Um Romance Amistoso

1 Prólogo: Manhã agitada


Notas iniciais
Bem, bem.....eu quis fazer algo com o anime/mangá One Piece e então me veio a ideia de fazer uma história meio que...absurda de romances colegiais e coisas do tipo por assim dizer, kkkkkkkk eu sinceramente, não quero que tenha casais no anime, mas adoro todos os casais de fanfic (pq será?eu não sei)
Espero que eu consiga arrancar boas gargalhadas de vocês, quem sabe algumas lágrimas e que pvr comentem, isso me ajudaria muito =)
Eu dedico o primeiro capítulo a minha amiga do face, a Jacqueline. Obrigada pelo apoio ♥
Espero que gostem xD

Era uma manhã calma de sexta-feira. Um garoto de cabelos negros repousava tranqüilamente sob a cama feita do melhor tipo de madeira possível de existir, roncava em um tom razoável, de forma que metade de seu corpo saísse do colchão.

Mas seu momento de paz acabou quando uma quantidade absurda de água gelada caiu sobre seu rosto, forçando-o a se levantar abruptamente da cama, tossindo. Um homem grisalho segurava um balde ao lado da sua cama, dando gargalhadas do rapaz.

-Hora de acordar moleque!!-Diz o velho. –Você não deve se atrasar para a escola!!

-Ah, qualé velhote!!-Luffy disse. Sua língua estava para fora e sua respiração estava ofegante devido ao susto. –Não precisava me acordar dessa forma!!

-Isso foi para aumentar seu fôlego e a sua resistência. Mulheres gostam disso, háháhá!!!-Seu avô riu de forma exagerada, curvando o corpo para trás, e pegando no sono em pé. Luffy se levantou da cama, tirando sua blusa encharcada.

-Que velho chato!!Eu não me interesso por mulheres!!

-Comoéqueé?-Garp disse de forma enrolada e exaltada, acordando de sua sonequinha. Puxou Luffy antes que ele entrasse no banheiro do quarto, o erguendo na sua altura com uma mão. Com a outra, deu uma pancada com o balde no crânio do rapaz, arrancando um berro do mesmo. –Como assim não se interessa?É gay por acaso?

-Não me interesso. Pronto. Me solta, seu velho maluco!!-Diz Luffy tentando se safar de seu avô, que passou a lhe segurar com mais força.

-Mas quem vai me dar bisnetos??

-Mas você já tem um. O Blaze.

-Mas somente um não é o suficiente. Você precisa arranjar uma mulher agora, para que no máximo...um ano, ela me dê mais um bisneto!!Assim ele e o Blaze vão poder brincar juntos, e....

-Vô, eu tenho 17 anos!!-O rapaz se solta de seu avô, entrando no banheiro. –Eu não vou arranjar uma namorada!!!Se quer outro neto, fale com o Ace!!

-Ora seu moleque....-Garp começou, mas se interrompeu. –Quando você acabar, nós conversamos. –E saiu pela porta.

Luffy se lavava e esfregava o xampu em seu couro cabeludo com fúria. Estava cansado daquela pressão do seu avô para que arranjasse uma namorada. Pra que isso afinal?Nunca conseguiu entender o que os namorados faziam e toda aquela coisa romântica, que só de pensar, embrulhavam o estômago de Luffy.

Não que ele fosse feio, era bem atraente. Na verdade, Luffy tem uma grande fama entre os meninos, justamente por que a menina (melhor dizendo, mulher) mais bonita da escola e da cidade também, Boa Hancock, estava perdidamente apaixonada por ele e vivia lhe pedindo em casamento.

Mas Luffy não gostava de Hancock daquela forma. Só a enxergava como uma amiga. Não a considera a melhor, por que esse cargo já tem dona: Nami. Se conheciam desde o maternal, quando ele derrubou suco nela. Desde então viraram unha e carne, melhores amigos e eles e seus outros amigos também se juntavam a eles. Hancock sentia um grande ciúme de Nami, mas Luffy não acredita que tenha sentimentos ruins entre as duas.

