Um Sonho Realizado - 5º ano
20 Capitulo 20
Saímos, para um dia frio e úmido. A neve estava toda acumulada nas calçadas e guias, formando uma fina camada de gelo na rua em si.
Assim que saímos, Dumbledore perguntou:
– Onde você quer ir? Afinal, quem conhece os lugares aqui é você! — e deu uma risadinha.
Eu falei sobre uma padaria que eu sabia que ficava aberta vinte e quatro horas, que não ficava muito longe dali. Como a gente aparatou, em um segundo estávamos lá.
Assim que entramos na padaria, os poucos clientes que estava ali, olharam todos para Dumbledore curiosos, pensando (no mínimo) que ele era estrangeiro, se não estivessem pensando que ele era maluco...
Como eu vi que Dumbledore não se importou com os olhares, eu fiquei na minha, mesmo porque eu ainda não era uma vidente, que podia saber que teriam muitos clientes para aquele horário da manhã.
Sentamos no balcão e o moço veio nos atender.
– Pois não, o que desejam? — ele perguntou.
– Eu vou querer um café com leite e dois pães com manteiga, por favor! — eu falei, e logo em seguida, eu olhei para Dumbledore, meio insegura.
– Um suco de laranja, por favor! — ele respondeu, olhando pra mim.
– Ok, só um minuto sim? — o moço disse saindo.
Dumbledore era um bruxo muito inteligente e sabia como deveria se portar na presença de trouxas, mas o que eu não sabia era que ele conhecia as comidas trouxas, pois quando eu pedi o meu "lanche", ele não me olhou com aquela cara de curioso que Tom me olhou lá no O Caldeirão Furado.
– Bem, o que a está preocupando, Katherine? — Dumbledore perguntou olhando sério (mais não zangado) pra mim.
– Sabe senhor... — eu comecei, mas não tive coragem de terminar.
– Sim, diga! Não tenha medo! — ele falou, pousando sua mão esquerda no meu ombro direito, me encorajando.
Eu suspirei um pouco e disse:
– Sabe senhor... no final desse ano, vão acontecer algumas coisas terríveis! — eu falei, encarando meus pés, apoiados no "apoiador" do banco. — E uma delas, é que o Sirius vai morrer... — e dizendo isso, eu olhei pra ele, com os olhos cheios de lágrimas.
Dumbledore não falou nada, só ficou me olhando e analisando a situação, enquanto ele me estudava, as nossas coisas chegaram e eu comecei a comer, a fome agora tinha aumentado... ou talvez era só um pretexto para eu não encarar ele...
– E como ele morre? — Dumbledore perguntou, depois de muito tempo de silêncio.
Eu quase me engasguei com o pão, eu acho que eu esperava TODAS as perguntas, menos aquela.
– Bem, Voldemort descobre a ligação que ele tem com o Harry, pelo menos é o que mostra no filme e no livro, e ele simula uma tortura em Sirius, na sala das profecias, no Departamento de Mistérios, e Harry vai até lá, e cai em uma cilada, para Voldemort pegar a profecia, que é liderada por Lúcio Malfoy; daí depois de um tempo, quando Harry entrega a profecia ao Lúcio, pois todos os amigos dele: Rony, Hermione, Gina, Luna e Neville, estão presos por um Comensal, aparecem os aurores e Sirius, nisso começa uma batalha um tanto quanto grande, e numa dessas, o Sirius é morto por... — eu disse, puxando o ar com certa dificuldade nessa parte.
– Por? — Dumbledore perguntou interessado.
– Por Belatrix Lestrange. — eu falei chutando a parede do balcão.
Nessa hora, em que eu falei o nome dela, um arrepio percorreu meu corpo todo, fazendo com que eu tentasse estralar o pescoço, do mesmo jeito que Voldemort e Harry faziam, e aquilo... me deixou preocupada, mas não demonstrei nada.
Depois que eu contei pro Dumbledore sobre o que ia acontecer e quem iria matar Sirius, ele ficou me olhando por um momento.
– Então, Srta. Evans, espero que você tente e consiga convencer Harry, junto com a Srta. Granger, de que é uma visão "fabricada" por Lord Voldemort, para o bem de todos! — ele falou, me olhando sério.
