Um Príncipe em Minha Vida
45 Knowing The Enemy-Parte 2
Notas iniciais
Minutos depois Freddie, Sam e Matthew esperavam sentados na escadaria do palácio pelo carro de Lorde Henry. Não demorou muito para os três ouvirem passos descendo a escadaria. Shelby corria atrás de Carly e Melanie, que chegaram apressadas ao grupo.
-O que vocês estão fazendo? Pra onde vocês vão? –Carly perguntou afobada.
-Lorde Henry quer falar comigo. Se nós tivermos sorte, vamos conseguir trazer a minha mãe e o Griffin juntos quando terminarmos...
-Não façam isso... –Melanie balançou a cabeça- Gabriel, você não sabe que essa é uma missão suicida?
-Eu sei, Mell, mas estamos dispostos a enfrentar isso. –Freddie falou decidido- Acabei de reencontrar a minha mãe e eu não quero perdê-la. Além disso, se morrer vou morrer sabendo que disse a cada pessoa com quem me importo que as amo...
-Não diga isso, Freddie, você não vai morrer. –Sam empalideceu por um segundo.
-Se tratando do meu tio, tudo é possível... –Freddie deu de ombros, melancólico- Olha, deve ser o carro dele...
Freddie apontava para um Mercedes Guardian que se aproximava da escadaria devagar. Logo que parou, um homem de farda vermelha saiu do lugar do motorista e se aproximou dos garotos.
-Vim aqui pra buscar o Príncipe Gabriel e a Armada de Concordia em nome de Lorde Henry...
-Tudo bem, vamos entrar logo. –Freddie acenou com a cabeça antes de se voltar para os amigos.
-Tome muito cuidado, todos vocês. Não sabemos com quem estamos lidando direito. Matthew, proteja Sam e Freddie. Você tem que ser os olhos deles enquanto estiverem no palacete de Lorde Henry... –Shelby ordenou séria.
-Pode deixar, Shell.
-Boa sorte, meu quarterback... –Carly se jogou nos braços de Matthew e o beijou como se aquela fosse a última vez que se viam.
-Toma cuidado, maninha... –Melanie abraçou Sam e Freddie- Toma conta da minha irmã, tá Freddie?
-Sim senhora... -Freddie deu de ombros enquanto ele, Sam e Matthew entravam no carro, prontos pra encarar o tirano de Concordia.
Depois de cruzar a cidade real inteira, os três finalmente chegaram no palacete de Lorde Henry. Só a visão do lugar já dava arrepios nos três. O lugar era inteiramente preto, com bandeiras vermelhas nas janelas. A coroa ensanguentada estampada em cada uma das bandeiras.
-A gente ainda tá em Concordia? -Freddie estremeceu ao ver o símbolo de seu tio mais uma vez- Por que parece que vamos entrar no Estrela da Morte...
-Inacreditável como você ainda consegue ser nerd em um momento de tensão como esse... -Sam revirou os olhos.
-Eu tô tentando ser eu mesmo. -Freddie murmurou- Isso tá ficando mais difícil agora...
-Então, já que é pra ser você mesmo, faça a contagem regressiva enquanto a porta abre. -Matt brincou, arrancando uma risada fraca de Sam e Freddie.
-Tá bom, eu acho... -O moreno respirou fundo enquanto ouvia a porta gigante do palacete ranger- Em 5, 4, 3, 2...
-Ah, olha só quem está aqui... -Depois de um tour miuto sinistro pelo palacete, Sam, Freddie e Matthew chegaram ao salão principal, onde ouviram a voz assustadora de Lorde Henry ecoar- Meu príncipe favorito, sua amada namorada e o escudeiro fiel. Olha que felicidade...
-Não posso dizer o mesmo para o senhor. É uma pena... -Freddie ironizou, fizilando o tio com o olhar.
-Calma, sobrinho. Só quero conversar com você, só isso. -Henry andou pelo longo salão antes de se sentar em um trono todo coberto por veludo vermelho sangue- Na verdade, quero propor algo a vocês...
-Seja o que for, a resposta é não... -Sam murmurou, mas a acústica do lugar fez parecer um grito.
-Se eu fosse você, Gabriel, controlava sua namorada. -Henry deu de ombros- Essa atitude não é digna de uma futura princesa...
-Pode não ser uma atitude de princesa, mas é a minha atitude. Se não gostou, não posso fazer nada... -Sam deu de ombros, sentindo Freddie pegar a mão dela. Um sorriso leve dançava nos lábios do rapaz.
-Ela disse tudo. -Freddie encarava Sam, orgulhoso- Já você não disse nada. O que você quer?
-Bom, já que você decidiu não assumir o trono...
-Temporariamente. -Freddie interrompeu- Quando terminar a faculdade será uma das primeiras coisas que vou fazer.
-Enfim, já que "temporariamente" você não irá assumir o trono, tenho uma proposta. Entregue-me a coroa, sem nenhuma queixa...
-Humpf, ele achou que seria fácil assim, não é? -Matthew revirou os olhos.
-Tá, e se eu não quiser?
-Vai ter que dizer adeus a sua família... A de cada um de vocês... -Henry apontou para os três- Por acaso, Gabriel, você não se perguntou por que sua mãe adotiva não lhe responde os e-mails, os telefonemas? O mesmo vale para você também, Srtª Puckett...
-Argh, me segura pra eu não ter que dar um soco na fuça dele... -Sam avançou um passo, mas as mãos de Freddie e Matthew segurando os braços dela a impediram.
-Bom, se não acreditam em mim, vejam vocês mesmos... -Lorde Henry tirou de algum lugar daquele trono um PearBook e depois de alguns segundos teclando virou o notebook para os três e logo eles viram uma imagem que gelou o coração deles.
Marissa, Magnolia e Pamella estava sentadas e encolhidas em uma espécie de masmorra. Marissa e Pamella estavam com o rosto sujo de fuligem e tinham marcas de cortes por toda a pele. Magnolia não estava tão macabra, mas estava igualmente assustada.
-E então, convencidos de que estou com a família de vocês?
-Cadê o meu irmão? -Matt quase gritou depois de revirar aquele vídeo e não achar Griffin- Cadê ele?
-Ora, as perguntas que vocês deveriam fazer são outras: Como eu não fiquei impressionado em ver que Gabriel estava em Concordia? Ou então como os meus informantes chegaram logo depois de saber que os informantes da sua mãe estavam em Seattle, Gabriel? Ou melhor ainda, quem esteve mais isolado de todos vocês, quem estava de longe, de olho em tudo, tentando parecer inocente e amigo?
-Eu já desconfiava... -Sam arregalou os olhos, com suas suspeitas confirmadas.
-Olá, pessoal... -Uma voz grave e sinistra ecoou pelo salão, fazendo os três se virarem para a escada. Sam ainda estava de olhos arregalados, Matthew só encarava o garoto, sem acreditar e Freddie endureceu o rosto, com raiva.
-Não, você não... Griffin? -Matthew sussurrou, diante da risada cruel do irmão.
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