Um Sentimento De Gaara - Gaamatsu
3 O treinamento começa
Notas iniciais
Na manhã do segundo dia em Sunagakure, todos estavam reunidos novamente, mas desta vez, na presença de vários Genins e Jounins de Suna. Maki a Jounin de Elite responsável pelas táticas de treinamento da vila começou a falar.
– Ohayo-gozaimasu!
(todos) Ohayo-gozaimasu.
– Como sabem, hoje iremos anunciar o nome de cada equipe! Por favor, os que eu for chamando se agrupem conforme o número do time.
– Matsuri e Ittetsu com Temari-san e Shikamaru-san formarão o time 1.
– Sari e Tsubusa com Kankuro-san e Hinata-san formarão o time 2.
– Abiru, Suname e Yukata com Sakura-san e Sai-san formarão o time 3.
– Tsuchino, Tomari e Kashike com Naruto-san, formarão o time 4.
– Eu entrarei no time 4 – Disse o Kazekage. Todos se entreolharam.
– Mas Kazekage-sama... – discordou Maki – Com todo o respeito, mas o senhor não tem tempo para treinar meros genins!
– Naruto esta sozinho, irei ajudá-lo – reforçou o ruivo – Está decidido!
– Hai. Todos os grupos foram formados. Portanto cada equipe seguirá com seu líder para o primeiro dia de treinamento. Estão dispensados. – Disse a Kunoichi pondo fim a reunião.
Foi um dia longo e cansativo em Sunagakure no Sato, mas não tardou que a noite chegasse e os times fossem novamente dispensados.
– É bom ver que se tornou um bom Kazekage, Gaara. – disse Naruto.
– Se não fosse por você Naruto e os ninjas da folha, acho que não estaria aqui neste momento!
– Não diga isso! Amigos serão sempre amigos... – disse o loiro com um leve sorriso.
– Naruto... Você já... Amou alguém? – Perguntou timidamente.
– hérrr... Eu... Eu... hérrr – gaguejou o loiro — Sakura-chan não... Não...
– Como eu pensava! – riu – Você nunca falou com ela sobre os seus sentimentos?
– Não sou eu quem a Sakura-chan ama... Ela sempre amou o Sasuke, e eu.. Bem... Não sei. – disse desanimado.
– Naruto – falou uma voz vinda de trás.
– Shikamaru? O que faz aqui? – quis saber o garoto.
– Não tenho muita paciência para ficar de conversinha com as garotas. Se é que me entendem. — Disse o Nara de forma preguiçosa.
– hum, não pude deixar de ouvir a conversa de vocês. Naruto você sabe que a Hinata gosta muito de você, não sabe? – Perguntou Shikamaru.
– O QUEEEE? Hina Hin Hi Hinata-chan? – gaguejou novamente o loiro.
– Hora essa Uzumaki! Não vai me dizer que nunca reparou?! – Zombou.
– Acho que irei falar com ela. – disse o loiro pensativo.
– Naruto pega leve! – aconselhou Gaara, que depois de um tempo calado resolveu se manifestar – O que você vai dizer a ela?
– Eu não sei – retrucou finalmente o garoto, se retirando – na hora eu saberei.
Gaara e Shikamaru se entreolharam curiosos.
Em algum lugar em Sunagakure
– Haaaa – gritou a rosada – Socorro... – Sai que passava pelo corredor, ouvindo o grito de Sakura, adentou o quarto e foi correndo em sua direção.
– Sakuraaa o que houve? – Disse assustado o ninja.
– Um bicho! Ali. – A garota só de toalha apontava para um inseto em um dos cantos do banheiro.
– Há Sakura! É apenas um escaravelho do deserto! – disse calmamente.
– Como assim “apenas” um escaravelho? Ele é enorme e feio!!! – gritou a garota.
– Isso é comum por aqui e eles são inofensivos! Você me assustou! Pensei que alguém tivesse entrado aqui e lhe feito algo. – falou o moreno corando a olhando dos pés a cabeça.
