Um Vampiro Quase Normal

9 Capitulo IX - Sorte Em Nada, Azar No Resto.


Keity, Keity, acorde estamos atrasados para a aula!

Era Clouder, gritando por Keity, afinal já eram seis horas. Dessa vez nem tomaram banho, foram direto para a escola.

No caminho os dois já haviam esquecido do azar, até Keity pisar em uma poça de lama que nem Clouder havia avistado. Pelo jeito o pesadelo já começou.

Mas para frente um unimorgo fez suas necessidades bem em cima da cabeça de Keity.

Ela já estava em pânico total, e até achava melhor ficar trancada em casa, ou melhor, ficar em casa pode ser muito arriscado, o certo seria ela ir para um lugar deserto, assim ninguém correria perigo.

Na escola, ao entra na sala, a pobrezinha leva um pequeno tombo espalhando seus livros para todos os cantos da sala.

Lidrio vem falar com ela e quase leva uma bofetada bem na cara ao dizer: posso tentar fazer um feitiço para te livrar do azar.Ao dizer isso, Keity se levanta e grita: Você quer me matar é?

Todos param e olham para os dois. Os olhares só se desviaram com a chegada do professor.

Bom pessoal agora que voltei quero os poemas. Vocês vão me passar então vou separar alguns e vou ler.

Após todos entregarem, ele começou a rir e diz: — separei quatro, um péssimo, um ruim, um razoável e um ótimo.

Poema pessimo: Osso

Te amo como um caxorro ama u osso

Te queru mais que um tico-teco

Meu amor é tão grande quanto um elefanti

Meus lábius querem seu pescosso

Osso, osso, osso.

Jhuliano diz que nunca viu tanto erro ortográfico em um poema.

Todos começam a soltarem gargalhadas extremamente altas.

E assim ele prossegue com os poemas.

Poema ruim: Seu pescoço

Gosto de seu pescoço.

Como um louco.

Quero morder ele todo,

Mas sem machucar seu rosto.

Oh pescoço tu me deixa louco.

Louco por ti pescoço.

Pelo menos esse não teve erros, mas ta bem fraco, afirma o professor.

Bom vamos continuando, agora é o poema que ficou em segundo lugar.

Poema razoável: O amor é assim

Quando amo meu coração dói.

Dói por saber que não me querer.

Penso quê sou que estou errado.

Mas logo volto atrás quando te tenho ao meu lado.

Pois com você perto de mim, meu coração fica feliz.

Afinal, o amor é assim...

Esse era o poema que Mack fez (sozinho), ele não quis um grupo.

Enfim agora o melhor poema, parabéns!

Poema ótimo: Amor

O amor é inexplicável.

Não tem hora, lugar e nem momento para acontecer.

Basta apenas um ingênuo olhar,

Para as faíscas da paixão se acenderem, e nos consumir por completo.

Às vezes esse sentimento machuca, e ate penso em desistir.

Mas quando nossos olhos se encontram...

...sinto que esse amor esta ali, me esperando mais vivo que nunca.

Esperar-te-ei ate a eternidade...

Esse era o de Keity, Clouder, Lidrio.

Todos ficaram de boca aberta. O poema fez bastante sucesso.

O professor tomou uma grande decisão, vai dar o premio para o primeiro e segundo lugar.

Keity pensa: nossa agora sim percebi o quanto estou com azar. “Aff” ficar um dia inteiro com esse Mack? Não tem maior castigo!

E como premio vocês vão ir conhecer a rainha das Ariaftas, Analy.

Eles ficaram muito eufóricos com a noticia, quer dizer nem todos, só os que ganharam.

E o professor continua: — Quero todos aqui exatamente às seis e meia em ponto, pois nessa hora iremos começar nosso pequeno passeio.

Agora tenho uma desagradável surpresa, vamos fazer uma provinha oral. (Todos exclamaram em uma única só voz: AHHH...).

Ok número treze (levanta-se Marcos), qual instrumento as ariaftas tocam? – pergunta o professor.

Marcos responde com muita duvida:- Saxofone?

Todos começam a zoar ele, Keity não se segura de diz a marcos: — Como você é burro hem?

Caramba ela disse isso sem pensar, será que isso faz parte do azar? — pensa ela.

Pelo visto sim, afinal agora é ela quem terá que responder.

Jhuliano, assim pergunta: — por qual motivo elas cantam/tocam musicas românticas/ melancólicas?

Keity tinha a resposta na ponta da língua, mas por causa do azar, a coitada esuqueceu. Ela fazia de tudo pra falar, pulava , dava umas tapinhas na cabeça, esticava a língua, ou seja, estava parecendo uma louca!

Para disfarçar ela começa a falar: — Há professor, o senhor já sabe a resposta! Ou será que não sabe?

Quase rindo ele diz: — boa tentativa moçinha, mas se você não me responder você vai ficar sem ir ao passeio amanha! Você não zoou o Marcos por errar a pergunta?Agora agüenta!

Ela ajoelha no chão e começa a suplicar por piedade, diz que falou sem querer, que estava arrependida e que nunca mais iria fazer isso!

O professor então da uma chance pra ela. Keity, você vai escolher alguém para responder em seu lugar, se a pessoa acertar tudo bem, mas se ela errar, você pode dizer adeus para o passeio.

Ela começa a ler a mente dos outros para ver se alguém sabe. Uns estavam pensando: hahahaha agora quero ver essa metida à esperta acertar, se ela me escolher vou errar de propósito.

