Um Verdadeiro Monstro - The End
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Estudei com minha melhor amiga por dois anos e nesse período eu havia lhe contato o quanto sonhava em ser detetive, mas a mesma nunca me diria o mesmo.
Daiana sempre me respondia que estava ali de bobeira pra ser uma delegada, juíza, advogada, coisas do tipo! Nunca era algo concreto. Ela sempre contava uma piada por cima.
Até chegar o dia em que me tornei detetive com sua ajuda.
Fazem mais ou menos dois anos em que fui recrutada para uma secreta organização de espionagem, mais conhecida como Organização Institucional de Paralelos ToWer. A organização financiada pelo seu pai.
Quem diria que ela já sabia tudo sobre mim apesar de todas minhas informações anteriores descartadas!
— Não subestime uma detetive — Gargalhou Daiana após ter acertado um dos alvos no arsenal de fogo.
— Não vale! A máquina dos alvos havia parado! — Eu protestava enquanto tentava mirar na marionete de pano à quarteirões de distancia.
Por segundos, aquela marionete havia me levado ao passado. Um passado ruim.
— Puppet...
Abaixo minha arma por alguns segundos e logo sou surpreendia por um disparo acertando a marionete.
— Tudo bem Ju? — Perguntava Daiana após ter apertado o gatilho.
Respondo que sim com um breve aceno e logo volto ao treino.
Trabalhar minhas primeiras investigações com sua ajuda foi essencial. Pude adquirir diversos ensinamentos e solucionar meus primeiros casos com as lições obtidas na organização
Mas algo estava me atrasando.
Depois de muitos anos, eu havia retornado à fase em que meus devaneios e alucinações ficavam mais fortes.
Não os pesadelos daquela noite, muito menos as almas das crianças da FazBear´s Pizza.
Eu estava começando a ver as vítimas mortas dos assassinatos em que trabalhava.
Eu podia ouvir seus lamentos sempre em que eu me aproximava da cena do crime.
— Então depois de todo esse tempo você está começando a ver gente morta novamente??!
Perguntava Daiana boquiaberta enquanto conversávamos na noite do cinema em casa.
— Bem... É o que vem acontecendo esses últimos meses — Respondia pensativa — Isso vai ser um problema... Já me vejo sendo despedida por conta dessa loucura!
Me encolhi no sofá. Eu já conseguia me imaginar sendo retirada da carreira de detetive por ser esquizofrênica.
— Despedida? — Sussurrou Daiana num tom de repreensão — Garota, se liga! Você é uma médium!!
Aquilo foi o suficiente para um colapso.
Por que eu não me toquei? Por que nunca havia me perguntado o fato de ser a única ao ter visto todas aquelas almas durante as minhas intermináveis noites naquela pizzaria maldita?!
Não demorou muito para que Daiana arrumasse uma missão para eu cumprir na Organização da qual eu teria que acompanhar uma família chinesa em segurança até ao Japão sem interferência de espíritos. Fico me perguntando quais seriam as chances de uma simples detetive contra entidades antigas.
Porém o que mais me chocou foi o fato da cliente ter sido amiga de Miranda.
Miranda, a mulher do capuz da qual eu havia conhecido aos 15 anos, quando eu ainda me chamava Gabriely.
Ela era ex-esposa de Purple Guy e haveria morrido com o ataque do Nightmare.
Apesar de eu ter convivido pouco com Miranda, o afeto que eu havia guardado por ela doía em mim toda vez em que recordava de sua morte...
Miranda havia sido amiga da minha cliente no passado, da qual se chama Samira que em pouco tempo haveria se tornado mais próxima de mim por conta da minha antiga amizade com Miranda.
— Então você esteve com ela até os últimos momentos... — Os olhos escuros da oriental se enchiam de lágrimas.
Eu estava conversando com Samira por chamada em vídeo dias antes do voo para a China para cumprir a missão.
— Sim — Respondia fazendo o máximo de esforço para não me comover — Miranda lutou até o fim. Ela sempre foi forte e me protegeu muitas vezes enquanto corríamos atrás do assassino.
De repente ligação foi interrompida por uns minutos deixando a tela do meu computador escura e logo a imagem de Samira retornou.
Dessa vez estava mais nervosa e com o rosto vermelho.
Seus cabelos estavam bagunçados e os móveis atrás de si revirados.
— Por favor Juliettie — Suplicava ajustando sua câmera. A lente haveria dado um giro pelo local onde a chinesa estava e pude ver que lá estava um bebê chorando — Por favor! Você precisa vir logo para cá!!
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