Um Sentimento Além do Ódio
37 Enfrentando o pai
Notas iniciais
Lia chega em casa e vê seu pai no sofá, ela fica surpresa e aproveita a chance para fazer um pedido que com certeza seria recusado, mas não custava nada tentar.
Lia: — Pai? Você em casa? — pergunta largando a bolsa em cima do sofá.
Lorenzo: — É, eu consegui uma folguinha. — Ele larga o jornal e abre um sorriso.
Lia: — Eu queria te pedir uma coisa pai.
Lorenzo: — Fala. — ele senta direito no sofá e fica ouvindo a filha atencioso.
Lia: — Pai, sabe aquela casa no sítio da vovó? — ela senta no sofá. Lorenzo fica desconfiado pela filha lembrar do sítio.
Lorenzo: — Sei sim, mas, como você lembrou disso?
Lia: — Lembrando pai... eu queria saber se dava pra você deixar eu passar uns dias lá.
Lorenzo: — Por que isso agora Lia?
Lia: — Você sabe que tá acontecendo muita coisa, eu preciso esfriar a cabeça. Olha, eu falei com a vovó e ela disse que tá tudo bem.
Lorenzo: — Não está filha, eu não vou deixar você ir sozinha pra lá. Nem sabe como tá aquele lugar.
Lia: — A vovó disse que ia ligar pros vizinhos dela que dão uma olhada lá... pra dar uma limpada, sei lá.
Lorenzo: — A, então vocês duas tinham decidido tudo pelas minhas costas?
Lia: — Não, a vovó mandou eu falar com você, e caso você deixasse ela ligaria.
Lorenzo: — Posso pensar?
Lia: — Não pai, eu preciso dessa resposta o mais rápido possível, tá sendo uma barra, o Dinho me procurando toda a hora, nem consigo ir na escola mais.
Lorenzo: — Ta bom Lia, você venceu. Sua vó pode ligar pra lá e você pode ir.
Lia: — Jura pai? ai, eu te amo cara. — Ela dá um abraço no pai que aceita.
Lorenzo: — Eu também te amo "cara" — eles riem e Lia vai para o quarto.
Enquanto isso Fatinha liga para o Dinho.
Dinho: — Fala Fatinha.
Fatinha: — Dinho, a Lia teve aqui com um papo que ia passar uns dias na casa da avó dela no sítio.
Dinho: — Casa? no sítio? — ele senta na cama.
Fatinha: — Aham, acho que ela vai em.
Dinho: — E você sabe quanto tempo?
Fatinha: — Algumas semanas.
Dinho: — Valeu por me avisar, eu vou dar um jeito.
Fatinha: — Olha só, a Lia é minha amiga, eu acredito que você não fez nada, mas se magoar ela de novo, eu mato você Adriano.
Dinho: — Que bom que você acredita em mim, pode deixar, eu quero que você arranque minha cabeça se eu fizer ela sofrer mais.
Fatinha: — Agora tenho que desligar. Tchau.
Dinho desliga o telefone e fica pensativo no quarto.
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