Outro ela nem quis ler o pensamento, eram muitos poluídos...

Quando ela se dirige a Clouder ela escuta: — Me escolhe que eu seeeei!

Eu escolho meu primo Clouder, diz ela.

O professor faz novamente a pergunta, e Clouder responde: — Elas cantam e tocam essa musica para enfeitiçar as pessoas com sua belíssima voz e então as atacam.

Keity grita: EU SABIA QUE ERA ISSO! EU SABIA!

Nesse momento acontece algo inédito, Mack pela primeira vez fala algo na sala de aula: — Se sabia por que não disse antes em vez de ler as men..., ele já ia falar que ela leu a mente das pessoas, mas foi interrompido por ela mesma dizendo: — o que importa é que eu vou ao passei!

Jhuliano resolveu parar com a prova oral e encaminhou todos para o laboratório.

Chegando lá ele diz que todos iriam fazer uma experiência.

Oh não, exclama ele! Arrombaram o cofre onde estavam minhas chaves de quardiao...

Keity da uma cutucada em Lidrio, afinal foi ele quem achou as chaves e foi ele quem as pegou. Nem Clouder sabia que ele havia arrombado o cofre.

Pronto agora estamos “ferrados”, o professor vai falar com o zelador, e se isso acontecer, ele vai nos dedurar! – Pensou Clouder.

Mas pensando melhor foi até bom que levaram elas, porque elas estavam super-carregadas.

Com um pressentimento horrível Keity pergunta a ele: — Como assim super-carregadas?

É que elas são usadas para poções, coisa e tal, por isso tem que serem perfeitas.

Elas estão com sua carga muito superior que o normal, ou seja, uma só vale por duas!

Keity cai durinha no chão, com os olhos esbugalhados, quase tendo um piripaque.

Não era para menos, afinal seu azar dobrou. Lidrio ficou com muito medo de Keity querer o estrangular ou coisa assim.

Todos foram com ela ao Medico de Plantão da escola... Ao chegar, o Doutor Frederic pos se a examiná-la imediatamente. A pobrezinha estava paralisada parecia uma estatua e o médico concluiu que ela estava em estado de choque.

Ela recebeu alguma noticia que possa ser trágica?- Pergunta Frederic.

A anta do Lidrio quase revela o motivo do suposto piripaque, mas Clouder lhe da uma pisada no pé antes dele falar algo.

De repente, Keity volta ao normal e solta um grito: OH MEU GLORIUNS POR QUE ISSO? NÃOOOOOOOOOOOOOOOO.

O professor que estava sentando na cama ao lado dela, cai no chão do susto que levou com o grito horripilante dela.

Keity levanta rapidamente e sai correndo sem rumo, ela só para quando chega à parede, do mesmo jeito em que ela tromba na parede a coitada volta pra trás caindo no chão.

O professor a libera para ir embora, pois Keity estava muito ”azarada”.

Já que estamos sem as chaves guardiões vamos voltar para a sala — Disse Jhuliano.

Na sala Clouder não tirava os olhos de Mack. Como ele sabia que a Keity estava lendo as mentes dos outros? – Perguntava Clouder para si mesmo. Essa pergunta não saia da mente dele.

No fim da aula Lidrio e Clouder foram embora correndo, pois ainda tinham que fazer o feitiço para abrir a porta.

Chegando a casa eles escutam um grito de socorro. Era de Keity, estava vindo lá da árvore velha, onde era a passagem para o esconderijo secreto...

Acredite ou não, mas Keity estava dependurada no meio do túnel.

Após ser resgatada Keity fala alegremente: — Gente eu estava relendo o feitiço, e vi que se eu o fizer corretamente agora, meu azar ira sumir...

Estamos esperando o que? Pelo amor de Gloriuns, eu não quero ficar nem mais um minuto com azar.

Lidrio pegue os ingredientes para começarmos a preparar a poção...

Tudo pronto, agora vamos começar — disse Keity. E assim ela recita novamente:

“Uma pena, para libertação,

Pedra vulcânica que entrara em erupsao,

A casca quebrara o encanto,

As gotas de orvalho para fortalecer o plano,

E a chave finalizara dispersando luz para todos os cantos”

Dessa vez aconteceu algo diferente, houve uma explosão de luz, mas essa era calma parecia que tudo estava em câmera lenta. De repente toda à luz se concentrou em Keity, afinal o azar dela seria removido...

Com muito medo os três foram olhar a cor do liquido, e tiveram uma surpresa.

Não havia liquido nenhum, e sim um pó.

Lidrio diz – Pelo menos o pó é roxo. Isso consola Keity (ela temia em ficar com mais azar).

Clouder foi pegar o pequeno caldeirão com o pó, e sem querer tropeça na mesa.

O caldeirão se solta da mão dele e voa direto nas mãos de Keity. Lidrio, diz:

— Que sorte em Keity?

Ela assim fala pulando de alegria: — Sim Sorte, Sorte, Sorte... É pelo visto o azar se foi mesmo.

Todos correram para o cadeado com muita esperança de dar certo...

Chegando lá Lidrio leu que teria que jogar a solução liquida, ou melhor, o pó sobre a fechadura.

Fazendo isso, o pó virou liquido que escorria por todo o cadeado. Ele se dissolveu até desaparecer, a porta estava desencantada.

Com muito receio do que poderiam encontrar lá, os três entraram e tiveram uma estranha surpresa!