Um adeus pra sempre...
1 Minha joia preciosa
Notas iniciais
Esse era como outro dia qualquer. Me levantei da minha cama, entrei no quarto dos meus pais e fui ao banheiro para a minha higiene matinal, deu um beijo de despedida na minha mãe e fui pra escola.
Sempre as mesmas matérias chatas, no recreio ao menos, joguei um com uno meus amigos.
No final das aulas, as 11:45 bate o sino e vou pra casa com meus fones de ouvido.
Chegando, percebo que minha cachorra, Mel, não veio me receber, no começo achei estranho, mas deixei passar. Entrei em casa e meu irmão estava na cozinha, foi quando ele olhou pra mim e disse que tinha uma noticia triste pra conta. Então disse que, minha cachorra foi assassinada por um idiota, alguem sem coração. Envenenada. No começo achei que era brincadeira, mas depois, quando percebi que ele falava serio, não sei descreve oque eu senti. Apenas sai da cozinha, subi as escadas segurando o choro e fui pro meu quarto, la desabei.
Sentia raiva do covarde que fez isso, me sentia triste por ter perdido o sorriso que eu via todos os dias. Me perguntei, se de manhã, se eu tivesse ido vê-la na sua cama, teria mudado alguma coisa. Poderia ter feito algo pra impedir isso.
Eu não sabia oque fazer em seguida. Queria chora, grita, bater em alguém, quebrar algo, so pra que a frustração que eu sentia acabasse. Sentei na minha cama, olhando pro lado de fora da minha sacada e pensando, varias e varias coisas.
Peguei meu celular e falei pros meus amigos. Acho que eu queria dividir isso com alguém, ouvir suas respostas e me sentir um pouco melhor com aquilo.
Depois de um tempo, minha mãe vem no meu quarto e diz pra não deixar meu outro cachorro, que fica em casa, Max, sair, pois caso a Mel tenha vomitado, seria perigoso se ele cheirasse e acabasse com o mesmo destino.
A mel era minha amiga e companheira. Eu chegava em casa e ela vinha com um sorriso. Morria de medo dos foguetes que pessoas sem consideração, lançavam, so para seu bel prazer. Era muito brincalhona, folgada e fujona.
Era a minha joia preciosa que foi roubada de mim e levada pra longe. Dizem que com o tempo as cicatrizes saram, mas elas nunca vão embora, sempre vai ter aquele aquele pedaço nas suas lembranças que ira fazer você chorar por horas e horas e depois vai seguir com sua vida como sempre fez.
A mãe disse que ao descer as escadas a mel começo a ganir, pra chamar sua atenção, chegando la, minha branca tava cheia de sangue. Mamis tento leva ela pro veterinário mas era tarde de mais. Ela morreu da pior forma possível, com o pior veneno de rato, o que destrói os órgãos internos. Ela morreu de dor e a unica coisa que a mãe podia faze era olha.
A todas as pessoas que passaram pelo que eu passei, que perderam um pedaço do seu coração naquele dia. Que teve vontade de achar o cretino e estrangular com suas próprias mãos, mostrar o tanto de tristeza que ele proporcionou a você e a sua família.
Adeus minha joia preciosa, me entristeço sabendo que eu nunca mais poderei ve-la brilhando pra mim novamente. Com seus sorriso desdentado e o balanço do rabo, se contorcendo-se toda.
"Por trás de um simples focinho"
Ah, se as pessoas soubessem o que há por
trás de um focinho,
Focinho úmido, geladinho,
Preto, marrom, desbotadinho,
Simples e lindos focinhos.
Ah, se as pessoas soubessem o valor de um focinho,
Focinho medroso ou metido,
Focinho manhoso, carinhoso,
Simples amigos focinhos.
Ah, se as pessoas tivessem ao menos um focinho,
Não sobre o próprio rosto,
Mas em carne, pelo e osso,
Fonte pura de carinhos.
Ah, se as pessoas protegessem os focinhos,
Focinhos que vivem sozinhos,
Amores desperdiçados; focinhos amargurados,
Focinhos pra todo lado.
Ah, se as pessoas conhecessem os focinhos,
Quanto amor, quanto carinho,
Anjos peludos, sem narizinhos.
Anjos fofos atrás de focinhos.
Ah, se eu pudesse ver todos os focinhos,
Amados e acolhidos,
Crianças da criação, anjos de bem querer,
Focinhos em plena evolução.
Ah, se as pessoas soubessem,
Quanto amor e dedicação,
Quanta vida, quanta paixão,
Quanto vale o amor de um cão (ou de um gatão).
Ah, se eu pudesse mostrar para todos,
o valor de um focinho,
A gratuidade de um carinho,
O que existe de verdade,
Por trás de um simples focinho.
Claudia Zippin Ferri
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