Um amor para sempre -Josh e Elen
4 Novo Lar?!
Notas iniciais
–----------------------Elen--------------------------------------
E agora? O que vou dizer?
–Ah... É que... Ele era meu namorado. E eu terminei, ai ficou com raiva. Só isso. -sorrio com a mentira. Sei que não tem nada haver, mas tomara que ele aceite.
–Por favor, Elen, tem que me contar. A verdade. -pede sério.
Respiro fundo. Não posso contar. Mas então lembro que não tenho nada haver com ele. Porque eu tinha que dar satisfação?
–Ei. -digo irritada, levantando-me da cama -Eu não tenho nada haver com você. Porque está me prendendo aqui?
–Ninguém está te prendendo. Pode ir quando quiser. -sorri.
Isso realmente me fez ficar estática. As fadas nunca tem a disposição de escolha. É algo da nossa espécie. Sempre escolhem por nos. Eu vivi exatamente 13 anos naquela situação horrível em casa. Como posso confiar em mais alguém? Mas mesmo assim, meu lado fada reclama.
–Elen. -chama Josh -Vou contar uma coisa antes então. Sente-se.
Sento novamente e o olho, cansada de fugir de tudo. Cansada da vida que tenho.
–Elen... É... Você sabe o que são shifter? -pergunta receoso.
–Sim. Sei. -era tão difícil mentir pra ele.
–Ok. Depois entramos nessa parte da conversa, pois quero saber como uma humana sabe disso. Eu sou o alfa dessa matilha e preciso saber de tudo que acontece na minha região. Você entende, não é?
–Sim, entendo.
–Então... Eu fui ao meu estúdio ontem, porque o Leo mandou uma carta dizendo que queria entrar no meu lugar de alfa. Mas quando eu cheguei lá e vi você, soube que o destino mandou ser ali a batalha de Leo comigo. -sorri no final, olhando meus olhos.
–Mas... Porque o destino? –a cada palavra eu ele pronuncia, mais nervosa eu fico.
–Você sabe o que são companheiros, não é? Sabe como é importante e sabe como nos, shifter, vemos nossos companheiros?
–Sim, sei. -abaixo a cabeça e respiro fundo, já sabendo o que vem por ai.
–Como? Como você acha que vemos um companheiro? Pela sua cara, acho que não sabe exatamente.
–Eu sei sim. -falo baixo e olhando para o tapete bege no chão. -Sei por que vi com meus próprios olhos, por 13 longos anos. Aquele homem, era companheiro dela. Mas, não sei como, ele a usava. Sempre a usava. Como um objeto. Até que morreu. -uma lagrima sai dos meus olhos. Não aguento mais reprimir a dor da perda da minha mãe.
Ele encosta sua mão no meu queixo e sobe minha cabeça, limpando minha lagrima com o polegar.
–Não sei o que você passou, mas quero descobrir tudo sobre você. E vou te explicar exatamente o que é ser companheiro pré destinado. Um shifter nasce sabendo que um dia irá encontrar uma alma gemia. Isso é o companheiro. Muitos, como Carlos, não conseguem encontrar o seu. Carlos tem mais de 200 anos. Ele é o mais velho dessa casa e ainda não encontrou o seu. E na verdade ninguém sabe se ele vai encontrar. Companheiro é uma coisa sagrada. Quando um shifter encontra o seu é como se encontrasse um diamante. Precisa-se ser protegido. Sempre. Entende? E quando nos achamos o nosso, queremos que fique sempre com agente. E é claro que existem shifter maus, como existem pessoas más. E esses, eu realmente não sei o que fazem com os companheiros. O que eu sei, Elen, é que desde que nasci tenho sonhado em como será o meu. Se será baixa, alta, e os tipos de personalidade. Sempre sonhei em casar e ter filhos com ela. Nunca contei isso a ninguém.
Ok, agora estou com medo. Tudo bem que ele tenha esse sonho, mas o que tem haver comigo? Eu não posso ter companheiro. Isso só se aplica a shifter de outras espécies. Quando eu achar meu companheiro, Deus queira que não, terei que contar que sou fada... Sei que ele rira na minha cara. Vai procurar qualquer outra pra ter uma família direita e me deixar como objeto, assim como aconteceu com minha mãe.
