Um Príncipe Em Minha Vida
8 Cap. 7 - Paixão
Notas iniciais
Picture perfect memories
Scattered all around the floor
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it anymore
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time
It's a quarter after one
I'm all alone and I need you now
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now
And I don't know how I can do without
I just need you now
(Lady Antebellum – Need You Now)
P.O.V Felicity
— Oliver. – Digo suavemente. – O que faz aqui?
Ele está a algum tempo me olhando, vejo um brilho diferente em seu olhar. Ele abre a boca para falar várias vezes. É evidente seu nervosismo.
— Desculpe te acordar! Mas eu precisava vir. – Olho atentamente para ele, esperando que falasse. – Lembra que te disse que precisava descobrir algo. –Afirmo com a cabeça. – Preciso da sua ajuda para isso.
— Claro. Pod... – Ele me cala com um beijo suave.
— No momento que entrei aqui e te vi tão serena tive vontade de fazer isso. Por favor, eu nunca fiz isso, não fala nada, só me ouve. Antes que eu perca a coragem. – Estou olhando dentro de seus olhos.
— Não sei ao certo quando isso começou. – Ele segura minha mão. – Você não sai da minha cabeça Felicity. Tudo que sei fazer é pensar em você. – Ele coça a cabeça. – Droga, abrir o coração para uma pessoa é tão difícil. Olha, eu sei que você me acha um mulherengo, na verdade eu sou mesmo. Nunca pensei que iria mudar, que iria pensar em uma garota só, até conhecer você. Você me conquistou com esse seu jeito meigo, sensual, seu sorriso. Deus, você está me levando a loucura. Sabia disso? – Sorrio. – O que estou tentando dizer todo esse tempo. – Acaricia meu rosto. – Que eu acho que estou apaixonado por você. – Entro em choque. Nem nos meus sonhos ele dizia isso para mim. – Eu falo que acho, porque nunca sentir isso antes, é tudo novo para mim. É por isso que preciso da sua ajuda. Você está bem? Eu disse muito rápido? Porque. – Tampo sua boca com meu dedo indicador.
— Se você não parar de falar, não vou poder dar minha resposta! – Digo, ele respira fundo e me olha atentamente. – Acho que estou me apaixonando por você Oliver. – Ele abre um sorriso sincero. – Eu não entendi, está confuso até para mim, o que você está me perguntando?
— Eu. – Ele sorrir nervoso. – Eu nunca fiz isso antes. Ele pega minha mão e olha nos meus olhos. – Felicity Smoak. – Tombo minha cabeça para o lado observando seu lindo rosto. – Você aceita ser minha namorada? – Pergunta e me olha ansioso por minha resposta. Abro minha boca para responder. Mas ele não deixa espaço. – Quer dizer, eu já tenho supostamente uma namorada, mas eu não quero nada com ela, se você me disser que sim, vou até ela e... – O surpreendo com um beijo.
— Você é um tremendo cortador de clima Oliver. – Ele ri e Nyssa resmunga algo desconexo. – Você ficou falando tanto que não me deixou responder. – Ele me olha atentamente. – Sim. – Ele abre um sorriso que me leva até o céu. – Mas você vai ter que terminar com aquele ser repugnante, senão, nada feito, sem falar aquele olhar dela, me dá medo. Mas ela é muito bonita, você tem bom. – Dessa vez ele que me cala com um beijo.
— Agora, você é uma tremenda cortadora de clima princesa. – Rimos juntos e ele se deita comigo debaixo da coberta. Ele me puxa para seu peito e me abraça.
— Pode falar.
O que? – Digo.
— Você está fazendo aquela cara de quem quer falar algo.
— Sério que você nunca pediu ninguém em namoro. Porque, você é Oliver Queen, o que mais teve são namoradas.
— É sério que você está pensando nisto? – Olha para meu rosto e faço cara de culpada. Ele me aperta em seus braços. – Bem. Acredite, é verdade! Nunca pedi. Elas quem falavam e saiam espalhando. Para algumas eu cortava, dizia que não estávamos juntos e que não queria mais vê-las. Outras eu não ligava, o sexo era bom! – Dou uma cotovelada forte nele. – Aw!
— Você só pode estar brincando Oliver! – Me sento. – Você não muda. – Ele ri e me puxa para seu peito.
