Um Toque Feminino
13 Capítulo - 13 Ele & Elas
Notas iniciais
Capítulo treze
Ele&Elas
Passada a borrasca, o sorriso da minha mãe voltou a iluminar o mundo. Voltei à vida e ao reencontro com os problemas que por uns dias tinham se tornado menores. Reorganizar a vida. Pedalar para não cair e lançar os olhos para além do azul.
– Porque você não se muda para cá?
– É melhor a senhora mudar para o apartamento. E alugar isso aqui. Ele está tão presente em tudo. Cada roseira e cada samambaia choram a partida dele. Nós não teremos coragem para mudar nada. Alugue por dois anos..., o que sobreviver, nós conservaremos.
– Ah! Meu filho! Não tenho coragem para fazer isso. Tenho vontade mesmo é de rodar o mundo com você outra vez.
– Tenho mais de dois meses de férias...
– Eu não tenho mais que uma semana. Talvez seja melhor eu mergulhar no serviço. Alienar um pouco, me fazer de inválida para retomar o prumo.
– Mamãe, aquela sessão energética que a senhora faz...
– Aquilo não se faz a toda hora.
– Mas naquele dia...
– Você era energia pura, foi um momento único na sua vida.
– Estamos vivendo algo semelhante, poderíamos tentar...
– Ah, meu filho! Estou tão vazia de paz que é impossível.
– A senhora poderia ensinar-me e eu...
– Não há o que ensinar, é só você se concentrar, não pensar em nada, deixar o ar passar por você e as energias vem junto. Como nós poderemos escoar esta dor para que o nada ocupe o lugar dela? Vamos ter que deixar a terra absorver esta carga e depois voltaremos a olhar as estrelas. Por hora vamos nos ater a coisas mais sólidas, como aquela pedra e os papéis que você recebeu. Já pensou no que vai fazer com eles?
– Vou ler o trabalho de vocês e aquele atestado. O resto não me atrai.
– Vai buscar o que no atestado? Se ela morreu, vamos ressuscitar só lágrimas e sofrer mais. Se estiver viva, ela voltará para nós.
– Não quero que a senhora sofra, mas tenho que buscar indícios que me levem ao meu pai.
– Pensei ter lhe dito que ele morreu.
– A senhora me disse que ele levou dois tiros. Mas eu quero juntar os atestados. Se não houver um atestado eu vou encontrá-lo. Já pesquisei Brasília e Goiânia e não existe ninguém enterrado com o nome dele.
– É bem provável que o tenham enterrado por lá e sem documentos. Já pensou nisso?
– Sim. Levantei os indigentes também. Só preciso saber onde é o “lá”, a senhora nunca me disse. Pesquisei Goiânia por causa do apelido.
– A última vez que o vi, foi na terra do Pelé.
– Claro! São Tomé das Letras! A busca, de vocês, levou-as até lá. A senhora gostaria de voltar a Três Corações?
– Não. Não preciso recarregar a bateria das minhas dores.
– Ok. Vou ligar para o escritório e ver se temos alguém por lá. Qual era o hotel?
Enquanto eu ligava, ela mudava o rumo da conversa.
– Qual a impressão que você teve da visita dos dois que trouxeram a pedra?
– Que se arrependeram de ter vindo.
– Por quê?
– Vieram achando que iam encontrar a minha mãe e acharam uma pessoa que nem mesmo eu conheço.
– Aquela era a face que eles mereciam ver. Assustou você, porque não é a face que seus olhos merecem.
– Você continua pensando da mesma forma?
– Depois da conversa deles, fiquei ainda mais aborrecida.
– Não vi motivos.
– Mentiras, meu filho, um monte de mentiras! A única coisa verdadeira ali foi a surpresa de verem você metido em um terno. Nunca ninguém me viu por aí desfilando com um garoto dentro de um terno. Ao aproximar sua maioridade eles começaram a me vigiar para chegar até você. Por isso eu tenho evitado te encontrar. E coincidentemente eles aparecem aqui no dia em que você completa dezoito anos!
