- Eu estava fugindo, justamente de Voldemort (e com isso ele também fez uma careta de dor), e fui para a Noruega, viver lá. Estava indo tudo muito bom nos 15 anos que passei por lá, mas em meados do ano passado, ele me encontrou e obrigou a ser um Comensal da Morte, mas eu já era da Ordem, antes mesmo de sair de Hogwarts, então, eu aceitei e me tornei um espião duplo: enquanto eu espiono de bom grado para Dumbledore, tenho que fazer o mesmo para Voldemort (outra fisgada no braço). — ele falou gentilmente.

- Espera um minuto! — eu falei devagar, caindo a ficha. — Você é algum parente do Oliver Queen? O Oliver Queen amigo e ex-namorado da minha mãe no colégio? — eu perguntei espantada.

- Rsrsrsrsrsrs... Sou irmão dele, serve?! — ele respondeu sorrindo amigavelmente.

- Ah... Serve sim! — eu falei meio sem graça e ficando roxa de vergonha.

- Mas me diz uma coisa: você por um acaso é filha da Susan? Susan Evans? — ele perguntou me olhando mais atentamente.

- Sim. Por quê? — perguntei meio curiosa.

- Porque você é a cara dela. — ele falou rindo. — Que bom que eu a conheci... Conheci sua mãe, ela é um amor de pessoa! Como ela está?

- Er... Ahn... — eu gaguejei meio sem graça.

- O que foi? — ele perguntou sem entender.

- Er... Ela morreu... — eu falei constrangida.

Richard ficou extremamente sem graça.

- Desculpe Kath, eu... Eu... Eu não sabia! — ele falou vermelho de vergonha e com o olhar profundamente triste. — Ela era uma excelente amiga! Apesar de eu a ter conhecido por pouco tempo!

- Que isso, você não sabia que ela tinha morrido! — eu falei pondo a minha mão sobre a mão dele em um gesto afetuoso.

Quando fiz isso, foi como se o tempo tivesse parado e nós ficamos nos olhando, o que pareceu ser horas, mas descobrimos ser apenas alguns minutos.

Foi estranho essa sensação, mas ao mesmo tempo, foi muito boa....

Antes que pudéssemos falar alguma coisa, a Sra. Weasley chegou com a comida.

- Aqui está meus queridos, fiquem a vontade, sirvam-se! — ela falou sorridente, daquele seu jeito.

- E os outros Sra. Weasley? — eu perguntei (não consegui me aguentar).

- Eles... Mudaram de ideia minha querida! Agora comam, antes que esfrie! — ela falou em tom de ordem e saiu.

- Tudo bem! — Richard falou sorrindo e começou a comer.

Eu também comecei a comer, mas que achei meio estranho... Achei...

Enquanto comíamos, conversamos sobre muitas coisas; uma delas era a de que Oliver viria para Londres no Natal, junto com a família e que adoraria me conhecer.

- E depois Kath, quando você tiver um final de semana daqueles que vocês saem do castelo, você me avisa que a gente vai dar uma volta! O que você acha? — Richard perguntou sorrindo e super animado.

- Eu adoraria!!! — eu falei sorrindo meio envergonhada com o convite. — Escuta, você tem moto? — eu perguntei do nada.

- Tenho uma sim, por quê? — ele disse sem entender minha pergunta.

- Porque você leva o jeito de quem tem uma moto! — eu respondi sorrindo. — E qual é? — eu perguntei super empolgada, eu amo motocicletas!

- É uma Harley Davidson Road King verde água com detalhe em branco. Por quê? — ele respondeu sorrindo mais interessado em saber.

- Ai – meu – Deu!... Eu quero... Me leva passear??? — eu falei igual a uma criança, com os olhinhos brilhando.

- Claro! — ele respondeu sorrindo, ver minha cara de felicidade. — Mas você gosta de motos?

- Adoro!.... Aliás, meu sonho é ter uma! — eu falei eufórica com a ideia de eu te uma moto e de andar em uma! — Mas me conta... Como a sua moto é?

- Bem, ela é verde-água com detalhes em branco, tem um vidro na frente, para ter menos vento em quem está pilotando e as rodas tem uma faixa branca. — ele falou sorrindo e vendo minha reação.

- Que linda! — eu falei mais eufórica ainda. — Aaaaah sem dúvida nenhuma eu vou querer dar uma volta nela! — eu disse rindo, me controlando um pouco mais.

