Um Príncipe em Minha Vida

34 Promise I'll Never Let You Go...


Notas iniciais
...

“Olá, mãe.

O que esta acontecendo com seu telefone? Ultimamente venho tentando te ligar, mas não consegue completar a ligação. A mesma coisa tá acontecendo com a Srª Puckett e a Sam. Vocês duas estão bem? Tentem ligar pra gente quando terminar de ler esse e-mail.

Bom, as coisas aqui estão bem. Até agora meu segredo está salvo graças a “Armada de Concordia”, algo que minha adorável cunhadinha inventou. São ela, Shelby, Carly, Sam, Matthew Carter e o irmão dele, Griffin, nessa armada. Aliás, antes que fique preocupada pela Carly saber do meu segredo, por que não me disse que tinha mais gente na cidade que sabia do meu segredo? Teria poupado tantas surpresas...

E por falar em surpresas, meu tio já desconfia que estou por perto. Atacaram Sam e Carly e quase me pegaram, mas não se preocupe, eu e as garotas estamos bem, mas ainda estamos meio tensos com isso. Eu sei que conseguimos escapar dele por pouco, mas até quando teremos sorte? Eu não quero que ninguém mais se machuque, especialmente minha Sam...

Bom, tirando as partes tensas, estou planejando ir pra Concordia com Sam quando chegar a semana do meu aniversário. A sorte é que estaremos de férias do colégio, então será mais fácil ir pra aí. Tenho que conversar seriamente com a minha outra mãe e mudar algumas coisinhas que vocês planejaram pra mim, isso sem falar em um compromisso muito importante que devo cumprir.

E antes que eu termine esse e-mail, vou falar o que você deve estar ansiosa pra saber: eu e Sam estamos bem, melhor do que nunca. Não, a gente ainda não transou e sim, estou respeitando ela como um cavalheiro, esperando por ela como eu prometi a Sam. Se bem que eu mesmo já não consigo me controlar e sei que Sam também não consegue se controlar mais... Ok, mãe, esqueça essa última parte, sim?

Enfim, tenho que terminar esse e-mail. Sam tá vindo aqui de 5 em 5 minutos pra saber se eu liberei o notebook, pra ela poder mandar o e-mail pra mãe dela.

Um beijo e saudades,

Freddie Gabriel.”


–Pronto, Srtª Impaciência, já mandei o e-mail pra minha mãe... –Freddie clicou no botão de enviar e já se deslogava do e-mail quando viu Sam com o telefone grudado na orelha- Tá fazendo o quê?

–Tô tentando mais uma vez ligar pra minha mãe... –Sam apertou os lábios- Se ela não atender, aí eu imploro pro e-mail.

–Tá, mas eu tô avisando. Não vai conseguir completar a ligação... –Freddie deu de ombros enquanto ia pra geladeira- Escuta, comprei uns ingredientes pra fazer lasanha. Tá afim?

–Claro... –O sorriso de Sam se abriu só de ouvir a palavra lasanha, assim como sempre se abria toda vez que ouvia o nome de alguma coisa comestível- Quero com bastante bacon...

–Vou tentar colocar bacon no molho, pode ser?

–Pode ser... –Sam concordou, distraída, já no notebook, escrevendo o e-mail pra sua mãe.


“Hey, mãe...

As coisas aqui estão... Bom, um tanto confusas. Uma hora está super, outra hora está uma tensão só. Nesse momento? Eu diria que está tudo bem...

Bom, eu sei que a Srª B deve ter mencionado algo a senhora, mas achei melhor saber de mim: eu e Freddie estamos namorando. É, já faz um mês. E as coisas estão bem sérias entre nós. Ele já está até me dando presentes. Claro que ás vezes me sinto desconfortável com isso. Quer dizer, Freddie é um príncipe, ele pode me dar coisas com certeza mais caras que o colar que estou usando (eu envio uma foto dela como anexo nesse e-mail depois), mesmo sabendo que não posso dar nada em troca pra ele. Mas então eu olho nos olhos dele e percebo que eu já sou um presente pra ele. A devoção e o carinho como ele me olha, tanto faz se estamos sozinhos ou com a galera. Aquele nerd é bem mais do que eu mereço, com toda a certeza.

