Um Sonho a Dois
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Eles me levaram a um corredor frio e esperei eles abrirem a porta para que eu entrasse, e lá estava ele tão frágil nem parecia aquele imponente Killian Jones, mas a ficha só caiu quando ele virou o rosto e me olhou, continuei andando em direção ao seu leito e ele me seguiu com os olhos até sentar na borda da cama.
– Gosto dos meus amigos vivos — falei segurando o choro
– As mulheres são burras, e seu eu não tivesse lá para defender aposto que seria menos uma cliente para os Shoppings.
– Você não pode ser o herói do mundo Killian — falei tocando rápido na sua mão.
– Não me arrependo, eu faria de novo e de novo.
– A mulher era gostosa? — Tentei amenizar o clima.
– Não sei, ela está fazendo jogo duro comigo — ele me olhou sério.
– Killian, essa mulher por acaso era...
– Você.
– Não pode ser.
– Vocês não acham nada dentro da bolsa e ficam horas paradas em frente ao carro procurando, só isso já burrice é suficiente, agora fazer isso no meio da chuva com o apagão na cidade é suicídio.
– Eu... Eu não vi ninguém me seguindo.
– E não estava mesmo, ele aproveitou a ocasião, ia te assaltar e sabe lá mais o quê — ele fechou os olhos ao falar a última frase.
– Você estava desarmado, não podia ter feito isso.
– Preferia ser estuprada? A propósito não precisa agradecer.
– Desculpa, na confusão eu nem te agradeci. Obrigada.
– Aceito um beijo, ou uma noite quente de amor como pagamento também.
Eu sorri e admirei a coragem dele em fazer piada até nessas situações.
– Como você está?
– Bem apesar da anestesia não ter passado ainda.
– Claro que passou Killian,se não você não estaria falando
– Eu ainda não sinto minhas pernas e... — ele levantou a bata que usava e eu virei o rosto com vergonha
O médico provavelmente ainda não tinha falado com ele sobre a paralisia.
– Deve ser reação pós operatória, relaxe.
Ele olhou preocupado para mim e falou.
– É, mas eu vi que mesmo sem sentir, meu corpo ainda reage da mesma maneira quando olho para seu corpo — ele mostrou o volume sob a bata e eu corei.
– Err... Por falar nisso é melhor eu ligar para Ruby e avisar que você já está acordado.
Antes que eu pegasse o celular ele segurou meu braço.
– Não, me deixa ficar curtindo você um pouco, já que não podemos ir para a segunda base então deixa eu aproveitar da companhia da minha amiga loira e linda — ele sorriu e eu me aproximei do seu rosto e acariciei.
– Vai ficar tudo bem, Killian — acho que me aproximei demais, eu estava sentindo a respiração pesada dele, o hálito quente e só percebi o que estava prestes a acontecer quando ele fechou os olhos e entreabriu os lábios, o que eu estava fazendo queria corresponder aquele beijo também mas antes que nossos lábios se tocassem ouvi uma voz familiar entrando no quarto.
– Meu amor, ainda bem — Ruby praticamente me empurrou de cima dele e cobriu ele de beijos, posso dizer que senti uma pontinha de inveja, mas um certo alívio acabei me deixando levar pela fragilidade dele e ia trair uma amiga.
– Bom, já que você chegou eu vou para a Delegacia — falei pegando minha bolsa.
– Até logo Swan — ele piscou para mim e Ruby sorriu antes de beijá-lo mais uma vez senti que essa era a deixa para eu sumir dali.
Caminhei até a delegacia devagar e completamente distraída ouvi uma moça falando comigo.
– Por que choras? — passei a mão na minha face e limpei as lágrimas, nem percebi que estava chorando, quando me virei era a cigana louca da praça,
– Você está me perseguindo Alicia? — continuei andando sem dar muita atenção para ela
– Eu soube do que aconteceu com aquele jovem, na praça não se fala em outra coisa.
– Foi uma fatalidade.
– E aposto que mais de uma pessoa saiu ferida nesta história — ela parou na minha frente.
– Dá licença, eu preciso trabalhar.
– Emma, deixa eu te ajudar.
– Não sou adepta de simpatias, não vou colocar nome de ninguém em mel e não vou dar café coado na minha lingerie.
– Pra quem não é adepta, você conhece muitas.
Revirei os olhos e continuei andando, por algum motivo eu vi sinceridade no rosto daquela maluca, o que demonstrava que eu também estava ficando louca.
Cheguei a delegacia e Regina me abordou querendo noticias do Killian.
– Então, como ele está?
– Bem, consciente — falei sentando.
– Graham me disse que ele ainda não sente as pernas.
– É verdade, mas ele ainda não sabe, espero que ele fique bem, eu me sinto tão culpada — comecei a chorar e Regina veio para meu lado passando a mão no meu ombro.
– Ninguém tem culpa, foi uma fatalidade, um ato brutal de violência que é impossível prever Emma.
– Ele não devia ter reagido, partir para cima de um bandido desarmado é loucura.
– Ele fez o seu melhor Emma, você não teve culpa para com isso
– É. Eu vou pra minha sala se o Graham ligar me avisa tá?
– Tudo bem.
Entrei na minha sala e tranquei a porta, e abri meus emails fiquei surpresa com o tanto de denuncia que havia contra o bandido que atirou no Killian, imprimi o retrato falado dele, peguei minha arma as chaves da viatura e fui acertar contas com ele.
A chuva fina que caía na cidade me fez lembrar-se do ato heroico do Killian, arriscar a sua vida para salvar a minha, eu realmente tinha encontrado um amigo, fui a cada endereço de onde as denuncias partiram a maioria como sempre alarme falso, o cansaço já se abatia sobre mim quando abri o porta luvas do carro para pegar o mapa da rota sul e caiu um panfleto da cigana doida pensei logo em amassar porém ela ofereceu ajuda não especificou sobre o quê, peguei o telefone e liguei para ela.
– Emma, sabia que você ia ligar minha irmã.
– Como sabia que era eu?
– Senti as vibrações
– É deixa para lá, está disponível para me ajudar agora?
– Claro que sim.
– Ótimo estou passando pela praça para te buscar.
Não sabia ao certo em que isso ia dar, mas toda ajuda agora era bem vinda.
Fale com o autor