- Só se eu não ficar sabendo Evans. — Snape falou parado à porta, ouvindo nossa conversa.

- Deu pra ouvir a conversa dos outros, professor? — eu não me aguentei.

- Quando o assunto é você, sim. Vamos embora! — ele disse secamente me olhando com uma certa bronca.

- Mas eu ainda não terminei! — eu falei mostrando meu prato quase no final.

- Se você não ficasse conversando, já teria terminado. Agora vamos embora! Não vou repetir de novo. — ele falou me pegando pelo braço.

- Me solta. Você não tem esse direito! — eu protestei contra a atitude dele.

- Eu sou o seu guardião Evans. Tenho esse direito sim. — ele falou e começou a me arrastar para fora.

- Hey, larga ela Severo. — Richard disse se levantando e segurando o braço de Snape que me segurava.

- Isso não é da sua conta, Queen. Não seja igual ao seu irmão, que se metia nos meus assuntos. — Snape falou totalmente sério, lançando um olhar mortal para Richard.

- Tudo bem Rick, eu tô bem! — eu falei tranquilizando-o, que soltou o braço de Snape.

- Tem certeza Kath? — ele perguntou preocupado comigo.

- Tenho sim. Pode deixar! — eu falei meio incerta sobre isso, mas não demonstrando. — A gente se fala ok?

- Tudo bem. Qualquer coisa, me escreva, que eu vou correndo! — ele falou e lançou um olhar desafiador para Snape, que o retribuiu em proporções iguais ou piores.

- Pode deixar! Mas não será preciso, não é mesmo professor? — eu falei olhando para Snape.

Ele não respondeu nada, simplesmente me encarou com a sua cara séria e zangada.

Como ficamos sem assunto, Snape me arrastou (literalmente falando) para fora da Toca; no jardim, antes de aparatarmos, eu falei:

- Agora quer fazer o favor de me soltar que você tá me machucando?

Ele não respondeu, me olhou com uma cara que dizia claramente: "Cala a boca"; então eu resolvi ficar quieta.

Chegamos uns cinco minutos depois na sala da mansão dos Malfoy, que felizmente estava vazia.

Logo que tocamos o chão, Snape me soltou.

- Até que enfim! — eu falei meio debochada. — Olha isso! Você conseguiu me machucar! — eu falei olhando e mostrando meu braço (para baixo do cotovelo), onde estavam as marcas dos dedos de Snape para ele indignada.

- Se você não merecesse, não teria se machucado. — ele disse friamente.

- Como? Eu não pedi isso pra você! — eu falei abismada.

- Pediu sim. Não diretamente, mas indiretamente, Evans. Se você tivesse me obedecido, isso não teria acontecido. — ele falou sério e me olhando feio.

Eu ia retrucar, mas achei melhor ficar quieta e subi as escadas para o meu quarto, deixando um Snape furioso da vida lá embaixo.

No dia seguinte, as provocações de Bellatrix começaram cedo, logo no café da manhã...

- E aí Evans, me diz uma coisa, o que a sua mamãezinha diria vendo você como uma Comensal da Morte? — ela disse debochada.

- Vê se não enche o saco Bellatrix! — eu falei com pouco caso, continuando a comer o meu café da manhã.

- Uuui... Olha só! A bebezinha Evans já sabe se defender sozinha... — ela caçoou.

Miserável, eu ainda quebro a cara dessa infeliz... aaaah se quebro!

- Menos Bellatrix. Deixe-a tomar café em paz! — Lestrange falou me ajudando.

- Defendendo a namoradinha, Wood? Que péssimo gosto! — ela falou mais debochada ainda.

- Chega Belatrix! — eu falei me levantando e saindo da mesa.

Lestrange falou alguma coisa pra ela e logo veio atrás de mim.

- Evans! Hey, Evans, espere!

- O que você quer? — eu falei sem parar ou me virar.

- Não fica assim não ok? — ele falou dando um sorrisinho de leve.

- Olha... Só me faça um favor Lestrange... Controle sua mãe, antes que ela apanhe feio! – eu falei e me fui para meu quarto, me trancando lá dentro.

Fiquei ali por um bom tempo, fazendo uns deveres de casa, cujo qual Snape, McGonagall e Flitwick passaram...

Na hora do almoço, eu desci e fui almoçar. Chegando lá, Bellatrix mal se atreveu a olhar para mim, tamanho devia ter sido o esculacho que Lestrange deu nela. (bem feito, vaca maldita).

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