Notas iniciais
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Sam já estava no quarto, amarrando o biquíni preto e vermelho que tinha comprado há algumas semanas para a viagem –ela tinha comprado alguns trajes de banho já sabendo que Concordia tinha praia– e se olhava no espelho. Aquele biquíni favorecia bem o corpo dela.

-Hmm... –Freddie surgiu do banheiro com uma bermuda surfista azul marinho. Encarava Sam com uma malícia quase explícita- Você tá linda...

-Você também tá um gato nessa bermuda... –Sam saiu da frente do espelho, ficando na frente do moreno.

-Bom, temos só alguns minutos até todo mundo ficar pronto. A gente podia aproveitar esse tempinho juntos... –Freddie enlaçou a cintura de Sam, puxando-a para si.

-Duas vezes hoje... –Sam fez um biquinho, pensativa, sabendo exatamente o que Freddie queria dizer com aquela frase- Você tá insaciável, hein?

-E isso é uma coisa ruim?

-Nem pensar. –Sam riu nos lábios de Freddie.

Logo o beijo dos dois se tornou quase desesperado, selvagem. Freddie jogara Sam na cama, que caiu de olhos arregalados diante da atitude inesperada do moreno. Ele ficou em cima da loira, seus lábios percorriam o corpo dela com desejo. Desceu os lábios devagar até a cintura de Sam, fazendo a garota suspirar alto. Freddie riu ao notar a impaciência naquele suspiro, se divertia ao ver aquela loira, que sempre o torturara desde que o conhecera, ser torturada por ele.

-Freddie... –Sam choramingou, mordendo o lábio.

-Diga “por favor”... –O garoto riu, as mãos dele já estavam nos laços da calcinha do biquíni de Sam enquanto distribuía beijos pela cintura dela.

-P-p-por favor... Por... Ah, meu Deus... –Sam tentava manter sua voz estável, mas a tentativa foi por água abaixo, quando sentiu um dos lados do seu biquíni ser desamarrado por Freddie, que já a chupava ferozmente.

Sam arqueava as costas na cama, quase levantando, enquanto Freddie a torturava com a língua em sua intimidade. As mãos dela agarraram rapidamente a nuca do garoto, puxando-o para cima. Seus lábios se encontraram mais uma vez, famintos um pelo outro. Não demorou muito pra Sam sentir Freddie a penetrando devagar, querendo torturá-la de verdade.

-Vai rápido... –A loira praticamente gemera aquilo.

-Eu disse, ainda temos tempo. –O moreno mordera o lóbulo da orelha de Sam- E eu quero aproveitar esse tempo muito bem.

Freddie esmagou os lábios de Sam com um beijo enquanto aumentava a intensidade dos movimentos. Os dois gemiam em harmonia, quase gritando. Sam arranhava as costas de Freddie enquanto ele deixava pequenas mordidas pelo pescoço dela. Não demorou muito para que o orgasmo chegasse para ambos. O corpo de Freddie caiu pesadamente ao lado do de Sam.

-Inacreditável... –Sam murmurou, arrumando o sutiã do biquíni, que estava fora do lugar- O que aconteceu com o nerd inocente que eu conhecia?

-Você corrompeu, lembra? –Freddie levantou a sobrancelha- Na sala de detenção.

-Ok, culpada... –Sam riu, se levantando da cama- Anda, vamos ou o pessoal vai achar que... –O que a loira ia dizer foi interrompido pelo que ela via no membro semi ereto do moreno.

-Ah, é, vou tirar isso aqui... –Freddie se sentou, tirando a camisinha e dando um nó forte- Eu tinha me esquecido disso nas outras vezes, prometi que não ia me esquecer mais.

-A sua sorte é que não tô no meu período fértil. –Sam o fuzilava com o olhar, dando uma risadinha curta- Eu sou meio nova demais pra ser mãe... Enfim, vamos logo ou o pessoal vai achar que morremos.

-Vou logo atrás de você... –Freddie gritou enquanto ia em direção ao banheiro.

Sam e Freddie já desciam a escada abraçados quando Églantine, uma das criadas ali no castelo, os abordara.

-Príncipe Gabriel, Lady Samantha, venham para o salão de jantar. A Srtª Marx disse que era questão de urgência...

-Como assim, o que aconteceu?

-Ah, vocês estão aí... –Shelby surgiu no salão real, ofegante- Lorde Henry deu o primeiro passo...

