Bem, no dia seguinte, eu consegui não me atrasar para a primeira aula, graças ao pesadelo que tive: vi de novo Lúcio matando a minha mãe. Mas em compensação fiquei com um baita sono pelo resto do dia, que dava até dó.

As aulas foram razoavelmente boas, com exceção é claro da aula de DCAT, mas como eu lembrei do que Dumbledore tinha dito sobre Umbridge poder nos expulsar, eu não falei nada a aula inteira, e eu pedi para Boot e Peter sentarem juntos dessa vez, para eu poder dar uma "ajuda" pro Jhon, pra ele não se meter em encrencas.

Bem, até que foi suportável a aula da gárgula, então depois que tocou o sinal para irmos para o almoço, saímos assim sem pensar duas vezes e sem guardar o material direito na mochila, fomos arrumando pelo caminho.

No meio do caminho, como Jhon não tinha falado NADA, nenhuma palavra comigo, eu resolvi puxar assunto:

– Hei, e aí John, ansioso para os NOM's?

Ele não respondeu, só me ignorou.

Tentei de novo:

– Hein? Ansioso para os NOM's?

Nada. Como eu tava louquinha para descontar toda a minha frustração da aula de DCAT, eu falei, encostando ele na parede:

– Escuta aqui, qual é o seu problema comigo?

– Nada Evans, me deixa! — e dizendo isso ele foi indo embora, sentido torre da Corvinal.

Boot e Corner passaram por mim com uma cara do tipo: foi mal, ele não tá muito bem; e foram atrás de Jhon.

– Relaxa Kath, ele deve estar chateado por ter perdido o jogo! — Cass falou, pondo a mão no meu ombro.

Peter tentou me abraçar, mas fomos "empurrados" para lados opostos, pelo feitiço da Umbridge. (essa mulher já tinha me irritado tanto, que se eu pudesse, eu juro que eu a matava...)

Bem, depois disso, fomos para o Salão Principal, chegando lá, fomos aplaudidos pelo povo da Sonserina, incluindo: Flint, Stew, Clarck e Mike.

– O que seria da gente sem a Kath hein Marcus? — Mike falou.

– Tem razão... um brinde à Srta. Kath Evans, a apanhadora mais rápida de Hogwarts! — Marcus disse, levantando o copo dele de suco e fazendo um brinde em altas vozes, principalmente a parte do: "a apanhadora mais rápida de Hogwarts", fazendo com que todos do Salão olhassem para nós, inclusive a mesa dos professores.

Ao olhar ao redor, vi que todos, com exceção dos alunos da Corvinal estavam sorrindo, e quando olhei para a mesa dos professores, vi todos, exceto Umbridge, ali levantando os seus respectivos copos, acompanhando o brinde de Marcus, inclusive Flitwick e Snape (este último com uma leve piscadinha de matar qualquer fã...).

Eu fiquei toda sem graça, então como era o de costume: corei feito um pimentão.

Depois do almoço, tivemos: uma aula de poções e as duas últimas de feitiços.

Na aula de poções, como era o de costume sentarmos perto uns dos outros, pedi de novo para Boot e Peter sentarem juntos, pois eu queria tirar aquela história a limpo com Jhon.

– Olha, John, acho melhor você me contar o porque você está agindo dessa forma comigo, se não eu não vou parar de te encher! — eu falei sentando ao lado dele, que fez uma cara do tipo: "de novo não!"

Fiquei ali, olhando pra ele, esperando uma resposta.

– E aí? Vai me contar, ou eu vou ter que ficar te estressando? — eu falei, depois de dez minutos em silêncio de nós dois.

– Ok, mais eu só vou contar, pra você parar de me encher, ok? — ele falou meio grosso.

– Ok! — eu respondi corando um pouco pelo modo com o qual ele me respondeu.

– Bem, é que depois que acabou o jogo, o Davies jogou na minha cara que foi falta de competência minha, e eu disse que era da Cho Chang e com os nervos na altura acabou sobrando pra Luna, pra mim, pro Flitwick pra Chang, pro Rogério, pro Corner e pro Boot; foi soco e raios pra tudo que foi lado. — ele disse, olhando para o tampo da bancada.