Ah, a Melanie achou uma coisinha enquanto fazia a mudança de apartamentos com a Shelby: o seu violão. Ela me entregou hoje de tarde, quando cheguei da escola. Aquilo me faz lembrar tanto quando eu era pequena, quando você me pegava no colo e tocava uma música naquele violão. Embora não pareça às vezes, eu sinto muito a sua falta. E eu sei que estarei comemorando como uma maluca quando nos vermos novamente, quando eu e Freddie estivermos em Concordia.

Aliás, essa viagem tá deixando o Freddie meio neurótico. Ele diz que quer resolver algumas coisas e tem algo importante a resolver enquanto estivermos por aí. A senhora faz alguma ideia do que ele pode estar aprontando? Enfim, eu já estou desligando o notebook aqui. O nerd tá fazendo lasanha e o molho que ele tá fazendo tá me chamando como o canto de uma sereia... Eu te amo, estou com saudades e entro em contato de novo assim que puder (E quando vir Freddie em Concordia, não o estrangule. Ele não tentou nada comigo. Acredite ou não, ele não é como nenhum garoto que você ou eu vimos nessa vida. Freddie é um verdadeiro lorde inglês quando se trata de respeitar o meu tempo e meu espaço. Vai sentir orgulho de ter ele como genro).

Um beijo,

Sam.”


–A lasanha já tá pronta, Freddoritos? –Sam gritou da sala enquanto enviava o e-mail.

–Ainda não, vou montar a lasanha ainda... –Freddie revirou os olhos- E Sam, eu tava sentindo falta desses apelidos...

–Eu também... –Sam riu, dando um beijo rápido em Freddie por cima da bancada- Tenho que ir pro quarto rapidinho e já volto, ok?

–O que você vai fazer?

–Ah, qual é, você pode ter seus segredinhos. Por que eu não posso? –Sam sorriu maliciosa, mordendo o lábio. Falando da mãe sobre o violão dela dera à Puckett uma ideia maravilhosa- Mas garanto que vai gostar...

–Eu espero... –Freddie rira do mesmo jeito malicioso de Sam enquanto desligava o fogo do molho da lasanha.


Sam mais uma vez tinha que reverenciar os dotes culinários de Freddie. A lasanha com o molho especial com bacon tinha conquistado o estômago dela, tanto que ela comera mais da metade sem nenhum problema.


–Às vezes eu me esqueço o quanto você cozinha bem... –Sam passara o dedo de leve em um mancha de molho de tomate no canto da boca e lambera o dedo- Se eu continuar comendo a sua comida, eu vou engordar...

–Hey, não tenho culpa se você come como louca... –Freddie se defendeu, enfiando a última garfada de lasanha garganta abaixo, junto com um gole de refrigerante.

–Eu não tava reclamando... –Sam riu, cruzando as pernas no sofá- Eu poderia comer um pouco mais se não estivesse tão cheia...

–E desde quando isso te impediu de comer mais?

–Ok, você me pegou nessa... –Sam deu de ombros enquanto ia com seu prato em direção a pia- Cara, essa lasanha, tá me dando leseira... –A loira bocejara teatralmente- A gente já pode dormir?

–Mas já? –Freddie arregalou os olhos- Mas e a louça?

–A gente lava tudo amanhã cedinho, antes de nos arrumarmos pro colégio... –Sam pegou a gola da camisa de Freddie e o encarava pidona- Anda, vamos lá pro quarto...

–Ok, tudo o que a minha Princesa Puckett quiser... –Freddie pegou Sam no colo, fazendo a garota gritar de surpresa enquanto subiam a escada.


