Um Vampiro Quase Normal

3 Capitulo III - Segredo De Clouder, Pesadelo De Keity.


Keity mal conseguiu dormir, a angustia tomava seu corpo por inteiro.

Nem seu dom pode ajudá-la, pois ela só pode ler a mente das pessoas se elas estiverem acordadas, portanto ele era inútil no momento.

Der repente o relógio desperta, eram seis e meia da manhã. Apos todo o barulho clouder acorda, mas estava mais dormindo que acordado (ele tem um sono muito pesado).

—CLOUDER, CLOUDER, ACORDA!

Era Keity desesperadamente querendo acordá-lo, pois já não agüentava mais esperar.

Pelo amor de GLORIUNS (gloriuns era como se fosse um deus para os vampiros, um ser supremo), calma nem me levantei direito e você já esta me enchendo...

Alias qual o motivo de tanta euforia?

Clouder, não se lembra? Você disse que iria me contar o seu segredo catastrófico!

Nossa havia me esquecido, disse Clouder.

Keity você ficou acordada a noite toda?

Sim, ou melhor, quase toda, pois as pequenas partes da noite que dormi , tive um terrível pesadelo que me atormenta desde que tinha cinco anos de idade.

Nessa hora Clouder se despertou por completo perguntando:

—O que aconteceu pra você ficar tão traumatizada assim?

Não quero falar sobre esse assunto, disse ela quase chorando.

Clouder assim a consolou: — Você me disse que eu poderia contar com você, então eu te digo o mesmo, pois se tem algo te incomodando ou algum segredo que esteja te atormentando, vamos enfrentá-los juntos.

Ok, disse Keity vou contar!

“Eu sonhei no exato momento em que eu e meu pai estávamos no mundo dos humanos e um homem com uma arma nos atacou. Fiquei desesperada com aquele” SER “, que meus pais sempre me contavam historias de terror”.

A arma que ele possuía me causava e causa arrepio, pois nunca havia visto algo parecido com aquilo.

Era uma coisa de metal, que no momento parecia inofencivel, mas quando ele a apertou saiu um pedaçinho dela e veio direto ao meu pai, que até hoje tem a marca no ombro. Apos isso o homem fugiu e nos viemos para o hospital... ““

É Clouder, eu também tenho um segredo e não sei como vou fazer a primeira prova, pois temos que ir ao mundo dos humanos...

Clouder ficou paralisado, pálido e após poucos segundos desmaiou em sua cama.

Keity assustada começou a dar tapinhas em seu rosto até ele se despertar, e mesmo acordado não dizia coisa com coisa.

Aos poucos ele foi voltando em si e imediatamente disse:

—Então você tem medo dos humanos?

Keity disse que sim e que alias tinha pavor.

Clouder continuou: — Mas, o que é que vocês foram fazer lá nos mundos dos humanos?

Eu sei que foi loucura ir lá, mas, meu pai queria me ensinar a caçá-los, me treinando para a primeira prova...

O garoto ficou desesperado e andava de um lado para o outro, ele não sabia o que fazer.

Vamos lá, pronto já passo, agora me conte o segredo, pois já não posso esperar mais — disse Keity.

Agora não Keity, vamos tomar café da manhã...

Chegando lá Clouder usou seu dom novamente enquanto bebia um delicioso suco de groselha.

No café da manhã tinha:

—Língua de urso da montanha grelhada, aranha frita e leite de javali, tudo isso Keity amava comer e beber.

Quando eles acabaram a refeição Clouder chamou Keity para ir à árvore.

SANGUE É RUIM!(Clouder disse a senha).

Vai me contar o segredo agora?

Ele fez que sim com a cabeça.

Espere um pouco Clouder, antes me diz uma coisa: Como você fez esse lugar? Nunca vi algo assim!

Keity é tão difícil de explicar, ainda, mas agora que eu sei que você tem medo de hu...

Espere ai, interrompeu Keity — O que os humanos tem a ver com isso ?

OK-disse Clouder, não posso mais esconder, pois o meu segredo esta relacionado com esse lugar, com minha comida, com os saquinhos de groselha e tudo mais.

Eu fiz esse esconderijo com um amigo, que se chama ZECA. Ele é quem me traz as groselhas e na verdade ele é o mais responsável pela minha sobrevivência.

O Zeca é meu melhor amigo, um amigo na qual eu jamais poderia ter...

Como assim Clouder, porque você jamais poderia ser amigo? Disse Keity confusa.

Ouve um desagradável silencio, mas Clouder acabou com ele dizendo:

— HUMANO ZECA É HUMANO!