Um amor inesperado
45 Hard time
POV Alec:
Aro tinha conseguido o que tanto queria. Ele me queria de volta no clã, mas não porque gostava de mim como um filho ou coisa parecida. Ele queria me ter sobre seu encalço por causa de meu maldito dom e agora ele finalmente tinha conseguido isso. Ao passar pela porta da minha casa, eu deixava pra trás minha vida feliz e voltava ser o morto-vivo que tinha sido por muito tempo. Ele tinha vencido. Eu iria pra Volterra, mas não ficaria muito tempo lá. Se eu não conseguisse escapar daquele inferno, eu mesmo daria um fim na minha existência miserável, só ainda não sabia como.
Por ora, não tinha outra opção a não ser enfrentar a minha triste realidade sem a Mel e minha filha.
Sentado a minha frente no jatinho que mais parecia um avião de altíssimo luxo, Aro não cabia em si de tanta alegria.
–Filho querido, sempre soube que tomaria essa decisão. Estamos todos muito felizes com seu regresso- ele dizia com uma simpatia forçada.
Eu não disse nada. Sentia um nojo tremendo só de ouvir sua voz
–Vai ficar ai mudo? Que foi o gato comeu sua língua, foi bruxinho?-disse Felix, em tom de provocação
–Pare Felix- disse Marcus entediado
–Já não estou fazendo o que vocês querem?!!! Já não estou voltando com vocês, desgraçados? Me deixem em paz!!!!-eu gritei
Aro me olhou com uma expressão sinistra, indecifrável e disse
–Alexander, é melhor parar de bancar o adolescente rebelde, até porque você já está muito velho para ser um. É melhor que cumpra a sua parte nesse acordo e não me faça de bobo, caso contrário a sua vadia e sua filha sofrerão as consequências e você será o único culpado. Nem tente bancar o bom moço porque sua namoradinha pode não saber, mas todos aqui sabemos que você já tirou muitas vidas sem nenhuma piedade- disse Aro me fazendo olhar dentro de seus olhos vermelhos como o sangue.
–Eu quero ficar em silêncio, só isso- disse olhando tristemente pela janela do avião
Ele tinha que tocar no meu passado! Ele tinha que me fazer lembrar de tudo que já tinha feito. Meu Deus, como minha consciência doía, mas agora era tarde demais. Era tarde pra apagar o monstro que um dia fui.
O clima foi horrível durante a viagem toda. Depois de mais algumas horas finalmente chegamos em Volterra no início da noite.
Sai do avião e Felix foi do meu lado me segurando com força para garantir que eu não fugiria e nem tentaria fazer nada.
Passamos pelo portão, pegamos o elavador e depois fomos seguindo o corredor até o grande salão. Alguns vampiros que estavam de guarda me olharam com raiva e desprezo, apenas Heidi esboçou um sorriso fraco misturado com pena.
Santiago abri a porta do salão e logo que entramos, Caius me fuzila com o olhar.
–Ora, ora! Então o filho pródigo retornou- disse ironicamente
Me mantenho quieto e não digo uma palavra
–Alec está de volta irmão- disse Aro
–Pois, que seja- disse Caius mal humorado
–Alec, como não se alimentou a viagem toda, acredito que esteja com fome- disse Aro
–Não estou- eu disse
Mas que pena! Você não está cumprindo o seu acordo- disse Aro debochado
–O que quer dizer Aro?- eu disse depois de um longo suspiro
–Pois bem meu caro, me acompanhe-ele disse
O segui até um corredor que terminava em uma sala. Eu não estava entendendo nada. O lugar estava cheio de pessoas, todas humanas e todas muito machucadas com ferimentos pelo corpo.
– Essas pessoas quem são?-eu disse chocado
– São pra você Alec! Mandei Heidi caçar hoje, enquanto estávamos vindo pra cá. Agora prove pra mim que você está de volta realmente- disse Aro me olhado com descrença
–O quê?-eu disse aterrorizado
–Isso mesmo que você ouviu Alec Volturi, eu quero que você entre nessa sala e as mate uma por uma.
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