– Eu tento, faço tudo o que for possível, mas... e se ele não acreditar? — eu perguntei, em choque, quase entrando em desespero por uma solução.
– Bem, se vocês não conseguirem... eu sugiro que você tenha a cabeça no lugar e acompanhe ele até o Ministério. — Dumbledore disse, pondo o dinheiro no balcão e se levantando.
Eu me levantei junto com ele e fui andando ao seu lado, pasma no que eu tinha acabado de ouvir.
– Como é? O senhor não irá fazer NADA para impedir que isso aconteça? — eu falei perplexa, quando a gente chegou na rua.
– Não posso, a única que pode impedir isso, é você, e você sabe disso, não sabe Katherine? — ele falou sério, me encarando com aqueles olhos, profundamente azuis.
Eu não respondi nada, pois eu sabia que se eu abrisse a boca, iria sair merda, então... eu fiquei calada, mas pensando no que eu acabava de escutar.
Assim que a gente chegou, eram sete horas em ponto, e só tinha a Sra. Weasley acordada, quando eu entrei, eu nem ouvi o que ela disse, fui direto para o quarto de Sirius, eu sabia que ele não trancava a porta, então eu abri silenciosamente e fiquei ali, vendo ele dormir, com um leve sorriso no rosto, provavelmente ele deveria estar sonhando com o tio James... hehehe..., enquanto eu via ele dormir, algumas lágrimas rolaram pelo meu rosto, então decidi sair dali, antes que alguém me visse, então, como eu não tava afim de voltar para o quarto, eu fui para o quarto onde o Bicuço estava, assim que eu entrei e fiz a reverência e ele aceitou, eu fui me sentar encostada nele, como ele tava deitado, eu me encostei na barriga dele e fiz carinho na parte de trás da cabeça dele, e lá sim, eu sabia que eu podia chorar á vontade, pois ninguém ia ouvir e nem saber que eu estava lá.
Nisso, eu acabei dormindo, e quando eu acordei, eu acordei assustada, pois eu tinha sonhado com o momento que a Belatriz matava o Sirius, como eu acordei assustada, eu sentei, me desencostando de Bicuço com uma velocidade, que o pobrezinho se assustou também, soltando um guincho de desaprovação.
– Foi mal, meu chapa! — eu falei fazendo carinho no bico dele. — Tô indo nessa, obrigada viu?! — eu disse me levantando e fazendo um aceno de cabeça pra ele.
Poderia ser coisa da minha cabeça (mais uma vez), mas ele fez a mesma coisa pra mim, num gesto de "Beleza, quando precisar, sabe onde me achar!".
Bem, quando eu sai de lá, eu vi que já eram nove e meia, e acho que Harry e os outros já tinham acordado, então eu fui para a cozinha. Chegando mais perto da porta (porém ainda no corredor e longe da porta por uns quinze passos), ouço a voz de Snape dizendo para Dumbledore:
– Alvo, Evans está passando dos limites comigo! Você viu o que ela fez e falou ontem na reunião!
– Sim, eu vi Severo, mas não esqueça do que VOCÊ disse sobre ela! — Dumbledore falou em minha defesa.
Após a defesa de Dumbledore, eles ficaram em silêncio por muito tempo, coisa de meia hora ou mais! (ou pelo menos foi o que me pareceu.) Eu não podia ver a expressão de Snape, mas eu tinha CERTEZA de que era a expressão de maior desprezo possível e imaginável que pudesse existir na face da terra e de que ele fosse capaz de fazer.
Eu não tive nem tempo de me esconder, um segundo depois, a porta da cozinha se abriu e Snape saiu, todo furioso, e assim que ele me viu parada no corredor que levava para a cozinha ele parou e ficou me olhando furioso.
– O que você tá fazendo aqui Evans? — ele perguntou no mesmo tom que sua fúria emanava dos olhos.
– Indo... pra sala! — eu falei, apontando o lado oposto do corredor, toda sem graça olhando para onde eu estava apontando.
Assim que eu me virei, para sair da frente dele e para ir para a sala, eu sinto sua mão em meu ombro.
