Um amor inesperado
5 O rapto
No dia seguinte
O Kirito foi-me buscar a casa, e fomos os dois juntos para a escola, e novamente toda a escola ficou a olhar para nós.
Ao chegar-mos ele ajudou-me a subir as escadas para poder ir para a sala.
–Olha, eu tenho de fazer uma coisa importante antes de entrar. Vai andando a Lucy e a Minami estão ali a tua espera.
–OK, vai lá. Eu irei entrar agora, até já- Informei.
Ele saiu rapidamente e foi ter com a Mai, quando chegou agarrou-lhe no braço e disse:
–Anda comigo, precisamos de falar.
–Es…Está bem Kirito- Disse entusiasmada, não sabendo o que Kirito queria.
As suas amigas estavam bastante eufóricas por ela, nunca esperavam que ele alguma vez a chama-se para irem a algum lado. Ele leva-a até ao terraço e começa por dizer:
–Eu ouvi tudo.
–Eu…Eu não estou a entender. Tudo oque? Não compreendo.- Questionou ela confusa
–Não sabes? Tens mesmo a certeza? Então vamos lá pensar os dois nas coisas que tu disseste a Kaori.- Respondeu-lhe furioso.
–Há. Isso…Isso foi apenas…uma brincadeira.- Respondeu-lhe.
–Então foi apenas isso…tu tens a certeza? É que ela estava a chorar mal tu sais-te. Tens sorte ela não me disse nada para não haver confusão, porque ela é bastante pura, mas para azar teu eu ouvi tudo. Eu estive sempre lá desde o início da conversa até ao fim.- Respondeu frustrado.
–Mas…Mas não é o que tu pensas.- Disse envergonhada com o que se passara.
–Eu sei muito bem o que ouvi e vi. Empurraste-a, ela estava e ainda está lesionada. Após a demostração da tua personalidade, uma pessoa sem escrúpulos, cruel e que pensa que o dinheiro é tudo e compra tudo, nunca chegaras nem aos pés daquela mulher. Não te voltes a aproximar nem dela nem de mim. Entendido?- Avisou.
–Eu vou matar aquela miúda. Kaori prepara-te para o que vem ai, vai ser de morte- Disse ela enquanto se distanciava do Kirito.
As aulas começam
O Kyo chegou bastante atrasado, não era costume dele. Olhou para mim e para o Kirito. Apenas sentou-se e não disse uma única palavra a aula inteira. Ele estava realmente estranho. Quando olhava para o Kirito parecia que o queria matar, e ao olhar para mim parecia que queria sair dali a correr o mais depressa que pudesse.
O Kirito manda-me uma mensagem que dizia “Ainda te quero dizer o que não te disse ontem. Vem ter comigo directamente às traseiras da escola depois das aulas.”
O Kyo leu a mensagem que o Kirito me mandara e começara a pensar como impedir que me encontrasse com ele.
Acabaram as aulas
O Kirito sai da sala e pouco tempo depois saiu eu. Antes de puder descer os degraus que dão às traseiras da escola alguém aparece atrás de mim, agarrando-me no braço. Puxa-me para traz e impede-me de fugir. Como o meu tornozelo ainda me doía evitei fazer grandes movimentos como tentar escapar pois poderia ficar numa situação pior do que a que estava.
Eu não me conseguia mexer ou gritar. Pôs-me um pano na boca e nesse momento perdi a consciência.
O Kirito estava nas traseiras da escola a minha espera, até que viu dois homens vestidos de preto a levarem-me desmaiada para dentro de um carro. O Kyo estava a minha procura para impedir que me encontrasse com o Kirito. Ele apenas viu o Kirito a correr muito apressadamente para o pátio e ir buscar a sua bicicleta e pedalar o mais rápido que conseguia atrás daquele carro. O Kyo não entendia o que se passava por isso continuou á minha procura.
O Kirito seguiu o carro até um velho barracão abandonado no meio de uma densa vegetação, ninguém ou quase ninguém poderia imaginar que existiria ali alguma coisa.
No Barracão
Os homens levaram-me para dentro do barracão ainda inconsciente, sentam-me numa cadeira e atam-me as mãos e os pés com uma corda pondo um pano na minha boca para evitar que eu falasse ou gritasse
– OK miúda. Vamos lá ver o quanto os teus pais gostam de ti. E o que o rapaz fara por ti- Disse um homem alto com uma mascara e óculos escuros.
–Temos de fazer isto como deve de ser se não a Chefe vai se chatear connosco. Mas o que ela nos mandou fazer com ela?- Respondeu o outro homem.
O Kirito do lado de fora ouvia o que se passara, e pensava no que devia fazer para me conseguir ajudar.
