Notas iniciais
Heey pessoinhas lindas! Então, essa é a minha primeira one-shot e eu espero que gostem. Boa leitura!

Era uma noite fria de inverno. A lua brilhava no céu, iluminando a costa marítima silenciosa. O píer de Brighton estava lotado de luzes amareladas acessas e a imensidade daquela arquitetura deixou-me encantada. Não demorou muito para que o vento chegasse ao meu corpo frágil, sentei sob a areia da praia e recolhi os joelhos.

Fazia exatos dois dias que eu havia perdido o ônibus de turismo. Nunca pensei que pudesse ficar perdida em uma cidade que só conheço por imagens, como Londres. Mas, foi exatamente o que aconteceu. Suspirei fundo e escondi meu rosto com as mãos frias.

Meu pai costumava dizer que as gotas de chuva são as lágrimas do céu representando nossa tristeza. E, pela primeira vez, o céu estava de acordo com meu humor. Aqui estou eu, embaixo da chuva em uma cidade desconhecida e enorme que, parece me engolir por dentro.

Ouvi passos se aproximando e virei para olhar de onde vinham. Um rapaz alto caminhava pelas areias da praia, seus cabelos loiros balançavam com o vento de um modo que o deixava incrivelmente atraente. Apesar das luzes, a praia estava escura e não conseguia ver seu rosto, revirei os olhos enquanto imaginava o que o rapaz estaria fazendo depois da meia noite em uma praia deserta. Quem sabe, o loiro pudesse estar perdido, assim como eu. Balancei a cabeça e sorri com a ideia estúpida.

Senti um toque em meu ombro direito e estremeci.

— Hazel?

Assim que aquela voz chegou aos meus ouvidos minha respiração cessou, meu corpo ficou rígido e não tive coragem de olhar para trás. Continuei observando o céu negro, tentando não parecer constrangida.

— Eu estava te procurando. – o loirinho colocou suas mãos em torno de minha cintura, girou-me e envolveu seus braços ao meu redor. – Hazel, por favor, me desculpe.

Fechei os olhos e pousei minha cabeça em seu peitoral forte. Finalmente.

— Como me encontrou? – perguntei, ainda surpresa.

— Não foi difícil, sua amiga, Chloe, me contou sobre o incidente com o ônibus.

— Chloe?! Onde ela esta? – empurrei Peter para trás e comecei a juntar minhas coisas. – Temos que encontrá-la.

— Espere! Quando a encontrei hoje mais cedo, peguei o endereço do hotel que vocês estavam hospedadas e ela me mandou te entregar, se eu a encontrasse. – ele estendeu um papel á minha frente.

— Vocês se encontraram? – fitei o loiro com os olhos cheios de lágrimas. – Acho que tive sorte.

— Já acabou, Hazel. – Peter pegou minha mão e entrelaçou na sua. – Vai ficar tudo bem, eu prometo.

Assenti com a cabeça e sorri em resposta.

Ali, na minha frente, estava o inglês que eu havia conhecido há um mês. Durante o tempo que passei em Londres, nós nos esbarramos algumas vezes. E, por mais que isso pareça improvável, o destino não desistia de tentar nos unir mais uma vez.

O loiro me puxou para mais perto, abraçando meu corpo pequeno e eu pude sentir seu queixo encostado em minha testa. Ele levantou meu rosto lentamente e sussurrou enquanto encostava seus lábios em meu pescoço:

— Eu não pretendia deixá-la daquele modo, foi um erro terrível. Espero que me perdoe.

Levei minhas mãos ao rosto e tentei relembrar a cena.

Flashback

O clima era agradável, e com cheiro de primavera. Grandes árvores derrubavam suas flores das mais variadas cores. Os raios de sol tocavam suavemente minha pele enquanto eu estava sentada em um banco de madeira, olhando para os finos raios de sol que atravessavam as folhas das árvores. Era um meio a meio, o quente dos raios contrastando com a sombra das folhas, a sensação era agradável.

Fechei os olhos para sentir melhor e comecei a pensar na situação. Havia apenas semanas que o conheci e parece que se passaram anos.