– Você anda ouvindo as minhas conversas, Evans? — ele perguntou, fazendo com que eu me virasse para ele.
– Não, eu só... — eu gaguejei, pois querendo ou não, eu comecei a ficar com medo do olhar dele.
– Só o quê? — ele perguntou, pondo a cabeça dele meio de lado, como se quisesse entender o motivo.
– É que eu só chego em hora errada, em que o senhor e o Prof° Dumbledore estão conversando! — eu falei, conseguindo encarar ele mais que dois segundos.
– Por que será que eu não acredito? — ele perguntou, olhando totalmente cético e saindo da casa antes que eu pudesse responder alguma coisa.
Querendo ou não, ele tinha razão... até eu não acreditava no que eu contei, pois acontecer isso uma vez, normal, duas é aceitável, três já começa a ficar estranho, mas SEMPRE? Pera aí... alguma coisa aí tem de errado, certo? Certo. E o pior, é que eu não fazia de propósito... o pior de tudo, é que acontecia sem querer MESMO! Eram essas coisas que me assustavam, principalmente para alguém que tem uma ligação com Voldemort.
Àquele café-da-manhã, era o último que a gente tomava lá no número doze, pois a gente ia voltar as onze horas para Hogwarts. Então, como eu esperava e imaginava, foi BEM divertido, embora eu não deixasse de pensar no passeio em que eu tive com o Dumbledore e com o que ele tinha me dito.
Assim que Sirius acordou, eu estava sozinha na cozinha, a Sra. Weasley, tinha acabado de sair, para ir acordar o pessoal. Logo que ele me viu, ele colocou as duas mãos nos meus ombros e disse:
– Caiu da cama, Kath?
Assim que eu olhei para ele, algo dentro de mim, disse que era a última vez que eu iria vê-lo, ali: sorrindo, alegre, em pé... vivo, então sem mais nem menos, eu abracei ele bem forte e falei:
– Sabe, a melhor coisa que podia ter me acontecido na minha vida toda, além de eu descobrir que eu sou uma bruxa, é saber que VOCÊ, Sirius, é meu tio... padrinho! — e dizendo isso (de novo..., eu já tava começando a me cansar de chorar...), comecei a chorar.
– Hei, o que houve? Por que você está chorando? — ele perguntou, me afastando um pouco, para poder me encarar.
– Ah, sei lá... me deu vontade e... saudades... — eu falei, baixando o rosto e secando as lágrimas, que insistiam em não parar de escorrer.
– Saudades? — ele disse. — Susan? — ele perguntou, levantando o meu rosto, de forma que eu encarava ele.
– Também! — eu falei.
– Também? — ele perguntou. — Ah, já sei... saudades do namorado? Peter O'Connel? — ele disse sorrindo.
– Também! — eu falei. — Como você sabe sobre o Peter? — eu perguntei, sem entender como ele sabia.
– Oras... além de Harry e seus amigos, a Ordem tem professores de Hogwarts também! — ele falou sorrindo. — Mas você disse também pra ele também... de quem que você tá com saudades, Kath? — ele perguntou meio encafifado com a minha resposta um pouco (muito) evasiva.
– Tava com saudades de você... — eu falei baixando o rosto de novo.
– De mim? Mas a gente se vê toda hora... por mais que essa casa seja grande! — ele falou, me abraçando apertado.
– Eu sei, mas é que ontem eu não jantei... então eu não te vi... — eu menti na maior cara de pau, mas gostei do abraço verdadeiro dele.
Sirius não respondeu nada, só ficou lá, me abraçando.
Cinco minutos depois que a gente se sentou, o pessoal... ou a tropa, como eu chamava, chegou, fazendo o maior auê naquela cozinha.
Um pouco depois do café, a Sra. Weasley mandou a gente ir para o quarto, arrumar as nossas coisas, uma vez que já eram dez e meia e o trem partia exatamente as onze. Fui para o quarto, juntamente com Gina e Mione (pois dormíamos no mesmo quarto, enquanto os meninos dormiam em outro, bem ao lado), chegando lá, encontrei um Félix totalmente emburrado, me arranhou várias vezes nas mãos, pois ele não queria voltar para a gaiola.
