Um Reino Quase Sem Amor
4 Quebrando tudo ?
Por Leon :
Cheguei em casa ainda corado , meu pai ja havia chegado da viagem e perguntou ao ver meu sorriso bobo :
– O que houve la ?
– Nada . — Tentei disfarçar .
– Me diz .
– Eu me apaixonei .
- Como ?
- É , eu me apaixonei .
- Por quem ? Alguma criada ?
- Pela Vilu .
- Por quem ? Acho que nao ouvi .
- Pela Vilu , me apaixonei por ela .
- Voce ta louco ?
- Por que ?
- Por que voce é um plebeu , nao quero que voce volte a falar com ela .
- Como ?
- Eu disse que nao quero que voce fale com ela .
- Quem manda em mim é ela , alias em nos , voce nao .
- O que aquela garota fez ?
- Ela , ela é simplesmente perfeita , e me doi ve — la , tao sozinha ...
- Nao quero que voce volte a falar com ela .
- Mas eu vou voltar amanha la .
- Nao , voce nao vai quem vai sou eu .
- Ha . — Eu ri .
Sai ...
- Leon , volte aqui agora . — Mas ja estava no meu quarto , dormi e sonhei com ela , nao vou deixar meu pai me impedir de ve — la , seria como eu mesmo me castigar ...
Por Vilu :
Acordei , tinha sonhado muito bem , e pensei em ideias de fazer ele vir aqui com mais frequencia , comecei a quebrar uns vasos ... E logo uma criada veio me avisar que o marcineiro estava subindo , agradeci e esperai , mas quem passou por aquela porta nao foi o de ontem , e sim um cara mais velho , perguntei sem a menor delicadeza :
- O que faz aqui ?
- Vim consertar algumas coisas .
- Nao , quem deveria estar aqui seria aquele garoto , cade ele ?
- Ah , meu filho , ele esta em casa , disse que nao queria vir .
Por Leon :
Acordei , e vi que estava atrasado para ir para o castelo , tentei abrir a porta , mas estava trancada , coisa do meu pai . Comecei a gritar , minha mae ouviu , e foi para a porta , disse :
- Filho , o que houve ?
- Estou trancado .
- Perai . — Ela forçou a porta e disse : — Ja volto . — Logo a porta se abriu .
- Como fez isso ?
- Usei um simples alfinete . — Levantou a mao .
- Obrigado . — Sai correndo peguei meu cavalo e fui para o castelo , desci , como eles ja me conheciam , me deixaram passar , ao alcançar a porta do quarto dela , ouvi meu "pai" dizer que eu nao queria vir .
- Isso é mentira . — Entrei , o sorriso que parecia morto no rosto de Vilu nasceu .
- Filho , voce veio ...
- Como voce teve a coragem de me trancar no quarto .
- Guardas . — Vilu gritou e logo dois homens fortes vieram . — Tirem esse cara . — Ela olhou para mim e eu assenti . — Daqui .
O levaram .
Por Vilu :
Agora estava sozinha com o carpinteiro :
- Qual o seu nome ?
- Leon . — Ele olhou para uns vasos atras de mim que eu tinha quebrado ...
- Da para consertar ?
- Desculpa , so conserto coisas mais solidas que porcelana .
- Droga , devia ter quebrado outra coisa ... — Sussurei , mas acho que ele ouviu . Eu corei e ele sorriu .
- Ok , vou começar . — Ele disse para mudar de assunto e estava finalizando os trabalhos das tabuas , trocando olhares comigo , quando martelou o proprio dedo , corri para perto dele , estava inchado .
- Curandeiras . — Chamei , elas vieram . — Por favor , o ajudem ....
Assim o fizeram , enfaicharam .
- Tudo bem ? — Preguntei depois que elas sairam .
- Sim , nao foi nada demais .
- O que aconteceu com o seu pai. ? Se nao quiser me contar tudo bem .
- Ah , prefiro nao agora ...
- Entendo , se quiser fica aqui para nao ter de encara — lo , eu lhe sirvo um quarto , comido e tudo que precisar . Aceita ?
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