Notas iniciais
...

Freddie e Sam chegaram no apartamento dos Benson e deram de cara com algumas malas na sala. Marissa estava no telefone, conversando apressada.

-Ahn, mãe, o que essas malas estão fazendo aqui? –Freddie perguntou, deixando a mochila no sofá- E quem era no telefone?

-Era de Concordia... –Marissa suspirou, desligando o telefone- Estão me chamando pra ir lá. Sua mãe verdadeira está convocando todos que sabem do segredo pra ir pra Concordia imediatamente.

-Então foi por isso que minha mãe tinha ido pra lá essa semana? –Sam perguntou, indo em direção á cozinha.

-É sim, e agora eu vou pra lá. O pai da Carly e do Spencer já está indo pra lá também, junto com o pai da Shelby. E eu vou junto com eles...

-Vai demorar muito?

-Acho que sim, Gabriel, mas até lá eu quero que fiquem seguros. Já sabem das regras, não preciso repeti-las. Os telefones de emergência estão na geladeira, junto com o meu celular. Qualquer coisa, me liguem, sim?

-Claro Srª B... –Sam deu de ombros- Vamos nos proteger, sim...

-É sim, mãe. Vai ficar tudo bem... –Freddie abraçou Marissa apertado.

-Eu sei que vai, meu pequeno príncipe... –Marissa sorriu- Ah, sim, e a prova de O Pequeno Príncipe que tiveram hoje, como foram?

-Arrasamos... –Sam sorriu, sentando no sofá e ligando a TV- Eu nunca achei que pudesse ter uma nota boa em literatura, até por que eu vivia dormindo nas aulas...

-É, me surpreendi com a Sam hoje... –Freddie sorriu para a loira.

-Hum, não sei não, Samantha. Parece que Gabriel está sendo um bom exemplo pra você. Tirando notas boas... –Marissa sorriu, pegando uma das maletas- Logo vai ter um boletim digno de emoldurar e pendurar na parede...

-Não exagere, Srª Benson... –Sam fez uma careta- Só vou tirar nota boa em algumas matérias. Eu ainda tenho uma reputação a zelar. Qual é, eu sou uma Puckett!!!

-Bom, eu já tenho que ir... –Marissa conferiu o telefone- O Sr. Shay e o Sr. Marx estão me esperando no porto de Seattle. Se cuidem, hein?

-Claro mãe... –Freddie a abraçou mais uma vez- Boa sorte em Concordia.

-O mesmo pra vocês dois... –Marissa sorriu ao pegar as malas e saiu do apartamento.

-Ok, nerd, o que fazemos agora?

-Liga pra sua irmã. Precisamos falar com ela agora...

-Já peguei o telefone, Gabriel... –Sam discou o telefone de Melanie e pôs o fone no ouvido, esperando a irmã atender.

-Alô, aqui é a Melanie.

-Mell, sou eu, a Sam... –A loira respirou fundo- Pode vir dar um pulinho aqui no apartamento dos Benson? É meio importante...

-Meio? –Freddie sussurrou, logo sendo silenciado pela mão de Sam na boca dele.

-Claro, mas agora?

-Agora, Mell... –Sam respondeu firme antes de desligar o telefone.

Meia hora se passou no apartamento dos Benson e nem sinal da outra Puckett. Nenhuma ligação, nada...

-Ela tá demorando muito, você não acha? –Sam perguntou de boca cheia, segurando metade de uma pizza de calabresa.

-Calma, Sam. –Freddie murmurou, concentrado em sua página no TheSlap- Ela vai chegar logo.

-É, mas quando? –Sam olhou o horário no celular mais uma vez, completamente impaciente. Logo depois de deixar o celular na bancada, a campainha tocou.

-Viu? Eu disse... –Freddie deixou o PearPad na mesa de centro e se levantou do sofá- Eu te disse que ela ia chegar logo, mas a Srtª Impaciência não quis me escutar...

-Boca fechada, príncipe dos nerds!!! –Sam apontou pra Freddie enquanto deixava a pizza em um prato na bancada.

-Oh, hey Freddie... –Melanie entrou no apartamento, arrumando o rabo de cavalo sempre impecável- Eu vim o mais rápido que pude, mas a Shell queria que eu fizesse a lição de casa antes... –Melanie deu de ombros enquanto abraçava a irmã- Então, o que querem conversar comigo?