–Tudo bem? -pergunta, percebendo que eu viajei mentalmente.
–Tudo. Continue, por favor.
–Ok. Bem... -segura minha mão e sorri. -Agora que achei minha companheira, não quero deixa-la nunca. Você é minha companheira, Elen.
Imediatamente arranco minha mão da sua e levanto, olhando-o com olhos arregalados. O que vou fazer agora? Minha pressão baixa e começo a ficar tonta novamente, caindo sentada no chão. Ele corre até mim e tenta me ajudar, mas estou apavorada e me encolho. Josh percebe e se afasta, triste, sentando na minha frente, no chão.
–Elen. Você não entende? Quero o seu bem. Nunca vou te machucar.
–DIZ ISSO PORQUE NÃO ME CONHECE. -grito. Meu coração vai explodir de tanto bater de nervoso. Estou tremendo, e encolhida na parede.
–Se acalma. Respira fundo. Não me importo o que aconteceu no passado. Não me importo com nada disso. Só com você. Quero você pra mim, Elen. Não entende?
–NÃO. VOCÊ VAI ME USAR. COMO SEMPRE FAZEM COM AGENTE. -grito novamente e começo a chorar. Muito. Tudo que estava preso na minha garganta, de todos esses anos, estava ‘dando as caras’.
–O que fizeram com você? — ele sussurra, mas escuto.
Respiro fundo e tento parar. Agora só as lagrimas saiam, mas não fazia mais barulho. Levanto e fico a sua frente, fazendo-o levantar também. Fico de cabeça baixa, sem olha-lo. Então começo.
–Tenho que contar-lhe uma coisa. -digo dando uma espiada em seu rosto, e ele parecia confuso e preocupado. -Apenas olhe com atenção.
Minha mão esquerda vai até o pulso direito e desprende minha pulseira. Uma luz muito forte começa a brilhar em mim, fazendo Josh fechar os olhos. Mas logo depois ela se vai.
–--------------------------Josh-----------------------------------------
Não estava entendo nada. Repentinamente ela parece submissa. Então diz que tem algo pra mi mostrar? Obvio que me preocupo e fico curioso. Mas então, uma luz intensa sai dela. Fecho os olhos, pois realmente é bem forte. E quando abro, fico pasmo. Ela é uma fada. Agora entendi tudo.
Seu cabelo loiro está liso e muito maior que antes, seus olhos estão verdes e um pouco puxados para o mel, que é o normal. Suas roupas estavam super diferentes. Havia um vestido branco super lindo. E na parte da barriga era transparente. Tudo nela é excitante. Estava com brincos e com um delicado filete de ouro no cabelo. Mas não tinha asas. Não entendo o por que.
–Você é linda. -sorrio. -Minha fadinha.
Realmente estava emocionado. Nunca imaginei que minha companheira fosse um shifter de uma espécie tão delicada como a de uma fada.
–Sim. Eu sou sua. -ela disse triste. E foi ai que percebi que estava chorando. Sua pele brilhante de fada não reluzia tanto.
–Ei, o que houve? -vou até ela e tento toca-la, mas ela se assusta, e entendo finalmente. Está com medo. -Por favor, Elen, conte-me tudo o que aconteceu com você.
–Vou contar, já que é meu companheiro.
–Como você não sabia que eu era seu companheiro antes?
–Só conseguimos saber quando estamos na forma de fada.
–E porque não tem asas?
–Eu tenho. Mas elas são difíceis de retrair no corpo, e doi. Então só as uso em casos especiais.
–Entendo. Ah... Estou tão feliz por você não é humana. A Sofia é, e não sabe como foi difícil ela entender o que é um companheiro. Junior penou. -disse mais relaxado, mas então, vejo como Elen está.
–Desculpe. Não deveria estar chorando. -diz baixinho.
–Ei... Pode chorar. -digo, abrasando-a rápido, para que não se afaste.
