O alarme do meu despertador ressoa pela manhã, ecoando pelo ambiente silencioso. Lentamente, eu me espreguiço, permitindo que meu corpo se alongue enquanto um bocejo involuntário escapa dos meus lábios. Com um esforço, estico o braço em direção ao relógio e desligo o aparelho, colocando fim ao seu som insistente que interpôs entre mim e a tranquilidade do sono.

Levanto-me da cama com um pouco de sonolência, mas sei que preciso acordar. Caminho até o banheiro para fazer minhas higienes matinais. Após me refrescar, visto-me rapidamente. Olho para o relógio e percebo que ainda é muito cedo, são três horas da madrugada. Apesar da hora, preciso seguir com o plano que estabeleci: vou ligar para o Peter assim que chegar ao destino.


Finalmente, depois de alguns preparativos, estamos todos prontos. As malas estão organizadas e meu pai já começou a colocar tudo dentro do carro. Todos nós entramos no veículo, prontos para a jornada que nos aguarda. Ele vai dirigir por uma longa estrada, já que, pelo que sei, a cidade para onde estamos indo é bastante distante. Faço uma respiração profunda para me acalmar. Pego meu celular e abro a galeria de fotos. Meus olhos se deparam com uma imagem minha ao lado de Peter. Ele é tão lindo que, só de saber que em breve vou me afastar dele, sinto uma dor profunda no coração. Um longo suspiro escapa dos meus lábios.


Na frente do carro, minha mãe está atenta, observando o trânsito pelo retrovisor. Tento disfarçar minhas emoções, mas sei que ela percebeu minha expressão. Não tem como eu tentar enganá-la, pois ela é a pessoa que mais me conhece, e, por isso, consegue perceber quando algo está errado comigo. Fecho os olhos, sem saber o que fazer a não ser procurar um pouco de alívio no sono.

E é exatamente isso que eu faço, adormeço ouvindo músicas.

- Filha. — Eu sou despertada por sacudidas suaves. Ao abrir os olhos, percebo que o carro já parou, o que significa que finalmente chegamos ao nosso destino.

Olho para o relógio em meu pulso e fico surpresa: caramba, a viagem realmente foi longa. Observando o mostrador, vejo que chegamos aqui às 9 da manhã.

Com um leve suspiro, me levanto e saio do carro, pegando minha mochila com cuidado.

- É aqui? — Pergunto, olhando ao redor, um pouco confusa.

- Sim. — Responde minha mãe, confirmando.

- E qual é a casa? — Insisto, já que quase todas as casas ao nosso redor estão fechadas, com as janelas fechadas e sem sinais de vida.

— Essa aí. — Ela aponta para a casa que está à nossa frente. Eu estava tão distraído que não havia reparado antes. No entanto, ao olhar percebo que ela realmente é muito bonita.


— Pegue suas coisas, vamos começar a organizar tudo aqui. — Minha mãe me deu essa ordem e eu a segui imediatamente. A ansiedade estava me consumindo, pois estava morrendo de curiosidade para descobrir como era a casa por dentro.

Minha mãe se aproximou, e logo meu pai apareceu atrás dela, segurando uma caixa pesada. Juntos, eles se dirigiram para a enorme porta da casa. Minha mãe a abriu, e nós três — eu, minha mãe e meu pai – entramos no imóvel. Fiquei deslumbrada; o lugar era realmente lindo, mais bonito por dentro do que por fora. Havia uma escada que levava para o andar de cima, e o espaço estava vazio, sem nenhum móvel, mas eu acreditava que conseguiríamos dar um jeito nisso com o tempo.


Então, minha mãe, com um sorriso no rosto, disse:

— Filha, hoje mesmo irei te matricular em uma escola.


Surpresa, eu respondi:

— Hoje?


Ela respondeu com firmeza:

— Melhor cedo do que tarde.


Aceitei, apesar de não estar completamente de acordo, e disse:

— Tudo bem. — e Acrescentei — Vou dar uma olhada no meu quarto — disse eu, enquanto subia as escadas que levavam ao andar de cima. Assim que alcancei a porta do quarto, não esperei nem um segundo e a abri rapidamente.


Fiquei maravilhada ao ver que o quarto estava pintado de um verde vibrante, e além disso, era muito maior do que o meu quarto anterior. Com um novo espaço como esse, percebi que iria precisar comprar tinta rosa para dar um toque mais encantador.


Havia também uma janela que imediatamente chamou minha atenção. Aproximei-me dela, abri-a e senti uma brisa fresca que vinha na minha direção. Olhando para fora, percebi que a casa dos vizinhos que é muito próxima da minha.

A janela estava aberta, , e foi nesse momento que meus olhos se fixaram em um indivíduo que apareceu. Era um garoto, e percebi que ele estava sem camisa, o que imediatamente capturou minha atenção. Enquanto observava, não pude evitar de morder os lábios ao contemplar seu abdômen definido, mas em um toque de culpa, lembrei do Peter e da possível traição que isso representaria. No entanto, eu não conseguia tirar os olhos dele, já que a beleza do garoto me hipnotizava. Seu cabelo estava pintado de vermelho e estava molhado, talvez por ter acabado de sair de uma ducha ou por causa da chuva. Ele usava uma toalha ao redor do pescoço, que realçava ainda mais seu físico. Ele estava de costas para mim, o que tornava impossível julgar sua beleza facial, mas seu corpo definitivamente era algo digno de admiração.

Percebi que essa situação era desrespeitosa, então achei melhor me afastar e parar de observar. Não podia me dar ao luxo de perder tempo ali parada, pois tinha outras atividades importantes para realizar. Diante disso, decidi que, por fim, era melhor concluir a ajuda que estava prestando aos meus pais.



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.