Um amor inesperado e.. inesquecível
24 Chave do coração
Notas iniciais
Povs. Estelar
A vida tinha perdido a cor e o sabor. Aos meus olhos, todos os dias eram chuvosos e cinzas. O mundo além das paredes do meu quarto já não fazia mais parte do meu ser.
Eu sou apenas uma peça sobressalente e excluída da sociedade. Mas eu também não queria mais fazer parte dela, pois o motivo da minha existência, motivo da minha vida ter finalmente começado a fazer sentido, e meu motivo para continuar caminhando, era ele. E, no momento em que eu o perdi, perdi o meu amor, eu tornei-me uma pessoa sem rumo... perdida.
A vida é realmente, algo muito difícil de encarar... já a morte, não. Na morte se reina a calma e a paz. Não existem conflitos... A morte é tentadora. E às vezes, eu me encontro na duvida de qual caminho seguir... Essas são as horas que eu mais me assusto comigo mesma.
OoOoOOOooOoOo
Acordei assustada. Mais uma noite na minha vida. Os meus gritos abafados de desespero foram ouvidos alem do mundo dos sonhos... foi quando acordei.
Rav- Calma, calma Estel, eu to aqui. – Abri meus olhos em espanto, no instante em que senti uma mão gélida tocar meu ombro.
Sentei-me na cama em um solavanco, enquanto era assistida por duas orbes violetas. Mas eu possuía olhos fixos na parede a minha frente. Eu não enxergava de fato a parede... somente punha meus pensamentos em ordem.
Minha boca entreaberta buscava por ar desesperadamente, e minhas mãos molhadas de suor frio, agarravam o lençol abaixo de mim com força.
Enquanto os segundos se passavam, eu me acalmava. Mas tempo nenhum poderia curar a dor que eu carregava no peito.
Rav- Já esta melhor? – Lembrei-me da presença de minha amiga quando ela voltou a falar. Nem percebi que a mesma afagava seus dedos em meus cabelos, agora secos e sem vida, em uma tentativa de apoio.
Respirei pausadamente, fechando os olhos e afastando os pequenos flashes que eu possuía do meu pesadelo.
Star- Quero... lavar meu rosto. – Eu disse com mais calma, e , atendendo ao meu pedido, Ravena ajudou-me a levantar, e fomos juntas rumo ao banheiro.
De frente para a pia, dei uma olhada em meu reflexo. Deus! Eu não me reconheceria mais. Quem é essa garota feia, desnutrida, pálida, com rosto manchado pelas lagrimas e bolsas abaixo dos olhos? ...Eu estava horrível.
Molhei a face assustadora que agora eu possuía e dispensei Ravena, quando estávamos voltando para meus aposentos.
Rav- Tem certeza Star? Não quer que eu fique com você, eu posso...
Star- Não Ravena. Só vá dormir, eu quero ficar sozinha.
E enquanto ela me virava as costas, eu senti-me mal. Eu sentia muito estar tratando meus amigos tão mal. Eu não queria fazer isso, e estar me comportando assim. E por isso, as vezes, eu achava que a melhor solução, seria eu simplesmente desaparecer...
Sentei-me na cama e enterrei minha cabeça entre as mãos. Eu queria saber qual seria meu próximo passo... sair dessa estagnação. Queria saber se algo iria acontecer em minha vida... e como ela seria daqui em diante.
Encobri minha boca com uma das mãos, e abracei meu próprio corpo com o outro braço enquanto eu fitava a lua pela janela.
Lua... Oh grande senhora solitária. Como eu a compreendia agora! O seu brilho era seu. Era um reflexo invejoso do seu astro contrario.
Mas foi esse brilho que despertou algo no meu campo de visão... Somente um pequeno metal que brilhava por cima dos meus lençóis. O vento frio que entrava pelo meu quarto e esvoaçavam meus cabelos, provocou em meu corpo algo alem de só arrepios, ele me trouxe clareza nas ideias... E foi com isso em mente que eu, naquela noite, fui ao meu closet, vesti um conjunto de moletom, e com o pequenino objeto me mãos, eu deixei a segurança e privacidade de meus aposentos.
