Um Sonho Real 2° Temporada
2 Capítulo 2 - Uma luta inesperada
Notas iniciais
Depois daquela tarde com a Lucy, eu tomei coragem para ir atrás de respostas. Tentei falar primeiro com a Maka, mas ela apenas me enrolou até que finalmente disse que não sabia muitos detalhes. Também falei com o professor Stein, mas ele não quis responder, então apelei para a Mary, mas ela também disse não saber muito sobre. Por fim fui até o Kid, quer dizer, Shinigami-sama, ele foi mais sincero e disse que era algo muito complicado para contar naquela hora, mas que mais tarde eu saberia. Por hora as palavras dele me acalmaram, mas algo realmente não encaixava bem, ninguém queria me contar sobre a missão. “É muito complicado”? Como assim complicado? Eu me senti mal por não poder fazer mais para poder obter minhas respostas. Tudo o que eu podia fazer era esperar e me esforçar para ser uma manipuladora cada vez melhor.
No meio disso, encontrei com Marco enquanto fazia compras no supermercado e nós paramos um pouco para conversar.
– E sobre você e o Junior, como está a situação? – ele perguntou
– Ta normal. – eu disse tentando ser um pouco indiferente, pois eu não sabia o quanto ele sabia sobre o que acontecia entre eu e o Junior.
– Quem bom. – ele sorriu – Mas não parece muito que está apenas “normal”.
– O que você quer dizer com isso?
– É só que... Não, deixa pra lá.
– O que? Agora você me deixou curiosa.
– É mesmo? – ele falou com uma cara meio maliciosa, mas depois riu e voltou ao normal – É só que agora, quando pergunto sobre você, ele age e fala de uma maneira diferente de antes.
– Diferente como?
– Não sei explicar... Mas com certeza ele fica diferente.
Uma voz feminina chamando Marco interrompeu nossa conversa.
– Marco! – uma garota se aproximou. Ela era um pouco mais alta que eu, seu cabelo era tão preto que ela poderia ser parente da Branca de Neve
– Oi, o que você está fazendo aqui? – Marco perguntou para a garota
– Cansei de esperar, então vim ver o que você estava fazendo. – ela parecia um pouco irritada – Pelo visto você está ocupado, né?
– Calma. Eh, hum... – ele ficou um pouco nervoso – E-Essa aqui é a Natasha, amiga do Junior. – ele me apresentou
– Amiga do Junior? – ela olhou para mim, depois para o Marco e para eu mais uma vez – Muito prazer, meu nome é Jullie, sou uma e parceira do Marco. – ela abriu um largo sorriso e nós demos as mãos
– Nós nos encontramos por acaso e eu acabei puxando conversa. Desculpe. – eu disse
– Não, não! Sou eu quem deveria me desculpar Jullie. – Marco disse
– Tudo bem. Dessa vez passa. – disse Jullie – Mas vamos, temos que ir logo.
– Ah, sim! – Marco entregou a cesta de compras para a Jullie e depois se virou para mim e sorriu – Então até a próxima, Natasha. Tchau!
– Tchau! – eu sorri de volta
– Até a próxima! – Jullie disse já indo em direção ao caixa
“Será que essa é a Jullie que era amiga do Junior quando eram crianças?” me perguntei. As chances de ser ela eram bem grandes. Junior disse que eles apenas foram se afastando com o tempo, mas uma parte de mim não acreditava muito nisso. Eu queria perguntar a ele, mas depois daquela noite, na varanda, ele não quis dizer mais nada sobre o passado dele. Provavelmente já dissera tudo o que se permitia dizer.
Nossos treinamentos continuavam indo bem, eu normalmente chegava bem cansada em casa e queria ir direto tomar banho. Eu já estava quase chegando em casa quando senti que algo estava diferente, mas eu não conseguia saber o quê. Apenas continuei andando. Quando eu estava prestes a abrir o portão, algo passou em grande velocidade por mim. Olhei para uma lado e para o outro, mas não vi nada. A coisa passou mais uma vez, mas ela, ou ele, não estava sozinha, tinha mais passando de uma lado para o outro. Tentei abrir o portão o mais rápido possível, mas fiquei nervosa e deixei as chaves caírem, me abaixei para pega-las, foi então que uma das coisas avançou na minha direção. Fechei os olhos e me encolhi, temendo pela minha vida. Mas... Nada aconteceu. Devagar abri meus olhos, uma pessoa estava em pé na minha frente, Junior, ele tinha me protegido do golpe.
– O que você está fazendo? – ele disse – Por que está parada desse jeito? Defenda-se!
– E-Eu não sei o que fazer... – eu disse me encolhendo mais uma vez quando ele contra-atacou mais uma daquelas coisas
– Eu não posso segurar eles para sempre. – ele pegou no meu braço e me levantou – Está na hora de fazer nosso treinamento ter valido a pena.
– Mas... Mas... – eu estava muito assustada
– Natasha – ele falou calmamente e olhou diretamente nos meus olhos – Você não precisa ter medo, eu estou aqui. – ele transformou-se em arma e eu o segurei – Apenas relaxe um pouco e depois se concentre em rebater os golpes deles.
– Ok.
“Concentra. Calma, concentra.” respirei fundo e deixei de lado todo nervosismo. Aquela seria minha primeira luta de verdade. Mais um avançou, mas eu não consegui reagir de imediato e voltei a ficar com medo.
– Não perca a calma. – Junior disse – Se você ficar com medo, não vai conseguir lutar.
Concentrei-me mais um pouco e tentei prestar atenção em cada movimento do inimigo. Juntei minhas forças e ataquei o monstro, e ele caiu no chão se contorcendo, até que se dissolveu em fumaça negra restando apenas sua alma.
– Isso! Continue assim! – disse Junior
Fiz a mesma coisa com os outros. Agora eu estava mais confiante. Mas o último correu tentando escapar.
– Não deixe ele ir embora, vá atrás!
– Certo. – corri na direção do monstro, mas ele era muito rápido e o perdi de vista.
Voltei e Junior pegou as almas dos monstros que matamos.
– Um, dois, três e quatro com o que escapou. – Junior murmurou
– O que eram essas coisas? O que eles queriam? Por que estavam aqui?
– Calma, uma pergunta de cada vez... Eu não sei as respostas, mas acho melhor reportar ao Shinigami-sama.
– Sim, claro. – respirei fundo mais uma vez para me acalmar. Também fechei os olhos e tentei tirar um pouco a imagem daquelas coisas da mente. Foi quando senti braços me envolverem, abri os olhos e vi que Junior estava me abraçando. Fiquei sem reação.
– Que bom que você está bem, que não se machucou. – não pude ver seu rosto, mas senti um pouco de tristeza e alívio em sua voz – Eu não me perdoaria se deixasse algo acontecer com você. – ele abraçou mais forte – Eu não quero te perder.
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