O lobo dentro de mim ficou tão eufórico para pega-la e tê-la de uma vez. Mas tinha que ir com calma. Muita calma. E pensando assim, olho para o seu rosto, que está encostado no meu peito devido à altura. Ela ainda chora.
Respiro fundo e decido faze-la dormir um pouco. Acho que foi muito pra ela. E assim faço. Colo-a deitada e deito ao seu lado. Então Elen ajeita a pulseira e volta a ser uma humana. Ficamos nos olhando, até eu ter coragem de perguntar.
–O que houve com você? Não confia mesmo em mim pra contar, não é?!
–Não é que eu não confie. Não te conheço, sabe? E... O cara que era o companheiro da minha mãe, ele a usava. Eu a via sendo... Estuprada e usada. E ele tinha outra família.
–Que horror... -sim, eu estou horrorizado. Já havia ouvido falar que as fadas não existiam mais porque eram usadas. Já que são as mais lindas e sedutoras. Alem de ser a espécie mais delicada de todas.
–Sim. Horrível. Passei muito tempo nessa tortura. Mas então ele a mata, porque ela me defendeu. -Elen se encole, e começa a chorar baixinho.
Não sabia o que fazer. Se perguntava o que o desprezível ser fez com ela, ou tentou fazer, ou se ficava calado. Mas o que eu sabia que poderia acalma-la, eram meus abraços. E assim o fiz. Apertei muito ela no meu peito, e chorou bastante. Sentia me abraçar também. Sua pele na minha, e suas lagrimas, me fizeram sorrir. Sentir que ela era a pessoa destinada pra mim, e que Elen está ali comigo, protegida, foi como a realização de um sonho antigo e quase morto.
–Elen? Está melhor? -pergunto receoso quando percebo que ela parara de chorar.
E então, ela senta na cama e cruza as pernas.
–Preciso te contar tudo. Mesmo que me doa. Preciso saber o que você acha. Se vai querer me aguentar ou me ter ao seu lado.
–Como assim? -pergunto preocupado e curioso, também sentando na cama a sua frente.
–Bem... É que o cara que era companheiro da minha mãe tentou me estuprar também. -uma nova gota de lagrima cai em seu rosto, mas ela enxuga prontamente. Coloco minha mão na sua e aperto- E... Ele quase conseguiu.
–Quase? Graças a Deus. -falo sem querer e fecho os olhos, respirando o mais fundo que conseguia, pois não havia percebido, mas parara de respirar por um tempo.
–Sim. Minha mãe me salvou, mas isso custou à vida dela. Vi minha mãe sendo espancada mais que o normal na minha frente, e assim, fugi. Nunca mais olhei ou voltei naquela casa, naquela região. Eu morava em Santiago. Com 13 anos vim andando de lá pra cá. Sem poder confiar em ninguém. Consegui um emprego com os meus poderes mágicos e é assim que eu vivo até hoje. Mas... Não sei se você sabe sobre a cultura das fadas...
–Não sei muito. Estudei uma vez por curiosidade, mas nada muito profundo.
–Eu sei muito, pois minha mãe me contava. Nos não gostamos de trabalhar com coisas pesadas ou com nada que não seja delicado ao estremo. E é por isso que fiz cem vezes mais esforço para aprender a lutar do que um ser humano normal. Claro que meus poderes me ajudaram. Eu flutuava às vezes e levitava algumas coisas. E toda fada tem sua magia. Seu encanto. Por isso sempre me chamavam para trabalhos.
–Entendo. Mas não se preocupe. Agora você morara aqui. -digo, mas percebo que ela arregala os olhos e me encara confusa.
–Mas... Por quê? Essa é a sua casa.
–Nossa casa Elen. Você é minha companheira esqueceu?
Ela fica com cara de desentendida e olha pra baixo.
–Senhor Josh, eu não sei se você vai me aceitar.
–Me chame de Josh apenas.
–Jo...Josh...
–Por que não sabe se eu vou te aceitar?
