Notas iniciais
Ola amoreeeeees. Mais uma fic da série. Quem ainda não leu o primeiro, o link está ai em baixo.

http://fanfiction.com.br/historia/494431/Um_amor_para_sempre_-Josh_e_Elen/

Boa leitura. ^^

------------------ Carlos ----------------------------

Passado um ano de quando meu alfa achou sua companheira, lá estava eu, ainda sem esperança de achar a minha. Sou o mais velho de todos da matilha e sei que minha companheira deve ter morrido. Com total certeza. Todos encontram sua companheira com seus 100 anos ou um pouco mais. Mas eu nem conto mais quantos anos eu tenho.

Já nem quero mais uma companheira. Tenho minha vida super corrida de médico. Claro que sempre planejei em parar com tudo quando a encontrasse. Tenho um hospital, sou dono. Claro que algumas vezes quero relaxar e apenas vou a reuniões sem trabalhar efetivamente.

Um exemplo é hoje. Estou cansado, pensativo. Quero apenas brincar com as crianças e com minha sobrinha linda de meses. Cintia é a coisinha mais linda do mundo. Meu desejo de ser pai está quase morrendo, se já não morreu, então quero aproveita-los como um bom tio. Nunca contei a ninguém como sofro por não ter nenhum amor e poder construir uma família. Mas se essa é a minha sina, estou pronto para enfrenta-la com minha cabeça erguida. Serei um bom beta, bom médico, bom amigo e ótimo tio.

E como um ótimo tio, não posso negar nada ao ver a carinha fofo dos meus três sobrinhos lindos.

-Tio Carlos. Vamos ao shopping? Por favor, por favor, por favooooorrr... -pede Pitta super manhoso, me abraçando.

-Ah meu amor, está na hora do almoço. –rebato tentando, em vão, faze-lo desistir da ideia.

-Mas podemos comer a comida gostosa da tia Ely e depois ir. -pede agora Diogo.

-O que acha Sofia? -pergunto para a mãe deles que acabara de chegar ao quarto.

-Só se o Cris também quiser. -diz calmamente e sai do quarto, retirando as roupas sujas das crianças. Já vi que sobrou pra mim.

-Claro que quero. Eu que fui eu a dar a ideia de ir ao shopping. E isso desde as 6 horas da manhã, mas ninguém me escuta mesmo. -diz Cristian com um biquinho adorável, logo depois de fazer suas caretas dramáticas.

-Ok, ok crianças. Vamos ao shopping. –não resisto ao biquinho.

-EBAAA. -os três gritam juntos. Realmente estava cansado de ficar longe deles. Amo meu trabalho, mas é mais como uma forma de me ocupar. Se eu tivesse uma companheira, ai sim nem trabalharia.

Começamos a nos arrumarmos e fomos para a rua. Eu dirigia um carro comum, pois não me importo em carros ousados como o que o alfa e Junior têm. Pra mim, o que andar é lucro. E gosto desse carro. É confortável e seguro. Principalmente agora que estou com as crianças aqui.

Chegando ao shopping, começo a ter que segui-los. Eles entram em todas as lojas de brinquedo e compram muita coisa. Sei que são um pouco mimados em caso de brinquedos, mas tem consciência que a cada brinquedo que compram, dão um velho para crianças que não podem comprar. Isso é uma regra de seus pais. Algo que se um dia eu tivesse um filho (o que é impossível, pois nem companheira eu tenho), gostaria de usar. Acho que seria um bom educador.

Quando estávamos lá, por mais de uma hora, vejo um tumulto. Parecia um arrastão. Como os lobos são muito protetores, arrasto as crianças para dentro de uma loja e mando o homem trancar a porta.

-Amores, estarei aqui daqui a pouco. Fiquem protegidos. –mando. Precisava ver o que estava acontecendo.

Eles acenam nervosos com a cabeça. O homem tranca a porta da loja, me deixando de fora. Muitas pessoas corriam e outras olhavam, como eu. Começo a correr na direção contraria as pessoas, precisava saber o que estava havendo. Quando enfim chego à praça de alimentação, meu coração paralisa. O alfa da matilha no norte, nosso inimigo, está lá, em forma de humano. Mas o que mais me deixou chocado, foi à mulher que ele segurava com raiva, parecendo que iria bater nela.

A mulher tinha o cheiro mais doce do mundo. Um cheiro que podia identificar de muito longe. Um cheiro inexistente em qualquer outra pessoa. Minha companheira.

Linda e ruiva, com cabelos curtos e cacheados; estava gritando de medo. O alfa da matilha do norte prendia-a com suas mãos em sua garganta. Ia mata-la, e ele parecia com raiva. Rapidamente, meu lobo quer aparecer e matar o alfa. Mas tenho que agir com calma. Olho ao redor e vejo que não há mais ninguém. Nenhum humano pelo menos, pois vejo gente da matilha fazendo escolta, ligando para Josh e vendo se nenhum humano chega perto dali. Então, me transformo em lobo. De um segundo a outro, já estou com pelugens brancas e enormes.

