Um amor perigoso
5 Um Pesadelo
Notas iniciais
Sinto um vento frio. Tenho receio de abrir meus olhos, espero um pouco...
Eu não estou mais na cela. Eu não estou em lugar nenhum.
Um local todo branco, frio, sem fim, sem começo. Sozinha. Sem esperança.
—Olá?.. -Ando um pouco pelo local, ele é realmente sem fim.
—Me desculpe.. -É a voz de John. Mais não o vejo em lugar nenhum, ao olhar para o chão, vejo sangue.
—Não confie em mim.. -Do que ele está falando? -Por que não confiar em você? -Pergunto.
—Eu sou uma pessoa horrível.. -Finalmente vejo ele. Ele está virado de costas, imóvel. Onde ele está tem sangue no chão,e parece que está preto em volta dele, me aproximo.
—Você não sabe quem eu sou.. sorte sua que estava sob consciência ontem. — Vejo alguns vultos.. de asas? asas negras de demônio, chifres, espinhos, paro onde estou. -Quem é você?..
Vejo ele se virando... mais não é mais o John que eu vi ontem, era uma especie de demônio, mais charmoso. Ele estava com olhos vermelhos como sangue, fumaça negra saindo de seus olhos, se já estava com medo, agora estou apavorada, mais de alguma maneira, encontro beleza em sua aparência demoníaca, parece... que gosto? me identifico? devo estar ficando louca.
—Você não vai querer saber.
Tudo fica preto. estou na cela novamente.
—----x-----
Era.. um sonho?..
Olho em volta,a luz indicando que o sol já nasceu passa pela pequena janela na minha cela, vejo um pedaço de pão na minha frente, junto com água.Sinto estar sendo observada.
Depois de comer, volto pro meu canto, e fico pensando sobre meu sonho... por que eu me senti atraída por "aquilo?"
Vejo muitas pessoas com a mesma roupa preta passando por ali, mais não vejo John. Olho para o corte no meu braço, parou de sangrar e o sangue secou, isso é bom.
De repente, ouço a porta se abrindo. É aquele homem gordo de novo,o "chefe".
—Muito bom dia garotinha, dormiu bem? -Não tenho a minima vontade de responder. Ele tira a arma que carregava e aponta para mim. — Bom dia.
—Bom dia.. -Digo meio que gaguejando, encarando o buraco no cano da arma, só esperando o barulho do gatilho.. ele abaixa arma. — Agora sim.
Ele senta na minha frente, não está fumando como ontem, mais tem a aparência de quem acabou de beber.
— Você sabe o que vamos fazer com você? — Na mesma hora, vejo que John passa pela frente da cela, me olhando, mas passa direto. Não escuto o que "o chefe" falou. ele estala os dedos.
—Hey, eu fiz uma pergunta! -Olho para ele, assustada. -Você sabe o que vamos fazer?
— Não. — Respondo o mais firme que consigo,mais acho que não consegui,pois estou tremendo. Não consigo imaginar esse homem em outro lugar, como em uma casa de família, com filhos e esposa, não consigo imagina ele com uma mulher.
—Bom, — Ele tira uma caixa preta de uma sacola que trazia. — Pelo jeito já sabe que somos um grupo terrorista... -Não escuto mais nada, pois lá esta John,no fundo do corredor,me observando,de longe. Será que ele de alguma maneira sabe.. do sonho? Não, não é possível.. percebo uma faca com sangue em uma mão direita e uma grande sacola preta na esquerda. Não quero imaginar o que tem ali. Mais imagino, um corpo talvez? sua roupa esta suja de sangue, olhos mortos. Ele me encarava.
— ...Não vai doer. — Vejo que ele havia aberto a caixa preta, e estava com uma grande agulha com um liquido vermelho dentro, tenho panico de agulhas.
— Não! -Deixo escapar o grito, indo para o lado, mesmo sabendo que é inútil resistir.
Ele enfia aquela agulha gigante no meu pescoço e vejo tudo escurecendo... a ultima coisa que eu vejo é John abrindo a porta, e me lembro do sonho.
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