Vestiu sua roupa escolar e seu inseparável chapéu de palha e saiu do quarto. Desceu as escadas da enorme mansão que estava, indo direto para a sala de refeições, onde viu uma cena um tanto estranha em uma família normal. Garp lia o jornal enquanto tomava seu chá, enquanto seu irmão Ace estava conversando em um tom estranho, de uma forma estranha. Havia uma mulher que estava de costas pra ele, com as bochechas infladas e a cara carrancuda, sentada na mesa. E Ace tentava dividir sua atenção entre a mulher e o bebê, que ignorava sua tentativa de lhe dar comida.

-Eu já falei que tive culpa meu amor. –Ace se explicava, segurando uma pequena tigela. –Como eu ia saber que minha antiga namorada Moda

era a nova modelo da empresa, e que ela ia pular em cima de mim?

-Eu não sei...arranjasse uma bola de cristal...Se consultasse com a madame Sharley talvez...-A mulher lhe rebateu, comendo um pedaço de bolo. Seu 16° pedaço de bolo do dia.

-Droga...filho, come essa papinha que o papai fez. –Ofereceu ao bebê de cabelos loiros que estava sentado na cadeirinha especial.

-Não. –O bebê respondeu, cruzando os braços.

-Ah qualé meu amor, me perdoe. –Ace se ajoelhou ao lado da cadeira, pegando a mão dela. –Você é a única mulher da minha vida. Eu te amo muito, e nunca te trocaria por aquela mulher.

-Gay...-Sussurrou o pequeno bebê, que observava a cena, entediado.

-Sei...única....pra quantas você falou isso, seu sem-vergonha??-A mulher o encarou de forma irônica, arrancando um arrepio do rapaz.

-Mas o que...eu.....

-Foooome!!!-Gritou o bebê batendo as mãozinhas na cadeirinha.

-Então come a papinha filho!!!-Ace se levantou colocou o pratinho na frente do filho, erguendo a colher.

-Não. –Rejeitou novamente.

-Mas tomara que aquela vadia não se meta mais com você. –Ela disse, ainda o ignorando Ace. –Ela fez a terrível escolha de pular em você e respirar o mesmo ar que eu...isso é inaceitável!!

-Depois de mandá-la pro hospital, com certeza ela não vai fazer isso...abre a boca moleque!!-Ace acabou errando e sem querer enfiou a papinha dentro da boca da sua esposa, que no momento se virou em sua direção, a fazendo engasgar. –Nossa, desculpa amor..eu...me enganei....-Disse dando tapas nas costas da mulher, que o repeliu. Pegou um copo d’água e bebeu, respirando fundo.

-Que droga de papinha é essa?Nem eu dou conta de digerir essa porcaria!! Você ia dar essa coisa nojenta pro meu filho comer?

-Bem, achei que você...

-Achou errado. Eu vou levar o Blaze para ficar com o meu padastro e fazer minha doação de sangue no hospital, já que meu tipo está em falta. Vou comprar uma salada de frutas para o Blaze na padaria.

-E...espera...eu vou com você!!-Ace saiu atrás da mulher, que saiu sem dar atenção ao rapaz, levando seu filho consigo –Não me deixe falando sozinho!!

Luffy observou a cena sem entender muito o que havia acontecido naquele lugar. Seu avô nem se mexeu durante a conversa confusa entre Ace e sua esposa raivosa e o bebê com um jeito duvidoso de agir. Não que nunca houvesse esses tipos de dias, mas aquele tipo de cena não era muito agradável de se assistir de manhã. Talvez, se fosse de tarde e não estivesse mal-humorado, até daria gargalhada.

-São um casal lindo, não?-Garp disse, tirando a atenção de seu jornal e se focando em Luffy, que descia as escadas, indo em direção a mesa farta. –Que orgulho...diferente de você...

