Um Romance Amistoso

4 Dia 2: O primeiro encontro


Notas iniciais
Epa, cap fresquinho. Estou acabando o 5 e vou começar o 6, já que ambos serão part 1 e part 2. Não tá tão legal esse cap, mas acho q dá pro gasto, huehehehe. Coloquei uma ceninha caliente, mas nada de mais, e aumentei a class pra 16, pq é tecnicamente a minha idade...apesar de eu ainda não ter feito 16....bem, espero q gostem XD

Dia 2: O primeiro encontro

-Um....encontro..??-Perguntou Nami ao ver Luffy e Garp na porta da casa dela. Eram nove horas da manhã, ela estava sozinha em casa, se arrumando para dar um rolê pela cidade, quando dá de cara com seu “pseudo-namorado” e seu avô na porta de sua porta. O velho de bermudão, camiseta havaiana e chinelos, enquanto Luffy estava vestido de forma casual (óbvio que seu singelo chapéu estava com ele), com um galo na cabeça e uma cara descontente.

-Sim, háhá., para que vocês retirem de vez o sentimento de amizade que construíram durante anos e revelem um belo laço de amor e todas essas quinquilharias românticas nojentas, háháháhá!!!!

-Ainda não consegui sacar o por que disso...-Luffy diz com a língua para fora. Apesar de não entender muito bem o negócio de encontros, estava muito descontente por seu avô ter o empurrado da cama em um pleno sábado de manhã para ir até a casa da Nami chamá-la pra sair.

-Como assim?Vocês são namorados, não?Vocês tem que se conhecer melhor!!!

-Mas nos conhecemos já tem oito anos!!Não tem necessidade dessa palhaçada!!-Luffy retrucou, já estressado com a pressão de seu avô. –E a Nami já tava saindo. Ela...ela deve estar ocupada!!

-Ora, ora...o que poderia ser mais importante para uma mulher do que se encontrar com seu amado?-Garp encarou Luffy com uma face sombria. Nami engoliu seco. Se ele desconfiasse que o romance deles era uma farsa seria um desastre de proporção inimagináveis. Luffy somente encarava Garp com uma expressão de medo. –Até parece que ela não é sua namorada...

-Claro que somos namorados Garp-san, não diga besteiras. –Nami agarrou com força o braço de Luffy, que deu um pequeno grito de surpresa. Abraçou seu braço, agindo de forma dissimulada. –Eu e meu amoreco estamos muito felizes, né?

-Ehhhh...é...-Luffy fala não entendendo muito bem a situação em que Nami simulava.

-Ahm, para amanhã, quero que chame seu pai, irmã e o seu avô!!E diga para seu pai que se ele não aparecer, ele vai ser socado novamente com o amor dos meus punhos. Disse ao Ace que ele e seu avô apareceria...então, o recado está dado. Até mais, pombinhos!!-E saiu correndo de lá.

-Ah é, meu avô te odeia, né Luffy?-Nami olhou para a cara de descaso que o moreno fez. Isso não estava cheirando muito bem. –Meu Deus, esqueci completamente disso!!

(..........)

-Droga...-Luffy diz deprimido, sentado no banquinho de uma praça, um pouco mais afastado da casa de Nami. –Por que eu tenho que fazer isso??

-Olha, era eu quem deveria dizer isso. –Nami fala, ela estava em pé ao lado dele. –Eu poderia estar paquerando muitos gatinhos agora, mas não...estou aqui com você, chapéuzinho de palha!!

-Ahhhh, eu estou com fome!!Queria tanto um X-Bacon com ovo, picles, milho, mostarda....

-Não me ignore, imbecil!!-Diz, dando um soco na cabeça do moreno. –Ah, a propósito Luffy, esse é seu primeiro encontro, né?Tipo, com uma namorada.

-Ah, mas não somos namorados de verdade, então que diferença faz??-Luffy diz se levantando e começando a andar. Nami foi atrás dele, olhando para as suas costas e se arrependendo da burrada que fez em pedir para ser namorado de mentira dele. Sanji-kun talvez fosse mais fácil de manipular. –Além do mais, já saímos várias vezes juntos com o pessoal..

-“É mesmo...se eu parar pra pensar, eu nunca sai na rua sozinha com o Luffy, exceto quando ele me leva pra casa depois da escola, que é bem pertinho daqui. E quando nós íamos pra casa um do outro passar o tempo. Que estranho pensar nisso...”-A ruiva mergulhava em seus pensamentos até perceber um rosto bem próximo ao seu, a encarando com uma mistura de incredulidade, ingenuidade e idiotice.

-Ei Nami, tira o pé do meu almoço!!Vamos logo comer naquela lanchonete!!-Luffy apontou para o pequeno local, indo correndo na frente dela.