– Nossa, que horror! — eu exclamei surpresa.

– Eu não mandei Davies abrir a boca. — ele retorquiu bravo.

– Calma, também não era pra tanto! — eu falei, encarando ele, com cuidado.

– Ué o cara tem a coragem de jogar que perdemos na minha cara! Você acha que eu vou deixar barato? — ele falou, me encarando pela primeira vez.

– Tem razão, mas porque acabou sobrando para os outros? — eu perguntei sem entender. — Você deveria ter batido só no Roger! — eu falei, fazendo uma cara do tipo: "seu burro!"

– Eu fui no Roger, porém xinguei a vaca da Chang e o Corner foi tomar as dores dela, empurrei o Corner, tomei um soco do Roger, a Luna foi me defender ele a empurrou eu levantei e estuporei ele... — ele falou.

– E o Boot e o Flitwick? — eu perguntei chocada com a baita confusão que tinha dado.

– O Boot foi separar e tomou um rodo do Davies, e eu corri pra cima dele e não vi o Flitwick na minha frente.... — ele disse fazendo uma careta.

– Huuuuun... — eu fiz a careta junto com ele.

– Tropecei nele e caiu eu e ele, a Luna foi levantar o professor e o Boot me imobilizou, o Flitwick me mandou uma suspensão séria de 2 meses e detenção com o Dumbledore que quase me bate... — ele terminou.

– Nossa... o Dumbledore?! — eu perguntei espantanda.

Nisso Snape passa e dá um belo de um empurrão na minha cabeça, pra eu calar a boca.

– Continua! — eu sussurrei pro Jhon, afinal eu queria saber o que tinha acontecido depois.

– O Davies depois do raio, tentou se levantar e quase se ferrou porque na queda parece que quebrou uma costela. — ele disse sussurrando e com uma cara de remorso.

– Nooooossa... que dó! E tudo isso por culpa da Chang! — eu falei, lançando um olhar mortal pra ela, que estava do outro lado da masmorra na frente.

– E o pior é que a Marieta disse que eu bati nela e o que pode piorar mais ainda a minha situação, a Luna disse que convenceu o Boot a acalmar as coisas mas sei não! — ele disse olhando de novo para o tampo da bancada, agora com o caderno em cima. — Com o Boot e o Corner eu já me desculpei, o ruim é que a Luna ficou brava e acabou o namoro com o Davies e tá mais calada que a morte! — ele disse completamente infeliz.

– Que dó! — eu falei, colocando a mão em seu ombro, pra tentar consolar ele.

– O menor dos problemas é que não vou poder ser mais capitão, agora Boot assume o posto por causa da minha detenção! — ele falou, voltando a ficar furioso.

– Detenção? — eu perguntei.

– É, Evans... a minha suspensão durante dois meses e a detenção com o Dumbledore! — ele falou me encarando com uma cara do tipo: "dããããããã..."

–Bom... mais isso é só durante os dois meses né? — eu falei, levando outro empurrão na cabeça do Snape, que tava passando bem atrás da gente naquela hora.

– Provavelmente. — ele respondeu com um ar do tipo: "era só o que me faltava, passar mais tempo sem jogar!"

– Bom, menos ruim então né? — eu disse, dando um sorrisinho.

– Menos ruim o caramba! Essa foi a final, no próximo ano, não vou poder assumir o time! — ele falou totalmente cabisbaixo. — Porque a Corvinal não joga mais esse ano.

– Pode não jogar, mais ainda temos o quê? Uns três meses de aulas? — eu perguntei com um ar de triunfo, um pouco mais alto do que eu imaginei, o que causou um olhar de profunda irritação de Snape na frente da sala. — Dumbledore não especificou quando iriam começar os dois meses de punição né? — eu conclui, dessa vez bem mais baixo.

– Hehehe... o Dumbledore não é o Goyle! — Jhon falou olhando pra minha cara de quem tivesse falado o maior absurdo do mundo.

– Pode não ser... mais também não é a Umbridge! — eu falei dando um sorrisinho digno de Hermione.