— Tem razão, não mudo. – Falou em diversão. – Vou continuar sensual, garanhão, sedutor, provocador, sexy e safado. – Tento me livrar dos seus braços e falar umas poucas e boas para ele. Ele se vira e me pressiona contra a cama, estamos parados nos olhando, barriga com barriga, peito com peito e rosto com rosto.
— Mas vou ser somente com você, minha loira. – Faço cara de quem não liga para o que ele disse, mas por dentro estou vibrando.
— Ah princesa, confessa que mexo com você! – Nego com a cabeça. A quem quero enganar, todo mundo vê que sim.
— Não, não. Caminho errado! Confessa que você não resiste a mim! – Sussurra em meu ouvido e deixa uma pequena mordida ali. Mordo meu lábio para não deixar sair qualquer som. – Sabe. – Ele diz e começa a fazer o caminho de minha orelha até minha boca com pequenos beijos. – Não vejo problema em falar que não resisto a você. Na verdade, você me faz entrar em combustão. – Não percebi que estava ainda mordendo meu lábio até que ele o desgruda com seus dentes. ‘Falta muito pouco para eu perder o controle. Mas ele não precisa saber disso’. Fecho meus olhos.
— Eu sei disso desde a primeira vez que te vi. – Ele traz seu corpo completamente para cima de mim. Meu corpo fica tenso, só consigo abrir meus olhos e olhá-lo.
— Mas eu quero te mostrar que em menos de 2 minutos, te faço perder o controle. – Ele levanta minha blusa até acima da minha cintura e enquanto faz isso, seus dedos tocam em minha pele, agora desprotegida pelo tecido. Um arrepio começa a subir, meu sangue começa a esquentar, o quarto apesar de estar frio, por causa do ar, parece estar fervendo.
— Comece a conta princesa! – Dizendo isso, ele passa a ponta da língua desde o cós do meu short até meu umbigo. Sinto todo meu controle caindo como dominós. Levanta a cabeça e olha nos meus olhos. Coloca suas mãos por baixo de mim, no alto de minhas costas e as desce me arranhando, sinto meu corpo pegar fogo.
Dessa vez ele distribui pequenos beijos de onde parou até minha blusa. Não se ele iria continuar subindo, mas já não aguentava mais. Peguei em seu pescoço e o puxei para mim.
— Ok. – Digo ofegante. – Tem razão. – Ele está olhando para mim com um sorriso nos lábios, com um olhar penetrante e também com a respiração pesada. – Você faz cada nervo meu vibrar e cada célula minha pegar fogo. – Ele não aguenta ficar só na provocação, assim que paro de falar ele captura minha boca em desespero e me beija ardentemente. Um beijo de tirar o fôlego, literalmente! Ele desfaz o beijo para nós respirarmos, mas não desgruda nossos lábios e diz:
— Até colocando a biologia no meio do seu flerte você fica sexy! – Eu sorrio e o beijo novamente. Sinto uma sensação nova. Algo que não sentia antes. Era como se meu corpo, mente e cérebro não quisessem somente o beijo.
Ele segura firme meu quadril. Nossas línguas a cada toque parecem liberar descargas elétricas, ele começa a subir suas mãos por minha barriga, começo a tremer sentindo seu toque, ele chega até meu sutiã embaixo da blusa. Solto seu nome em um gemido involuntário. Ele para de me beijar, tira suas mãos e acaricia meu rosto.
— Eu sei. Muito rápido. – Diz com a voz extremamente ofegante. – Não devia ter brincado com fogo. – Solto uma gargalhada e ele me acompanha.
— Ah querido, não é como se você fosse me fazer sua aqui e agora. – Aponto com a cabeça para as meninas.
— Princesa. – Diz galante. – Para tudo tem um jeito, e elas não iriam notar! – Me provoca. Eu vou entrar nesse jogo, hoje quero me queimar.
— Hum. Não é homem o suficiente e fazer com que eu faça muito barulho? – O desafio. Seus olhos escurecem na hora, ele abaixa a cabeça, ruge e começa a levantar.
— Eu preciso sair daqui! – Pego sua mão.
— Não, espera! Aonde você vai?
— Não há possibilidade nenhuma de ficar nesse quarto com você Felicity! Preciso sair e acalmar meu corpo. – Ele abre a porta e me olha. – É melhor você trancá-la. – Sai e fecha a porta. Abre novamente e aparece somente com a cabeça. – Estou falando muito sério Felicity! – Me levanto e fecho a porta, fico encostada nela sorrindo.