Freddie olhou as horas no despertador. Já fazia 15 minutos que Sam estava trancada no banheiro, sem dar sinais de existência. O moreno inclinou o corpo um pouco pra frente pra gritar.


–Sam, tá tudo bem aí?

–Calminha, nerd, eu já tô saindo... –Sam gritou de dentro do banheiro, contendo um risinho enquanto se olhava no espelho. “Cara, isso é muito constrangedor... Mas agora não dá pra voltar atrás. Vamos lá. Coragem, Samantha...


Sam respirou umas duas vezes antes de sair do banheiro e dar de cara com o olhar de cobiça e desejo de Freddie. Sam usava um conjunto de calcinha e sutiã roxo, algo que ganhara da irmã no aniversário de 17 anos e que nunca tinha usado até aquela noite.


–O-o-o-o que aconteceu com seu pijama? –Freddie engolia seco enquanto lutava pra não gaguejar. Sam, naquela lingerie, à luz fraca da lua que entrava pela janela, parecia mais sexy e doce do que nunca, como se uma das “angels” da Victoria’s Secrets tivesse saltado do catálogo e ganhado vida. Não, aquilo era infinitamente melhor.

–Ele tá na lavanderia, esqueceu? –Sam deu de ombros, arrumando a alça do sutiã- E ultimamente ando dormindo com as suas camisetas, não acho isso justo...

–Eu é que não acho isso justo... –Freddie apontou para a lingerie de Sam sem olhar. Ele sabia que se olhasse mais um pouco, as ideias pervertidas que pipocavam em sua cabeça estariam pipocando ainda mais, mais intenso e mais delicioso ainda. O moreno cobria ainda mais a parte da cintura pra baixo com o edredom, apertando-o discretamente e culpando os malditos hormônios adolescentes pelo que estava acontecendo- Eu tento esperar por você, mas aí você vem toda sexy desse jeito e... Eu perco a minha cabeça quando te vejo assim... –Freddie mordia o lábio, nervoso e angustiado. Sentia o auto controle dele escapar por entre seus dedos pouco a pouco.

–Sabe que a minha intenção não era essa... –Sam se sentou no pé da cama, olhando fixamente seu relicário- Mas você também não pode reclamar nada. Sabe quantas vezes eu tentava não me jogar em cima de você quando você fica só de cueca? Só Deus sabe o quanto a minha cabeça dizia não quando meu corpo queria dizer sim...


Freddie de repente ficou sem graça. Ele sabia o quanto era difícil guardar aquele desejo que ele tinha por Sam pra quando fosse a hora certa, mas nem passou direito pela cabeça dele que sua loira demoníaca podia sentir a mesma coisa, tão desesperadamente quanto ele...


–Acredite ou não, eu sei... –Freddie franziu a testa enquanto engatinhava na cama em direção a Sam- Mas e agora? O que tá se passando na sua cabecinha, hein?

–Acho que um talvez... –Sam levantou a cabeça, se perdendo nos olhos de chocolate de Freddie, que agora pareciam derreter- Mas enfim... Eu disse que tinha uma surpresa pra você e vou mostrar... –Sam deu um beijo na têmpora de Freddie antes de escorregar para o chão.

–E o que é? –Freddie esticou a cabeça para o chão, onde viu Sam deitava tateando alguma coisa no chão, embaixo da cama.

–É isso aqui... –Sam se levantou com um violão nas mãos- Era o violão da minha mãe. A Melanie me deu isso hoje, enquanto ela e a Shelby arrumavam o apartamento.

–Eu posso? –Freddie estendeu a mão para o violão.

–Ahn, eu não sei. Quer dizer, deve estar desafinado, eu preciso afinar e também, desde quando você sabe tocar violão? –Sam perguntava enquanto relutava em entregar o instrumento.