– Mais que coisa Félix, fica aí... quando a gente chegar na cabine, eu te tiro! — eu falei, enfiando ele de má vontade na gaiola, o que me rendeu mais alguns vários arranhões e mordidas. (ele podia não ser cachorro, mas que sabia morder que era uma maravilha... aaaah isso ele sabia!).
– Hehehe... calma Kath, ele é só um bebezinho! — Gina falou rindo da minha cara.
– Aaaah, claro... mais não é você que levou arranhões, patadas e mordidas né? — eu falei, mostrando as minhas mãos e os meus braços pra ela, que assim que viu, parou de rir ao mesmo tempo.
Depois dessa pequena briga com o meu gatinho, a gente desceu, junto com os meninos.
– Eu não sei por que você não usa o suéter que a sua mãe te deu, Rony... — Hermione falou.
– Porque eu fico com cara de idiota, só por isso! — Rony retrucou, descendo as escadas.
– Não mais do que o normal, Rony... — eu falei rindo, logo atrás de todo mundo.
– Aaaah... gracinha! — Rony resmungou lá de baixo. (hehehehe)
Assim que a gente estava descendo, eu e Harry, vimos Monstro saindo de uma sala, que a gente ainda não tinha entrado, assim que Harry viu aquela sala, ele olhou pra mim, e fez sinal para irmos ver.
Logo que entramos, eu sabia que sala era aquela, mais eu fiquei na minha, não podia me meter nisso. Então, como no filme não mostrava direito, eu fiquei vendo, a árvore genealógica da família Black. E para meu espanto... eu encontrei Jhon ali, sendo filho do irmão do marido de Belatriz: Rodolpho Lestrange, o pai dele: Gregório Lestrange, casado com Lucy Black Wood (prima de Sirius de segundo grau, e irmã de Bellatriz Black), prima de terceiro grau de Cristine Wood, mãe de Olívio Wood... quando eu vi isso, eu fiquei olhando para a árvore, tentando entender o que eu estava vendo, quando eu vejo que Sirius entrou na sala.
– Desculpa, tio... é que a porta estava aberta e... — eu falei.
– Sem problemas! — Sirius respondeu sorrindo e dando ele mesmo uma olhada na tapeçaria.
O clima tava péssimo ali dentro e então eu deixei os dois sozinhos, pois Harry tinha algumas coisas para perguntar para Sirius, então eu saí e me reuni junto com os outros.
– Poxa vida, onde você estava? — Hermione falou meio furiosa. — Cadê o Harry!? — ela disse quando não viu ele logo atrás de mim.
– A gente tava conversando com o Sirius! E ele ficou lá! — eu respondi as duas perguntas animadamente calma.
Esperamos uns minutos, quando Mione viu que ele não estava vindo, e ela ia sair para buscar Harry, eu segurei ela pelo braço.
– Não, deixa que eu vou! — e dizendo isso sai correndo.
Chegando na sala, eu bati no batente da porta, e disse:
– Desculpa, a gente tem que ir... Hermione tá quase matando a gente, Harry! — eu olhei meio sem graça, pois sabia que tinha atrapalhado a conversa.
Quando eu ia saindo da porta, Sirius me segurou pela mão e nos juntou de novo falando todo feliz:
– Quando tudo isso acabar, seremos uma família feliz! Eu prometo!
Quando ele falou aquilo, eu lembrei de novo do final da história e fiquei super triste, e quando foi a minha vez de abraçar Sirius para me despedir, eu falei em seu ouvido:
– Tio, toma cuidado tá? Siga as ordens de Dumbledore e se for preciso as do Snape também! É para o seu próprio bem! — e dizendo isso, eu dei um beijinho em seu rosto e sai.
A ida de volta para Hogwarts foi até que razoável, porém, quando estávamos quase chegando, faltando apenas umas duas horas, Hermione começou a falar dos planos dela e dos pais para as férias de verão e perguntou as minhas.
– Não tenho nenhum plano... não tenho família! — e dizendo isso, deu um sorrisinho e sai da cabine, deixando os três para trás.