— Você ainda está aí? – Ele me pergunta do outro lado da porta.
— Sim. – Respondo.
— Eu tento ficar longe só que não consigo. – Fala frustrado. Sorrio.
— Não vou abrir a porta Oliver.
— Eu sei. – Ficamos alguns minutos em silêncio. – Não vai ser fácil princesa.
— É! – Sussurro. Quando vejo que Sara se mexe.
— Tem o Roy, que quando souber vai me infernizar. Meus pais que são os que vão ser contras de carteirinha. Mas eu quero você e vou lutar para isso! Boa noite princesa.
Abro a porta e o chamo.
— Psiu! – Ele me olha. – Você vai terminar com aquela sirigaita ou nada de Felicity Smoak! – Ele solta uma risada gostosa, concorda com a cabeça e se vira.
— Ei! – Digo e ele se vira para mim. O chamo com meu dedo indicador. Só quero testar algo! Seu corpo na hora fica tenso, ele nega com a cabeça e dá alguns passos para trás. Faço uma cara doce e continuo o chamando. Ele caminha até mim devagar, se segurando para não atacar. E para na minha frente, encostado na parede. Uma distância segura.
— Mas perto. – Digo.
Ele caminha até metade da distância. Ainda numa distância segura.
— Mas perto Oliver. – Digo arteira. Ele caminha como se suas pernas tivessem pesos. O puxo pela camisa o apressando. Ele segura suas mãos firmes em suas costas.
— Eu só quero te dar um beijo. – Seguro sua nuca e o beijo, um beijo quente e cheio de luxúria. Interrompo o beijo, vejo que ele está de olhos fechados e está lutando contra suas vontades. Dou mais um último beijo, só que nesse faço o contorno de seu lábio com minha língua. Isso o desperta, ele abre os olhos, novamente escuros de desejo e me analisa dos pés à cabeça. E essa é a minha deixa.
— Boa noite príncipe. – Fecho rapidamente a porta quando ele avança. A tranco e vou para minha cama. Ele grita meu nome em uma espécie de sussurro.
Prendo minhas pernas com meus braços na tentativa de não ir abrir a porta. Meu celular toca, vejo um número desconhecido e atendo.
— Olá?
— Abre essa porta Felicity! – Diz predatoriamente.
— Hey! Não posso fazer isso. – Digo arteira.
— Minha loira. – Tenta controlar a respiração. – Vou arrombar essa porta!
— Mas você me pediu para trancá-la! – Digo em falsa inocência. Ele respira fundo.
— Ok! Estou indo embora. Mas que fique claro! Eu não entro aí, porque sou tão suficiente de fazer você fazer barulho, que todo o campus ouviria seus gritos e seus gemidos! – Abro minha boca em choque. – E é só por isso que não entro aí. Não é por causa de uma porta. Porque sou capaz de entrar pela janela! E uma porta não seria capaz de ficar no meu caminho! – Meu Deus, que fogo de homem.— Princesa?
— Hum. – Digo tremendo de desejo.
— Durma com os anjos! – Diz suavemente.
— Ah, não é com ele que quero dormir. – Penso alto, ele solta um grunhido e eu desligo o telefone pasma.
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É de se esperar que eu não tenha dormido! Não consegui tirar certo homem de meus pensamentos. Não sei o que está acontecendo comigo, não sei de onde veio aquele sentimento de querer ir até o fim. Apesar da reputação que ele tem, de inúmeras namoradas e inúmeros casos, não estou ligando para nenhum deles.
O sol mal nasceu e já estava de pé, decidi tomar um banho demorado aproveitando que as meninas pareciam dormir igual pedra. Escolhi uma saia estampada com flores, um top e uma rasteirinha, faço uma maquiagem rápida para destacar os olhos e um batom rosa.
(O link está na nota final)
Ainda falta 1h para a aula, decido descer mesmo assim, mas antes tenho que acordar as duas madames.
— Bom dia flores do dia! Hora de levantar! Daqui a pouco estarão atrasadas. – Bato com o travesseiro em ambas e vou em direção a saída de nossa ala.
O dia está maravilhoso, o céu está azul intenso e sem nuvens. Fico um tempo o observando até perceber que tem alguém do meu lado.
— Oh, olá Ray.
Ele me dá um sorriso torto. – Tudo bem Felicity?
— Tudo sim! E com você! Senti sua falta ontem no bar, foi divertido!