–Ela mandou-nos rapta-la e pedir um resgate enorme aos seus pais e se alguma coisa der para o torto despacha-la. Bem nós sabemos que os teus pais têm bastante dinheiro.- Tiram-me o telemóvel e marcam o número da minha mãe e começam por dizer.- Eu estou aqui com a sua filha e estou a exigir 100.000 milhões de euros pelo seu resgate. Mas claro se a quiser… viva. Vaia até ao barracão abandonado do outro lado da cidade sozinha em 2 horas.
Depois de dizerem isto o telemóvel de um deles toca- Estou. Chefe, sim esta a correr tudo como mandou. Eles viram daqui a 2 horas trazer o dinheiro.- Mas a rapariga do outro lado dá um enorme grito que tanto a Kaori como o Kirito ouviram apercebendo-se de quem era.
~Seus idiotas. A parte do resgate era apenas um pretexto. Eu quero que a despachem. Eu sou rica não preciso do dinheiro para nada. Apenas quero que a façam desaparecer. Assim eu fico com o meu caminho livre para o meu querido Kirito. Apenas acabem com ela o mais rápido possível ou eu faço com que alguém acabe com vocês.~ E desliga o telemóvel.
Ao ouvir isto o Kirito revoltou-se, procurou uma maneira de me tirar dali. Olhou cautelosamente para dentro do barracão para ver se existira outra maneira de sair dali comigo de modo a que ninguém fosse ferido, ao andar á volta do barracão viu um buraco suficientemente grande para uma pessoa poder passar. Entrou por esse espaço e viu que tinha ficado mesmo atrás da cadeira onde a Kaori estava presa. Voltou a dar a volta e agarrou num pedaço de metal que estava ali no chão e fez bastante barulho para atrair os dois homens lá para fora e ele ter a chance de poder entrar e tirar a Kaori dali.
Como ele esperava o seu plano resultou, os dos homens ao ouvirem tamanho barulho ficaram em alerta, pegaram nas armas e saíram para ver o que se passara. O Kirito deu a volta ao barracão e por aquela entrada foi ajudar a desamarrar a Kaori e saíram juntos dali. Sobem os dois para a bicicleta e tentam ir embora o mais rápido possível. Quando os dois homens voltaram para dentro do barracão repararam que a Kaori tinha desaparecido. Saíram, pegaram no carro e foram á procura deles. Encontraram-nos na estrada numa bicicleta, como era de esperar não estavam muito longe do barracão pois os pedais em nada se comparam ao motor de um carro. Um dois homens com o intuito de para-los pega na pistola e começa a tentar acertar na roda da bicicleta, mas ele tinha uma péssima pontaria felizmente para eles.
–Kirito, eles estão a disparar. É melhor irmos por um caminho mais difícil para os carros. Aqui somos um alvo fácil. Podem acertar-nos.- Disse a Kaori preocupada.
–Sim, acho que tens razão mas agora não temos grande escapatória.- Respondeu o Kirito.
Entretanto no carro
– Não tens pontaria nenhuma. Pega no volante do carro. Eu vou tentar atirar. Já sabes ela é ainda mais perigosa do que muitas outras pessoas. O dinheiro pode ser mesmo assustador. Ela esta a tentar matar aquela rapariga por estar com o rapaz que ela gosta- Disse um dos homens.
– É verdade mas… e se aquele rapaz que esta com ela é o mesmo de quem a chefe gosta? Não o poderemos magoar não é?- Alertou o outro homem. Vou Telefona-lhe assim teremos a certeza se é ele ou não.- ele pega no telefone e diz.- Chefe, o rapaz que gostas por acaso hoje tinha uma camisa as riscas e calças de ganga? Cabelo castanho?.
~Sim, mas por que? O que se passa com ele?~
–Bem chefe, ele apareceu e salvou-a, e estão a fugir numa bicicleta, o que devemos de fazer?.- Voltou a perguntar o Homem.
~Matem a rapariga, mas se fizerem alguma coisa ao rapaz são vocês que morreram a seguir. Isto é um aviso. Mas se ele for teimoso e tentar protege-la ainda mais, não existem e matem os dois, eu esquecê-lo-ei rapidamente.~
E voltam a disparar mas desta vez como combinado apontar a rapariga, mas infelizmente acertam no ombro do Kirito deixando a Kaori apavorada com o que estava a acontecer. Entretanto a polícia aparece alertada pelo tiroteio que ali existira e pouco tempo depois consegue apanhar os bandidos. A Kaori e o Kirito acabaram por fugir e entrar por uma trilha acentuada e pedregosa no meio de uma densa vegetação, a bicicleta não aguentou e a correia acabou por se partir acabando por darem um grande trambolhão quando caíram.
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