Objeto tão pequeno... mas com um valor e significado tão grandes. Como pude perceber isso somente agora? ... Mas o importante era que agora, eu sabia para onde ir.
OooOooOOoOOooOOoO
Povs. Robin
Rob- Já encontraram ela? – Eu estava ansioso, e de olho nas câmeras e radares da cidade junto com o resto da equipe.
Cyb- Nada ainda passarinho. – Cyborgue me disse enquanto monitorava novamente todas as telas do computador. – Mas fica calmo, vamos encontra-la.
Já faziam quase 3h que os alarmes haviam despertado e nos indicado movimento fora da torre. De imediato, pensamos que era alguma invasão... somente alguns minutos depois percebemos que Estelar não estava mais em seu quarto.
O dia já estava amanhecendo e nenhum sinal dela. Ficar calmo?
Rob- Mutano, Ravena, algum sinal da Estelar? – Chamei-os pelo comunicador. Eles sobrevoavam a cidade.
Rav- Robin, nada ainda... Mas estamos procurando. – Ravena tentava sentir qualquer presença que a levasse a Star. Ela voava ao lado de um enorme pterodátilo verde... e os dois somente trocavam acenos negativos , demonstrando que ate então, a busca estava sendo em vão.
Já ia encerrar a chamada e sair com minha moto para rodar a cidade, eu não conseguiria ficar parado... mas foi quando..
Rav- Robin ! Localizamos ela! – Meu coração palpitou mais forte.
Cyb- Me passe as coordenadas Ravena! Já estamos a caminho.
OoooooooOOoOoOOOO
Povs. Estelar
O apartamento de Max estava maior. Talvez a falta da mobília desse esse efeito. Agora, todo o lugar não passava de chão, paredes e cômodos vazios. Eu sabia que a chave abriria a porta do apartamento. Mas eu não sabia o que encontrar la.
Andei entre os corredores e fui ate o antigo quarto dele. Nada de cama, nada de TV, nada de guarda-roupa nem mesinhas... Somente as cortinas da janela dançavam junto com o vento... E a coisa mais estranha: Uma caixa de papelão, tamanho médio, estava no centro do quarto.
Encarei aquele objeto por alguns segundos. Parecia suspeito... Mas não acredito que o pai de Max iria fazer algo de ruim para mim.
Sentei-me no chão, com a caixa a minha frente. Eu estava tremendo... Seria de ansiedade ou fraqueza? De qualquer forma, quando os primeiros raios solares começaram a invadir o espaço ao meu redor, eles trouxeram consigo algum tipo de coragem para que eu conseguisse abrir e caixa, enquanto eu ainda controlava meu pranto.
Em cima da caixa, apenas uma coisa. Um bilhete que dizia: Para a minha Menininha.
Ao remover a parte superior e finalmente poder enxergar o que havia la dentro, uma onda imensa de emoções tomou conta de mim... Possuíam ali, uma blusa do Max, a qual eu usara uma vez para dormir... Fotos nossas, pequenos objetos que não valeriam nada para outras pessoas, mas que para nós dois, eram especiais. Alguns dvd’s também estavam ali, e em um deles, estava escrito: “Oi Kory”. E , outra chave...
Fitei todos os objetos por alguns minutos, os únicos movimentos captáveis eram o inflar do meu tórax com minha respiração, e o escorrer das lagrimas... Acho que eu estava em algum tipo de transe...
Transe esse, tirado, quando os meus amigos invadiram o apartamento, e quase derrubaram a porta, clamando desesperadamente pelo meu nome.
Rob- Estelar !! Onde você esta?
Cyb- Star !! .. Cade você garota? ..
As vozes ficavam cada vez mais perto...
Rav- Achei ela!
Senti a presença de cada um invadir o quarto... O que me assustou foi à rápida aproximação de Robin. Ele correu ao meu encontro, ajoelhou-se ao meu lado, e em questão de segundos, eu me encontrava entre os seus braços, quentes e firmes.
Tenho que admitir, eu agradeci mentalmente a ele por aquele gesto de carinho. Eu senti que estava sendo consumida pela dor antes dele me tocar.
