Notas iniciais
Essa fanfic é um presente, tomara que tenha gostado!! Esse não é o meu casal favorito... Mas eu me esforcei!!Tomara que goste!!^^

—Ichigo!O que diabos pensa que está fazendo?


—Ah!Cala a boca, Rukia!Ninguém mandou você vir até a minha casa!


—Mas eu já disse!! Estou de férias!


—Férias uma ova!Você ta é a fim de me amolar!


—Ah... Então é assim que você trata uma amiga preocupada — dizia a shinigami com lágrimas nos olhos.


—Lágrimas de crocodilo não me afetam...


—Ora, Seu...!!



Mais um tolo começo, Kurosaki.



Ichigo ainda olhava irritado em meio a animação de seu pai e Yuzu com a chegada daquela garota baixinha. De fato nada disso o teria preocupado e como normalmente faria, iria sentar-se à mesa com Karin e pensar no que quer que fosse: talvez no Chad, ou as melhoras de nota do Asano, quem sabe algum hollow idiota pensasse em aparecer... Ou quem sabe num assunto mais urgente, por exemplo, na Inoue que havia se confessando para ele na ultima sexta-feira.


—Ah, cara! — olhava para Rukia sorrindo, enquanto a família assistia ao programa do Don Kanonji. Ainda se lembrava muito bem, e ao mesmo tempo não sabia, como não havia percebido? Tá bom, que nunca decorava os nomes das pessoas, tá bom que surrava o Kon de vez em quando sem motivo nenhum... Mas isso era diferente. A Inoue era bonita, sabia muito bem disso.


—Qualquer idiota sabe. — se corrigiu mentalmente.


Mas mesmo ela se confessando, mesmo ela sorrindo e dizendo que estava tudo bem, após a sua recusa, havia algo que ainda o incomodava profundamente. O simples fato de não saber por que disse não, isso era muito pior.



***



—Você fez o quê?! — exclamava a garota de cabelos negros curtos, deixando o seu onigiri cair no chão, ainda sem perceber. Preocupada olhava para a garota ruiva a sua frente, meio vermelha e encabulada, não era uma brincadeira. A Inoue havia se declarado para o Ichigo! Isso era bom!Pensava, quase esboçando um sorriso no rosto, antes de perceber o seu olhar triste da amiga, tão brilhante, repleto de lágrimas. Não, isso era horrível. — E o que aconteceu?


—Acho... Acho que o Kurosaki-kun já gosta de alguém... — dizia sorrindo — Com certeza ele ainda não percebeu que se apaixonou por ela.


—Do que está falando, Inoue?


—Você sabe, Tatsuki-chan. Há muito tempo eu já sabia, eu só quis contar os meus sentimentos, talvez isso ajude, quem sabe o Kurosaki-kun perceba o quanto ele a ama.


—Quem? Afinal?



—Rukia!!Pô tem um quarto pra você, sabia?Não tem pra quê dormir no meu armário.


—Ahh... Verdade? Mas ele é tão aconchegante... Tem certeza?


Que espécie de pergunta era essa, o melhor seria logicamente ela dormir no outro quarto, certo? Era impossível negar que ter a Rukia perto dessa vez parecia diferente. Será que ela podia perceber o que estava fazendo?


—Demorou pra responder em, Ichigo?


—AHHH!! Kon seu maldito, o que está fazendo aqui?


—Tome cuidado, Nee-san!! Depois dos dezoito anos o Ichigo aqui se tornou um pervertido de primeira, o que ainda piora!! Esse cara!Nem dá pra falar que é um adolescente!Até hoje não teve nenhuma namorada... É uma decepção para os homens...


—Cala a boca, ô peste! — dizia o ruivo dando um chute de primeira, o suficiente para fazê-lo rolar até o quarto de Yuzu no fim do corredor, a dupla silenciosa se entreolhava, ainda podiam ouvir os gritos de felicidade de Yuzu.



Grande Chefão!!Você voltou!!Yupiii!!



—Durma... — dizia Ichigo, procurando a voz.


—O que disse, Ichigo?


—Durma onde quiser!!Só sei que vou dormir na minha cama, fui!


—Ceeerto... Se alguém perguntar eu fui pra minha casa...


—...


—Ouviu?!


—É claro que eu ouvi!



Ela se assustou. Ichigo podia ver em seus olhos, havia sido grosso. Havia algo errado com ele? Não eram mais as brigas habituais, havia algo mais... Aquele olhar de tristeza.


—Rukia...?


—Eu entendo... Foi realmente ruim eu ter vindo? Tanto assim?


—Não eu...


—Desde a guerra!Desde a derrota do Aizen eu não te vejo! Faz muito tempo não é? Será que você não percebe, seu tolo ignóbil? Eu queria te ver!


Também queria vê-la. Veio pensando nisso durante todos esses anos, aquele sentimento estranho, sentia-o vivo dentro de si, sem nem saber como nomeá-lo. Nunca havia sentido nada assim, não era a mesma coisa que havia sentido ao resgatar Rukia da Soul Society, não era isso! Era algo mais forte.



\"Kurosaki-kun... Talvez você ainda não tenha percebido...\"



As palavras de Inoue finalmente faziam sentido, agora sabia o que o incomodava.



\"... Mas talvez você tenha se apaixonado por alguém e nem saiba...\"



Droga! Era isso, não era?



\"Quando nós descobrimos não há como voltar atrás, a gente só ama, certo?\"



Era isso mesmo, estava tão claro quanto água. Havia se apaixonado pela Rukia. Quando começou? Quando? Por quê? Não sabia. Mas esse sentimento agora gritava em seu peito, algo havia mudado. Ele mesmo.



—Me desculpe, Rukia. — sabia das dimensões do próprio corpo e da diferença entre o seu e o delicado e pequeno corpo da Shinigami, desde sempre tão pequena... Do tamanho perfeito para que pudesse envolvê-la com os braços. E assim o fez, abraçou-a com toda a força que tinha, certo de que talvez a machucasse, que talvez ela gritasse e lhe desse um de seus chutes, ela sabia se defender, certo? Se ela pedisse que se afastasse, faria. Ela poderia até bater, usar um kidou, desenhar um bigode se quisesse. Nada disso importava naquele instante, por que, Rukia não o rejeitou, meio pressa se alinhou ainda mais o abraçando também. Era uma pena não poder ouvir o coração dela, pensava Ichigo, já que ela era uma Shinigami, mas ela podia ouvir o seu, podia ouvi-lo quase pular para fora, quase explodindo.


—Tudo bem, Ichigo. Tenho que dormir mesmo no armário?


—Essa é uma pergunta perigosa. — dizia o garoto, sorrindo enquanto a soltava, com uma mão acariciou o seu rosto, engraçado, tinha impressão de a vê-la vermelha, sequer teve a chance de pensar se isso era possível, o rosto dela se aproximava do seu, tinha certeza que ela estava na ponta dos pés e isso o divertiu.


—Por que é uma pergunta perigosa?


—Por que eu posso não te soltar mais.



Sempre houve algo a ser feito, algo a ser dito, enfim, chegou ao fim, ou quem sabe mais um tolo começo. Entre tantos outros, mas não menos importante, somente mais um, tão poderoso e supremo que poderia mudar completamente os seus futuros, o de ambos, como um só.

Notas finais
Obrigada o todos que leram!! Muito obrigada! E até a proxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!