– Mas qual a razão?
– Não sei. Suspeito que sua maioridade seja a motivação. Independência para caminhar. Esperanças de que você possa retomar as pesquisas. Mas temos que nos perguntar o porquê daqueles atestados terem ido parar nas mãos deles. Não foi por acaso. O endereço de referência que sua mãe número um dava, era o daqui de casa e não o do Peru. Estavam seguindo os passos dela.
– Talvez só procurando localizá-la, e descobriram que ela havia morrido. Havia algo de ignorância no ar.
– Não se engane, meu filho. Lembre-se sempre que você está lidando com dois elementos que têm um passado de má conduta. A ignorância que vi neles, era a referente ao seu estado de masculinidade. Farejaram seus hormônios masculinos.
– O que eles fizeram que provocou este sentimento aversivo...?
– Mentiras, desapropriação, chantagem, espionagem, coerção. Quer mais uns motivos?
– Acho que não.
– Desviaram os propósitos das nossas pesquisas. Dias e dias de sacrifício, calor e frio extremos, poeira, lama, neve e outras intempéries, tudo no lixo porque o dono do dinheiro queria retorno em cifras e não em conhecimento. Ainda bem que me deixaram em paz estes anos. De bom, a saudade da sua mãe e as vidas que salvamos. Mas agora que colocaram os olhos em você...
– O que tem isso? Qual é o problema.
– Viram você e se arrependeram do que estavam fazendo. Você viu a cara de surpresa deles e eu vi as mudanças de planos. Vieram para averiguar as chances de te convencer a retomar o projeto. Quando você surgiu irradiando sua masculinidade, se deram conta de que as energias ocorrentes entre um homem e uma mulher são mais completas que as que circulam entre duas mulheres. Mas já tinham se comprometido em devolver a pedra. Tentaram não fechar as portas.
– Mas, mamãe, a senhora está se esquecendo de considerar...
– Não estou esquecendo de nada, nem vamos esquecer que sabemos coisas que eles não sabem. São dois velhos pilantras, não vamos fornecer informação alguma a eles. Deixe que se enganem. O que ocorria, entre suas duas mães, não se reproduzirá nunca mais, mesmo que ela volte. Se você seguir nossos passos, vai caminhar para trás. Se você se juntar ao seu pai, pode ser que realizem algo, mas nunca será igual.
– Então seria melhor eu nem ler aqueles papéis?
– Leia-os como quem lê uma história já passada, para poder escrever a que virá. Não é sua missão descobrir o que eu e sua mãe procurávamos. Examine aquela pedra, antes e depois da leitura e veja o que ela lhe diz em cada ocasião.
– Verei coisas diferentes?
– Talvez. Meus olhos, de menina, viram uma coisa, aqueles velhos viram outras e hoje meus olhos, de mulher, vê tudo diferente.
– Olhei e vi apenas uma pedra trabalhada.
– Se esta é a visão que você deve ter dela, pois que seja. Só estou dizendo que você não pode procurar nela o que eu e sua mãe vimos. Olhe para ela todos os dias. Cada momento que suas energias vibrarem em níveis diferentes, olhe outra vez. Foi o que nos faltou.
– É um caleidoscópio?
– A pedra? Não. Você é o caleidoscópio! Por isso estou lhe dizendo para não seguir meus passos, não procurar o que procurei e não ver o que eu vi. A sua vida não foi feita para reprisar a minha.
– E o que a senhora viu naquela pedra?
– Eu vi uma massa a ser manipulada, sua mãe viu um ser humano projetado e elaborado acima dos demais. Um passo à frente.
– E hoje, o que a senhora vê?
