Um Sonho De Alice
4 banquete de ameixas
Notas iniciais
ushaushuashuashau
Minha mãe sussurrou:
- vão de fininho até a mansão e troquem de roupa já!
***
Entrei no meu novo quarto onde estavam minhas malas, era simplesmente enorme, e o melhor eu não precisava usar minhas roupas diárias, tinha uma saleta só de vestidos, pensei alto:
- um dia vou querer usar calças.
- vai ficar ridículo! – ouvi a voz de Gelib.
- o que faz aqui¿ — hesitei.
- vim guardar a cartola em um lugar seguro, ele seguiu em direção ao um baú azul claro do meu novo cômodo de vestidos, Gelib pegou a chave pendurada em uma corrente de ouro que estava em seu bouço, guardou a cartola e disse:
- eu sempre gostei desse vestido aqui – pendurado em um cabide de cetim apresentava um vestido de seda roxo e lilás, suas mangas eram tão delicadas como o luar.
- se gosta tanto assim vista-o!
- eu de vestido e você de calça... Minha mãe iria surtar. – ele riu daquele mesmo jeito... Sem definições. – bom, te espero no banquete principal. Está dada a dica.
Olhei para o vestido, pensando melhor ele é lindo.
***
Ao descer para o banquete, avistei a chatice em pessoa dupla, Georgina e Gordon, os gêmeos mais chatos de toda a Inglaterra, se depender da Europa e o novo mundo juntos, mas não tenho tanta certeza porque já ouvi boatos que a princesa da Escócia é insuportável.
- Alice, Alice, Alice as suas roupas são tão detestáveis assim que precisou vestir uma da casa¿ — Georgina queria rir e zombar de mim.
- coloque a culpa no seu irmão, foi ele que sugeriu. – disse eu – eu queria mesmo colocar uma calça.
- só mesmo a Alice para ser considerada... – Gordon tentou continuar a frase, mas Gelib apareceu interrompendo – o.
- vocês, francamente, deviam fechar as matracas detestáveis e arranjar no que fazer! – disse ele. Os gêmeos saíram enfezados.
- eu sei me defender sozinha. — falei franca.
- sei disso, mas somente eu e meu pai temos controle sobre eles. – ele olhou para mim, meu coração começou a saltar pelo meu peito. – ouviu meu conselho, está linda. – mas é agora que eu infarto. – quer uma bebida¿
Peguei o copo de água da mesa e bebi descontroladamente, Gelib riu.
Minha mãe chegou:
-bem melhor agora, pareciam peixes fora d’agua. Belo vestido Alice, e não se esqueçam de aproveitar o banquete especial e fantástico.
Aproveitar¿ o banquete se resumia em gente velha e chata conversando em sussurros irritantes sobre economia e corte! Gelib também parecia entediado e acabei cochichando para ele:
- quero sair daqui!
- que curiosidade, nós estamos pensando a mesma coisa.
- já está à noite e fiquei sabendo que vai ter uma terceira sobremesa de ameixa secas e a saída! Eca.
- tive uma ideia. Sai disfarçadamente e me encontre atrás dos jardins perto da escadaria.
Sai primeiro, Cler nem percebeu. Segui meu rumo para a escadaria, em seguida chegou Gelib.
- finalmente, aquele velho ministro do meu lado estava me irritando falando de jogadas de golfe. – ele apertou os olhos devido a pouca luz que havia lá, mas era claro ver aquele azul esverdeado e profundo, mas algo me distraiu. Entre os arbustos de rosas brancas.
- um coelho! – hesitei.
- onde¿ — Gelib assustou esquisito, mas estava amedrontado.
- espere, você tem medo de coelho¿ — perguntei segurando o riso.
- não! Só não gosto de olhos vermelhos, dentes grandes e coisas que pulam. – ele desviava o olhar.
- não se preocupe seu segredo está guardado comigo, igual a cartola. – o coelho apareceu de novo, e detalhei que estava vestido com roupas. Evitei dizer algo sobre porque enfim o banquete acabou e tia Mary nos chamou para entrar.
***
Desejei educadamente, como minha mãe manda boa noite a todos.
Deitei na cama elaborada, realmente era confortável, assim entrei mais facilmente nos meus sonhos que por enquanto só eu entendo, se bem que sinto falta de alguém que me entenda.
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