Pulo em cima do alfa, que cai no chão, se transformando em seguida em lobo. Mas como minha matilha era a mais poderosa do mundo, eu, um beta, era mais forte que o qualquer alfa sem ser Josh. Começamos a batalhar e depois de um tempo, um lobo marrom se encontrava morto e o branco nem ofegante estava. Olho minha companheira. Ela está me observando com olhos arregalados. Não tem cheiro de humana. Mas também não tem cheiro de loba. E nunca a vi por aqui. De onde ela é, e porque o alfa do norte queria mata-la?

Chego bem perto dela, vendo seu corpo. Estava suja, imunda na verdade. Mas sua beleza é perfeita. Olhos azuis como o céu, lábios carnudos e rosados, e o cabelo... Ah o cabelo... Lindo. Cor de fogo, curto e cacheado. Sua pele branquinha, e corpinho super definido. Caramba. Eu realmente havia encontrado minha companheira.

Vou me aproximando, mas ela parece estar com muito medo. Um dos lobos, em forma de homem, me entrega uma roupa. Todos nos temos uma sobressalente, mas acho que esqueci a minha bolsa no carro.

Pego a trouxa de roupa com a boca e corro para o banheiro, me transformo em homem e visto a roupa. Corro novamente para onde minha companheira se encontra. Ela agora está de pé, chorando. Vou até ela e toco seu braço. Meu lobo pede por contato físico.

Ela da um pulo e olha nos meus olhos.

-Ola. Está tudo bem?

-Não. -ela diz e começa a chorar novamente, me dando um abraço muito apertado. Eu arregalo os olhos com o contato. Achei que ia ser mais difícil de conquista-la. Tomara que já saiba que eu sou seu companheiro. Deve saber sim, já que é shifter.

-O que houve? Conte-me. Você é de que espécie de Shifter?

-Sou coelho. Você... Você é meu companheiro, não é?! -pergunta manhosa, soluçando ao meu peito. Aperto mais seu corpo ao meu. Finalmente havia encontrando-a.

-Sim. Sou sim. O que está sentindo? Há algo diferente? Sou médico. Conte-me.

Ela sai de onde estava e fica a minha frente. Respira fundo e me encara.

-Eu preciso da sua ajuda. Ele está em perigo. -ela volta a chorar, colocando as mãos e cobrindo o rosto.

Aproximo-me e tiro suas mãos do rosto, beijando as gotas que estão em suas bochechas.

-Te protegerei sempre. E claro que vou ajuda-la. Conte-me o que houve. Mas antes temos que pegar meus sobrinhos. Vamos? -ela fica confusa e olha para a mão que estendo, mas logo pega. Começo a correr, não tão rápido por causa dela, mas quando passo em um dos lobos da matilha, ordeno. -Quando Josh chegar avise que estou em casa com as crianças e encontrei minha companheira.

-Sim senhor. -ele responde e corre até a entrada do shopping.

Minha companheira, que nem sabia o nome, para repentinamente.

-Quem é Josh? -pergunta preocupada e confusa, mas era perceptível a quantidade enorme de medo que seus olhos mostravam.

-É o meu alfa. Eu sou o beta dele. -digo, segurando mais fortemente sua mão. Parecia que queria fugir.

-Merda. -ela diz com cara de apavorada.

-O que foi?

-Meu companheiro é um beta... Ferro. -ela tenta puxar a mão, mas não consegue.

-O que tem eu? Porque está com medo de mim? -pergunto confuso.

-Não de você, mas da sua posição dentro dessa matilha. Desculpe. Sempre quis um companheiro, mas terá que esperar. Não posso ir com você agora.

E assim, ela solta minha mão e corre. Fico estático, mas não posso deixa-la escapar. Corro atrás dela e percebo que corre muito rápido. Será que é devido a sua espécie? Mas mesmo assim, lobos são muito mais rápidos, e logo estou a sua frente.

-Para. Não vou te machucar. Nunca. E nem deixarei ninguém fazer isso. Não somos iguais às outras matilhas. Somos irmãos e amigos. Ninguém mexeria em você.

-Mas não estou preocupada comigo.

-Ninguém mexera com ninguém que você goste. Se alguém se meter com você ou qualquer amigo seu, estará mexendo comigo. Somos adultos, pelo amor de Deus. Eu quero te ajudar e esperei mais de 200 anos por uma companheira.

Ela arregala os olhos.

-Mais de 200 anos?

-Sim. Pensei que estivesse morta.

-UOU. Eu também pensaria se fosse você.

-Entendeu agora? Preciso de você.

-Ok. Mas irá mesmo me ajudar?

-Claro que sim. -sorrio e estendo a mão novamente. -Vamos?

Ela sorri e aperta sua mão na minha. Encantadora. Corremos até a loja onde deixei meus pequenos. Quando chegamos, a porta já está aberta e eles estão nervosos com minha demora, principalmente Pitta.

-Tio Carlos. -os três gritam e correm para me abraçar.