Jhon olhou pra minha cara, que estava claro: "se eu não fosse me encrencar mais do que eu já estou, se eu não estivesse na escola e no meio da aula e que se não fosse proibido, eu te matava aqui e agora!" que eu parei de sorrir imediatamente e olhei para a minha poção! (podia não parecer, mas estávamos fazendo uma poção lá que o Snape tinha mandado a gente fazer).

– Ele disse que os capitães dão exemplo e por isso, não podem se meter em confusões. — ele disse, sem olhar pra mim, e continuando a mexer na sua poção.

– Sim e? — eu perguntei, ainda sem entender aonde ele queria chegar.

– E que eu vou ter que pedir desculpa pra Deus e o mundo... E não poderei ir à Hogsmead e minhas férias serão reduzidas. — ele falou encarando o livro.

– Oxi! E porquê? — eu perguntei um pouco mais alto do que necessário e do que eu devia. Ganhando mais um olhar mortal de Snape, que estava no meio da sala.

– "Porque não é todo dia que um cara que pertence à casa dos inteligentes e espertos bota todo mundo em perigo por causa de quadribol!" disse Dumbledore. — Jhon disse, repetindo o que Dumbledore tinha dito pra ele.

Eu fiquei de cara, jamais imaginei Dumbledore falando isso pra ninguém... tudo bem que eu já tinha visto ele bravo, mais falar isso para um aluno?! Nunca!

– Triste hein? — foi a única coisa que eu consegui falar, voltando a minha atenção à minha poção, que estava quase pronta.

– E ainda tem mais! — Jhon disse, olhando pra mim, meio que necessitando contar o que tinha acontecido. — Ele disse ainda que: "Como é que o monitor da casa dará exemplos aos mais novos? Sr. Wood, não puxe os defeitos da sua família, seu pai fazia de tudo para resolver as coisas da melhor maneira." ele completou, me olhando seriamente nos olhos! — Jhon terminou. — Sério, deu medo!

– Hehehehe... imagino! Eu já tive essa experiência de ver Dumbledore bravo! — eu falei sorrindo, mais dessa vez, Snape estava do meu lado, e meu deu o maior tapa (de empurrão fomos para tapa... que amor não?)

– Se eu pegar os dois conversando de novo na minha aula, será detenção para os dois e pontos serão perdidos para a casa dos dois! — Snape falou, em um tom tão ameaçador que eu e Jhon nos olhamos com cara do tipo: "A gente termina depois!" e ficamos quietos o resto da aula.

Depois de uns dez minutos, eu coloquei a minha poção em um frasco de vidro bem tampadinho, limpei o meu caldeirão e fui entregar para Snape, chegando lá, Malfoy colocou o pé na minha frente, e eu como não tava olhando pro chão, tropecei, caí e lá se foi a minha poção (ou melhor: a minha nota)...

– Hei, olha por onde anda, Evans! Você quase quebrou o meu pé! — Malfoy disse, num tom de quem não teve culpa de nada.

– Ora, escuta aqui seu... — eu comecei indo pra cima dele, mais um moleque alto, forte, bonito, de olhos meio amarelados, com umas cicatrizes estranhas no rosto, se colocou no meio, me impedindo que eu batesse em Malfoy. — Arranjou um novo guarda-costas, Malfoy! — eu debochei, ficando realmente muito perto do garoto.

– Já chega, vocês três! — Snape pois um ponto final na discussão. — Malfoy, menos cinco pontos para a Sonserina, pelo o que você fez, porque eu vi! Evans, na próxima aula, você vai refazer essa poção, ouviu? — ele falou, se dirigindo a mim.

– Sim senhor, Prof° Snape. — eu falei furiosa da vida, loca pra meter a mão na cara de Malfoy e de quem se metesse no meio e indo para o meu lugar, pegar as minhas coisas e sair daquela sala.

Assim que eu voltei para o meu lugar, Jhon passou por mim com dois vidrinhos na mão e assim que a gente se "cruzou" ele deu uma piscadinha. Antes de sair da sala, com Peter e os outros, Snape falou de seu lugar:

– Evans, não precisa mais, Wood já fez esse favor pra você e engarrafou outra amostra da poção!

Quando eu ouvi aquilo, eu olhei para o Jhon e abri o maior sorriso de agradecimento possível e imaginável!

