Um amor inesperado.

12 O plano deu certo.


Chegamos ao restaurante, e como eu suspeitava, era o restaurante do hotel onde Bruno estava hospedado. Era bem grande, devia ter uns vinte andares, e à medida que íamos entrando no salão, podíamos ver o quão amplo era aquele espaço. Era muito agradável, não era lotado e era bem fresco. Logo na entrada, Milena 'acidentalmente' encontrou uma amiga, e com isso, Bruno e eu ficamos, mais uma vez, a sós.

– Ela não vai comer com a gente? — Bruno perguntou, claramente confuso.

– Parece que não. — Respondi. — Milena quando encontra alguém na rua, é capaz de ficar horas conversando.

– Então tudo bem, já que é assim, vamos entrando. — Bruno estendeu o braço em um gesto me pedindo para entrar primeiro.

Entramos e logo avistei uma enorme mesa cheia de guloseimas matinais. Pães, bolos, sucos, havia de tudo naquela mesa. Acho que nunca havia visto uma mesa tão farta quanto aquela. Estava deslumbrada com o luxo daquele hotel, quando Bruno tocou meus ombros e perguntou:

– Onde iremos sentar?

– Onde você quiser. — Respondi, imóvel. Aquelas mãos em meus ombros me deram um incrível frio na barriga, e me deixaram petrificada.

– Que tal aquela ali? — Bruno falou, e apontou uma mesa bem no canto do salão, perto de uma televisão e de um aquário.

– Parece perfeita — Concordei. Na verdade, não estava nem ligando para o lugar. Só de estar com Bruno, meu dia já parecia estar valendo a pena.

Sentamos então na mesa, Bruno deixou seu casaco e seu óculos lá, enquanto eu deixei apenas meu celular. Em seguida, fomos buscar a comida.

Havia uma pequena fila formada na mesa gigantesca, e eu e Bruno pegamos nossos pratinhos e fomos em direção à fila. Bruno parecia realmente atencioso a mim. Enquanto a fila não chegava na mesa, ele, que estava atrás de mim, pegava minhas mãos e brincava com elas. Eu, sem reação, apenas as deixava mais soltas, e mais tarde, comecei a brincar com as mãos de Bruno também, até chegarmos na parte das guloseimas. Eu peguei apenas um pedaço de bolo, uma fatia de presunto, uma de queijo e um suco, e coloquei meu prato na balança, onde um moço muito elegante anotou o peso do meu prato em um papel, e em seguida o de Bruno, que continha bolo, pão, tortinhas, suco, praticamente a mesa toda. Esperei ele e enfim, seguimos à nossa mesa.