-Ah crianças, perdão pela demora. Ocorreu algo relacionado à matilha. –falo baixo, pois há alguns humanos presentes. -Então tive que lutar.

-Ah que droga. Nunca vejo você lutando. Todos dizem que é melhor que o papai. Você é o melhor soldado do tio Josh. -Pitta quase grita, me abraçando e fazendo todos rirem.

-Garanto que terá um dia que eu mesmo vou ensinar a todos vocês minhas técnicas de luta. Mas por enquanto precisam se divertir. Terão a eternidade para lutar.

-Tio Carlos? -Pitta me chama.

-Sim querido?

-Quem é essa moça bonita?

-Ela é a minha companheira. -sorrio e olho em seus olhos. Ela estava me observando com as crianças até agora. -Como é seu nome querida? -pergunto a ela.

-Yara. -repondo sorrindo. -Você é o Carlos, pelo que pude ver.

-Sim. Um prazer enorme lhe conhecer. Esperei por longos anos. -sorrio e beijo sua mão, fazendo-a rir.

-Bem, eu tenho apenas 22 anos, não esperei muito, mas sempre quis lhe encontrar também.

-Só 22 anos? -pergunto com os olhos arregalados.

-Sim. Mas acho que minha mentalidade é de bem mais velha. Já passei por muita coisa.

-Gostaria de saber dos detalhes. -sorrio junto a ela, mas logo percebo os olhares famintos de curiosidade dos meus lindos sobrinhos. -Mas antes, querida, temos que ir pra casa.

-Antes... Por favor. Ajude-me. Preciso passar em um lugar e pegar ele. Precisa de proteção. -Yara pede meio que no desespero.

-Claro. Mas quem é? -pergunto.

-Você verá. Temos que ir depressa. E que bom que é medico, ele precisará.

-Sim, então vamos logo.

Começamos a correr até o carro. Logo depois, começo a dirigir pra onde ela me indicava. Fico assustado quando vejo que estou entrando em uma comunidade bem carente. Um lugar horrivelmente precário.

Repentinamente ela me manda estacionar em uma fabrica fechada e falida. Tudo era pura imundice. Ferros enferrujados e lixo para todo o lugar.

O que mais me desesperou foi ela abrir o sinto de segurança e a porta, e simplesmente sair que nem uma desesperada, até mesmo antes que eu possa estacionar direito.

Estaciono e saio correndo, dando ordem as crianças para ficar onde estão. Corro muito atrás dele. Subimos escadas e até grito para ela me esperar, mas nada funciona. No fim, chegamos a uma porta que ela não conseguia abrir. Já estava chorando.

-Se afaste. -mando e dou impulso. Moleza colocar essa posta no chão.

E exatamente o que aconteceu. Mas antes que eu pudesse perguntar a ela qualquer coisa, vejo-a correr pra dentro da sala escura.

-Maty. -ela grita, me fazendo perceber que estamos em uma sala fechada. Grande, mas fechada. –Matheus, apareça pra mim querido. É a Yara. Apareça Maty.

Estava achando que ela pudesse estar com algum problema psicológico. Não poderia haver ninguém ali, em um lugar fechado e nessas condições. Vou até ela com calma e coloco uma mão no seu ombro.

-Com quem está falando querida? -pergunto, mas me desespero em vê-la cair de joelhos e começar a chorar pesadamente.

-NÃO... -grita. -Ele devia estar aqui. Cadê o meu bebe? -chora, fazendo-me sentar a sua frente e abraça-la.

-Calma. Vamos encontra-lo. Onde quer que esteja. -prometo, mas sei que pode ser uma ilusão. Ela está debilitada por quase morrer nas mãos do alfa do norte e tanta coisa aconteceu.

-Eu preciso dele aqui comigo. -ela me abraça apertado e chora mais.

-Calma. Prometo-te que vamos acha-lo. Agora vamos pra casa. É bom você tomar um banho e dormir um pouco.

Ela não fala nada, apenas é ajudada por mim a se levantar e continua chorando. Acho realmente que pode ser algo da sua cabeça. Enquanto a ajudo a descer todas as escadas, ela diz algo que me preocupa muito mais.

-Ele pode ter se teletransportado... Mas... Não está no nível dele ainda. -diz ela pensativa.

Isso me apavora um pouco. Acho melhor leva-la ao hospital depois.

Mas então, saímos do lugar horrível. Olho o carro e vejo meus sobrinhos fora dele, em círculos. O que foi agora? Corremos nos dois até eles e abrem o circulo. Encontro então um garotinho lindo de mais ou menos 3 ou 4 anos, sentado e chorando pesadamente.

Tudo foi tão rápido que me deixou desnorteado.

-MATHEUS. -Yara grita e corre até a criança.

-MAMÃAAAEEEE... -ele grita, para de chorar e corre até ela.

Eu fico estático. Como um criança de uns 3 aninhos conseguiu ficar, mesmo que por um segundo, naquele ambiente. E ela era a mãe dele? Como assim?

Notas finais
Gostaram? Odiaram?

Beijus amores e até o próximo.