Um Sonho a Dois
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Tinha que dar um jeito na minha vida, não posso esperar sentada a felicidade bater a minha porta, eu tenho que correr atrás. Peguei minha bolsa e fui até a praça em frente falar com a Alícia não era mal nenhum recorrer a uma ajudinha extra naquela hora.
Alicia estava sentada na grama brincando com um cachorrinho e eu me aproximei dela
– Está ocupada? — Perguntei séria
– Sente-se, eu sei que você precisa conversar — ela falou mostrando a grama.
– Eu pensei em ir a lanchonete e usar as cadeiras para sentar, beber um café.- falei tentando convencê-la
– Bom a interessada na conversa é você e eu estou bem confortável aqui. — Ela continuou acariciando o filhote e eu me dei por vencida sentando a sua frente.
– Okay, Alicia vou ser objetiva o que está acontecendo comigo?
– Eu não sei — ela falou calma.
– Como não sabe? Você é uma cigana me ajude.
– Só você sabe o que se passa ai dentro Emma ninguém pode pensar por nós, o máximo que eu posso fazer é te ajudar a organizar essas ideias.
– Então me ajude, eu vou pirar com tanta coisa pairando na minha cabeça.
Ela segurou minhas mãos e pediu para que eu fechasse os olhos e tentasse me desligar de tudo por alguns instantes o que eu achei maluquice eu estava a metros do meu trabalho correndo o risco de alguém passar tirar uma foto e divulgar na internet.
– Emma, para as coisas ruins irem embora você tem que deixar elas irem pare de remoer suas angústias elas não trazem nada de bom, tente focar nas alegrias da usa vida e deixe que essas emoções preencham você.
Eu tentava lembrar das alegrias, mas tudo que vinha a minha mente de uma forma ou de outra me deixava triste, lembrei do meu primeiro namorado e sorri mas depois me veio a lembrança dele me traindo com a minha melhor amiga, lembrei dos tempos da universidade e consegui manter a felicidade dentro de mim por mais tempo só que quando lembrei do baile de formatura que eu não pude ir porque meu vestido não fechava em mim e um aperto no peito me atingiu daí por diante abri os olhos e não conseguia me concentrar mais em nada.
– Você não me ajudou, só consegui lembrar de momentos complicados — falei engolindo o choro.
– Você tem que aprender a enxergar a alegria por trás da tristeza Emma, não seja negativa assim você afugenta o amor e todos os cosmos e conspirações se afastam quando você irradia a negatividade.
– Quem está falando em amor aqui? — perguntei me levantando
– Foi pra isso que você me procurou.
– Não, não foi, você é uma péssima cigana.
– Está confusa pelos sentimentos que nutri pelo policial novo não é? — Ela perguntou sorrindo
Suspirei e voltei a encará-la.
– Ele é comprometido com a minha chefe.
– O coração não escolhe por quem vai se apaixonar.
– Eu não estou apaixonada, estou confusa sim, carente ele me dá atenção e isso me confunde — falei tudo de uma vez
– E você acha que escondendo esse sentimento vai ser feliz? Já não basta todo o fardo que carrega?
Ela falou com tanta segurança que suspeitei que ela conhecesse meu passado.
– Eu não carrego fardo nenhum.
– Emma, você veio pedir minha ajuda e eu vou te ajudar, só preciso que confie em mim.
– E o que você sugere?
– Que não apresse o Senhor da Sabedoria, o tempo Emma cuida de cada ferida cicatrizando, por favor deixe cicatrizar não faça sangrar novamente.
– E o que isso tem haver com amor?
– As pessoas se aproximam uma das outras por felicidade, se você desperta felicidade em alguém ela vai querer estar ao seu lado, mas quando nós derramamos nossas tristezas e lamentações as pessoas se afastam porque elas já tem suas próprias dores para cuidar.
– Então a ideia é fingir que sou feliz e que não tenho problemas? Nossa, uma vida de mentiras bem pensado — falei irônica.
– A ideia é ser feliz, é saber enfrentar seus problemas sem desanimar.
– Killian mandou umas mensagens que me deixaram ainda mais perturbada quanto ao meu sentimento por ele — mostrei as mensagens a ela e Alicia sorriu.
– Já aceitou que ele mexe com você?
Assenti e ela continuou.
– E ele ainda não sabe disso?
– Você é surda? Eu disse que ele namora a minha, ou melhor, a nossa chefe a delegada do bairro.