Longe da sala, enquanto estávamos indo para as aulas de feitiços, no corredor, eu perguntei para Wood.

– Hei John, quem era aquele imbecil que se meteu na frente do Malfoy? O mais novo segurança particular dele é?

– Hehehe... não Kath, aquele imbecil lá, é o Lupus Belmont! — Jhon falou, rindo do meu comentário.

– Lupus Belmont? E quem é esse ser tão estranho? — eu perguntei, fazendo uma cara do tipo: "ãhn?"

– Um menino do quinto ano da Corvinal, ele não estava aqui quando você entrou, ele estava "viajando" para cuidar da saúde, pelo menos é o que a gente sabe... — ele continuou diante a minha cara de total falta de informação.

– Pelo o que a gente sabe, ele tem algum tipo de problema de saúde, pois ele ficou fora durante o ano passado inteirinho e metade desse aqui também! — Boot terminou a frase, interrompendo Jhon.

– Ele é estranho! — eu falei... e ao lembrar daquele olhar amarelado e totalmente faminto, me subiu um arrepio na espinha, que fez congelar o meu sangue.

Fomos para a sala, chegando lá, eu pude ver um Flitwick, completamente zangado com o Wood e comigo... Com o Jhon por ele ter perdido o jogo e comigo por ter pego o pomo antes da vaca da Cho Chang....

A aula até que foi legal, no finalzinho, ele fez outro clubinho de duelos, mas ele não me chamou, e nem ao Wood... dessa vez foi a vez do "garoto novo" o Lupus e Harry. Eu esperava que Harry ganhasse com facilidade, mas não foi o que eu vi. Quando eu me dei conta do que tinha acontecido, Harry já estava caído no chão perto da porta (graças ao feitiço Estupefaça lançado por Lupus), e Lupus estava com uma risadinha maligna no canto da boca. (o que me arrepiou profundamente, e fez eu "agarrar" o braço de Peter, que estava ao meu lado)

Assim que a gente saiu, Wood já tinha saído, afinal de contas, ele tinha que nos avisar e avisar Luna sobre Filch e a Brigada Inquisitorial (que tinha sido formada no dia anterior...), para a gente saber, onde eles poderia e estariam nos "esperando".

Assim que chegou o aviso de que estava tudo limpo, fomos para a Sala Precisa, em grupos de quatro (ou como no meu caso: grupo de sete....), chegando lá, tivemos uma surpresa: Harry iria nos ensinar a conjurar um patrono!

Depois de uns bons quinze minutos tentando, eu, Peter, Cass e Stew conseguimos conjurar o nosso! O meu patrono era um tigre branco (apesar de todos os patronos serem meio prateados, eu tinha certeza de que o meu tigre era branco!), o patrono do Peter era um "pequeno" Golden Retriever (cachorro), o de Cass era um gatinho e o de Stew um elefante... (a gente tirou o sarro dele, porque no caso dele, o patrono era igualzinho ao dono, com exceção do peso, mais o tamanho do cérebro era o mesmo... hehehehehhehehehe....)

Foi bem legal aquela aula, estávamos todos nos divertindo, até que começou a tremer tudo, e a meio que dar curto nas luzes de lá (sim, luzes...).

O espelho de lá, quando a porta sumia, quebrou e nisso, a gente podia ver um buraco na parede, assim que Nigel viu o buraco, ele foi lá pra ver, eu e Harry que estávamos lá perto fomos juntos, mais eu não vi nada, só ouvi a voz irritante da Umbridge dizer:

– Eu resolvo isso! Bombarda Maxima!

Só foi o tempo de eu "sair" correndo agarrando o Nigel pela cintura e aquela parede explodiu (bem pior do que foi com a porta do Snape...), exatamente aonde estávamos minutos antes!

É óbvio que eu tenho aquela sorte do caramba então, quando eu caí com o Nigel eu torci o ombro, assim que eu me levantei, não esbocei nenhuma reação de dor (confesso que nem senti... mais isso deixa em off...), porém foi mais de... choque... (tudo bem que eu já sabia o que tinha acontecido e quem tinha feito isso... mas.... não podia demonstrar), então assim que eu me recompus, eu falei:

– Mais que droga... o que houve aqui?!