– Uma massa que foi manipulada sem muita arte. Mas nem tudo é o que se vê. Alguém que rasteja ao pé de outro, pode estar sendo pisado, mas também pode estar pondo uma armadilha. É uma obra que representa a natureza humana e como tal tem muitas facetas.
– A senhora acredita que aquelas mãos estavam manipulando indevidamente a massa?
– Fomos induzidas a crer em algo que nascia, mas pode ser que seja algo que esteja morrendo e aquelas sejam mãos que amparam. Podem estar recebendo e não arremessando. Imagine a foto de um levantador de vôlei, em um determinado momento você não saberia dizer se está recebendo ou passando a bola, só os detalhes podem esclarecer. Assim é aquela pedra, está tudo nela, porém só o caleidoscópio dos seus olhos poderá distinguir os detalhes. Dois corpos unidos podem estar se amparando ou se predando. Aquelas oito mãos estão se ajudando, ou como em um jogo de basquete, estão disputando a bola?
– Se é assim revestida de tantas sutilezas, não vou olhar para ela tão cedo.
– É uma boa ideia, mesmo porque, eu acredito que hoje ela representa um momento já passado. Conte-me uma coisa. Esta gravata, em homenagem ao seu avô, vai durar até quando?
– Estou me sentindo bem com ela, não é um mau costume.
– Claro que não! Você fica extremamente elegante. Eu não recusaria um convite para um chope.
– Isto é que é boa ideia! Vamos?
– Vamos. Um pouco de ar diferente vai nos fazer bem, mesmo que esteja cheio de nicotina. Posso convidar mais umas pessoas?
– E porque não?! Adoro desfilar a elegância da minha mãe!
– Então dirija enquanto eu telefono.
Buscamos em um bar, o ambiente que não se podia criar lá em casa. Cercamo-nos de pessoas que aparentemente não tinham problemas e acabou sendo um bom remédio para nossas tristezas. A Nathália foi a primeira a aparecer. Linda, de uma simpatia incomparável, esbelta a ponto da magreza, dois seios pequenos guardando equilíbrio com os quadris e longas pernas aprumadas sobre dois finíssimos e enormes saltos. No rosto um sorriso de quem está de bem com a vida, propiciava aos lábios, rosados pelo batom, uma curvatura sensual; os cabelos chegavam aos ombros e se misturavam ao tom pastel do vestido. Tinha o poder de remeter meus pensamentos à Nicole Kidman.
– Dona Karine! Estou impressionada! Este sorriso nunca deveria se apagar. Está cada dia mais jovem. É tão bom vê-los assim.
– Estou feliz que você tenha vindo. Você foi uma mão iluminada naquela hora. Este abraço é um dos muitos que te devemos pelo apoio que nos deu.
– Não diga isso, vou cobrar tudo em chope. Este cavalheiro aí veio só para pagar a conta, ou pode ser abraçado também?
– Abraço é a minha inspiração para dar golpe no garçom. – brinquei.
– A senhora ensinou-o a dar nó na gravata e no garçom?
– Tem certas coisas que mãe não ensina, mas é muito bom ver que o filho tem talento para fazer.
– É!? Tipo o que?
– Escrever Nathália em um pequeno e charmoso pedaço de lycra, e guardá-lo no bolso esquerdo. Se eu fosse você, dava outro abraço nele e conferia. Discretamente.
– Caramba, Carlinhos! Você fez isso?
– Na verdade, eu só fiz trocar de bolso. A letra não é minha e...
– Quero ver, quero ver...
– Depois, você nem tomou um chope ainda, sente-se aí...
– Vou tomar o chope, mas depois você me leva ao banheiro?
– Eu não posso, mas vou dar procuração para minha mãe, se a Marcela não chegar a tempo.
– Foi ela?!
– Foi.
– Eu não acredito! Ela fez isso! Achei que ela nunca ia passar da promessa. Mas e você, você... tudo bem? Tudo bem para você?
– Claro! Ela não confirmou aquele dia por que..., você sabe, não é?