-“Droga...mas até que ele está bem arrumado.Seu visual está bem agradável, é de fato, bem provável que o Ace tenha escolhido a roupa dele”. –Nami observou que Luffy utilizava uma blusa pólo, calças sociais, um relógio e sapatos também sociais. Um avanço, já que ele só usa blusas abertas, shorts e chinelos.

-Ei, sua lerda!!Por que ainda está parada aqui?-Luffy, que ao sentir a falta de sua companheira, voltou para trás, a observava com uma cara incrédula. Ela só podia estar de sacanagem com ele.

-Não seja tão inconveniente!!!-Gritou a mulher.

-Então anda logo!!-Luffy começou a puxar Nami pelo braço em direção a lanchonete. Ela, já estressada, se deixou levar pelo moreno.

-“Não, eu não o consigo enxergar com outros olhos. Apesar de estar bem vestido, continua sendo um idiota”-Pensava Nami suspirando. –“Droga..talvez se eu não tivesse me exaltado com a Hancock, isso não estaria acontecendo.”

-Quer saber Luffy??-Nami se soltou do rapaz. –Eu vou embora!!

-Hein?

-Olha, o Garp-san já foi embora, não tem necessidade da gente continuar juntos. Eu vou dar uma volta por ai...-Nami se virou e deu meia volta pelo caminho que vinha.

-Até, ce que sabe. De qualquer forma, te vejo dep...Ah!!!-Se virou para trás e viu Garp e seu pai encarando os dois atrás de uma moita. Ao ver que tinham sido descobertos, se trataram de se esconderem o mais rápido que podiam.–Mas que p...”Droga, eles vieram..” –Luffy agarrou Nami pelo pescoço, tapando a boca dela antes que gritasse e sussurrou. –Meu avô e seu pai estão aqui..aja naturalmente!!

-Droga. Ta,eu sei que minha filha não quer que eu me intrometa, mas tenho que impedir que o termo “Nami encalhada” volte a ser um pleonasmo!!!-O loiro pensou. Saia fogos da cor azul de seus olhos, e seu coração palpitava de animação com isso. –Vou fazer de tudo para que esse romance dê certo!!

-Isso mesmo, meu neto. Mostre os charme dos Monkey!!-Garp olhava a cena com um sorriso no rosto, deixando escapar um pouco de “suor masculino” por seus olhos.

-Céus...tá brincando né?-Nami sussurrou de volta. –Droga, parece que não temos pra onde ir!!-Nami pensava com Luffy ao seu lado, mas não imaginava que existia uma pessoa os observando com um olhar demoníaco, capaz de transformar qualquer um em pedra.

-“Bem como eu pensei.” –A mulher de cabelos pretos, que quando não estava na escola, andava com uma cobra no pescoço pensou. –“Eles não estão agindo como um casal de verdade...depois que eu esfriei a cabeça e comecei a pensar nos fatos, fez todo o sentido.”

-Anda logo Nami!!

-Cala essa boca!!E você também vai pagar pra mim tudo que eu consumir!!

-Eu tenho cara de caixa eletrônico por acaso??

-“Droga, aquela maldita!!fica abusando do meu Luffy-san dessa forma...ah, seu pego essa abusava eu esfolo”!!-Pensou Hancock, observando todos os passos que eles davam. E antes que perguntem, foi uma (in)feliz coincidência ela estar levando Salomé ,sua cobra de estimação para passear (???) e acabar encontrando o casal pelo caminho.

(................)

Um homem de cabelos verdes andava pelas ruas da cidade de forma cautelosa. Usando um boné e óculos de lente, e com cerca de três livros em seus braços, ele seguia uma menininha de cabelos azuis que o guiava até um certo lugar. Apesar de já ter ido nesse lugar algumas vezes, sempre se perdia.

-Aqui onii-chan!!Acho que é esse o lugar. –A menina apontou para um prédio enorme, com certeza era um apartamento de luxo dos mais caros da região. Zoro se sentiu até meio envergonhado por entrar naquele lugar com as roupas que estava, mas “aquela pessoa” sempre disse para ele não se preocupar com isso.

-Obrigado mocinha..-Disse Zoro dando algumas moedas para a menina, que saiu correndo de alegria, agradecendo ao jovem aprendiz de espadachim. Zoro deu um sorriso e adentrou o lugar.

(............)

-Aqui está senhor. Apartamento n° 58. –O porteiro levou Zoro até o local. O espadachim entrou no elevador, pegou o andar, mas se perdeu nos corredores e o apartamento que era no terceiro andar, o espadachim acabou pegando as escadas para o 12° andar. Sorte que o porteiro estava por lá e conseguiu levá-lo ao seu destino (na verdade o porteiro o viu pela televisão da câmera de segurança e como ele sempre se perde, foi o ajudar). –Precisa de mais alguma coisa Zoro-kun?

