Um amor quase imperfeito
2 Cadê você?!
Notas iniciais
A aula prosseguiu, o sinal do intervalo bateu.
POV'S Cassie
Fiquei ali, sentada no banco, esperando alguém que no fundo eu sabia que não viria...
–Como pude ser tão idiota?!... — suspirei — Fui idiota o suficiente para crer que ele viria mesmo... Claro, só uma estúpida como eu conseguiria acreditar que algum, qualquer um, se aproximaria de mim nem sentaria comigo no intervalo, muito menos um garoto como ele... — suspirei novamente — ... não vou ficar aqui pagando de boba — disse eu colocando minha toca novamente e levantando, olhei envolta, vi um grupo de garotos da minha turma reunidos — devem estar brincando comigo, tirando uma com a minha cara... como sempre — o sinal bateu. Subi as escadas até o último andar, minha sala, sentei no meu lugar, segunda carteira perto da porta, tinha um bom espaço entre a porta e a cadeira "dele", não me contive, chutei sua cadeira com força suficiente para a cadeira disparar e bloquear a porta, foi até engraçado ver aqueles bobões chegando, olhando pra trás, distraídos, não viram a cadeira, Lonney (o amigo de Carl que conversava com ele na aula da Luciana, é primo de segundo grau da Jackie, tem uma altura normal, tem olhos pretos, cabelos cheios tigelinha castanhos escuros, é gay, gordo, chato, tem o apelido de galã da classe, porque ele se acha demais e nem é bonito pra isso, mas é muito engraçado, seu jeitinho afeminado coloca qualquer um pra chorar de rir faz muitas perguntas óbvias para as pessoas, os professores tem até medo quando ele levanta a mão) estava na frente, trombou na cadeira, o de trás não parou, esbarrou nas costas do Galã e assim foi por diante, ai eu vi aquela montanha de garotos praticamente empilhados, ai sabe aquela cara de: "Não fui eu... mentira foi sim"? Era essa a cara que eu tava, com a mão tampando a boca e segurando a risada, a Clara me viu empurrando a cadeira, veio até mim e disse rindo alto:
– Como cabe tanta burrice em um cara só?! Quer dizer, em tantos caras né? -pausa pra rir — que cara de morta é essa?
– ('-') é a minha cara — respondi
– Tá chega, eles parecem The Sims, se ninguém tirar a cadeira daí, eles ficaram assim pra sempre (-.-) — concluiu puxando o encosto da cadeira, e como são uns "gênios", quando Clara tirou o apoio deles, eles caíram den novo, Carl jogou o menino que estava encima dele pro lado, Lonney saiu logo depois.
POV'S Jackie
– TA BOM, QUEM ME ENCOCHOU?! — anunciou, discreto como é.
– Euu — respondeu Marcos (Ele é o namorado de uma amiga minha da classe, ele é moreno, alto (- bonito e sensual!) (- só que não, ta aí uma música que NÃO descreve ele), como eu dizia... Moreno, alto, com cabelo castanho claro com as pontas loiras, olhos castanhos escuros e funkeiro (-.-) enfim, ele é legal, eu chamo ele de Raposo, porque ele fica pegando as minhas coisas quando eu não tô olhando, ai a Clara grita: Marcos não pegue! — Me fala se não lembra "Dora a aventureira"? Ai eu só chamo ele de Raposo)
– Tem deserdar primo? Ou pelo menos tirar ele da minha árvore genealógica?- brinquei para Annie
– Tecnicamente você não vai deserdar ele, por que quando você morrer não vai deixar nada pra ele — respondeu sempre do jeito intelectual dela
– Porque você sempre tem resposta pra tudo que eu falo?
– Por que você só diz coisas que eu sei responder poxa.
– What? Aff deixa pra lá.
POV'S Cassie
A sala conversava e badernava, à espera do professor Fábio que aparentemente não se preocupou em chegar no horário da aula, ele é alto, branquelo, meio careca e tem um olho vermelho, os poucos cabelos que lhe restam nos lados da cabeça são pretos meio desbotados, ele é do estilo de professor sarcástico sabe? O estúpido na minha frente pegou o caderno no chão e sentou, ficou ali parado como uma rocha por alguns minutos, até que se levantou e foi conversar com Lonney, se passaram 15 minutos e nada do professor, ai já começaram os boatos: "O professor faltou!" "O professor sofreu um acidente!" " O professor foi embora mais cedo" "O professor morreu". Tá, essa ultima não, mas só falta isso também, né? Até que o "sentinela" avisa: "O professor! O professor!" e todos (ou a maioria) correram para seus lugares e fingiram fazer algo produtivo, ficaram de pé só Lonney, Carl, Marcos e Ruy ( ele é magrelo, dentuço, olhos pretos como o cabelo e nunca tira o boné ). O professor chegou, era aula de Geografia, o professor mais chato de todos, ele chegou e mandou que cada um retornasse para seu devido "local de trabalho".
– Trabalho infantil é crime! — gritou Ruy, que sempre faz uma brincadeira com qualquer palavra errada que as pessoas digam perto dele.
– Que engraçado você é, só por isso vocês vão fazer um resumo do tema 4 — respondeu o professor com uma cara boba enquanto os poucos que restavam de pé voltavam para seus lugares.
– Parabééééns Ruy! — metade da sala gritou enquanto a outra metade o acertava com bolas de papel, e eu não, eu comecei meu resumo, porque eu não sou todo mundo u-u by: mãe . Bom, era um ótimo motivo para não falar com o cavalo na minha frente.
–Pssss. Hey! Psiu! Olha pra cá! — sussurro-gritou o garoto à minha frente — heyy, olha pra miiim!
– Faça sua lição — respondi, curta e grossa em alto e bom som (- alto até demais...) e claro, sem desviar meu olhar do caderno. E claro, foi suficiente para o professor Fábio fazer aquela típica frase dos professores:
–Algum problema Srtª Rey (Odeio meu sobrenome não tem nada a ver comigo, e sempre tem aquelas piadinhas: "Se sua família é Del Rey, então você é a princesa? ~risos de foca~" Cassie Del Rey... Que ódio!)? — Ah, bendita frase, frasezinha que me dá nos nervos, frase essa que seria o suficiente... Haa quem diria que uma frase tão simples e inofensiva como essa me deixaria tão irritada? Não deixaria, não em outras circunstância, não hoje, bom, chega de enrolar, veja você mesmo...
– Não sou a única com problemas, com todo o respeito — mentira — professor, mas e você? Não tem problemas? Todo mundo tem problemas. Sabia que no fundo, pessoas que fazem perguntas esperam uma determinada resposta? E você quer: Uma resposta? Não... Você está pouco se fudendo para a minha resposta, você pergunta por puro dever, e eu, educada como sou, termino minha resposta com a mesma pergunta, já que ninguém nunca deve a fazer para o senhor. Algum problema professor Fábio?!
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