabalhar”

A tia a arrasta para a mesa e lhe serve um prato de sopa sorrindo. Lena sorri para tia e resolve seguir com cautela e perguntar algo que estava no seu peito por muito tempo.

“Tia, eu sei que o dinheiro esta em falta, mas eu acho que talvez, se a senhora concordasse, eu poderia...” estava nervosa só de fazer a pergunta.

“Anda menina! Diga de uma vez!”.

Lena respirou fundo e disse de uma vez “Eu poderia começar a estudar”

A tia a olhou por um segundo paralisada, como se ela tivesse falado algo surreal. E depois começou a rir.

“Onde já se viu, querer estudar agora, ‘magina! Agora a senhorita só deve se preocupar em trabalhar e arrumar um marido. Falando nisso arrumei um pequeno trabalho para você.” se levantou com o prato e foi colocar mais sopa, mesmo sem perguntar para Lena, que já estava satisfeita. Ignorou completamente a cara de decepção da sobrinha.

Ela sabia que eram poucas as chances de sua tia permitir que ela estudasse, mas conhecia a tia e ela não iria mudar de ideia. Não havia escola na pequena vila onde morava e nenhum dos pais tinham ido à escola, ela só queria aprender a ler e escrever. Suspirou triste e perguntou comendo mais da sopa:

“Onde a senhora conseguiu?”

“Em um café da região chamado Café Musain, mas peça para servir só no andar de baixo do café!” sua tia falou brava.

“Por que?” era um pedido estranho.

“Ha alguns jovens que se reúnem no café. Crianças que ficam arrumando problemas, insultam o rei e falam sobre um mundo sem reis, bobagens!”

“Sério?” Lena disse em voz baixa, tinha ouvido algo sobre isso enquanto andava pela cidade, sobre um grupo de estudantes que lutava contra a tirania do rei. Não gostava do rei. O via como um homem mesquinho que simplesmente abandonava o povo. Gostaria que ele saísse, mas não sabia como seria uma França sem rei. Mas não comentou nada, pois a tia era extremamente a favor do rei, falava dele como se fosse um deus!

“Lena faça um favor!” Grita a tia lhe assustando, tinha essa mania de gritar mesmo se a pessoa estivesse perto

“Claro tia!”

“Dessa e compre um pouco de pão para a janta, não é longe, e tome cuidado, não fale com ninguém, fique atenta, aqui não é o campo!” lhe entregou uma pequena bolsa com moedas.

“Claro tia.” Lena desceu até a rua e avistou a padaria de longe, enquanto esperava o pão chegar, começou a reparar como tudo era rápido em paris, no campo todos faziam tudo sem pressa e o tempo passava de forma lenta mas em paris tudo parecia estar acontecendo ao mesmo tempo e de forma acelerada. “Mademoiselle, não vai pegar o pão?” Estava tão perdida em seus pensamentos que nem ouviu o padeiro a chamar.

“Desculpe, senhor!” Pegou o pão e começou a voltar para casa da tia.

Estava quase em casa , quando foi jogada no chão por algo, ou melhor, alguém. Mal ela sabia que por demorar um pouco no padeiro sua vida tomaria um rumo completamente inesperado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.