-Não, obrigado. –Zoro diz ajeitando os óculos de leitura para o homem que acenou, saindo dali. Apesar de ser parte de um disfarce para que ninguém (da sua escola) o reconhecesse, Zoro realmente usa óculos de lente. Bem fraquinho, mas necessário para ele ler. Colocou o dedo na campainha, e esperou alguns segundos, até a porta se abrir. –Me desculpe o atraso...

-Não tem problema Zoro. Eu também tive problemas e acabei me atrasando.-A pessoa na porta diz. Zoro coça a cabeça, envergonhado pela sua falta de pontualidade e também, meio que pela beleza da pessoa que lhe recebeu na porta. –Vamos entrar?

-S..sim...-Disse o rapaz adentrando o lugar que já tinha entrado algumas vezes. Era bem espaçoso, haviam várias prateleiras de livros estrategicamente posicionadas, era um local agradável e bem chique. Era sempre assim.

-Bem, pode se sentar no lugar de sempre. –A mulher apontou para a mesa onde os dois sempre se sentam. Logo após se ajeitarem, ela perguntou. –Até que hora você pretende ficar aqui?

-Bem, hoje o treino foi adiado, então posso estudar com você até um pouco mais tarde. –O rapaz disse meio sem-jeito, tentando olhar para os olhos da mulher, que sorria (talvez sentindo um oculto duplo sentido que nem ele tinha percebido). Por quê diabos suas roupas tinham que ser tão decotadas?Não, ela não usava esse tipo de roupa na escola, mas quando não está nela, a moça abusa de vestidos curtos e decotes ousados. –Se não se importar, é claro.

-Não me importo. Eu gosto de estar com você...-E sorriu para o rapaz, que sentiu dela um leve duplo sentido nas palavras proferidas pela mulher. –O que quer estudar hoje?

-Hmmm...história. Eu não estou entendendo muito bem a matéria...-Ele abriu a página do livro na qual começa a matéria e entregou a moça. Ela ajeitou o decote com o dedo indicador, e com ele, molhou a ponta do dedo para virar a página. Colocou uma mecha que estava rebelde para trás, pequenos gestos que fizeram o espadachim perder o controle. Tudo proposital.

-Hu hu, a Tomada da Bastinha, revolução francesa. Bem, acho que posso fazer uma pequena síntese para te ajud....-Quando foi pegar a lapiseira que estava na bolsinha, Zoro segurou seu pulso esquerdo com a mão direita, fazendo ela o fitar. –O que foi Zoro?Algum problema?

-Você..você é o meu problema. –Se levantou devagar da cadeira, e a mulher automaticamente fez o mesmo. Ele postou a mão direita na cintura delgada da moça de cabelos negros (mais alta q ele, uns dez centímetros)e a puxou para si, satisfeito com o gemido fraco que escapou de seus lábios e com a mão desocupada dela em seu peito. –Acho que por hora não vou conseguir me concentrar. –O rapaz passou a beijar o pescoço liso da morena, que gemeu baixinho novamente. – Afinal você é mais interessante, e eu não vou conseguir me concentrar em mais nada por hora.”

-Sabe que sou bem mais velha que você, não é?-A mulher arfava com os lábios do moreno sobre seu pescoço. Zoro soltou o pulso branco da mulher e direcionou sua mão para uma das coxas torneadas dela. Passou a beijar e a chupar aquela região com vontade, empurrando-a levemente até ela se sentar em cima da mesa. Passou as mãos pelos cabelos verdes, sentindo o ar faltar dos seus lábios. Nunca pensou que um dia teria um caso com seu próprio aluno, isso era no mínimo ridículo.

-E o que isso importa?Ninguém precisa saber mesmo.-Zoro tomou os lábios macios da mulher para si, que lhe abraçava com força. Seu corpo tremia, sua boca secava. Era difícil se controlar quando estava perto da sua professora de matemática e história (ela dava só matemática, apesar de ser formada em arqueologia). Aprofundou o beijo, direcionando uma das mãos para o zíper da mulher. Então parou subitamente. –Vamos subir?Eu preciso que você me explique algumas coisas que eu não entendi ainda..Robin-sensei. Acho que não domino a anatomia muito bem..

-Tudo bem então, meu aluno.–E sorriu quando ele se separou dela e foi andando em direção a porta de saída do apartamento. Era estranho aquele jovem com tanta testosterona nas veias e tamanha força e brutalidade a encantar, já que sempre gostou dos homens cultos e intelectuais. –Direção errada. Venha comigo...

Zoro bufou, fazendo a morena rir. Era sempre a mesma coisa, parecia que tinha um tipo de GPS bugado preso na cabeça do espadachim. E talvez essa sua forma de agir fosse o marco mais atraente para Robin.

(..................)

