Notas iniciais
ULTIMO CAP DA SÉRIEEEEE kkkkk Mas pode deixar, a próxima já está vindo ;) boa leitura amores.

Tudo que havia ali era uma delicia. Havia bolos, rosquinhas, biscoitos até pães. Tudo do jeito mais fofo possível. Eu quase morri. Maty foi o primeiro a sentar e começar a comer. Ele estava faminto e eu também. Nos coelhos sentimos muita fome. O tempo todo.

Comemos tudo e conversamos muito. Carlos se impressionou que eu e Maty estávamos comendo mais que Josh come, segundo suas palavras. Parece que o alfa aproveita que sua companheira gosta de cozinhar.

Mas claro que expliquei a ele. Coelhos comem o tempo todo. Sentimos muita fome, e quase nunca ficamos satisfeitos. Só paramos quando queremos. Então ele fica super intrigado e me pergunta mais coisas sobre coelhos.

–Bem... A única diferença que temos das outras raças é que comemos muito. -digo pensativa. -Não sei se há outras coisas...

–Mana. Há sim... A gestação. -Maty fala sábio. Há muito tempo que não me chama de mana. Gosto quando faz isso. Quer dizer que se lembra dos nossos pais. Mas claro que não o proíbo de me chamar de mãe. É isso que sou pra ele.

–É verdade. -digo me lembrando.

–O que tem a gestação? -agora meu companheiro estava mais que super intrigado. Acho que sua profissão, medico, falou mais alto. Mas sei que também se preocupa comigo.

–Bem, nos coelhas temos apenas 3 meses de gestação. E no mínimo temos gêmeos. Nunca acontece de nascer apenas um. –digo, e ele fica confuso.

–Cadê os irmãos de vcs então.

Eu paraliso. Não era uma conversa boa para um dia tão lindo. Olho para Maty e esse, mesmo sendo uma criança, toma uma expressão séria como sendo uma amiga distante. A tristeza e talvez até a raiva. Estava relembrando de tudo que passamos. Olhando para o nada, no jardim. Abraço-o de lado.

–Agora estamos bem, pequeno. Eles gostariam de nos ver bem. Não vamos mais pensar neles... É desperdício de tempo. Não estão mais aqui.

–Eu sei mana... Eu sei. -diz me abraçando de volta. Tão maduro para uma criança de apenas quatro aninhos.

Olho para Carlos que imediatamente pareceu entender tudo. Mas mesmo assim, murmuro um "depois conversamos".

Mudamos de assunto e continuamos comendo, pelo menos eu e Maty, pois Carlos estava mais que satisfeito.

Saímos da mesa, quando acabamos, e meu companheiro pede para que o acompanhemos. Ele queria nos levar até o shopping. Entramos no carro e vamos até lá...

A muito não entro neles. Coelhos não gostam muito de pessoas. Mas por ser de manhã, estava bem vazio. O que fez eu e Maty relaxarmos bastante.

Começamos a entrar em todas as lojas. Interessante que em todas elas havia algo para comprar. Carlos não tinha limites quando se falava em gastar dinheiro. Também né... Havia muito... E segundo ele mesmo, queria nos mimar.

Ainda compramos roupas para Maty e brinquedos. O que ele nunca teve antes... Foi um dia bom para nos três. Menos pelo cansaço. Nossa irritabilidade estava a mil. Se não fosse pela companhia de Carlos, acho que piraria.

Enfim. Falei pra ele que chegasse. Não aguentava mais comprar.

–Mas amor, agente não ficou nem 2 horas. Temos que comprar muito mais.

–Coelhos odeiam lugares cheios e agitados. E só duas horas? Pareceu o dia todo. –falo revirando os olhos e massageando as têmporas.

–E odeiam lugares com pouca natureza. -diz Matheus com cara de emburrado. -Vamos embora mãe. -diz me puxando pela barra do vestido.

–Podemos? -pergunto a Carlos, que sorri.

–já vi que terei que pegar essas roupas que eu comprei e entregar a um estilista. Assim ele saberá seu gosto e o de Matheus. Semana que vem já terão roupas suficientes para uma vida.

–Não acha que é demais. –pergunto erguendo uma sobrancelha.

–Nada é de mais para Elen. Ela sempre faz a comida e toma conta dos estilos de roupa. Adora moda. E claro que quero mimar vocês. Precisam de muitas roupas. Quero sair muito e me divertir. Precisam ficar lindos que nem o papai. –diz rindo e pegando Maty no colo, fazendo cosquinha.

–Legal. Já vi que humildade não é muito seu forte, não é querido? –pergunto rindo das excreções e gritos do meu lindo Matheus.

–Mas você é a mulher mais linda do mundo. –ele deixa meu menininho no chão e vem até a mim. Envolve suas mãos na minha cintura e me beija ardentemente. Não consigo nem me mexer. Meu corpo todo ferve de excitação por ele. Precisamos completar o vinculo.

Depois, me da à mão, entrelaçando nossos dedos.

Fico calada, morrendo de vergonha. Mas o que nos faz rir é quando Maty se mete no meio de nossas mãos dadas e pega-as, fazendo com que ele fique no meio de nos, segurando nossas mãos. Assim, voltamos a andar, agora até a saída.

Chegando em casa, vemos a mesa do almoço e quase morro. Nunca comi tanta coisa em tão pouco tempo. Almoçamos. Mas o que me assusta um pouco, de um modo até mesmo bom, é que eu e Maty éramos a atenção principal da mesa. Todos da casa estavam sentados e impressionados como eu e meu filho comíamos. Até que eu tive que dar, mais uma vez, a explicação de sermos coelhos. Nos satisfazemos muito depois que uma raça, como a de um lobo, se satisfaz. E sim, comemos muitas verduras. Eu e Maty quase morremos quando vimos a enorme bacia de salada.