– O que houve, Srta. Evans é que vocês estão em detenção! — falou Umbridge dando um sorrisinho muito maléfico no rosto.

Lupus não esperou ela nem terminar de falar a frase, e já tinha aparecido do seu lado direito arrastando a Cho Chang pela gola do uniforme, assim que todo mundo viu, todos além de ficarem chocados, fizeram a mesma exclamação:

– Não acredito!

E ela (Chang) ouvindo isso, ficou com a maior cara de bunda do mundo todo...

Minutos depois, estávamos na sala do Dumbledore: Percy (que já tinha se virado contra Dumbledore e os pais) levando Chang e Harry, a própria gárgula, fez questão de me levar para lá, Fudge, Kingsley e Dawlish, chegando lá, Umbridge já foi falando, me largando de qualquer jeito sozinha, assim que eu tentei sair dali, Kingsley me segurou pela gola do uniforme me impedindo de sair da sala.

– Como o senhor pode ver, Sr. Ministro eu disse que ele estava treinando um exército para contra-atacar o Ministério. — dizia Umbridge meio desesperada para um Fudge aturdido.

– Não acredito nisso, Alvo... — Fudge exclamou, caindo que nem um patinho na armação de Umbridge, com a lista dos alunos da AD na mão.

Dumbledore simplesmente respondeu dando uma ligeira piscadinha pra mim e pro Harry:

– Claro, eu e somente eu, instrui Harry e Katherine a montar esse grupo, para eles irem treinando pra quando chegar a hora... — ele falou isso assim, como se ele estivesse brincando.

– O quê? Não... isso é mentira, a ideia de montar esse grupo foi minha, e inteiramente minha! — Harry falou interrompendo Dumbledore e tentando sair das "garras" de Percy, mais este, mesmo com uma mão só, conseguiu conter Harry.

– Admirável atitude sua Harry e sua também Katherine, mas, como o próprio papel diz: é "Armada de Dumbledore" não "de Potter"! — Dumbledore falou olhando pro Harry. — E muito menos "de Evans" — e ele completou olhando pra mim.

– Ótimo! Era só o que a gente precisa, Ministro: uma confissão! — Umbridge instigou Fudge a fazer alguma coisa.

– Muito bem, Percy, mande uma coruja para a edição do Profeta Diário, talvez saia na primeira edição de amanhã. Dawlish, Shacklebolt, levem-no para Azkaban! — Fudge falou, tomando uma decisão, dando um passo pra frente, em direção a Dumbledore que estava parado em frente a sua escrivaninha, e junto com Fudge, foi: Umbridge, Kingsley e Dawlish.

Assim que eles chegaram a uma distância razoável de Dumbledore, este foi para trás da escrivaninha falando:

– Vocês não acham que eu irei... como se diz mesmo? De boa vontade não é mesmo? — e dizendo isso, ele piscou pra mim e pro Harry, e Fawkes levantou voou de seu poleiro e indo em cima de Dumbledore, este juntou as mãos nos pés dela e ela pegou fogo e os dois sumiram, fazendo como se tivesse explodido uma bomba de ar ali dentro, derrubando todos, menos eu, o Harry e a Chang.

Depois que Dumbledore sumiu, e todos se recompuseram, Kingsley soltou a frase mais foda dele no filme todo:

– O senhor pode não gostar dele Ministro, mais o senhor não pode negar... Dumbledore tem estilo!

Não deu meia hora e estávamos todos da AD no Salão Principal, escrevendo as malditas frases na mão:

"Não devo mentir para a professora!"

Todos ali, estavam contendo os gemidos, outros, como o Nigel não aguentavam e soltavam uns de vez em quando, mais até que Nigel se conteve bastante por ter apenas 11 anos!

Eu que tava ao lado da minha turminha e de diagonal com os gêmeos Weasley, eu pude notar o olhar mortal que eles estavam soltando em direção à Umbridge.

Depois que cumprimos a detenção, ela nos liberou (isso foi exatamente depois de uma hora ali só nos auto-torturando....).