-Droga Luffy, isso foi um desastre. Você acabou de estragar o meu sábado!!!-Nami gritava, correndo atrás do chapéu de palha que fugia da fúria da mulher em meio a tempestade. –Volte aqui, preciso descontar minha raiva em alguém!!

-Droga, a Nami ficou doida!!!-O rapaz do chapéu de palha corria em meio a água que caia torrencialmente do céu.

-Vem cá que eu te mostro a doida, seu nanico!!!!!

Nami e Luffy corriam na chuva que havia pegado-lhes de surpresa pelo caminho. Aquele encontro foi uma droga: Nami ficou exatas uma hora, quinze minutos e vinte e oito segundos olhando Luffy devorar o estoque de carne/outras comidas da lanchonete. Depois de fazer o rapaz parar de comer com muito custo, Luffy descobriu que estava sem dinheiro e Nami teve que dar sua mesada inteira para pagar a refeição. (Ta bom q ela vai ser reembolsada depois, mas sabem como são as pessoas muquiranas) depois Luffy se envolveu em briga com a uma gangue que pegou seu chapéu de palha, e no meio da briga foi jogado no rio e como não sabia nadar, Nami teve que pular no rio para salvar o rapaz (naquela altura, os parentes deles já tinham parado se seguí-los)

Depois disso, eles foram pegos por uma tempestade (o que assustadoramente Nami não havia previsto) que fez eles ficarem quase duas horas esperando ela ceder escondidos em um toldo de uma doceria (Nami teve que desembolsar mais do que não tinha por que Luffy ficou ansioso com os doces). Nami ficou estressada no seu máximo e ambos começaram a correr na chuva, Luffy obviamente fugindo da Nami. O dia deles não poderia piorar....

-Ai!!!-Gritou Nami caindo no chão da calçada. Luffy olhou para trás e viu sua companheira caída no chão.

-Nami, você está bem??-Voltou se abaixando na altura dela. Ela então, socou a cara dele, o derrubando na calçada molhada.

-Eu pareço bem por acaso?Estou sem dinheiro, meu cabelo ta uma droga e agora meu salto quebrou. Isso é estar bem?-Nami segurava e olhava o seu salto todo quebrado e sujo.

-Calma..eu vou te carregar!!-Luffy ignorou a pancada da mulher e se virou de costas para ela, antes disso, pegando a sandália das mãos dela. Ela agarrou o pescoço do rapaz e ele se levantou com ela em seu colo. Ele correu por alguns bons minutos até chegarem na casa da Nami, ambos em silêncio. Ela observava o rapaz correr consigo em seu colo e se lembrou das vezes em que ele a protegeu de garotos maldosos, que ele e seus amigos a ajudavam e de todas as confusões que aprontaram. Esses pensamentos lhe fizeram sorrir. –Oe Nami, ta me escutando?Já chegamos!!

-Ah sim...-O rapaz colocou a garota em pé, em frente ao seu portão. Nami olhou o rosto do rapaz, com alguns ferimentos, mas sorridente como sempre. –Obrigada Luffy.

-Ah?Pelo quê?Você acabou de dizer que o encontro foi uma droga!!Mesmo não sendo um encontro de verdade.

-Não é por isso seu bobo...é por sempre me proteger. E por ser um dos poucos homens que me aguenta.

-Não tem de quê Nami, shishsishsishi!!

-É melhor você ir...ou vai ficar doente. –Nami sorriu para o rapaz, que se despediu e saiu correndo. –"Talvez esse pacto não seja tão ruim assim". –Ela pensou. –"Não, com certeza não."

No outro lado.....

-Droga....-Hancock falou, escondida em baixo de um toldo de uma lojinha que vende cds. Com Salomé no colo, chamava a atenção dos poucos clientes que entravam e saiam de lá. –Eu não entro nessa chuva nem morta...Luffy-san é importante, mas meu cabelo é prioridade (Hancock se perdeu dos dois, atraída por uma loja de vestidos. Quando viu, eles tinham sumido de seu campo de visão)

-Se quiser uma carona gatinha...-Um homem suspeito chegou ao lado dela, apontando para o guarda-chuva e depois pra si.

-Morra!!-Gritou, se erguendo em sua posição de desprezo total, fazendo o homem virar pedra, devido ao tamanho de sua beleza. Só não contava que sua olhada de desprezo fosse colocar sua cabeça para fora do toldo, e que o mesmo estivesse cheio de água, jogando uma boa quantidade de água na mulher. Salomé somente olhava sua dona chorar gradativamente com o desastre de seu cabelo, dando graças a Deus por não ser humano.

Notas finais
Ah, e eu não vou fazer o clichê deles ficarem doentes, pq a Nami ingere muita vitamina D e o Luffy é forte como um touro, então..essa chuvinha é batata, heueueueueueu
Espero que tenham gostado *----*