– Emma enumere as qualidades dele.
– Ele é honesto, um cavalheiro afinal me defendeu e acho que por isso me sinto tão agradecida a ele,um bom amigo,é bonito e muito sedutor, droga! Eu não posso pensar assim — me puni e ela pegou as minhas mãos.
– Emma, você percebe a luta que está travando para se livrar desse sentimento quando o certo a se fazer é viver ele?
– Vai me dar alguma poção? Uma não, várias preciso de uma poção de beleza para competir com a Ruby, outra do esquecimento para ela tomar e esquecer do Killian e outra do amor para ele beber e gostar de mim também.
– Ótimo! Missão cumprida,o primeiro passo já foi dado agora que você aceitou tente aproveitar as oportunidades e mais uma vez Emma não deixe a dor do seu passado te impedir de se entregar novamente.
– Tudo bem! Eu não entendi nada do que você falou, mas... deixa pra lá, eu vou embora.
Aquela mulher sabia do meu segredo, e agora? Claro a Ruby sabe mas ela não contaria para ninguém, mas essa maluca eu não confio de jeito nenhum, isso é conselho que se de... " Vá Emma pule na cama dele, filme e mostre a Ruby, talvez ela goste"
Cheguei a delegacia e Regina me deu um olhar que eu conhecia bem, Ruby estava ali e provavelmente envenenada depois da conversa com o Killian, passei direto para minha sala e encontrei o Graham saindo da sala dela.
– Emma, o que você está fazendo aqui? — ele falou baixo
– Eu trabalho aqui.- falei no mesmo tom que ele,senti ele me puxando em silêncio para a recepção.
– Vá embora,tire o resto do dia de folga.
– E porque eu faria isso?
– Ruby tem armas carregadas na sala dela e está furiosa querendo descarregar essas balas em alguém.
Não discuti peguei minha bolsa o casaco e fui para casa, assim que eu entrei peguei meu celular e não tinha mais nenhuma mensagem do Killian, fiquei preocupada então peguei o carro e fui até seu apartamento.
Apertei a campainha e uma moça ruiva de cabelos cacheados atendeu.
– Ah! Me desculpe eu pensei que era o apartamento de Killian Jones.
– Emma!- ele apareceu na porta andando de muletas.
– Ow, desculpe não queria interromper — falei constrangida
– Emma essa é a Ariel, ela vai ficar fazendo a minha fisioterapia.
– Ah! Claro fisioterapia, tudo bem? — cumprimentei a moça e ela sorriu
– Esqueceu de olhar para minha mão esquerda senhorita.- ela apontou a aliança e eu dei um sorriso fraco pedindo desculpas pela insinuação.
– Emma, é muito ciumenta Drª, me desculpe — Killian falou enquanto eu entrava pela primeira vez em seu apartamento.
– Bom, nossa sessão já acabou por hoje mesmo eu vou deixar vocês a sós. — Observei a médica ir embora e voltei meu olhar para ele.
– Desculpa vir sem avisar — encostei-me à porta depois de fechá-la.
Ele sentou no sofá e pôs as muletas de lado me convidando para sentar ao seu lado.
– Você não sabe a alegria que eu estou sentindo por te ver aqui — ele já estava aproximando seu rosto do meu quando desviei.
– Não Killian! Por favor — ele respeitou o momento e continuamos a conversar sobre o seu tratamento e a delegacia até que ele chegou no assunto Ruby.
– Emma, ela não aceitou nosso término e sinto muito por isso, mas ela sacou que era você.
Olhei de boca aberta para ele sem acreditar.
– Você disse a ela que nós... que eu...
– Não, relaxa eu não disse nada afinal, nós não temos nada e honestamente eu não sei porque, você me quer tanto quanto eu te quero — ele pousou a mão no meu joelho e eu me afastei.
– Eu gosto de você, como amigo e tenho gratidão pelo que fez mas é só isso — as mentiras saiam como um vale de dentro de mim.
– Só amigo? É assim que você me enxerga?- ele parecia bravo e eu resolvi ir embora
– Killian, acho melhor terminar essa conversa outro dia, vai descansar — fui até a porta e ouvi o barulho de vidro quebrando quando fechei a porta.
Saí chorando até em casa e não tive coragem nem de ligar a secretária eletrônica pois sabia que ali estava mais uma onda de problemas.
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