Depois, fomos para o quarto. Eu fiquei deitada um pouco, descansando da nossa ida ao shopping, enquanto meu suposto futuro marido levava meu suposto filho para o quarto dos meus supostos futuro sobrinhos. Caramba. Era muita suposição pra mim em apenas um dia

Quando Carlos volta, estou quase dormindo. Na verdade de olhos fechados e quase a beira do sono, mas pude senti-lo deitar ao meu lado e beijar o topo da minha cabeça. E uma linda frase realmente me fez despertar.

–Eu te amo. -ele sussurrou.

Abro os olhos e perco completamente o sono. Ele ri com isso, depois de tomar um pequeno susto...

–Meu amor. Pode me contar sobre seus irmãos? –pergunta receoso.

–Bem... Na verdade é simples. Toda nossa família vem combatendo essa merda toda de sequestro. Sabe que coelhos shifter são usados para várias coisas e facilmente sequestrados. E não sei por que, mas nossa família tinha muito s ômegas. E claro que os alfas das matilhas da cidade não deixaram passar tal fato. No fim, todos foram mortos. Meu irmão mais velho, ao ver que seus irmãos estavam sendo capturados, pensou em desistir. Mas o convenci que nos matar seria melhor. Eu que pedi para que ele nos matasse. O Igor era o mais forte de todos. E sim, conseguiu matar a todos, incluindo ele mesmo. Isso porque preferíamos ser mortos do que usados. Era como uma lei pra nos. Mas não sei por que eu e Matheus sobrevivemos. Isso foi há tão pouco tempo que ainda doi muito. E sei que Maty ainda sente muitas coisas por ver seus irmãos morrerem na sua frente. O pior é que sou a culpada disso tudo, e por algum destino, a maldita magia não recaiu sobre mim. Devia ter morrido lá, com eles.

Ficamos um tempo em silencio. Carlos tentava digerir a informação.

–Mas amor... Eu e Matheus agradecemos por você não ter morrido. Sei que ele ainda tem muito que crescer e aprender, mas mesmo nessa idade, ele sabe identificar o quanto é importante pra ele. Chama-te de mãe. Olha que lindo. Isso é a melhor dadiva de todas. O amor que ele sente por você. E o amor que também sinto por você. E é por isso que agradeço a essa magia. Por ter sido salva.

Choro. Choro porque ainda tinha muito coisa sobre meus ombros. Mas sei que nunca vou tirar totalmente esse peso, e que com o tempo ele vai apenas diminuindo... Mas acabar... Nunca.

Conversamos por um longo tempo, até que Carlos me perguntou o que eu achava disso tudo. Claro que disse que estava encantada com tanto vislumbre. A casa, nova família e novo amor. Era tudo muito ‘conto de fadas’ pra mim, pelo menos por enquanto.

No meio de todo o ‘papu’, ele começa a acariciar minhas cochas e me dar leves beijos no pescoço. Claro que não pude deixar de me sentir um tanto quanto entregue. Sentia seu lobo tentando sair e querendo completar o vinculo. Sentia isso. E eu já estava precisando. Talvez não aguentasse mais nem um dia.

Então, tenho a noite mais apaixonante e tentadora de toda a minha vida. Nunca esperei sentir tanto coisa por só uma pessoa. No fim, dormimos agarradinhos.

Descobri depois que Carlos havia planejado tudo. Maldito. Ele deixou Maty brincando no novo quarto, onde havia posto sua nova caminha. Enquanto isso veio sozinho e trancou a porta. Avisando a todos para não atrapalhar. Então ele realmente sabia que tudo ia funcional. Haha. Vou mata-lo. Ok, estou de TPM.

Mas sei que, agora que vamos nos casar e formar realmente uma família, tudo irá ficar bem.

–--10 anos depois--

–------------Carlos----------------

Estou muito feliz. Minha linda Yara está tendo nosso segundo bebe. Derek, com agora nove aninhos, terá uma irmãzinha... Clara. E descobrimos depois, que aquela magia que seu irmão jogara nela, não a matou, mas afetou seu organismo em alguma coisa. Tanto que a gravides de Derek foi muito complicada. E foi apenas ele. O que, para um shifter coelho, é quase impossível. E agora Cara, com novamente dificuldades para nascer e apenas ela. Mas depois de Derek, fiz pessoalmente exames detalhados da minha companheira. Seu organismo só fora afetado na parte do útero, deixando-o menor e impossível de sustentar dois fetos juntos.

E agora estou no hospital... Acabo de ver o parto da minha segunda filhota. Sendo um medico eu tenho privilégios. Um exemplo é ver o parto de Cesária da minha esposa.

Estou muito feliz. Josh, assim como todos da matilha, estão vibrando.

Nossas vidas nunca foram tão corridas. Beijo minha adorável esposa, quando ela já está no quarto. Maty, que agora tem 15 anos, está ao nosso lado, feliz da vida... E seu irmão Derek, com nove anos, está com olhinhos vidrados na bebe. Os dois já morrendo de amores pela criança linda no colo de Yara.

E cada vez mais eu tenho certeza que somos e seremos sempre uma família linda e feliz.

Notas finais
E então... gostaram????????/ A próxima série é Taty e Michele... Vou por tudo aqui mesmo. Fazer outra fic da trabalho ¬¬ kkk O próximo cap já é da próxima série. bjusssss