No dia seguinte, eram sete horas, eu já estava de pé, logicamente, fiquei deitada na cama até as oito e meia, quando foram nove horas, eu levantei e fui para o bar tomar café.

Chegando lá em baixo, Tom, já estava lá, com cara de sono, é verdade, mas me recebeu bem-humorado.

Eram nove e meia quando eu terminei de tomar o café, porque eu fiquei observando os outros bruxos, quando eu vi as horas, eu subi rapidinho pro meu quarto e terminei de me arrumar exatamente na hora em que Snape bateu à porta.

Assim que eu abri, logo fui sorrindo pra ele, mas como sempre, Snape estava com a cara e o humor fechados, por isso, quando eu lhe dirigi a palavra, ele apenas acenou com a cabeça.

Já na rua, o primeiro lugar em que Snape me levou, foi para o Gringotes, o banco dos bruxos.

Chegando lá, o duende chefe falou:

– Em que posso ajudá-lo senhor?

– A Srta. Evans tem uma retirada a fazer. – Snape respondeu olhando brevemente para mim.

– E a Srta. Evans está com a chave? – o duende perguntou olhando para mim.

Eu, como Harry em seu primeiro dia, olhei para Snape com a cara de: “não tenho chave nenhuma”, este, como meu interventor falou, tirando a chave do bolso da capa preta.

– Aqui está!

Assim que o duende viu a chave falou:

– Seja bem-vinda Srta. Evans!

Eu olhei para Snape, mas este me ignorou.

Depois de termos andado nos vagonetes do interior do banco, chegamos ao meu cofre, o número dele era 258, mas era um dos cofres mais antigos que eles tinham – segundo o duende que nos conduzia no vagonete.

Assim que Snape deu a chave para o duende abrir a porta, este abriu e lá, eu pude ver, tinha muito ouro e muita prata – mais ouro do que prata.

Peguei um bom punhado, para me “sustentar” durante todo o ano letivo e fomos embora, antes de sairmos do túnel que ficavam os cofres, Snape falou para o duende passar no cofre 260, que era o cofre dele, para ele poder pegar dinheiro para ele mesmo.

Eu achei legal, pois o cofre do meu personagem preferido ficava só um de distância do meu; chegando lá, assim que o duende abriu a porta, deu para ver, pilhas e pilhas de ouro; eu olhei boquiaberta para Snape, este me olhou sério e com um levíssimo sorriso falou:

– Minhas economias!

Eu, como sempre, achei graça e dei uma risadinha.

Quando saímos de Gringotes, fomos para a loja de varinhas do Sr. Olivaras; só que nesta loja, eu pedi para que entrasse sozinha. Parece que era tudo o que ele queria ouvir, pois ele falou:

– Tá, vou até um lugar e já volto, quando você acabar, caso eu não esteja aqui, fique aqui me esperando, ma é aqui, você ouviu Evans?

– Sim senhor! – eu respondi sorrindo.

Assim que eu entrei, o Sr. Olivaras já foi falando:

– Olá Srta. Evans! Eu me lembro muito bem de quando seus pais vieram aqui, comprar suas primeiras varinhas!

– Desculpe–me senhor mas acho que está havendo algum engano, se alguém da minha família veio aqui, foi só minha mãe, pois meu pai é trouxa! – eu falei, meio sem graça, por corrigi-lo.

Ele não falou nada, só me olhou com uma cara de: “Aham, finjo que acredito.”, e me entregou uma varinha; marrom, com o cabo meio entalhado e uma flor-de-lis de madeira na ponta, falando:

– Coração de dragão, flexível, 13cm.

Eu peguei a varinha e como eu sabia, um monte de feitiço, testei com aquela varinha em uma pena de coruja caída no chão o feitiço: “lacarnum inflamare”... bem.... vamos apenas dizer que não saiu como eu queria, então o Sr. Olivaras paciente como sempre, me deu outra varinha, mais simples que a outra, sem entalhes ou detalhes e desta vez foi uma varinha feita de com cauda de unicórnio, maleável, 15cm. Com ela, eu tentei na pena “chamuscada” o feitiço Reparo, bem, vamos dizer que também não deu tão certo; antes que ele pegasse outra varinha, eu perguntei:

– Senhor, eu tenho aqui uma imitação de varinha que eu mesma fiz, será que daria para eu utilizá-la?