Assim que saímos, Chang estava esperando Harry na frente da entrada do Salão Principal, como ela estava esperando bem no meio, a gente esbarrou nela, e eu fiz questão de dar tal encontrão com ela que assim que ela se "recuperou" da trombada, ela se virou e falou:

– Olha por onde anda, Evans!

Eu já estava me aguentando para não responder para a Umbridge e eu estava com duas dores: uma no ombro esquerdo e outra na mão do outro braço! Então quando ela falou aquilo (é óbvio) que eu não me aguentei e virando pra encará-la de frente, eu falei:

– Não. Aliás... de todos aqui, você é a única que não tem direito nenhum de reclamar, pois graças a você, sua retardada, tivemos que cumprir essa detenção. — e falando isso, eu mostrei o dorso da minha mão pra ela e gritei: — LEIA ISSO, SUA IDIOTA!

No que eu falei isso, Peter me segurou pela cintura e começou a me arrastar de lá, sentido enfermaria falando:

– Quer parar? Se a gárgula vê ou ouve você fazendo isso, ela te dá outra detenção!

Eu me calei, diante daquele comentário de extrema veracidade, então fomos em silêncio para a enfermaria.

Chegando lá, assim que Madame Ponfrey me viu ela disse cansada:

– Você aqui de novo Evans? Vou ter que fazer um cartão permanente seu aqui né? O que foi dessa vez?

– São duas coisas Madame Ponfrey... aliás, três! Uma é que ela machucou o ombro... — Peter respondeu, e completou assim que ele olhou para a Madame Ponfrey, que estava com cara do tipo: "Jura? Nossa, que novidade!" — e as outras duas é que a gente precisa de uma poção que curasse a nossa mão! — e dizendo isso, ele mostrou a mão dele, e eu em seguida a minha.

Assim que ela viu as nossas mãos, ela falou, completamente abismada:

– Eu não acredito, o que vocês fizeram? Se auto-mutilaram?

– Mais ou menos, a Profª Umbridge que fez isso com a gente, detenção! — eu falei, olhando pra minha mão com desprezo, daquele nome.

Depois de Madame Ponfrey passar um creme no meu ombro, enfaixá-lo e colocá-lo em uma tipoia para imobilizá-lo e passar a receita da poção pra gente, a gente foi embora, quando estávamos virando o corredor, para a gente entrar na Sala Comunal, a nossa tarde não poderia ficar pior: Snape estava parado ao lado da porta, com uma das cara mais sombria que eu já tinha visto.

– Detenção, para todos vocês! — e dizendo isso ele virou e foi embora.

Eu olhei pra cara do Peter e tive que fazer o comentário inútil:

– Duas coisas: primeira: um dia eu mato esse homem e segunda: não existem segredos em Hogwarts?

– Não! — Peter respondeu e começamos a rir e decidimos entrar na Sala, antes que ganhássemos outra detenção, dessa vez do Filch.

O jantar, não poderia ter sido mais silencioso em todas as mesas, quer dizer, apenas pelas pessoas que participaram da AD.

Assim que a gente tava saindo do Salão Principal, Jhon encontrou a gente calado saindo do Salão (coisa que nunca acontece, a gente sempre sai brincando, rindo, conversando, pelo menos) e soltou a gracinha:

– E aí? Brincaram muito com a "titia" Dolores?

Mas eu nem sei como, nem quando só sei que quando eu vi, Jhon já tava no chão, Peter tava me segurando (pra eu não bater nele de novo) e Boot, tava morrendo de rir com a situação (pois ele também sofreu com a detenção da gárgula) e levantando Jhon do chão. Por sorte não estávamos na frente da porta, pois se não, estaríamos mais ferrados do que já estávamos (se é que era possível).

– Da próxima vez, Wood, pense, antes de falar besteira! — eu falei, e dizendo isso, eu consegui me soltar de Peter e fui indo para a Sala Comunal.

Chegando na Sala Comunal, eu fui direto para o dormitório, seguida por Cass e Ann, chegando lá, fui pra minha cama, e comecei a brincar com o Félix, adormeci de imediato de roupa e tudo, e tive um sonho estranho, dessa vez totalmente diferente de todos que eu já tinha tido antes.