— Acabou que tive que ir resolver algo com meu pai. Se não teria ido sim! Sua companhia é muito agradável.
Sorrio tímida. – Bondade sua Ray. Acordou cedo hoje!
— É! Minha noite não foi boa. Mas a de alguém foi com certeza!
O que? Como assim? Será que ele já sabe o que aconteceu essa noite comigo? Oh meu Deus, se o Oliver espalhou para todos os meninos ele vai se ver comigo!
— Co-como assim Ray?
— Eu cheguei essa madrugada e vi o príncipe chegando de fininho. – Sinto meu rosto esquentar.
— Sério!? Mas ele não tem jeito mesmo! – Desconverso.
— Então Felicity.... Estava pensando, se você não queria sair comigo algum dia desses?
— Sair, sair? Tipo encontro? – Estou quase entrando em pânico, não estou namorando ainda, mas também não estou solteira. Ele está olhando com expectativa para mim. E agora, o que respondo?
— Hum... – Tommy chega por trás de mim e me suspende do chão.
— Gatinha do meu coração! – Me abraça por trás e me suspende do chão.
Sorrio. – Tommy, me ponha no chão!
— Sua noite foi boa hein! Acordou animado! Nem me expulsou de perto da gatinha! – Ray disse.
— Quem é a gatinha? – Roy está parado em suas costas e o olha mortalmente.
— Tommy é a gatinha irmão! – Digo e reviro os olhos! – Ray, não ligue para meu irmão, ele é desagradável com a maioria do sexo oposto que chega perto de mim.
— Exatamente. – Tommy e Roy falam.
— Agora se me dão licença cavaleiros. Irei levar a madame para a aula! – Tommy diz, me pega pelos ombros e me leva em direção as salas. Ray e Roy vem atrás de nós, o último está bufando.
— Tommy! Você só está se aproveitando da oportunidade! Solta a minha irmã. Olho para o lado, e vejo Oliver conversando com uma morena. Está com muitos sorrisos para meu gosto. Ele está com as mãos no bolso da calça e ela está em sua frente, sempre sorrindo e jogando o cabelo para o lado. Calma Felicity! Está tudo sobre controle! Até que vejo ela fazendo um carinho em seu braço. Ah não, nada está no controle! Ele se desconcerta todo e olha para os lados, provavelmente me procurando. Seu olhar vai direto para o meu. Estou dando meu pior olhar fulminante, levanto uma sobrancelha para ele e dou um sorriso debochado. A visão devia ser engraçada. Estou tentando parecer mortalmente zangada, mas estou sendo carregada nos ombros de um brutamonte.
A manhã passou rápido, chegou a hora do almoço e meu irmão estava me esperando para irmos ao shopping. Estou quase chegando na saída, quando uma mão forte me puxou para o armário do zelador.
— Mas o que... Oliver! Que susto. – Falo com a mão no peito.
— Eu estava com saudade da minha loira! – Me puxou para um abraço e me deu um beijo no pescoço.
— SUA loira? Que eu me lembre, a menina que você estava cheio de intimidade cedo era morena e não loira! – Digo saindo do seu abraço. Ele está rindo. – Por que você está rindo?
— Você. – Me segura firme no quadril e me aproxima de seu corpo. – Fica linda de ciúmes princesa! O que posso fazer, elas me desejam! – Olho séria para ele. Abro a boca para falar, mas ele me cala com o polegar. – Estou brincando. – E solta uma risada contagiante, mas tento com todas minhas forças em não dar o braço a torcer. – Elas AINDA não sabem que só tenho olhos para uma! – Faz questão de frisar o “ainda”.
Ai não me aguentei. Eu cair totalmente no seu charme e acabo sorrindo. Ele me puxa para um beijo, só que coloco minha mão entre nossas bolsas!
— Nada disso Queen! Lembra, enquanto não terminar com aquele ser, nada de Felicity Smoak.
Ele bufa. – Ah qual é Felicity, só um beijo. – Nego.
— Nada disso! Eu cumpro o que digo. E enquanto você estiver com outra, nada disso. E é bom rapaz. – Avanço para cima dele. Ele recua. – Que você não demore! Para o seu bem! – Ele me abraça rapidamente apertando meus braços e me imprensando contra seu corpo.
— Minha pequena fera!