-Sei lá, eu não me importo. -Quando já ia se servir, foi parado por seu avô, que bateu o jornal em sua mão, o fazendo recuar. –Aiiiiiii, isso doeu!!

-Você não vai comer até resolvermos esse problema!!!-Garp se levantou bruscamente da mesa, encarando Luffy que assoprava a mão dolorida. –Você tem até domingo para arranjar uma boa namorada.

-O que, você pirou seu velho?-Luffy gritou. –Eu não vou arranjar namorada coisissima nenhuma!!

-Que decepção. Esperava mais de você...tantas amigas lindas, principalmente Nami e a boazuda da Hancock-sensei e você nem olha nelas....-Garp acendeu um cigarro e colocou na boca. –Então eu não tenho escolha...Vou cortar sua mesada e seus vídeo-games!!!

-Foda-se, não vou arranjar namorada!!-Luffy aproveitou o momento de distração de seu avô para devorar um pedaço de bolo, recebendo mais uma pancada na cabeça. –AHHHHH, para com isso!!

-Eu ainda não terminei...-Ele disse. –Vou te deserdar, vender todos os seus troféus, queimar seus mangas...

-Ainda não me importo...-Luffy cutucou o nariz, descarregando uma fúria descomunal em Garp. Ele queria apelar?então iria apelar..

-VOCÊ VAI VIRAR VEGETARIANO ENTÃO!!O QUE ACHA??-Garp gritou, assustando aos empregados que estavam perto da sala. –NUNCA MAIS VAI ENTRAR UM PEDAÇO DE CARNE AQUI DENTRO

-O QUÊ?EU NÃO POSSO VIVER SEM CARNE!!-Luffy gritou em tom igualmente alto. –TUDO MENOS ISSO!!

-NÃO VAI ENTRAR MAIS NENHUMA CARNE EM SEU ESTÔMAGO SE NÃO ARRANJAR UMA GAROTA!!

-TÁ BOM SEU VELHO IDIOTA!!AGORA ME DÁ O DINHEIRO PRO LANCHE!!

-TÁ AQUI. E VÊ SE NÃO GASTA TUDO A TOA!!

-TÔ SAINDO!!

-VOCÊ SÓ TEM DOIS DIAS!!NÃO SEJA IMBECIL!!

Os empregados olhavam a cena boquiabertos, não entendiam aquela família de malucos, e nem se esforçavam para entender. Era complicado demais, era melhor irem fazer suas obrigações que eles ganhavam mais.

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Nami despertou com os raios de sol batendo em seu rosto. Mas sua cama estava tão boa, que resolveu ignorar, se virando para o outro lado. Suspirou. Não queria ir para aquela escola, e nada lhe faria levantar.

Deu uma olhada com o rabo de olho e viu sua irmãzinha Nojiko dormindo no seu décimo sono. Por alguns segundos, sentiu inveja dela por não precisar de ficar em pé as sete da manhã.

-Minha pequena laranja...hora de levantar!!-Uma voz diz, e logo após ouvir o barulho de cortinas sendo puxadas, sentiu a luz solar tocar com mais intensidade sua pele branca. –Vamos, está na hora de acordar!!

-Ah...só mais cinco minutos...-Pediu manhosa, virando o corpo para o lado oposto. O homem ficou quieto por alguns segundos, mas logo ela sentiu o colchão afundar, e mãos grandes entrarem em seu edredom e pousaram em sua cintura fina, lhe fazendo cócegas.

-Isso não é hora de uma futura geógrafa ficar na cama. –O homem loiro começou a aumentar a intensidade de cócegas, fazendo Nami gargalhar e tentar se livrar das cócegas, sem sucesso.

-Ei, parem com essa barulheira. –Nojiko reclamou na cama ao lado. Como a mesma trabalha a noite, costumava ficar na cama até o meio-dia. Isso durante a semana.

-Viu?Você acordou sua irmã por causa dessa sua rebeldia!!-O homem falou em tom divertido, arrancando um belo sorriso da ruiva. –Anda, que eu tenho uma agenda de pacientes e não posso deixá-los na mão. –Disse, dando a mão para Nami se levantar.

