Um Sentimento Além do Ódio
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Bem grandinho mas.
Espero que gostem nos vemos lá embaixo.
Isabela entra na sala e começa a aula.
Isabela: — Bom dia gente, vamos começar com um poema? hoje eu estou de bom humor então a aula vai ser bem legal.
Pilha: — Ih professora, posso saber o que aconteceu com a senhora? — fala coçando a cabeça.
Isabela: — Não, infelizmente você não pode Pilha. Vamos continuar? Lia vem aqui ler o poema.
Lia: — Eu? — fala levantando da cadeira.
Isabela: — Tem outra Lia por aqui? Acho que não. É você mesma. — Lia se aproxima da professora, pega o poema e começa a ler em voz alta. Ninguém estava prestando atenção mas todos estavam em silêncio.
Depois de algum tempo bate o sinal e todos vão para o recreio. Ju pega seu celular e liga preocupada para Gil que não atende. Marcela que passava por perto viu a angústia da garota e resolveu perguntar.
Marcela: O que foi Ju? Por que você está assim? — chega perto da menina que fica pensando em não responder pois Marcela não sabia que o filho grafitava.
Ju: — Eu... eu tô preocupada com o Gil.
Marcela: — Com o Gil? o que aconteceu?
Ju: — Ele não veio na aula.
Marcela: Aé, ele tava com uma indisposição ai não quis vim.
Ju: — Ele falou isso pra você?
Marcela: — Falou sim, por que? você sabe de alguma coisa?
Ju: — Não. Eu posso passar na sua casa mais tarde?
Marcela: — Claro que pode. Vou indo, tenho que arrumar as coisas pra próxima aula.
Ju: — Ok, tchau. — Ju se aproxima de Lia, Fatinha, Dinho, Pilha, Orelha e Fera que estavam no pátio.
Orelha: — Ih qual foi? o grafiteiro não veio hoje?
Ju: — Não.
Fera: — Quem é o grafiteiro?
Orelha: — O Gil ô cabeção. — dá um tapa na cabeça do garoto.
Fera: — Eu não tenho cabeção não. Né gente olha aqui.
Orelha: — Cala a boca Fera. Mas então Ju, a gente pode saber o motivo?
Ju: — Nem eu sei. Vou passar lá mais tarde. — Orelha que estava com a galera viu Nanda olhar para ele e fazer um sinal.
Orelha: — Gente, eu vou no banheiro. Já volto. — ele sai de perto e vai até Nanda, enquanto isso os outros continuam conversando.
Pilha: — Tô fazendo outra letra de funk.
Lia: — Como sempre né Pilha?
Fatinha: — Arrasa Pilha quero ver depois hein.
Pilha: — Eu tô escrevendo pra ti minha rainha, minha princesa. — chega perto da menina fazendo biquinho.
Fatinha: — Tábom... pode parar.
Ju: — Tadinho Fatinha. — Ju da uma risada fraca.
Pilha: — Deixa Ju, já tô acostumado mesmo.
Fatinha: — Pena que quem eu gosto não quer nada comigo. -a garota olha para Bruno que passava em frente ao local com Rasta e Nélio.
Dinho: — Relaxa Fatinha, olha só, tudo acontece no tempo certo viu? se não aconteceu ainda não vai demorar. Falo isso por experiência própria. — Dá um beijo no rosto de Lia que estava escorada em seu peito.
O recreio acaba e todos voltam para a sala. Enquanto isso Bruno caminhava com os amigos pensando no beijo que trocou com Fatinha.
Nélio: — Então, a gente pode fazer isso o que você acha?
Rasta: — Eu gostei, e você Bruno? — Bruno nem olhou apenas sorria pensando em Fatinha.
Nélio: — Bruno. — dá um tapa no ombro do garoto.
Bruno: — Oi? eu acho muito bom.
Rasta: — Você ouviu o que a gente falou?
Bruno: — Não.
Nélio: — Tava sonhando? com quem?
Bruno: — Com ninguém. Dá pra me deixar em paz?
Rasta: — Ok, a gente já parou. — Rasta e Nélio começam a dar risada e Bruno vai embora.
Nélio: — Ih, acho que ele não gostou. — Eles continuaram rindo e Bruno foi pra casa furioso.