— Tenho que ir Queen, meu irmão já está esperando demais, daqui a pouco ele revira esse lugar canto por canto. – Dou as costas para ele. Mas me viro de volta e o pego pelo colarinho. – Não me provoque! Você ainda não me viu uma fera! – Roubo um beijo dele e saio o deixando com uma cara boba.
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. NO SHOPPING
— Então, você e Thea?
— Hum, é. Tentei resistir ao charme dela, só não consegui! – Falou com um sorriso bobo nos lábios.
— E desde quando vocês homens resistem a algum rabo de saia. – Brinco com ele.
— Estou completamente apaixonado Felicity, ela não é qualquer uma. Tudo bem que ela tem dinheiro, a família é poderosa, mas ela não liga para nada disso. Status para ela não importa e isso é uma das coisas que mais gosto nela.
— Ela te pegou de jeito tampinha! – O abraço pela cintura. – Você sabe que o que você está fazendo é muito hipócrita, certo? Quero dizer, você proíbe o Oliver de vir falar comigo, mas está pegando a irmã dele escondido!
— Bem. – Começa a falar sem graça. – Sim! Mas ele não precisa saber disso!
— Até quando você pensa em ficar assim! Ela não vai querer ficar assim para sempre irmãozinho.
— Mana, escondidinho é bem melhor. – Sinto meu rosto ficar quente só em pensar nos meus momentos escondidos.
— Roy. – Afasto meus pensamentos. – Você já se colocou no lugar do Queen? Se eu e ele estivéssemos juntos escondido de você! Igual você faz. Digo, Como você se sentiria se descobrisse?
— Eu ia fazer picadinho dele! – Ele para e me olha. – Primeiro, você em hipótese alguma faça o que faço escondido com ninguém! Segundo, não chegue perto do Queen, se isso acontecer ele é um homem morto e você irá para o exterior! – Mas que exagero tremendo.
— Ok. – É somente o que digo.
— Vamos embora. Tenho que passar no banco do centro antes de irmos para a universidade.
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O dia e o restante da semana passaram correndo, Oliver ainda não terminou com Laurel, é bom que ele não esteja me enrolando, mas estou cumprindo com meu propósito, nada de mim até ele terminar. Ignorei ele o restante da semana, e posso dizer que ele não gostou nada, porque deixava isso claro. Via algumas meninas dando em cima dele pelo corredor, mas ele sempre tentava fugir com jeito. É sexta à noite, e estamos nos preparando para ficar em nossas respectivas casas o fim de semana. As meninas gostaram do bar e também da boate, então combinamos de ir à noite, dessa vez só as garotas. É claro, que os meninos sabendo disso, vão aparecer lá. Mas já falei para cada um deles, que eles devem ficar bem longe. O que vai ser muito difícil devido a minha tentação de olhos azuis. Mas vou ser forte.
Quando estava perto de me arrumar, lembro que deixei meu celular com meu irmão, então decido ir em seu quarto para buscar.
Tenho que fazer de tudo para não ser vista aqui, e por ser um horário em que todos estão acordados, torna isso uma missão quase impossível. Vejo dois garotos vindo em minha direção e me escondo atrás de uma pilastra. Eles passam por mim e parece que não notaram minha presença. Vou andando em direção ao quarto dos meninos, quando estou quase fazendo a curva para o corredor do quarto deles, alguém me chama.
— Ei mocinha! Você não pode estar aqui! – Ferrou! Não podem me pegar aqui! Isso não é nada bom Felicity, o que você vai fazer agora? Apresso meu passo e entro no quarto dos meninos rapidamente. E agora? O quarto parece estar vazio. Vou em direção ao banheiro para ganhar mais tempo e bolar alguma desculpa.
Entro no banheiro rapidamente e fecho a porta violentamente, e a trancando com desespero. Encosto minha testa na porta e tento acalmar minha respiração e pensar em algo. Ouço uma leve risada atrás de mim. Me viro e dou de cara com a perfeição esculpida por Deus.
Oliver está olhando para mim com um sorriso satisfeito no rosto. Oh merda! Cair na cova dos leões. Não vou conseguir pensar em nada com essa visão. Oliver está parado de frente para mim no boxe, com uma toalha enrolada em seu quadril e todo molhado.
Fico secando seu corpo, vendo as pequenas gotas descerem por seu peito e abdome até sua toalha! Esse homem não pode ser tão perfeito assim!