-Shelby, o que tá acontecendo? –Freddie perguntou, começando a ficar preocupado.

-Venham logo, a situação é emergencial. –Shelby nem deixou Freddie e Sam respirarem enquanto agarrava o pulso dos dois e corria com eles para o salão de jantar.

Os três já estavam no salão e enquanto Freddie e Sam tentavam respirar se depararam com a cena a frente deles: Melanie chorava baixinho lutando pra não gritar; Matthew estava com a cabeça apoiada nas mãos, completamente angustiado e Carly estava do lado dele, abraçando-o.

-Gente, o que aconteceu? –Freddie perguntou, agora verdadeiramente preocupado- Que história é essa do meu tio ter dado o primeiro passo?

-A Rainha e Griffin... –Carly estava irreconhecível, com a voz grave e preocupada- Eles foram sequestrados...

-Mas como? –Sam perguntou, estática.

-Fui no quarto do Griffin pra perguntar a ele se queria ir pra praia com a gente. Bati sei lá quantas vezes, mas ninguém respondeu... –Melanie contava entre soluços- Pedi pra Shelby arrombar a porta e quando entramos lá, só tinha esse papel aqui na cama dele... –A garota estendera o papel para Sam, voltando a chorar. Logo, Sam e Freddie olharam o papel branco, dobrado em dois, com uma única frase escrita elegantemente em tinta vermelha: “A trégua acabou”.

-Églantine achou esse mesmo papel nos aposentos da sua mãe. –Shelby murmurou tensa- Achamos que eles foram sequestrados enquanto nós dormíamos.

-Mas isso não faz sentido... –Freddie encarava o papel mais uma vez- Minha mãe disse pra gente que a trégua só acabaria hoje, á meia noite...

-Gabriel, estamos lidando com Lorde Henry aqui. –Shelby encarou o garoto seriamente- Acha mesmo que ele ia honrar sua palavra? Desprezível, falso, é isso que ele é...

-Já chega. –Matthew bateu o punho na mesa, assustando a todos ali- Eu não vou ficar aqui parado enquanto o meu irmão tá lá fora em perigo. Eu vou atrás dele e salvá-lo, e salvar a Rainha também.

-Eu tô com você. –Freddie acenou com a cabeça- Acabei de conhecer a minha mãe verdadeira, eu não vou deixar ela escapar outra vez.

-E eu tô junto... –Sam ergueu a cabeça, já fazendo um plano de batalha em sua mente- Desde que eu vi o General Cicatriz lá na recepção não fui com a cara dele. E não só pelo que ele fez com o Freddie e todos aqui em Concordia. Fala sério, ele me chamou de “loirinha marrenta”...

-E você não é marrenta de vez em quando? Ai, essa doeu... –Freddie reclamou, esfregando o braço onde há pouco Sam dera um soco.

-Mas se vamos enfrentar Lorde Henry precisamos saber lutar. E poucas pessoas daqui sabem lutar... –Melanie deu de ombros- Eu e a Carly somos a exceção. Quer dizer, eu sou meia exceção. Sei defesa pessoal, mas isso não vai me ajudar muito com artilharia pesada...

-Nós treinaremos vocês, simples assim... –Shelby balançara a cabeça- Vamos, temos que nos preparar. Freddie, você é o próximo na linha de sucessão do trono. Quando sua mãe está ausente, é você quem dá as ordens por aqui. Convoque a Guarda Real e conte a situação em que nos encontramos. –Ela respirou fundo enquanto continuava- Vamos nos encontrar lá fora em 30 minutos. Vamos, gente... –Shelby já dispensava todo mundo da sala enquanto Freddie e Sam ficavam sozinhos.

-Isso era o que eu menos queria no momento. –O moreno mordera o lábio, completamente perdido- Eu não sei o que fazer pra tirar a minha mãe dessa, e além disso ter que mandar em uma tropa inteira...

-Não se preocupe, meu amor... –Sam abraçara Freddie de lado, igualmente aflita- Eu estarei do seu lado no que decidir. Vai dar tudo certo, acredite.

Freddie encarou Sam como se fosse a última vez que a via. O abraço dela ia sendo retribuído aos poucos, sendo mais apertado a cada segundo, como se aquele fosse o último abraço. Ele sentia que algo terrível estava pra acontecer. Ele ia perder alguém naquela batalha que estava prestes a começar, só não sabia quem. E ele estava torcendo para que não fosse a loira que estava em seus braços.

Notas finais
^^