Ouvi uma voz doce pronunciando meu nome e num espasmo olhei para frente.

—Hazel! – disse feliz.

Ele me abraçou e eu pude sentir seu cheiro. O mesmo perfume do Tommy Hilfiger que sabe que adoro.

— Você veio, Peter. – eu disse baixinho.

— É claro que vim, não perderia isso por nada.

Sorri timidamente e escondi a cabeça em seu peito. — Sempre foi uma mania minha. – Peter riu de minha infantilidade.

— Olhe para mim, Branca de neve. – disse ele tentando erguer meu rosto.

— Não! – protestei apertando mais meu corpo em seu peitoral.

— Quero ver seu rosto.

— Por quê? Não há nada demais nele. – bufei mas, depois cedi.

Ele segurou meu rosto entre as mãos e me fez olhá-lo nos olhos. Aqueles olhos azuis que muitas vezes me hipnotizaram.

— Você é tão linda que me obrigo todos os dias a memorizar cada traço de seu rosto, com medo de que um dia, eu não possa vê-lo mais.

Fiquei em silêncio, não sabia o que responder. Ele já sabia. Peter sabia que não era tão improvável que um dia isso acontecesse e, mesmo assim, tocou meu rosto com suas mãos e atacou seus lábios contra os meus, respondi seu beijo com o maior carinho que consegui. E então, parei.

Peter me olhou confuso, seus cabelos loiros jogados para trás e seus olhos indicando surpresa.

— Qual o problema, Hazel?

— Eu não posso. – confessei sem conseguir encará-lo.

— Não pode me beijar? – o loirinho perguntou. Soltei-me do seu pescoço, mas ele continuou a me segurar pela cintura.

— Não posso machucá-lo. – pousei minhas mãos sobre as bochechas do loiro e formei um sorriso falso nos lábios. – Não fique assim, pastel. Eu ainda sou sua.

Peter balançou a cabeça e segurou meus ombros.

— Por favor. – ele pediu com aquele olhar. Aquele olhar que não suporto negar. Suspirei fundo e tentei resistir.

— É melhor assim.

— Melhor? Não. O que você quis dizer foi “mais fácil”.

Dei de ombros e me soltei de seu corpo.

— Isso não é um adeus, Peter. – reclinei para beijar sua bochecha. – Meus sentimentos não vão mudar.

Flashback off

— A culpa foi minha. Deveria ter acreditado que você seria mais forte. – disse enquanto me aproximava de seu corpo. – Você ainda quer correr o risco?

Um sorriso brilhante formou na boca de Peter e eu tive certeza da resposta. E o loiro voltou a colar seus lábios nos meus, entrelacei meus braços em seu pescoço novamente, ele me puxou pra si mais forte, pressionando seu corpo ao meu. Meu coração estava acelerado e cada vez mais, minhas bochechas coravam.

Não consegui evitar as lágrimas dessa vez. Faziam lentamente o caminho de meus olhos, descendo até meu queixo e caiam na areia. Parecia que uma enorme e invisível mão espremia meu coração. Eu não sabia se existia vida após a morte, eu não sabia se Peter iria ficar bem como ele insiste.

Afastei-o de mim e logo minhas mãos ficaram geladas, eu comecei a suar frio, levei-as até os bolsos de meu casaco, abaixando minha cabeça em seguida. Meus cabelos pretos caiam a frente de meus olhos irritantemente. Mas agora nada parecia importar, era tão frio ali.

— Você está preocupada. – Peter disse com um tom amável.

Concordei bobamente e perguntei com a voz trêmula:

— Isso não é um adeus, certo?

— Não, Branca de neve. Isso é só um recomeço.

[...]

Notas finais
Observação: Hazel teria que voltar á sua cidade e temia que fosse só um amor de verão ( no caso, inverno) e. Para quem quiser saber a continuação dessa história, pode me perguntar por MP ou por comentários mesmo.Enfim, isso virou uma one-shot mas, se vocês insistirem muito, eu posso criar mais um ou dois capítulos. Estou ansiosa para ler os comentários então, não deixem de ir lá :)OXOXOXOXOXO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!