— Apreciando a vista princesa? – Me viro, fico de costas para ele e engulo seco. Coloco minha mão na maçaneta para sair dali imediatamente, de repente o ar aqui ficou pesado e quente.
TOC, TOC, TOC.
Dou um pulo com as batidas na porta. – Olá, tem alguém aí? – É a voz do corredor. Me viro para o Oliver e o olho em desespero.
— Sim! Oliver Queen!
— Me desculpe interromper príncipe Queen, mas avistei uma moça no corredor, preciso revistar os quartos e como o seu é o primeiro, aqui estou eu. – O desespero cada vez vai ficando maior.
— Bom, como você pode ver o quarto está vazio! Só tem eu aqui dentro, e estou tomando banho! Certamente seria muito abuso de uma garota entrar aqui. –Diz divertido, dou meu melhor olhar repreensor para ele. – E se ela estivesse aqui. – Continua. Lá vem! — Seria uma menina muito tarada! – Franzo o cenho e ele pisca para mim. – Esse campus não tem meninas assim senhor! – Ah, é o que mais tem!
— É verdade, todas as pessoas daqui são comportadas e não fazem esse tipo de coisa. Me desculpe senhor, mas também preciso checar o banheiro! Normas da universidade!
— Bom te garanto que a rainha não vai gostar de saber que invadiram o banheiro de seu filho enquanto ele está no banho.
— Eu sinto muito são regras, você pode sair agora?! – É o meu fim! Estou trancada em um banheiro com um gato seminu.
— Só um minuto, eu vou abrir a porta e ir para o chuveiro, só aí você pode entrar. – Olho para ele! O que ele está tramando? Ele vem até mim e me puxa para o boxe de mármore.
— SÓ UM MINUTO. – Grita. – Olá minha loira. – Sussurra para mim. – Acho que você vai sair daqui molhada!
‘Ah, já estou molhada com essa visão’.
Ele grunhe. – Princesa, é melhor não me provocar agora e nem nessas circunstâncias. – Fecho minha boca para não falar meus pensamentos. Ele sai e vai para a porta, escuto o barulho indicando que ela agora está destrancada, ele volta para o boxe, seca meu corpo descaradamente e sussurra. – Vamos apreciar a visão! – E tira sua toalha de seu quadril, ficando completamente nu em minha frente. Ele liga o chuveiro me molhando da cabeça aos pés. Péssima hora para estar de branco e sem sutiã. E grita.
— PODE ENTRAR! – O homem entra. – Eu espero que você não queira entrar aqui comigo no chuveiro, isso sim seria um abuso. – Fala e entra no chuveiro junto comigo, grudando seu corpo ao meu e também se molhando. Abraça minha cintura com um braço e com o outro tira uma mecha do meu cabelo que devido a água estava em meu rosto.
— Não! Isso é suficiente! Me desculpe o incomodo! – E escuto a porta se fechando. Estou completamente paralisada, a única coisa que faço é secar o corpo a minha frente com meus olhos. Levanto meu olhar e vejo que ele também está olhando para meu corpo e sinto um pequeno rubor começar em minhas bochechas. Ele apoia os braços na parede em minha volta e deposita um beijo demorado em minha clavícula direita e sobe em direção a minha orelha e sussurra.
— Perfeita! – Fecho meus olhos apreciando seus beijos e sua voz. Ele faz a mesma coisa do outro lado e sussurra. – Tudo em você é maravilhoso! – Ele me suspende e faz minhas pernas abraçarem sua cintura, péssima ideia para nossa sanidade e nossa pouca roupa. Desliga o chuveiro e começa a andar comigo em seu colo, sem tirar seus olhos dos meus. – Você disse que não iria me beijar até que não tenha mais Laurel como namorada. Vou respeitar isso e só lhe beijar quando isso acontecer ou quando pedires. Mas espero que esteja bem claro de como isso está sento difícil! – Com as palavras “Laurel” e “namorada” saio do meu estado de torpor e também de seu colo e vou para o quarto. Ele enrola novamente a toalha no quadril.
— Você é um idiota Queen! Olha como estou agora. – Falo tampando meus seios agora totalmente visíveis por causa da água.
— Eu acho que desse jeito está magnifico! – Ah é! Vamos ver se você vai continuar achando.
— Ok! – Digo indo até a porta. – Vamos ver o que os restantes dos garotos dessa universidade acham!
— Ah, só por cima do meu cadáver! – Caminha e para em minha frente. – Aqui, use isto! E me dá uma de suas camisas sociais.