Rob- Oh Star! ... Ficamos tão preocupados! – Ele disse, enquanto me segurava em um abraço apertado. Ele estava ofegante, e sua voz demonstrava medo.
Desfiz o abraço aos poucos, ate perceber que os outros nos encaravam. Fiz algum movimento, em menção de me levantar. Mas se não fosse pela ajuda de Robin, eu não conseguiria. Eu estava verdadeiramente muito fraca.
Mut- Não assusta mais a gente assim não cara! ... Ficamos preocupados! – Mutano disse, enquanto também se aproximava para um abraço, mais rápido e menos intenso do anterior que eu havia recebido.
Star- Sinto muito gente... eu só.. – Olhei para a caixa, e depois olhei para eles novamente. Eu não estava a fim de explicar toda a situação. Mas eles acabaram compreendendo.
Cyb- Ele deixou isso para você? ... – Cyborgue disse, em nome de todos ali. Respondi com um aceno de cabeça. Ouvi suspiros...
Rav- E você esta bem? ... –Ravena veio se aproximando. Aquelas palavras passaram cortando em meus ouvidos, e senti o gosto salgado em minha garganta.
Star- Eu... s-só quero ir pra casa agora. – Na verdade, eu queria respostas... os objetos daquela caixa tinham que me dar alguma explicação. Mas, eu não queria continuar ali.. Nesse lugar. Muitas lembranças vinham a minha mente nesse momento.
Então, correspondendo ao meu pedido, Cyobrgue pegou a caixa, enquanto os outros me conduziam para o carro. E, enquanto retornávamos para a torre, uma enorme dor fincou as garras em meu coração. Ai Max, o que você queria me dizer com tudo isso?
OooOooOOoOOOooO
Cyb- Star? – Minha atenção foi desviada pelo eco do meu nome. Pisquei meus olhos repetidas vezes para retornar a realidade, só então percebi que o carro já havia parado e os demais me esperavam do lado de fora.
Ao entrarmos na torre, Cyborgue logo sugeriu um café da manha reforçado para todos. Acho que meu corpo já não aguentaria mais tanto tempo sem sustendo, por isso, eu resolvi comer um pouco... Pelo menos, tentar.
Rob- É bom ver você comendo de novo Estelar. – Ele disse, enquanto dava aquele sorriso encantador dele. Era bom vê-lo sorrindo de novo... Acho que ele queria ver a mesma coisa acontecendo comigo. Mas eu não o respondi. Continuei cabisbaixa, olhando para as panquecas a minha frente.
Sentados todos a mesa, enquanto eles conversavam, eu permaneci em silêncio. Criando coragem para pedir algo...
Star- A-amigos... eu... – Ouvi as conversas sendo interrompidas, e percebi que agora eu tinha total atenção.
Mut- O que foi Estel? ..
Respirei profundamente, e olhei de relance para a caixa que havíamos trago no carro, ela estava em cima do grande sofá da sala.
Star- Preciso fazer uma coisa... Mas não irei conseguir sozinha... – Eu lutava contra o nó em minha garganta...
Cyb- Seja o que for Estelar, sabe que pode contar com a gente.
Levantei meu olhar e vi que estava recebendo vários olhares acolhedores. Nossa... como eu amava todos ali! Eu sei o quanto eles sentiam a minha falta. Eu também sentia deles. Mas eu não era a mesma de antes. E é difícil voltar para uma realidade a qual você não escolheu vivenciá -la.
Tremula, levantei, e todos me imitaram. Seguimos para o sofá, onde tive que novamente, encarar todos aqueles objetos que me causavam tanta dor. Outro nó se fez em minha garganta, e eu senti o gosto do choro que logo logo cairia. Mas não agora.
Neste momento, eu precisava ser forte.
Rav- Star, ta tudo bem. Você não precisa fazer isso. – Ravena depositou sua mao gélida sobre o meu ombro. Eu a virei para encara-la. – Só vai prolongar mais o seu sofrimento.
Haa.. eu tive vontade de rir.
Star- Não amiga Ravena... eu preciso de sabe o “por que” disso tudo. Ele me deve isso! . – Tentei não me alterar demais, mas parecia ser algo impossível. Sempre que o assunto era ele, meus sentimentos ficavam a flor da pele.