Estava andando normalmente pelo vagão do trem, quando eu ouço alguém dizer:
– Vejam só se não é a Evans "Esquentadinha"! — era Malfoy.
Estava decidida a ignorá-lo, mas quando eu ouvi essa gracinha... não tive como não virar.
– E aí, Evans? Se divertiu muito no Natal com a sua mãe? Ah, desculpa, eu esqueci... você não tem mãe! — e começou a rir, com a maior vontade.
Eu juro que não ía revidar, não ia fazer nada, mas quando eu vi, eu já estava "em cima" dele, socando a cara dele inteirinha e dizendo:
– Sabe porque eu não tenho mãe, seu filho de uma vaca... por que a seu pai, fez o favor de matar ela, seu cretino, arrogante, imbecil... — e quanto mais eu lembrava do que o pai dele fez com a minha mãe, eu ía socando ele cada vez mais forte. E nenhum dos amigos dele, se atreveu a encostar em mim.
Acho que depois de uns bons dez minutos ali socando a cara dele, alguém me tirou "de cima" dele, quando eu vi, era Peter.
– Calma Kath, você vai se encrencar bastante por causa disso! Vamos embora! — e dizendo isso, ele foi me levando para a cabine dele.
Chegando lá estavam: Flint, Stew, Milla, Ann e Cass e todos pareciam absolutamente preocupados comigo.
– Menina do céu... o que deu em você pra socar o Draco?! — Ann perguntava desesperada, fechando a cortina da cabine.
– É... Kath, você vai se ferrar por causa daquela bichinha? — Stew falou, não se aguentando e levantando e depois sentando.
– Meu, sua sorte é que você não tava na escola, porque se não, você já estaria expulsa dela, e eu... teria que achar um novo apanhador, e daí... eu ia te matar! — Flint falou, sério, mas ao mesmo tempo satisfeito... ele também já estava pra dar uma surra em Malfoy, por causa do meu braço.
– Ainda bem que você não se machucou Kath... mas afinal de contas... por que que você socou o Malfoy daquele jeito? O que ele fez, falou pra você? — Cass perguntou, meio que pondo um ponto final nas perguntas e esperando pelas respostas.
– Posso falar? Vocês deixam? Valeu! — eu falei zangada. — Eu só bati naquele cretino, por que ele perguntou como foi o meu Natal com a minha mãe... sendo que minha morreu, e quem matou, foi o pai dele! — eu falei, com a maior raiva da minha vida.
Assim que eu terminei, ninguém respirava, parecia que todos estavam sentindo a mesma coisa que eu: raiva, ódio do Draco, vontade de bater nele, de matar ele... Ninguém falou nada, só Cass que levantou uma hora falando:
– Vou buscar suas coisas, na cabine do Harry! Fique aí! — e saiu.
Assim que eu me encostei no encosto do banco da cabine, eu olhei minha mão, que até aquele momento estava doendo, mais eu não sabia o porque, assim que eu olhei, os nós dos meus dedos, das duas mãos, estavam machucados, na verdade: meio ensanguentados, como se eu tivesse raspado eles num ralador. Assim que Peter me viu olhando, olhou também, ele quase entrou em pânico.
– Meu Deus, precisamos fazer alguma coisa, alguém sabe fazer um feitiço ou alguma coisa para por na mão dessa garota?...
– Peter, relaxa, tá tudo bem! Não tá doendo... e outra... é bom que estejam assim, pois pelo menos, toda vez que me der vontade de socar a cara dele na escola, eu vou olhar para a minha mão e vou me lembrar de que eu poderei ser expulsa da escola... e por isso não irei bater! Eu acho! — eu falei, dando um sorrisinho para tranquilizá-lo.
O resto da viajem, foi tranqüilo, pelo menos, eu não espanquei mais ninguém, mas eu já fui me preparando para ouvir um monte de Snape, pois eu sabia que assim que a gente chegasse em Hogwarts, Draco ía contar para Snape o que eu fiz com ele, e é óbvio, o Snape do jeito que está comigo, não ía nem querer saber o porque, ía me dar direto uma detenção... se já não me expulsasse logo de cara.
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