Um Sentimento Além do Ódio
35 Obstáculos para a verdade
Notas iniciais
Paulina reage surpresa ao pedido da neta.
Paulina: — Faz anos que ninguém vai naquela casa, deve estar imunda.
Lia: — Você não disse que aqueles vizinhos dão uma olhadinha na casa de vez em quando?
Paulina: — É, mas mesmo assim Lia.
Lia: — Ah vó, eu tô precisando me afastar de tudo que aconteceu, você sabe.
Paulina: — E a escola? já está no final.
Lia: — É só algumas semanas, não vai fazer diferença.
Paulina: — Eu não sei, você tem que falar com seu pai. É provável que ele não deixe.
Lia: — Pode deixar vó, com meu pai eu resolvo ok?
Paulina: — Mas fale com ele primeiro, enquanto ele não tiver uma decisão eu não posso prometer nada.
Lia: — Tá bom vó, pode deixar, eu falo com ele tá?
Paulina: — Tá. — Lia dá um abraço na sua avó e volta pro quarto.
Tatá: — Vó, você vai deixar a Lia ir pra lá sozinha?
Paulina: — Quem tem que decidir isso é o Lorenzo.
Tatá: — Mas eu não quero deixar a Lia ir sozinha pra lá vó.
Paulina: — Calma Tatá, você não sabe a decisão do seu pai. Agora concentra no jogo.
Tatá: — Tá bom.
Enquanto isso Bruno chega em casa e aguarda seus amigos para mais uma reunião. Rasta e Nélio chegam e percebem a "ausência" do garoto.
Rasta: — Qual foi Brunão? tá no mundo da Lua?
Nélio: — Acho que o mundo dele tem outro nome, Fatinha! — Os dois dão risada e Bruno sai de seu pensamento.
Bruno: — Fatinha? cês tão maluco? eu em...
Rasta: — Sei, então é quem?
Bruno: — Ninguém, to pensando aqui em umas coisas pra nossa reunião.
Nélio: — Ah é, então me diz o que você tava pensando?
Bruno: — Em fazer... um... uma... — Bruno não sabia o que falar.
Rasta: — Há, se perdeu, a gente sabe como é Brunão.
A reunião continua enquanto Dinho caminha de um lado para o outro dentro do quarto, ele não aguentava mais sem falar e tentar se explicar para Lia, mas achava que ainda não era a hora, mas quando seria? Alice bateu na porta de seu quarto.
Alice: — Dinho, filho... tá tudo bem?
Dinho: — Não mãe, óbvio que não tá né.
Alice: — Posso entrar?
Dinho: — Pode. — Alice abre a porta devagar e entra.
Alice: — Vai procurar ela, contar tudo de uma vez.
Dinho: — E se ela me expulsar? De novo?
Alice: — Pelo menos você tentou, de novo.
Dinho: — Você tem razão. Eu vou agora. — Dinho sai do quarto acelerado. Quando ele sai de seu prédio e entra no prédio de Lia é parado por Ju.
Ju: — Para aí. — ela estende a mão não deixando ele passar.
Dinho: — Qualé Ju? eu preciso falar com a Lia.
Ju: — Ainda não é a hora.
Dinho: — Aé? e quando vai ser?
Ju: — Vai por mim, eu sou a melhor amiga dela. Não quero que ela fique mais machucada, agora que ela está começando a superar.
Dinho: — Se você é amiga dela então deixa eu subir e me explicar, assim ela não sofre mais. E se ela tá superando então agora é a hora.
Ju: — Eu conheço a Lia, você só vai piorar as coisas.
Dinho: — Eu tenho que falar com ela Ju, e você não vai me impedir. — Quando Dinho dá um passo a frente Lorenzo aparece entrando no prédio.
Lorenzo: — Mas eu vou. — Dinho para de caminhar e se vira.
Dinho: — Olha só doutor Lorenzo, eu amo a Lia, eu preciso dizer que tudo isso é mentira.
Lorenzo: — O que adianta dizer? você não tem como provar, a Ju tá certa agora não é a hora, eu não quero que minha filha sofra mais.
Dinho: — Ela só tá sofrendo porque vocês não me deixam falar com ela.
Ju: — Olha só, eu tenho que ir agora tá? continuem conversando. Dinho, vai por mim... agora não. — Ju sai do prédio e deixa os dois.
Lorenzo: — Dinho vai pra casa, a Lia não quer te ver e nem eu quero.
Dinho: — Vocês estão fazendo uma coisa muito errada não deixando eu falar com ela.
Lorenzo: — Eu não quero mais papo com você rapaz, vai embora.
Nesse momento Dinho sai do prédio bufando e volta para casa.
Notas finais
Beijos
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