Peguei o DVD que estava escrito “Oi Kory”. Esse realmente me fez questionar varias coisas. E eu sabia que este deveria ser o objeto mais importante daquele recipiente.
Rob- Acha que suas respostas vão estar ai? – A pergunta de Robin continha um pouco de ciúmes e ironia. Tentei ignorar esse pensamento.
Star- Espero que sim.
Cyb- Beleza ! – Cyborgue cortou o clima ruim que estava começando a se instalar (realmente, era só o começo). – Vamos colocar esse DVD pra rodar.
Ele tomou o pequeno circulo de minha mão e foi em direção ao aparelho da sala. Mutano, Ravena e Robin foram de sentar. Eu permaneci de pe, perto deles. Digamos que meio em choque ainda, não acreditando no que estava por vir.
Mut- Não vai se sentar Star? – Eles me puxavam para junto deles. Mas nem todas as suas forcas juntas eram capazes de me mover um centímetro.
O DVD foi posto, a TV ligada. Cyborgue se uniu aos outros enquanto esperávamos com o coração acelerado pelo que apareceria na tela.
X- Oi Kory ... Nossa, que clichê começar um vídeo pelo titulo né? Haha
Ao ouvir sua voz doce me chamando, meu coração pousou mais forte e parou, ao mesmo tempo. Era uma sensação maravilhosa vê-lo outra vez, e ao mesmo tempo, terrível e arrasador. Todas essas emoções contraditórias e mutuas me causaram uma gigantesca pontada no peito. Tão forte, que me fez perder o ar e o equilíbrio. Robin foi quem se levantou rapidamente, e se prontificou a me colocar no sofá, junto dele e dos outros.
X- Eu sei. Eu não deveria estar rindo. Mas é o que dizem , melhor rir do que chorar. E graças a você, minha alegria cresceu muito...
X- Como você esta minha princesa? Esta bem? ... Acredito que este deva ser o meu maior medo. Pois se você estiver assistindo a isso, quer dizer que realmente, aconteceu o que tinha que acontecer, e eu não sobrevivi.
As lagrimas incessantes dos meus olhos se juntaram as dele, que agora no vídeo, começou a chorar, olhando baixo, e depois retornando para a câmera. Ele parece estar gravando da sala de seu apartamento. Sua aparência estava do jeitinho que eu me lembrava. Um pouco acabado, mas mesmo assim, era o meu Max.
Me senti sendo envolvida por braços fortes, e um delicioso cheiro de colônia entrou pelas minhas narinas. Era Robin, eu reconheceria seus braços e essência em qualquer lugar.
Deixei-me aconchegar em seu corpo. Eu necessitava de um apoio, ainda mais agora.
Max respirou fundo antes de retomar sua fala.
X- Nem sei por onde começar a te explicar tudo... Mas tentarei esclarecer tudo pra você. Devem lhe dizer que minha morte decorrera de um problema cardíaco (respiração funda). Sim minha menininha, eu tenho problemas no coração. Nunca te contei, porque acredito ser algo irrelevante, ou seja, eu te contando ou não que possuo DAC ( Doença Arterial Coronariana) ou não, eu ainda continuaria tendo meu problema, e você só ficaria mais preocupada comigo. Mas de nada adiantaria suas dores de cabeça por minha causa, por que a doença não se curaria.
Eu nasci com ela. E por isso, desde bem novo, meus pais já me deixaram claro que, a qualquer momento, meu coração poderia simplesmente parar de bater. Isso traumatiza qualquer criança né? .. Fiquei assustado no começo, mas logo depois percebi que, por eu saber disso, eu não tinha mais medo do mundo.
Me arriscava mesmo, pulava muros, saltava dos trens. Praticava luta nas ruas para conseguir dinheiro para os meus pais. Afinal, meu coração podia parar comigo fazendo exercícios ou mofando em casa... eu escolhi aproveitar minha vida.
Mas, aprendi que, quem não tem medo de viver, acaba fazendo escolhas erradas de vez em quando. Eu fui para um mundo quase que sem volta. Já com 13 anos, eu comecei a roubar, e usar drogas. Andava com pessoas da barra pesada mesmo.