–Porque eu não sei se vou aguentar fazer sexo com alguém. -diz ela em um sussurro sem me encarar. -Sei que não deveria dar nenhuma opinião ou falar nada, e que deveria me por no meu lugar, mas... Seja só um pouco gentil. Por favor. Eu quase fui estuprada por um cara que fazia o mesmo na minha mãe. Então, mesmo tendo 18 anos, nunca fiz nada com ninguém, nem mesmo um beijo. Por isso... Eu não saberei agir.
–Ei, ei, ei... -fico assustado em como ela se submete. -Porque está falando assim comigo? Não lhe forçarei a nada. Vamos com calma. Você não é menos que eu. Quero que minha companheira... Na verdade sempre quis isso... Que você comandasse as regiões comigo. Juntos. Quero ser seu marido e quero uma família grande. Mas o que mais preso é dividir meu poder de alfa com você.
–Vo...Você faria isso?
–Mas é claro. É o que um bom companheiro alfa faz. Dividi seu poder com sua companheira. Não sei se ainda não entendeu Elen, mas companheiro é algo muito sagrado.
–Es... Estou começando a entender. Pra falar a verdade, se não fosse seu afilhado, o Pitta, eu iria embora. E se por um acaso vocês não deixassem, iria jogar um feitiço e fazer todos dormirem. Então iria embora.
–Me lembre de agradecer ao Pitta. -rio com o comentário e vejo que ela também deu um risinho baixo.
–Me apaixonei por ele. -fala sonhadora.
–Agora não vou mais agradecer. Fiquei com ciúmes. -faço um bico e ela ri. -Elen, não é melhor tomar um banho? Te relaxaria também.
–Po... Pode ser.
–Porque fica gaguejando? -rio baixinho.
–Faço isso quando estou nervosa. -sorri.
–Porque está nervosa?
–Porque parece realmente que vou morar aqui.
–Mas você vai. Não acredita?
–Acredito... É que foi tudo muito rápido.
–Sim, eu sei. -sorrio e passo a mão no seu rosto. -Você é a mulher mais linda, encantadora, divertida, sincera e fofa que eu já vi. Sabia? Ainda bem que foi criada apenas pra mim.
Ela cora extremamente, mas não deixa de dar um sorrisinho.
–Você também é lindo. Sempre sonhei que alguém incrível como você me salvaria de mim mesma.
–Bem... Não tenho um cavalo branca aqui comigo, mas acho que uma Ferrari preta serve, não é?
Ela não esperava por isso, então ri bastante, mostrando ser mais fofa do que parece.
–Acho que vou aceitar sua sugestão de banho. Amanha vou na minha casa... -diz a ultima frase pensativa.
–Claro. Vou com você e te ajudo a pegar seus pertences e ver a parte burocrática do aluguel.
–Como sabe que é alugada?
–Enquanto você dormia eu pesquisei algumas coisas importantes, como casa, trabalho... Essas coisas. Temos que ir depois no estúdio e falar com o diretor sobre a sua demissão.
–Bem... Acho que não será possível. Assinei um contrato que vai até o fim do filme. E falta poucas senas. Seria impossível eles acharem alguém com o meu estilo de luta, meu corpo e rosto.
Bastou ela falar isso e fico puto. Mesmo sendo dono de tudo não posso ir contra um documento.
–Bem... -fico sério e quase rosno, mas felizmente seguro meu lobo -Acho que terei que colocar tudo nas mãos de Junior por um tempo. Vou com você em todo o lugar que for. E se eu não puder ir por algum motivo irá escoltada, ok?!
Ela arregala os olhos e abaixa um pouco a cabeça, mas assente. E isso me faz ficar aliviado. Se ela não quisesse escolta, o que eu faria? Teria que estar com ela a todo o segundo. Claro que iria amar isso, mas tenho reuniões e meu trabalho. Bem, que bom que quis.
Vou até o banheiro, vendo que ela me olhar curiosa. Encho a banheira e coloco muitas ervas super cheirosas que Sofia me emprestou. Claro que tive que conversar com ela em como as mulheres gostam de certas coisas. Ela me deu varias dicas. Até emprestou um vestido pra Ely.
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