-Olha, não vou ficar de gracinhas, vou direto ao assunto, sem anestesia... –Sam sentou no sofá, logo depois sendo acompanhada por Freddie- Nós sabemos do segredo...

-Segredo? –Melanie perguntou nervosa- Que segredo, gente?

-Não precisa dessa atuação toda. Eu já sei que sou o Príncipe Gabriel... –Freddie revirou os olhos- Minha mãe me contou a verdade e eu contei pra Sam.

-Mas... –Melanie arregalara seus olhos azuis- Como soube? Quer dizer, era pra você saber...

-Só quando eu tivesse 18 anos, sei bem disso... –Freddie fez uma careta- Mas só faltam dois meses pro meu aniversário, então não faz tanta diferença...

-O que a gente quer saber de você, mana, é como descobriu que Freddie era Gabriel antes de mim? –Sam franziu os lábios, segurando a mão da irmã.

Melanie olhou aflita para Freddie e Sam. Não esperava que nenhum deles soubesse da verdade tão cedo. Agora que sabiam, ela temia pelos dois, mais ainda pela irmã.

-Bom, era uma sexta feira de tarde. Tava chovendo demais aqui em Seattle... –Melanie suspirou- Você tava no seu quarto brincando com o Barbecue e eu estava no meu quarto quando ouvi a mamãe no telefone. Ela tava tão nervosa, tão preocupada...

-Barbecue? –Freddie perguntou, interrompendo sem querer o relato de Melanie.

-Era o nome do meu gatinho... –Sam deu de ombros- Ele tinha cor de churrasco, por isso ele tinha esse nome...

-Gente, eu posso continuar a falar? –Melanie olhou séria para o casal- Obrigada. Enfim, eu ouvi a mamãe conversando no telefone e peguei boa parte da conversa. Ela falava de você, –Melanie apontou para Freddie- que você era o Príncipe de Concordia. Claro que eu não te conhecia na época, mas eu sabia mais ou menos quem você era...

-Eu ainda tenho a primeira foto que tiramos juntos... –Sam se virou pra Freddie- Eu, você e a Carly com 7 anos de idade... Éramos os pirralhos mais esquisitos de Seattle naquela época. Eu mostrei pra Melanie semanas antes.

-Eu também tenho... –Freddie balançou a cabeça- Só que estranhamente caiu geléia e pasta de amendoim em cima da foto quando eu tinha uns 10 anos. Caiu bem em cima da Carly... –O moreno ria- Fui obrigado a cortar a foto. Agora só tem eu e você nela...

-Ok, continuando... –Melanie suspirou mais uma vez, retomando a conversa- Eu escutei a maior parte da conversa da mamãe sobre você e acabei descobrindo tudo. Depois que ela desligou, fui conversar com ela em particular. Claro que ela tentou me convencer que o que ouvi era alucinação, mas eu meio que a pus contra a parede... –Melanie se encolheu, meio brincalhona- Aí ela me contou tudinho...

-E por que ela não me contou? –Sam perguntou, confusa- Por que você não me contou nada?

-Por que na época, alguns espiões dos inimigos estavam rondando Seattle pra tentar matar Gabriel... –Melanie fechou os olhos- Minha mãe falou que agora que eu sabia do segredo, não estava mais protegida. Foi aí que tive uma ideia que poderia salvar você e a mamãe.

-Você sugeriu se mandar pro outro lado do oceano... –Sam olhou triste para Melanie- Só pra nos proteger...

-Era necessário. Além disso, sempre quis estudar fora do país. Era o meu sonho desde que fiz 5 anos de idade. Não sabe como fiquei angustiada durante esses 11 anos, Sammy. Eu tinha medo de chegar aqui em Seattle depois que eu terminasse os estudos e descobrir que você tava morta...

-Mas, Melanie, como sua mãe sabia do meu segredo? –Freddie perguntou, mexendo os dedos, nervoso- Quer dizer, minha mãe não podia contar pra ninguém quem eu era.

-Ah, isso é simples... –Melanie sorriu- Mamãe é de Concordia...

