Um amor não correspondido ?

1 Quando as coisas podem piorar...


Notas iniciais
Espero mesmo que gostem dessa história e comentem p.

Pov Letícia

Lá estava eu, me cortando novamente com o estilete. Não sentia mais dor, já estava até acostumada e eu gostava da sensação que me tomava. Sempre fazia isso quando estava infeliz, mas eu diria que nem uma vez eu fui feliz. Não tenho família, não tenho amigos e nem felicidade. Minha vida é uma droga mesmo.

Desculpa por não me apresenta. Sou Letícia e tenho 18 anos. Meus cabelos são castanhos escuros quase preto. Meus olhos são claros, mas profundos. Minha pele é branca com um pouco de bronzeado. Ou seja, não sou tão bonita assim, vivem dizendo isso para mim. Posso ser a " invisível" na minha escola, mas sempre fui maltratada pela Lara e sua turma. Estudo em uma escola particular, mas não sou rica. Sou órfã e vivo no melhor orfanato da minha cidade. Depois que meus pais sofreram um acidente, eu fui para lá e assim vivo depois de longos 16 anos. Mas é muito agradável o ambiente, mesmo eu querendo muito uma casa para mim chamar de lar.

Toca o sinal e eu vou para minha sala com meus fones de ouvido no máximo. Estava escutando "All of me" do John Legend, quando esbarro em alguém forte. Olho de frente e vejo um par de olhos castanhos me olhando surpreso.

- Olha para onde anda, infeliz- fala ele e uma sensação faz minhas pernas ficarem bambas.

- Eu? Não é você que tem que olhar? Eu estava olhando, foi você que estava dando um de conquistador para aquela garota- era verdade, eu estava olhando para ele quando passava, mas depois ele virou o olhar e ficou cantando a menina de short curto.

- Pelo menos ela não é feia como você- fala ele rindo e saindo. Aquilo acaba comigo, posso estar acostumada, mas alguma coisa naquelas palavras que saíram da boca dele fez meu coração despedaça. Me recomponho e vou direto para minha sala.


(...)

Se ele sorria, meu coração batia. Se ele ficava serio, bati ainda mais. Se ele fazia mais alguma coisa, meu coração batia ainda mais rápido. Grande parte do dia foi assim, mas logo vou para o orfanato depois da escola. Chego lá e vejo todos na sala vendo Bob esponja. Sorrio e entro sendo recebida pelos órfãos.

- Oi Leth!- fala eles uníssono. Sorrio entristecida, mas logo me recomponho.

- Oi. Já comeram?- pergunto e eles afirmam sorrindo. Dou um beijo em todos e subo para meu quarto fechando a porta logo em seguida. Essa é uma das coisa boas de ser a mais velha, ter meu próprio quarto, mas mesmo isso não me deixa feliz. Desejo logo sair daqui e procura uma felicidade escondida

(...)

Acordo o outro dia cedo para mais um dia no inferno. Levanto meio sonolenta e vou direto para o banheiro. Tomo um banho e troco de roupa. Coloco uma calça jeans, uma blusa branca e um casaco xadrez por cima, logo calço meu All star vermelho. Faço uma leve maquiagem- Rímel, lápis e blush- e saio de casa com meu fone de ouvido. Logo chego na escola e já vejo Lara e sua turma vendo em minha direção.

- Vi você conversando com o Max ontem. Só vou avisar uma vez! Fique longe dele ou você vai ver o que é um inferno!- exclama e eu fico séria.

- Se você não percebeu ele não quer saber nada sobre mim, Okay? Eu já sou invisível o bastante para alguém dessa droga de escola me percebe e ser meu amigo. Então, que tal eu cuidar da minha vida que já é um inferno e você cuida da sua preciosa vida? Eu agradeceria- falo saindo, mas ela me puxa pelo braço.

- Olha se a infeliz não tem uma boca suja? Vamos dar uma lição nela- fala ela me empurrando para a parede.
- Você vai ver comigo por ter falado aquelas besteiras!- fala levantando o braço e eu fecho os olhos. Sinto uma respiração acelerada em meu rosto e abro os olhos vendo um par de olhos verdes me observando.

- Chega! Lara vai para aula e depois teremos uma conversa- fala o mesmo que não me recordo o nome.

- Obrigada...- falo e ele sorri aliviado.

- Como você está? Ela te machucou?- pergunta ele preocupado.

- Não. Eu estou bem e você é ?- pergunto curiosa e ele sorri.

- Josh. Você deveria saber, fazemos química juntos- fala ele rindo.

- Só química? Uhm, e tenho que ir e obrigada mais uma vez- falo sorrindo e saindo dali.

(...)

O dia passou rápido e já estava indo para o orfanato quando lara e sua turma vem atrás de mim.

- Infeliz! Viemos aqui dar um pedido desculpas e você vai adorar- fala ela rindo e eu me afasto.

- E o que seria? — pergunto e ela riem ainda mais.

- Que tal você descobrir?- fala ela jogando tinta em mim e logo vem algo gelado.

- Gostou? — pergunta Mariana, rindo junto com as outras.

- Sério? Obrigada pelo presente, mas eu acho que eu vou indo- falo siando correndo e chorando. Choro por horas até chegar no orfanato onde várias crianças me perguntam o que aconteceu, mas não respondo. Entro no meu quarto e desabo no chão chorando logo em seguida. Levanto e tomo um banho. Ouço a diretora me chamar e desço me deparando com uns olhos castanhos conhecidos.

- Sim? Diretora a senhora me chamou?- pergunto ignorando aqueles olhos me observando.

- Senhorita Letícia! Que bom que está presente. Esta família veio te buscar para uma nova família. Assinaram a papelada ontem e a senhorita finalmente sairá desse orfanato- fala ela formalmente. Viro e vejo Max serio e me olhando de cima a baixo. Do lado dele tem uma moça de cabelos loiros com tons de castanho e olhos iguais ao de Max, sorrindo. Do lado dela tem um moço alto, de cabelos castanhos claros e com olhos claros, também sorrindo.

- Olá querida. Eu sou Elizabeth e esse é o meu marido Vitor, e acho que já conhecer meu filho Max- fala ela sorrindo ainda mais. Havia algo naquela mulher que me fazia lembra de minha mãe e várias lembranças vem em minha cabeça e logo desmaio.

Continua...

Notas finais
Comentem, facilitem, acompanhem e ajudem um autor ser feliz. Um comentário faz muito diferença.