Um Sonho Real 2° Temporada

3 Capítulo 3 - Um Ano já se passou


Notas iniciais
Esperei muito por esse momento xD

– Junior... – eu o abracei também – Eu estou bem. Graças a você eu estou bem. Obrigada.

Ficar abraçada com ele era confortável. Eu sentia vontade de chorar, mas eu estava feliz, na verdade era uma confusão de sentimentos inexplicáveis. Ele parou de me abraçar, colocou as mãos no meu ombro e deu um beijo na minha testa. Fiquei um pouco nervosa. Vi seu rosto, ele estava um pouco corado, desde as férias que eu não o via assim.

– Entre, você tem que descansar, teve um dia cheio. – ele disse tirando as mãos do meu ombro

– Sim. Você também tem que ir para casa.

– Não, eu vou primeiro passar na Shibusen para falar com o Shinigami-sama. Quanto antes melhor.

– Claro... Então amanhã você me diz o que vocês conversaram, ok?

– Ok. Até amanhã.

Ele foi embora e eu entrei. Dessa vez não liguei a televisão depois do banho, apenas comi algo rápido, fui para o meu quarto e me deitei. Apesar do cansaço, eu não conseguia pegar no sono, qualquer barulho me acordava, mas também ainda estava cedo. O pior é que o que mais me tirava sono não era por eu ter sido atacada, mas sim por ter sido salva pelo Junior. Aquilo mexia comigo e eu sentia coisas, que não sentira antes, toda vez que eu me lembrava dos momentos em que estávamos juntos: um aperto no peito, uma pequena falta de ar, mas principalmente... O coração acelerado. Não... Pior ainda que isso, eu sabia o porquê: eu estava apaixonada, mas não queria admitir. Mas isso eu não entendia, se eu gostava tanto assim de ficar com ele, perto dele, por que eu não lhe dava uma resposta? Isso mesmo, dois messes já tinham se passado e ainda não tinha dado uma resposta.

No dia seguinte, como prometido, eu fui atrás dele para saber como foi a conversa com o Shinigami-sama.

– Ele me disse o que eu já suspeitava: se monstros atacaram dentro da DeathCity, então tem alguma coisa errada. – disse Junior – Aqui era para ser a cidade mais protegida, mas mesmo assim eles conseguiram se esconder e também a sua presença.

– Como eles fariam uma coisa dessas?

– Isso nós não sabemos, mas provavelmente é algo semelhante ao Soul Protect das bruxas.

– É muito provável que não. Mas de qualquer jeito, ele disse que mandaria um grupo investigar isso e que não precisamos mais pensar sobre isso.

– É difícil não pensar... – suspirei – Sorte minha que você estava lá para me salvar.

– É... Sorte...

– Como assim?

– Não, nada. O que você vai fazer amanhã? – ele mudou completamente o assunto e eu o acompanhei

Quando chegou outubro, Lucy quis comemorar a data que completava um ano desde que eu fora trazida àquele lugar. Ela queria uma festa do pijama, pois é muito divertido, mas eu recusei, preferi juntar a galera e ir numa pizzaria. “Um ano... o tempo passa rápido” pensei “Posso dizer que fiz muitas lembranças valiosas aqui”. Junior disse ter ficado chateado por não poder ter ido com a gente, pois ele estava ocupado. Ele disse que para compensar eu passaria a tarde com ele em sua casa, pois seu pai estaria trabalhando, então ficaríamos jogando vídeo game. Cheguei lá cerca de duas horas da tarde. Levei filmes e sorvete. Aparentemente era só mais um dia normal em que eu fazia uma visita, mas...

– Junior, Nath, eu vou sair um pouco e vou demorar. – disse Mary – Vocês ficarão bem sozinhos? Não querem que eu peça a vizinha para ficar aqui com vocês?

– Não, mãe, tudo bem. – Junior respondeu

– É, já somos grandinhos. – brinquei

– Bom, então não me esperem, tchau. – ela se despediu e foi embora

Agora estávamos eu e Junior, sozinhos naquela casa, e isso me deixava nervosa. Quanto mais nós jogávamos, quanto mais nós ficávamos ali, mais eu me sentia estranha. Eu não aguentava mais essa situação, eu precisava dar minha resposta, precisava falar para ele o que eu sentia.

– Posso te pedir uma coisa? – perguntei enquanto jogávamos um jogo de corrida. Ele estava sentado do meu lado esquerdo

– Sim, claro. – ele disse. Eu pausei o jogo – Por que você pausou? Eu estava na frente... – ele olhou para mim e então viu que eu estava séria – O que você quer? – ele perguntou calmamente

– Bom... É... É que... E-Eu e... Hum... Você... – eu estava muito nervosa para conseguir falar direito. Respirei fundo para me acalmar – Eu... Eu aceito!

– Aceita? O que? – ele ficou confuso por um momento – Além disso, você não ia pedir alguma coisa?

– S-Sim... Eu ia pedir algo, que dizer, eu quero pedir... Eu que outro beijo. – senti meu rosto um pouco quente logo após dizer essas palavras

– Um...? Um...? O que? – ele estava surpreso, muito surpreso e seu rosto estava vermelho, muito vermelho

– Eu pensei muito nesses últimos dias. Não só pensei como também senti coisas. – olhei para ele e me senti um pouco envergonhada – Isso está ficando um pouco embaraçoso...

– Não... Não para. Você fala bem.

– Desde as férias, eu percebi que quando estamos próximos meu coração fica inquieto... Como agora.

Eu me aproximei um pouco dele e, mesmo que com dificuldades, eu olhei diretamente nos olhos dele, encarando-o. Cheguei um pouco mais perto e ele entendeu e levou sua mão esquerda até o meu rosto. Senti como se fosse explodir. Cada vez mais nossos rostos foram ficando mais perto e nossos olhos se fechando até que, com um beijo, aquela noite ficou marcada para sempre em nossas memórias. Dessa vez um beijo bem maior do que o que ele me deu nas férias.

– Então é isso... Você aceita... Aceita namorar comigo! – ele sorriu – Estou feliz, muito feliz.

Ele sorriu! Pela primeira vez eu o vi sorrir!

Notas finais
Próximo capítulo: O casal pretende assumir o namoro para todos