– Como a senhora descobriu? – perguntou à minha mãe.
– Ah, mãe tem mania de remexer nos bolsos dos filhos. Não imaginei que a Marcela fizesse parte do complô.
– Olha ela chegando aí!
O chato de se usar gravata é que não se pode fazer folia, tem que ter compostura condizente com a indumentária. Depois que as três retocaram a maquilagem e voltaram rindo do toalete, puxei a Marcela mais para perto de mim.
– Conseguiu descobrir alguma coisa?
– Nada. O hotel confirmou a passagem deles por lá, um quarto para cada um, o mesmo nome. Até o momento não localizamos nenhum funcionário da época. Nem uma morte durante o carnaval, em quatro cidades verificadas. Nada nas delegacias e nem nos hospitais. Se aconteceu algo, apagaram os registros. Meu pai deixou ordem para que se verifique todas as cidades em um raio de cinquenta quilômetros, são quase vinte, vai demorar uns dias. Hospital, delegacia, cemitério e cartório.
– Talvez isso não resolva nada, vou procurar por aqui. Os rastros de onde se mora são mais difíceis de serem apagados. Vamos parar de procurar morto e procurar vivo.
– Vocês dois aí! Vamos deixar o trabalho de lado? É hora do chope.
Voltamos ao chope, mas não foi por muito tempo. O pai da Marcela chegou com o restante da família. E em poucos minutos estava me chamando para voltar ao serviço.
– Preciso falar com você, mas isso aqui está muito barulhento, vamos sair um pouco.
– Vamos ao banheiro.
– Ao banheiro? Mas...
– Vamos. É o único lugar em que se pode conversar no momento.
– Não é melhor lá fora?
– Qual é, chefe? Está com medo de ser processado por assédio sexual?
Empurrei-o para o banheiro e fechei a porta. Não era um banheiro espaçoso como o feminino, mas servia para uma conversa.
– Abri outra frente de investigação, – começou ele, ainda constrangido – encontrei os dois na UnB. Administração de Empresas. Depois no Diário Oficial. Concursados para o controle interno da área federal. Um saiu para o carnaval e não voltou. Foi demitido sumariamente e à revelia, por ter abandonado o emprego. O outro trocou o emprego público por uma assessoria oferecida pela Embaixada da Argentina. Viajou depois da festa de ano novo e desapareceu. O Itamaraty desistiu de procurá-lo. Indenizaram a família e colocaram uma pedra sobre o assunto.
– Não pode ser, tenho os atestados de óbito.
– É um ponto para iniciar novas buscas, mas não se esqueça que pode ser falso.
– Voltamos ao ponto inicial?
– Lamento. Achados e perdidos. A família também desistiu.
– Você localizou a família dos dois?
– O primeiro que sumiu não tinha ninguém. O pai e a mãe morreram quando ele tinha dezessete anos. Usou as indenizações para se sustentar na faculdade. O outro seguiu o padrão.
Deixei-o no banheiro e voltei à mesa e ao chope.
Mesmo chegando “chumbado” em casa, fui ver a tal pasta preta e suas cópias. A data era recente, se comparada com a do sumiço deles, e para apurar qualquer coisa não bastava um exame visual, mas elas estavam ali e eu as tinha em mãos e muito tempo pela frente. Empurrei a pasta de volta ao cofre e fui atender as minhas visitas. Quando entrei no quarto vi que as minhas meninas estavam reduzidas à Nathália, minha mãe já havia levado a Marcela para o quarto dela. Novidade para mim.
– O que aconteceu? Ela não é disso!
– Não seja maldoso, só quiseram dar uma chance para nós nos entendermos. Afinal, é minha primeira noite com alguém especial como você.
– Especial, é?
– Muito especial, quero ver tudo que este terno está escondendo.
– Está escondendo um homem como outro qualquer, cheio de todas as possibilidades dos outros.
