Um Templo Perdido
1 Capítulo único
Notas iniciais
Aquela hora meio tarde do dia, penetrei no templo iluminado. Aquele era o único lugar que eu poderia me abrigar da chuva.
O meu carro furou os dois pneus e a estrada estava deserta. Eu andei alguns quilometros até chegar naquele lugar.
Eu chamei, mas ninguém me respondeu. Resolvi então entrar. A porta era grande e velha, por isso, talvez rangesse tanto.
Eu estava completamente assustada. Meu coração batia forte, meu corpo todo tremia.
Fiquei parada ali durante alguns minutos. Eu estava completamente molhada por causa da tempestade.
Aquele lugar era meio macabro. Os quadros, as imagens, até as cortinas me inspiravam medo.
Pensei em sair daquele lugar horrivel, quando uma das janelas que estava no alto se abriu fortemente e o vento entrou de forma tão violenta que a porta se fechou. Tentei abri-lá, mas parece que havia emperrado.
Chamei mais uma vez, por alguém, mas parecia que ali já não vivia ninguém a muito tempo. Olhei em toda a minha volta e vi um grande casaco que parecia me esperar. O frio era intenso e não resistir e vesti aquele casaco longo de pele.
Comecei a percorrer aquele lugar, procurando encontrar uma saída, quando de repente eu escutei um barulho. Eu não estava sozinha ali. Eu estava completamente apavorada, eu não conseguia respirar de tanto medo.
Olhei para uma das janelas e vi que já era noite. A tempestade só piorava, meu celular estava fora de área.
Como pedir ajuda?
Aquele templo que antes estava iluminado, agora se encontrava em trevas. A luz havia acabado devido a tempestade e o que me conduzia era os clarões dos raios que insistiam em cair, me assustando com os seus estrondo.
Mais uma vez ouvi um barulho. Desta vez parecia estar mais forte. Durante um clarão de um raio eu vi uma criatura de olhos grandes e vermelhos, estava em uma das janelas, a me olhar.
Gritei como se alguém pudesse me ajudar.
Através de suas pisadas fortes, pude perceber que aquela criatura rodeava o templo. Seu rugido era tenebroso, seu tamanho era inacreditável.
O que eu, sozinha, poderia fazer?
Fiquei quietinha torcendo para que eu permanecesse sozinha ali dentro.
De repente um silêncio assustador. Durante alguns minutos nada se ouvia, até os trovões tinha dado uma trégua e do nada a porta se abriu e aquele monstro entrou e foi se aproximando lentamente de mim. Minhas pernas travaram, meus olhos lacrimejavam, minha respiração estava forte.
Quando ele já estava bem perto de mim, ele me amostrou suas garras.
Cada vez que ele ia se aproximando, mais horrorizada eu ficava com aquele semblante tão horripilante.
Seus dentes eram enormes, de sua boca escorria uma baba grossa que chegava a pingar pesadamente, sua voz parecia como a do trovão.
Ele me dizia que era o meu fim.
Em um único salto ele pulou em cima de mim me jogando no chão, com um baque surdo.
Eu lutava com toda a minha força, mas era em vão. Ele me dominou completamente.
Ele abriu toda sua boca e vi que em questão de segundos ele me devoraria.
Num golpe rápido ele pegou a minha cabeça, senti seus dentes entrando em meu pescoço...
Com um susto acordei apavoradamente daquele terrível pesadelo.
Respirei fundo, quando olhei ao meu redor assustada e vi que estava em meu carro, parada em uma estrada completamente deserta. Arregalei os olhos e olhei para o céu que escurecia e pelo tempo em breve cairia um temporal...
Fim.
Notas finais
Obrigada ao que leram.
Um grande beijo! :)
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