-O QUÊ? –Freddie e Sam perguntaram ao mesmo tempo.

-Estou com sede... –Melanie suspirou mais uma vez- Eu só vou continuar a falar se eu puder beber alguma coisa...

-Tem refri na geladeira. É só pegar... –Freddie apontou para a cozinha.

Agora, sentados na mesa da cozinha, Melanie continuava a contar o que sabia sobre Gabriel.

-Mamãe era ajudante real em Concordia, mas não era tão próxima da Rainha quando Marissa era... –Melanie apertou os lábios enquanto brincava com o lacre da latinha de refrigerante- Mas mesmo assim as duas ficaram amigas. Algum tempo antes da guerra explodir, mamãe conheceu um soldado, da Cavalaria Real de Concordia. Tenente Joshua Puckett...

-Meu pai... –Sam murmurou sem voz. Seus olhos azuis se encheram de água.

-Meses depois da guerra civil ter explodido, Marissa ligou daqui, convidando minha mãe pra morar aqui. Na época, ela tava grávida de mim e da Sammy. Foi difícil pra ela deixar meu pai lá em Concordia em plena guerra, mas ele disse que queria ajudar a libertar Concordia, mesmo que pra isso ele tivesse que morrer... –Melanie enxugou uma lágrima tímida, fungando. Sam já tinha sido abraçada por Freddie, chorando em silêncio. A camisa azul do garoto já tinha sido molhada pelas lágrimas da loira.

-Calma, meu amor... –Freddie sussurrou, só para Sam ouvir- Eu sei como é sentir a falta do pai que nunca conheceu...

-Bom, o resto da história você já devem saber... –Melanie cruzou os dedos na mesa, terminando seu relato.

-Então você só foi embora pra me proteger? –Sam perguntou, já mais aliviada do choro.

-Sim. Naquela época éramos ainda mais parecidas. Podiam nos confundir com facilidade. –Melanie balançou os ombros- Nem quero pensar no que podia ter acontecido...

-Bom, agora não precisa se preocupar, Melanie... –Freddie acalmou a garota, ainda abraçado a sua gêmea favorita- Sam sabe se virar. Eu duvido que ela não consiga lidar com um informante do meu tio em um piscar de olhos...

-É, e além disso sempre tenho uma meia com manteiga guardada na mochila. Se alguém chegar perto de mim... –Sam gritou e deu um golpe de karatê no vento- Vai se arrepender de ter mexido comigo...

-Eu só queria ter a coragem que você teve, Sammy... –Melanie encarou a irmã, cheia de orgulho- Não queria ter ido embora. Queria ter ficado aqui e lutado pela minha vida, não fugido como uma idiota.

-Quem disse que eu vou lutar por mim? –Sam apertou a mão de Freddie- Eu vou lutar por algo que vale mais pra mim do que eu mesma...

-Gente, eu não sei quem tem mais sorte entre vocês dois... –Melanie riu enquanto via a irmã abraçar o príncipe- Você, Gabriel, por ter uma namorada tão cabeça dura e guerreira como a minha irmã ou você, Sammy, por ter um príncipe tão... Tão... –Melanie suspirou de felicidade entre um riso doce.

-Coitada da Mell... –Freddie encarou Sam e começou a rir- Ela perdeu a fala...

-Ela sempre perde a fala, Freddie. Não liga não...

Freddie apertou Sam em seu abraço enquanto Melanie estendia a mão para os dois. Aquilo parecia ser o começo de uma calmaria para o príncipe, mas na realidade, ele estava no começo da tempestade. Algo ia dar errado, Freddie sentia isso, mas não quis deixar isso atrapalhar a felicidade que conquistara a pouco tempo. Apertou Sam mais forte ainda, como se temesse perdê-la.

Notas finais
Desculpem a demora pra postar, mas eu fui liberada a pouco de um castigo pavorosamente pavoroso. Agora estou de volta!!!
Só quero agradecer aos quase 200 reviews (sério, fiquei chocada...) e as 6 recomendações (a mais recente é da Percy_Annabeth (mais uma olimpiana no esqaudrão de Seddie Soldiers!!!). Brigadinha). Vocês sabem que amo todos vocês, de verdade!!!
Kissies
^^