– Bem, me desculpe. – Pela confusão a kunoichi havia se esquecido de que usava apenas uma toalha de banho e ao ver o moreno a olhando, deu outro grito e o expulsou com um tapa que o fez cair a metros de distância dali. Após um tempo, ela se arrumou e saiu ao encontro de Hinata e Temari. Quando estava trancando a porta do quarto, notou que avia um pequeno caderno jogando no chão, ela o apanhou e começou a folheá-lo.
– Sai...Kun... – Sussurrou a garota vendo-se desenhada nas páginas do caderno. Resolveu procura-lo, afinal aquilo pertencia a ele. Andou todo o prédio, mas não o achou em lugar algum, então decidiu sair para a rua. Quem sabe ele não estivesse passeando por Suna?
Naruto já avia avistado Hinata e caminhava em passos controlados em sua direção.
– Hinata-chan – chamou o garoto – Preciso falar com você!
– Hai – corou – O que é Naruto-kun?
– Bem, podemos ir a algum lugar mais calmo?
– Hai – disse a kunoichi envergonhada. Ela o seguiu até uma varanda que ficava ali perto e então perguntou novamente – Naruto-kun o que você queria me falar?
– Sabe Hinata-chan eu sempre fui um Baka! Nunca tirei notas boas, e sempre era reprovado nos testes da academia.
– Naruto kun... – corou a garota.
– Eu não percebia as pessoas a minha volta. Pelo menos, quem me amava! – disse com amargor o loiro. Mas isso muda aqui e agora, Hinata! – o ninja pegou as mãos da garota entre as suas e disse – Fica comigo?!
Hinata não sabia o que dizer... Desde criança na academia, sonhava com o garoto. Ela o amava de todo o seu coração e se sentia triste quando ele falhava em algum teste. A maioria dos seus colegas zombavam de Naruto, o ignorava, ou o consideravam um peso morto para qualquer equipe, mas ela não compartilhava de tais opiniões... Na verdade, ela se orgulhava de cada acerto, cada mínima conquista de seu amado..
E agora todos os seus sonhos estavam se tornando realidade! Naruto estava ali se declarando a ela, sua carreira como kunoichi e sua relação com os outros ramos de seu clã estavam cada vez melhor. Ela não sabia como agradecer aos Deuses por tantas coisas boas...
De repente, ela se esqueceu os momentos que se passavam em sua mente e percebeu que o garoto a sua frente a olhava apreensivo, esperando uma resposta sua. Ela corou lindamente e então disse finalmente:
– Hai Naruto-kun!
– Yatta! Consegui! – gritou o ninja pulando de alegria – Ela disse sim, disse sim!
A garota sorriu.
Sakura andou por toda a vila, mas não encontrava Sai em lugar algum. Que estranho – pensou a rosada – ele deveria estar por aqui! Andou até uma pequena praça ao leste da vila e se sentou embaixo de um pé de bordo chinês repleto de folhas avermelhadas... Fazia calor, mas a brisa leve deixava o clima mais ameno. Já havia desistido de procurar por seu companheiro de equipe, quando uma flor de cerejeira feita de origami caiu suavemente em seu colo. Ela a apanhou e observou cada uma das faces dobradas com cuidado e gentileza. Só a uma única pessoa que ela já vira fazendo aquele tipo de dobradura, e com certeza era o Sai.
Ela olhou em volta, mas não o viu. Então olhou para cima e lá estava ele, sentado em um galho do majestoso bordo chinês.
– Sai, eu.. – gaguejou sem jeito – queria me desculpar com você, e te entregar isso. – disse esticando o braço para devolver-lhe o pequeno caderno de desenhos.
– Tudo bem Sakura! – disse sem expressão.
– Gomen ne, eu acabei olhando seus desenhos e, bom... por que me desenhou?
O garoto então corou
– Não sei, eu tenho que ir agora – disse pulando da árvore.
– Não! – pegou-lhe pelo braço e pediu com uma voz acanhada, a garota – Se não quiser contar, tudo bem..
– hunf – suspirou – é complicado Sakura.
– Não entendo! O que é complicado Sai-kun?
– Eu... eu...tenho que ir. – se libertou e correu, deixando a garota ainda mais confusa.
Fale com o autor