–Tem muita coisa que você não sabe sobre mim, querida Samantha... –Freddie sorriu de lado enquanto afinava o violão. Sam mordia o lábio, meio receosa. Viu Freddie terminar a afinação e logo ele começou a tocar o violão e cantar, fazendo Sam soltar um “whoa” surpreso- “There are many things that I’d like to say to you/ But I don’t know how/Because maybe/You’re gonna be the one that saves me/And after all/You’re my wonderwall...

–Você continua me surpreendendo... –Sam balançava a cabeça, sem acreditar- o que mais eu não sei sobre você, hein, Freddward/Gabriel Benson?

–Bom, minha mãe me forçou a ter aulas de piano quando eu tinha uns 10 anos. –Freddie deu de ombros enquanto entregava o violão a Sam- Desisti no segundo ano, mas pelo menos eu sai sabendo tocar piano muito bem...

–Era uma pergunta retórica, cabeçudo! –Sam dera um tapa no ombro de Freddie.

–Eu sei, isso também era uma resposta retórica...

–E isso existe, resposta retórica?

–Se não existia, acabei de inventar... –Freddie riu, colocando uma mecha do cabelo de Sam atrás da orelha dela- Bom, eu sei que você não puxou esse violão debaixo da minha cama só pra me ver tocar. Quero ver você...

–Ok, vamos lá... –Sam passou a língua nos lábios, meio nervosa, ajeitando o violão em seu colo enquanto Freddie se afastava devagar até voltar a se sentar encostado na cabeceira da cama.


Sam começava os primeiros acordes da música, ainda meio tímida em cantar na frente de Freddie, mas aos poucos ela foi se soltando. Sua voz ecoava doce e forte pelas paredes do quarto. Se em alguma hora, para Freddie, Sam parecera tão linda, tão delicada e tão forte ao mesmo tempo, não era nada comparado com aquele momento. Ela cantando acompanhada do violão, tão à vontade, tão real, mas ao mesmo tempo tão irreal que o moreno teve vontade de chegar perto novamente daquela loira de lingerie roxa e tocá-la, pra ter certeza de que ela era real.

A música terminou com um floreio no violão. Sam respirava pesadamente. Sentiu como se uma grande parte da tensão que sentira durante toda aquela semana tinha sumido. Ela sempre se sentia melhor quando ouvia –e quando podia, cantar– música. Mas aquilo tinha algo mais, algo que a tinha feito se sentir melhor ainda. Cantar pra Freddie a tinha feito se sentir especial, como se ela não fosse Sam Puckett, a valentona que todo mundo na Ridgeway High temia. Ela era só a Sam.


–E então? O que achou? –Sam olhou de canto para Freddie- E seja sincero, se não te mando pro hospital. Você sabe que eu não ligo se você é o príncipe de Concordia ou da terra dos nerds, acabo com você do mesmo jeito...

–Acho que nunca vi nada tão incrível assim desde o lançamento do PearPad... –Freddie segurou o pulso de Sam e a puxou pra ele- Sério, eu ainda não tenho palavras pra dizer o quando você foi... Uau...

–Valeu pelo elogio, mas precisava mesmo comparar a minha mini apresentação com o lançamento de um tablet? –Sam arqueou a sobrancelha, aninhada confortavelmente no peito de Freddie.

–Certas coisas não mudam nunca. –Freddie riu, passando os dedos pelos cachos de Sam- Nós dois devíamos saber disso...


Sam balançou a cabeça antes de Freddie beijá-la. Um beijo calmo, doce, inocente. Foi como se tivessem voltado ao primeiro beijo –não o que eles compartilharam no apartamento dos Shay, mas o que deveria ter sido o primeiro beijo dos dois. Logo o beijo se tornou mais urgente, mais desesperado. Sam já se agarrava aos cabelos de Freddie, enquanto ele subia e descia as mãos pelas costas da garota, apertando-a pra mais perto de si. Foi quando ouviram um grito agudo, histérico e assustado. E eles sabiam bem de quem era aquele grito.


–Carly... –Sam e Freddie suspiraram meio frustrados, enquanto corriam pra colocar uma roupa e se atropelavam descendo as escadas.