Me revoltei com a vida, por não ter me dado chance de aproveita-la com calma, como qualquer pessoa normal. Eu me sentia uma bomba relógio. Ate que, em um dia, quando eu estava no meio de uma briga, um homem se aproximou e começou a me fazer promessas.
Disse que poderia me curar, deixar meu coração normal como o de todo mundo, e que, em troca, eu apenas teria de trabalhar para ele. Ele observou meus movimentos em combate, e foi isso que o chamou a atenção.
Não acreditei no começo. Mas acabei concordando com a proposta. Mal eu sabia que eu estava fazendo a maior burrice da minha vida. Um verdadeiro pacto.
Levei a noticia aos meus pais. Eles tiveram a mesma reação que eu tive no começo. Mas eles no papel de pais ficaram divididos: deixariam seu filho ter uma vida longa, se para isso, ele teria de trabalhar para alguém que eles mal conheciam? Sendo esse homem podendo ser bom ou mal.
Já deve ter adivinhado quem era esse homem né? Mas na época, ele só estava começando a ser reconhecido como Slade.
Bom Star, lembra-se da vez que você disse que a roupa de X parece ter sido feita pra mim? ... Em partes, ela se encaixou direitinho mesmo. Por que, para resolver meu problema cardíaco, Slade procurou trajes que pudessem transmitir elementos para um dispositivo posto por ele em meu coração. Mas, nenhum elemento fazia um efeito duradouro... Ate ele se encontrar com Robin, e descobrir o elemento Xenôtio contido no traje do X.
Roubar o traje foi o ápice para Slade. Ele só não imaginava que eu iria ficar com o pé atrás. Afinal, eu não sou mal... nunca desejei mal a ninguém. Mas infelizmente, eu estava fadado a continuar cumprindo suas ordens. Tínhamos um acordo. Um acordo que eu fiz de ser seu aprendiz e ajudante. Como eu era jovem e ingênuo.
Depois que te conheci Star, meu mundo de maldades se desfez. Você, sempre tão gentil, meiga e linda, não se deixou levar pelo o que os outros pensavam, e foi legal comigo. Você foi uma luz na minha vida de trevas.
No mesmo dia em que conversamos pela primeira vez no parque, eu fui ate Slade, desistindo de continuar a trabalhar com ele. Mas claro, essa não era uma opção. Mas como nunca antes havia me colocado limites, eu não liguei para o que ele disse, e nem para as ameaças. Mas depois elas se tornaram reais demais.
Ele programou uma bomba, que ira explodir por toda a extensão da cidade, usando o esgoto. O único dispositivo que pode para-la, é este em meu peito....
(Acalmando o choro)
Star- Max? .. (ela o chamava ao fundo do apartamento) Max soltou um risinho, secou o pranto, respondeu, depois voltou-se para a câmera.
X- Já vou amor!.. Você é tão linda de manha. Deve estar na minha cama, me esperando só de blusa... Bem, vou la aproveitar meu tempinho com você antes de você voltar pros titãs. Irei te abraçar forte.. te dizer o quanto te amo.. (ele fechava os olhos, as lagrimas rolavam. Aproximou a face da câmera ) .. Te amo muito Star. Sinto sua falta.. Queria poder estar ai com você agora.
(Já ia desligar a câmera, quando um pensamento o deteve, e ele soltou um riso triste.)
Engraçado né amor, eu sempre te chamei de anjo... Mas parece que agora, eu que sou o seu anjinho da guarda.. estarei cuidando de você ao longe. Iremos nos encontrar ainda, espero que não tão cedo. Você ainda vai ter uma vida boa e longa pela frente. E Robin, cuide bem dessa garota, ela é especial. Ate um dia... E foi um prazer conhecer todos vocês.
Star... Aku Ingin
–-- e o vídeo se encerra ---
Mut- Star, o que foi aquilo que ele disse no final? – Mutano pergunto, recebendo tapões e olhares muito reprovadores dos outros.
E sem mexer o meu rosto, eu o respondi
Star- Significa “eu te amo” em tamaraniano...
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