— Obrigado! – Digo com falsa educação. – Oliver, por favor, se vista!
— Porque? Tenho certeza que você está gostando da vista. – Não o respondo, porque não posso falar que sim, estou. Abro a porta e espio. Vejo o homem ainda inspecionando os quartos, fecho a porta.
— Ótimo, estou presa aqui com você.
Ele me lança um sorriso sexy e vem andando até mim.
— Nenhum passo a mais Queen! Nada disso! – Ele tenta me agarrar. – Roy pode aparecer a qualquer hora!
— Já que estamos sozinhos. – Ele vem até mim com um sorriso malicioso e puxa sua camisa, me deixando com minha blusa, ou seja, agora nada! Uso meus braços para me tampar.
— Oliver! Sem brincadeira! Me dá isso antes que alguém chegue!
— CHEGUEI! E PEGUEI NO FRAGA! – Tommy entra no quarto gritando. – Opa! Eu quero participar disso loirinha! Ele sorri para mim, Oliver fecha a cara e me dá sua camisa.
— Tommy, preciso sair daqui sem ser vista! Me ajuda!
— Porque você está pedindo para ele te ajudar? – Oliver pergunta ofendido.
— Porque Queen, você já me ajudou e se você ainda não percebeu. Você está de toalha!
— E você está linda com vergonha loirinha! – Tommy diz. Oliver vai dizer algo, quando ele complementa. – Tenho uma ideia.
Não sei porque pedi para o Tommy me ajudar, essa ideia foi a pior de todas! Ele colocou uma calça larga masculina em mim e um casaco igualmente largo. Prendeu meu cabelo e escondeu com um chapel. Estou parecendo um vovô com roupas maiores do que deviam ser. Me abraça.
— Me acompanhe meu velho. – Diz indo para a porta. Meu irmão nos vê.
— Oh meu Deus, essa é minha irmã? Tommy você tem que renovar o guarda roupa dela! Está contratado! Simplesmente adorei! Você deve sair assim agora. – Tommy ajeita a camisa se sentindo.
— Eu também acho que você deveria sair assim princesa! – Oliver disse.
— Vamos logo querido! – Imito uma voz de velho. – Seus amigos precisam respeitar os mais velhos antes de se dirigirem a palavra para mim! – Provoco.
Vamos andando até a saída, alguns meninos olham, abaixo a cabeça, Tommy está me abraçando e escondendo meu rosto quando precisa. Chegamos em uma parte segura, e começo a tirar as roupas pretendendo ficar somente com a camisa do Oliver.
— Calma loirinha! Vamos a um lugar reservado para nós dois! – Provoca. Olho séria para ele.
— Eu adoraria presenciar! – Um garoto que está passando por nós fala.
— Ninguém te perguntou nada palhaço! Some daqui! – Tommy diz e lança um olhar mortal para ele.
— Ok! Obrigado, sua ideia foi absurda mais ajudou! Você é demais Tommy – Dou um beijo em sua bochecha e vou para meu quarto.
— DISSO EU JÁ SEI GATINHA! – Ele grita para mim. – EI VOCÊ! – Procuro com quem ele está falando, um rapaz está andando a minha frente vindo pelo meu caminho. – PASSA LONGE! – O rapaz se afasta um pouco. – MAIS LONGE! – Ele aumenta um pouco a distância. – PELO OUTRO LADO DA RUA. – O menino se afasta desconcertado. Balanço a cabeça repreendendo Tommy, ele não liga e volta para o quarto.
Tomo banho, e vou me arrumar. Thea me manda uma mensagem.
“Fel, estou a caminho! Saindo de casa agora, e estou acompanhada L”.
“Por quem? Meu irmão sabe disso!?”
“Engraçadinha! Vou te falar, para você não tomar um susto, estava saindo de casa e encontrei Laurel, ela disse que quer vir e fazer uma surpresa para o Olie”.
Oh maravilha! Isso só fica melhor!
“Hum. Ok, vou te aguardar então. Bye”.
“Relaxa Fel. Meu irmão só tem olhos para você. Bye”.
Como ele ainda não terminou com ela desde quando disse que ia fazer, a três dias atrás, estou querendo provoca-lo, ainda mais agora, sabendo que aquele ser, vai estar lá o acariciando e tocando nele! Ah, algo me diz que não vou gostar dessa noite!
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