–Carly, o que foi? –Sam perguntou enquanto ela e Freddie abriam a porta do apartamento, mas acabou que não precisava de tantas explicações assim. Carly estava estarrecida do lado da porta do seu apartamento, com Matthew do outro lado, segurando a risada. A porta escancarada do apartamento dos Shay revelava Spencer sem camisa, com marcas de batom pelo rosto todo, tentando se arrumar, e Shelby arrumando o cabelo enquanto puxava a camiseta pra baixo- Acho que... Estamos atrapalhando alguma coisa, né?

–Encare os fatos, Carly... –Freddie pôs a mão no ombro da amiga, que ainda estava chocada com o que vira- Seu irmão tá namorando a Shelby...

–É, não tem nada de errado nisso. Quer dizer, nosso grupo todo já está comprometido, por que seu irmão e a Shelby não pode dar uns amassos, hein? –Sam deu de ombros, rindo.

–É, mas eles estavam fazendo isso na sala! –Carly conseguiu falar- E se alguém tivesse pego?

–Mas, meu amor, foi você que pegou os dois... –Matthew balançou a cabeça, soltando o riso aos poucos.

–Eu sei! Agora eu vou ficar com isso na minha cabeça por um século! Vou ficar traumatizada! –Carly abriu os braços, voltando ao seu estilo “rainha do drama”- Ahn, Freddie, Sam, por falar em coisas indiscretas, o que vocês tavam fazendo, hein?

–Por que a pergunta? –Freddie encarou a amiga por um segundo pra depois saber do que ela estava falando. Ele olhou a si mesmo e a Sam. Ele só estava com uma calça de moletom, sem camiseta, e Sam estava de short curto e colocara uma jaqueta meio as pressas, deixando a mostra um pouco do sutiã que usava- Ah, sim, a gente tava indo dormir quando você deu uma de querer acordar o planeta com seu grito.

–Claro que iam dormir, sim... –Carly encarou os amigos com uma cara cheia de mensagens subliminares enquanto dava um tapa discreto em Matthew, algo que dizia “por favor, pare de olhar pro sutiã da minha amiga”, mas mesmo assim, Matt ainda olhava pra Carly- Bom, eu já vou entrando. Vou fazer um chá e tentar me acalmar desse choque, sim? Boa noite pra vocês...

–Eu vou com você, Carly... –Matthew já entrava no apartamento- Vejo vocês amanhã na escola, pessoal... –O garoto alto dera um aceno de mão antes de fechar a porta do apartamento.

–Eu adoro a minha amiga e eu sei que ela é meio tapada, mas não sabia que era tanto a ponto de não se tocar o que tava rolando entre o Spencer e a Shelby... –Sam ria, encarando a porta fechada do apartamento da amiga.

–Tem algumas coisas que ninguém sabe mesmo o que é antes que aconteça. –Freddie abraçou a loira, rindo silenciosamente- Tipo você e eu. Quem podia imaginar que agora estaríamos aqui, abraçados no corredor rindo do ataque da nossa amiga?

–Eu imaginei isso... –Sam sussurrou- Secretamente, mas já imaginei...

–Eu também... –Freddie confessou enquanto beijava o alto da cabeça de Sam- Anda, vamos voltar pro quarto. A gente tem que dormir cedo pra dar uma geral aqui antes de ir pra escola e começar a ouvir os boatos que nossa amiga descontrolada ficou mais descontrolada ainda.

–Espera, quer mesmo dar uma geral por aqui? –Sam arregalou os olhos- Eu tava brincando!

–Você não tem jeito mesmo... –Freddie mordeu o lábio- Vem cá, sua loira preguiçosa...


Com um riso abafado pelos lábios de Freddie nos seus, Sam subiu a escada agarrada ao seu nerd, seu desejo mais secreto realizado. Sua metade certinha e perfeita para a parte desordeira e imperfeita dela.

Notas finais
^^