A aula acabou e cada um foi para sua casa, Ju passou na casa de Gil e o garoto mal conseguia abrir a porta.
Gil: — Oi Ju, Aiiii. — fala se dirigindo ao sofá e deitando com muita dor.
Ju: — Gil? Onde está doendo? como você se machucou? — corre até ele e se ajoelha em sua frente.
Gil: — Calma, eu estava em cima de umas caixas e escorreguei. — coloca a mão em em umas das costelas.
Ju: — Umas caixas? onde isso? que tamanho?
Gil: — Não era alto, tinha uns 3 metros sei lá.
Ju: — E não era alto? — a menina levanta a camisa do namorado e ele estava cheio de hematomas e arranhões. — Gil vamos pro hospital agora.
Gil: — Não, minha mãe não pode saber. E é só uma dor nada de mais. — o menino tira a mão da namorada e abaixa a camisa.
Ju: — Olha pra mim. — Ele fixa seus olhos nos olhos dela. — Vamos? eu vou com você. Não posso deixar você assim todo quebrado.
Gil: — Ju, eu não vou. Não adianta.
Ju: — O que eu posso fazer pra te ajudar então? — ela se levanta.
Gil: — Me ajuda a ir até meu quarto? — ele tenta se levantar e Ju ajuda. Chegando no quarto Ju coloca o namorado na cama e senta-se em um lugar vago.
Ju: — Você quer que eu passe alguma coisa ai?
Gil: — Vai na cozinha e pega um remédio? depois abre meu guarda-roupa e pega uma pomada que está bem em cima, é pra cortes e hematomas.
Ju: — Ta bem. — Ju faz o que o namorado pede, primeiro vai até a cozinha e pega o remédio. — Olha, toma o remédio e eu trouxe a água.
Gil: — Obrigado. — Gil toma o remédio e coloca o copo no lado da cama, a menina abre o guarda — roupa e pega a pomada.
Ju: — Tira a camisa, vou passar em você. — Gil obedece e consegue tirar a camisa com a ajuda da namorada. Ju vai passando de vagar e Gil chegava a dar uns gritinhos de dor as vezes...
Gil: — Obrigado, não sei o que seria de mim sem você. — ele solta uma risada fraca.
Ju: — Seu bobo. — Ju se aproxima do garoto e eles se beijam. — Mas olha, e se você quebrou alguma coisa, como vai ficar?
Gil: — Eu vou no médico se eu não ficar melhor até amanhã ok?
Ju: — Ok. — Eles continuam se beijando mas são interrompidos pela chegada inesperada de Marcela que grita pelo filho.
Gil: — Minha mãe. Ela não pode me ver assim.
Ju: — Mas você não vai conseguir esconder por muito tempo né?
Gil: — Fecha a porta. — Ju se levanta e tranca a porta, Marcela percebe e vai até o quarto do garoto que Ju fechou.
Marcela: — Gil, filho abre a porta. — bate na porta.
Ju: — E agora?
Gil: — Já vai mãe. — grita- Ju me ajuda a colocar a camisa.
Ju: — Tá. — ela vai até o namorado e coloca a camisa nele. Logo depois abre a porta.
Marcela: — Ju? oi. Desculpa eu não sabia que você estava ai.
Ju: — É, eu vim ver o Gil. Mas já estou indo.
Marcela: Pode ficar, aproveitem. — ela vai para cozinha e Ju entra novamente no quarto e fecha a porta.
Ju: Eai, como você está?
Gil: — Bem melhor obrigado.
Ju: — Eu já vou então. — Ela se dirige até a porta mas é interrompida.
Gil: — Vai sair assim? sem se despedir? tô morrendo de saudade.
Ju: — Aé? — ela vai até a cama do garoto e o beija. — Agora já posso ir?
Gil: — Não. — ele dá mais um beijo nela.
Ju: — E você pretende me prender aqui por quanto tempo?
Gil: — Não sei. — ele fala olhando pra ela e dando mais um beijo.
Ju: — Tchau. — ela levanta e sai do quarto.
Duas horas se aproximavam Orelha estava no quarto suando frio quando o telefone toca.
Notas finais
é só eu que estou com ódio mortal da Valentina? hoje ela ataca novamente mas Lia não vai deixar assim vai dar um beijão no Dinho hahahaha estou doida pra ver :P
Beijooos e até a próxima.
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