-Ahhh, você é tão chato, seu velho!!-Nami diz em tom de zombação.

-É, mas sou um dos poucos homens que te aguenta.

“Epa”-Pensou o homem quando viu a expressão de sua filha ao pronunciar essas palavras -“Acho que falei demais...de novo...”

-De novo com esse assunto?-Nami fechou a cara na hora. Por que seu pai sempre arranjava um motivo de esfregar isso na sua cara?Sempre que virava as costas seu pai ia reclamar para o seu avô o quanto ela era uma encalhada que não conseguia manter uma relação.

-Olha minha filha...eu só quero que você encontre um bom rapaz. Mas você é exigente demais, e foi isso que atrapalhou o seu relacionamento com outros rapazes. Além de exigir coisas caríssimas para eles. –No fundo, o homem loiro já tinha o pretendente ideal para sua menina, mas parecia impossível ela querer namorar seu melhor amigo Luffy. Apesar de alguns problemas de personalidade e de ser mimado, era um ótimo rapaz (e rico).

-Por que você está tão interessado em meus relacionamentos?Não precisa agir como um psicólogo aqui em casa!!-Nami se levantou da cama rapidamente. –Já to cansada de você se meter na minha vida!!

-Mas eu só queria...

-Pai, dá licença?Eu quero me trocar...

-Me desculpa filha, eu só quero que você seja feliz. –Ele diz sorrindo de forma amarela, saindo do quarto. Nami fecha a porta com força, caindo sentada e escorada na porta. –Vou te esperar no carro. –Falou ele por trás da porta.

-Nami...não precisava tratar seu pai assim..-Nojiko diz. –Ele é um cara legal...quando Bellemere-san morreu, ele sempre esteve lutando pra sustentar a gente.

-Não se preocupe...é sempre a mesma coisa:A gente briga, ele finge estar magoado, eu peço desculpas e começa tudo de novo...

Sim, Nami tinha uma história digna de novela mexicana. Quando bebê, sua mãe e ela sofreram um acidente de carro, na qual resultou a morte da mesma. Foi ajudada por Bellemere, que era para-médica, e a salvou naquele fatídico dia. Como a mãe de Nami não tinha nenhum parente, foi criada por Bellemere por dez anos, até a sua morte, assassinada por um bandido que entrou no meio da noite em sua casa.

Quando Nami e Nojiko iam ser levadas para a adoção, eis que surge um homem misterioso que dizia ser pai de Nami. Fizeram o teste de DNA, que deu positivo e confirmou a paternidade dele com a menina de cabelos ruivos. Então ele decidiu criar Nami e também Nojiko, mesmo que tivesse sido difícil para se adaptarem a viver com esse homem no começo, pois apesar de ser gente boa, não parecia ser do tipo sociável.

-Ele até mesmo aceitou cuidar de mim para que nós não separássemos...

-Tá bom!!Mas ele bem que podia parar de ser inconveniente e de encher o saco toda hora!!

-Acho que ele não quer que você acabe solteira e infeliz em sua vida íntima..vocês são realmente pai e filha, pois ele agia da mesma forma que você...e o resultado?Sua mãe se separou dele e até hoje ele não tem um relacionamento...

-Talvez tenha razão....mas de qualquer forma, vou pedir desculpas para ele na hora do jantar. Senão ele vai voltar a me encher o saco como se nada tivesse acontecido, sabe como ele é...

-Não acho que ele fará isso. Peça agora, senão o clima vai ficar muito pesado entre vocês...

-É, acho que você tem razão....-Disse pensativa, indo em direção a porta e saindo em seguida.

Definitivamente o dia não está nada bom para esses dois. Será que Nami conseguirá um namorado?Será que Luffy arranjará uma namorada para não perder sua carne herança?Não perca, isso e muito mais nos próximos capítulos!!!