Um Simples Amanhecer
1 Um Simples Amanhecer
Notas iniciais
A luz vagarosamente invadia o quarto de Gabriel. O dia teimava em amanhecer, por mais que fosse contra a vontade deles.
Se o tempo parasse, isso sim, era o desejo deles.
Ela bocejava, enquanto ele a observava.
Ele envolveu-a pela cintura, trazendo-a junto para si. Seus corpos estão próximos, quentes.
Gabriel colocou uma mecha do cabelo negro dela para trás da orelha e sua mão desceu suavemente pelo corpo dela, percorrendo toda a silhueta e repousando em seu bumbum. Encostou seus lábios, suavemente, nos dela e deu um delicado beijo.
G: Bom dia.
Ela respondeu num murmuro, sabia onde isso levaria.
Ele não desistiu, a beijou com mais intensidade, ela correspondeu.
Como poderia resistir aquele homem?
Sua língua buscou a dele, onde se encontraram e bailaram, num ritmo intimo e só deles.
Depois do beijo, sua boca seguiu o caminho até a orelha dela, com leves toques de seus lábios na pele quente, ainda suada, e sussurrou:
G: O que acha de um banho?
Ela sorriu, sabia onde levaria, mas ela gostava de provocar.
R: Prefiro ovos mexidos.
Ele não resistiu e sorriu, levantou-se sem dizer nada e sem olhar para trás.
Desfilou com seu boxer colado ao corpo, pelo suor, e desenhava suas nádegas, hipnotizando o olhar da morena, que na cama repousava. Ele caminhou até o banheiro.
Ela continuou deitada, desfrutando o resquício dos momentos de amor e prazer que aqueles lençóis testemunharam. O cheiro dele estava impregnado em seu corpo, nos lençóis e na camisa branca dele, que ela vestia. E como ele ficava sexy vestindo branco.
Ela fechou os olhos se deliciando ainda da sensação do seu corpo, que o suor tentava amenizar o calor sentido. Ela inda podia senti-lo dentro de si, depois de terem feito amor, pela segunda vez, ao amanhecer, ela apenas rolou pela cama, para desfrutar o máximo que pudesse.
Ele terminou o banho e seguiu para o guarda roupas, enrolado apenas na tolha, de costas para a morena, que sem saber, lhe devorava com os olhos.
Tirou a tolha, para provocá-la, se estivesse olhando.
Vestiu-se de boxer preto, uma calça de moletom preta e uma camisa verde de algodão, muito confortável.
Seguiu em direção a cozinha, fingindo ignorar, quem lhe seguia os passos com o olhar.
Ela, sorriu de lado, sabia que aquela seria sua deixa. Tomar um bom banho sem ser “incomodada”.
Levantou-se, deixando os lençóis ainda bagunçados e seguiu para o banheiro.
Após alguns minutos ela saiu, vestiu uma calcinha minúscula, colocou uma camisa branca do Gabriel e voltou para a cama. Deu uma leve ajeitada nos lençóis e travesseiros, pegou o controle remoto e ligou a TV, queria ver as notícias.
Em poucos instantes, ele voltou com uma bandeja na mão. Colocou na cama e ajeitou-se ao lado de Riley.
Ele tinha vontade de devorá-la novamente, nunca se cansava. Se pudesse sentiria o prazer daquela mulher por 24 horas.
Ela pegou da bandeja o garfo e provou os ovos.
G: Não está igual à do Paco…– Explicou.
Temia alguma crítica dela.
R: Colocou queijo?
Ele apenas assentiu. Ela gemeu.
R: Hum… Está maravilhoso!
Ele sorriu, com um certo alívio. Imagine essa mulher insatisfeita e com uma arma na mão? Não seria nada bom para ele.
Ela pegou uma torrada e uma faca e passou geleia. Mordeu um pedaço.
Ele foi e tomou a torrada da mão dela e mordeu. Ela revirou os olhos e balançou a cabeça.
Ela deixou para lá, pegou o café e começou a tomar. E continuou comendo os ovos.
Ele quase se deita sobre ela para pegar o controle remoto, no criado-mudo, fazendo ela bufar.
R: Gabriel? Estou vendo o noticiário.
G: Esqueça as notícias. Esqueça o trabalho. Reze para que a Lílian não ligue. E…
R: E?
G: Eu quero ver o jogo. – Falou encarando-a, falava sério não mudaria o canal.
Ela deu de ombros e continuou a tomar o café.
Um simples amanhecer na vida de dois amantes, de um amor quase proibido.
FIM
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