– Você está longe de ser igual a qualquer um, e nem é preciso tirar a sua roupa para ver isso, basta olhar a sua cintura, mas, a quais possibilidades você se refere?
– Todas. Amor, amizade, paixão, carinho e posso ir de uma não ereção e uma ejaculação precoce a até mesmo a uma ereção que se prolongue por horas...
– Prefiro esta última parte...
– Eu também, mas posso te engravidar e tudo mais.
– O que é tudo mais?
– Orgasmos múltiplos, com ejaculação ou sem...
– E você pode me mostrar tudo isso?
– Se o seu corpo estiver me querendo.
– Como querendo? Sou vidrada em você!
– Já levei outras pessoas para a cama que também estavam vidradas em mim. Ao tirar a roupa, as pessoas se revelam e às vezes os olhos veem o que não queriam ver, ou queriam e o corpo não aceita. O que há de diferente em mim, é que meu corpo sente estas reações. Se seu corpo aceitar o meu eles conversarão. Caso haja rejeição, meu corpo não falará com o seu, e aí nós podemos passar a noite só conversando. Numa boa.
– Você está querendo me dizer que seu corpo ouve o meu? Ouve o que ele está pedindo e sentindo?
– É o que estou lhe dizendo. Ouve, sente e atende.
– No momento eles estão conversando?
– Com muita vontade. O seu vai continuar assim depois que estivermos nus?
– Com certeza, te quero muito. Esta sua cintura me excita. Posso fazer mais uma pergunta?
– Todas. Se o dia chegar podemos esperar a próxima noite ou fazer sob a luz do sol. Não podemos fazer nada que você não tenha entendido direito, o que significa e as consequências.
– Se você pode controlar a ejaculação, porque usa a camisinha?
– Eu não disse que posso, eu disse que é possível. Eu não te engano e meu corpo não engana o seu. O que seu corpo pedir ele terá.
– Qualquer coisa que meu corpo pedir? Tipo lento, rápido, suave, forte, superficial, externo, profundo, intenso...
– Qualquer coisa, inclusive a fecundação. Se você não estiver segura, a camisinha te ampara. Além da prevenção às doenças.
– Você tem doenças?
– Nenhuma. Nem nunca tive. Mas você está entendendo o perigo que meu corpo representa e a segurança que ele oferece?
– Segurança?
– Ele é à prova de estupro e outros acidentes. Eu jamais vou conseguir violar alguém. Sem a presença do seu desejo eu não tenho ereção. Uma mulher apavorada não corre o menor perigo na minha presença. Se seu corpo rejeitar a gravidez, você não engravida. Para ter um filho comigo, tem que estar querendo.
– Você já engravidou alguém?
– Você seria a primeira, se este for seu sonho. Tem que estar segura. Eu sempre uso a camisinha. Respondo por meu corpo, mas não sei do seu. Se ele não quer não tem, mas se ele te enganar e quiser...
– Isto dá um pouco de medo na gente.
– Eu sei. Mas você está indo bem, tem gente que desiste logo no início da conversa.
– É preciso que se esteja bem consciente para pôr um filho no mundo!
– Uma vida não é para brincadeira de ninguém. Um bebê não é uma boneca.
– Se eu optar pela gravidez, ainda assim, você vai usar a camisinha?
– Ainda assim. Se seu corpo fizer a mesma opção, se juntando ao seu pensar, é só você tirar a camisinha e deixar a luz entrar em sua alma.
– Ele seria mais parecido com você ou comigo?
– Se for homem será como eu, se for mulher será linda como você e com um coração feito para amar.
– E se eu me arrepender?
– Quando o corpo e a alma querem a mesma coisa, a margem do arrependimento é muito pequena. Eu não me arrependerei. Se você o parir em minhas mãos, eu o alimentarei. Se você lhe der o leite eu darei o pão. Amor e carinho nunca faltarão a ele.
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