– Bem, deixe-me vê-la! Quem sabe? – ele falou interessado no que eu tinha.

Assim que eu mostrei a varinha falsa do Snape, ele me olhou com dois olhos enormes e assustados e disse:

– A senhorita tem certeza de que foi a senhorita quem a fez, ou foi alguém que a lhe deu?

– Fui eu quem fiz, porque a pergunta? – eu falei.

– Porque, Srta. Evans, essa varinha, pertence/pertencia ao Profº Severo Snape. – Olivaras falou um tanto quanto assustado.

– Bem, mas fui eu quem fiz! – eu menti na maior cara de pau. – Mas e aí Sr. Olivaras, eu posso usá-la?

– Mas porque você vai querer ter uma varinha igual à de outra pessoa? Quando você pode ter uma exclusiva?!

– É porque eu me “dou bem” com essa daí e porque eu admiro muito o Profº Snape. – eu falei.

– Bem, vamos ver o que eu posso fazer, por favor aguarde um minuto, sim? – ele falou e foi saindo.

– Ok! – eu respondi.

Depois de algum tempo o Sr. Olivaras voltou com a minha varinha na mão, e quando ele me devolveu para ver se eu realmente me “dava bem” com ela, assim que eu a peguei na mão, houve um clarão na loja, e o Sr. Olivaras ficou olhando com a cara mais assustada possível, depois que ele se recuperou do “susto” ele falou:

– São 25 galeões Srta. Evans!

Paguei os 25 galeões e quando eu estava indo para a porta, para sair, vi o Snape, parado à porta, com um gato preto numa cesta e a cara fechada; quando eu sai, toda feliz, ele entregou o gato para mim e falou meio rabugento: “Feliz aniversário atrasado!”.

Eu peguei o gatinho (pois era bebê ainda), e agradeci muito.... e muito feliz.

Depois que comprarmos tudo o que eu precisava, Snape me deixou no ‘ Caldeirão Furado e falou, daquele jeito sério:

– Amanhã eu venho aqui pra ver como você esta, no dia 31 de agosto, eu venho aqui para te dar a passagem para Hogwarts, eu não vou te levar até a plataforma 9 ¾, porque todos ali me conhecem, então você vai ter que ir: ou sozinha ou com alguém, entendeu?

– Sim senhor! – eu falei.

– Ah! E mais uma coisa: dia 1º de setembro você tem que estar no Expresso de Hogwarts, até as 11 horas, ouviu Evans? – ele falou, levantando uma das sobrancelhas.

– Sim senhor! – eu respondi rindo e acariciando o Félix (nome do meu gatinho).

Depois que Snape me deu o recado, virou as costas e sumiu.

Eu que já estava “instalada” no meu quarto, no ‘ Caldeirão Furado, fiquei brincando com o Félix, afinal ele ainda era bebezinho e gostava de brincar. Acabei adormecendo de roupa e tudo e sem jantar; quando acordei no dia seguinte, desamassei a roupa e fui tomar café.

Chegando lá embaixo, vi que o bar já tinha gente, poucas pessoas é verdade, mas já tinha umas 15 pessoas; por serem 7 da manhã, eu achei muita gente.

Assim que eu sentei numa mesa no fundo do bar, – onde dava pra ver todo mundo- Tom veio me perguntar o que eu queria, pedi o convencional “trouxa”: café com leite pão e geleia; Tom achou estranho, mas daí eu falei que eu gostaria de comer isso, pelo menos hoje, depois disso ele foi e fez, passados uns dez minutos, Tom estava de volta com uma bandeja e o que eu tinha pedido, – com dois pães a mais — agradeci e comecei a comer.

Quando eu estava no final do meu café, chegou um grupo de pessoas fazendo o maior barulho, e quando eu olhei para ver quem estava fazendo esse barulho, eu fiquei chocada ao ver que eram os Weasley’s junto com Hermione.

Passado algum tempo, que eles se “acalmaram”, e eu terminei o meu café, me levantei e fui até eles, cheguei primeiro em Hermione, e falei:

– Bom dia Hermione!