Um Príncipe Em Minha Vida
17 Cap. 16 - Ultimato
Notas iniciais
Sábado de manhã pulei da cama
E vesti meu melhor terno
Entrei em meu carro, corri como um jato até você
Bati em sua porta com o coração nas mãos
Para te fazer uma pergunta
Pois eu sei que você é um homem clássico, yeah, yeah
Magic! — Rude
P.O.V Oliver
Chego no palácio e não me importo com o estrondo que dou ao fechar a porta.
— Mas o que está acontecendo? — Minha mãe aumenta a voz.
— Não. Não fale nada. — Vocifero. — Não depois do que vocês fizeram. — Vou até a mesa que estão tomando o café. — Como vocês puderam fazer uma coisa tão cruel?
— Olie?! — Thea obviamente não entendia nada.
— Vocês armaram para cima de mim. E deixaram minha namorada no meio do nada... Prestem bastante atenção, eu nunca odiei tanto vocês como odeio agora. — Rosno. — Me pergunto onde está o coração de vocês, porque para fazer algo tão cruel para uma pessoa boa, só não tendo um... Me surpreende vocês serem reis. — Meu pai interfere.
— Reis não precisam de coração Oliver, e sim de razão.
— Pois eu te digo que são os dois e um anda ligado com o outro. — Meu pai aparenta que vai responder, mas minha mãe o acalma pelo braço e diz:
— Temos coisas mais importantes para discutir. — Eles se levantam. — Thea e Oliver, nos sigam até a sala de estar. — Penso em não ir, mas Thea me arrasta como apoio. Eles se sentam com postura impecável um ao lado do outro.
— Querido, estamos querendo falar da sua coroação, que será daqui a exatos quatro meses... — Minha mãe fala e meu pai a interrompe.
— E você sabe quais são os requisitos, você deverá já estar casado na coroação. — Nego rapidamente.
— Isso está errado... Uma pessoa deveria se casar quando estivesse ansiando por isso e não por pressão.
— São as Regras Oliver, nós não a criamos. — Dizem.
— Estou tão feliz de ter nascido menina e ser a mais nova! — Thea murmura me fazendo encará-la sério. — Desculpe. — Ignoro.
— Eu sei onde estão querendo chegar e não, não vou me casar com Laurel e vocês sabem bem o motivo principal.
— Isso está fora de questão. — Meu pai se exalta. — Você foi imprudente e engravidou uma mulher e ainda pensa em não se casar com ela...
— Que humilhante para nós e para a família de Laurel. — Minha mãe completa. Inclino-me para eles. Enquanto isso minha irmã só nos observava.
— Quem vai se casar sou eu. E não vou me casar com alguém só porque vocês querem. — Meu pai se levanta e vem até mim com raiva, também me levanto. Thea entra em minha frente e minha mãe tenta conter-nos.
— Robert, sua pressão, sente-se. — Ele começa a ter algumas dificuldades para respirar e se senta, até que sua respiração se acalma.
— Percebo para o bem de todos, inclusive do povo, adiar essa coroação. — Thea intervêm e não posso deixar de concordar.
— Não podemos. — Meu pai diz cansado.
— Esse é outro assunto que temos que tratar. — Eles nos olham.
— Recentemente descobrimos um câncer e que já tomou boa parte da minha cabeça. — Robert diz. — Tenho no máximo três meses de vida. — Nos chocamos. — por isso não podemos adiar mais...
— E não há nada que podemos fazer? — Minha irmã diz um pouco abalada.
— Thea tem razão. Por mais que vocês não sejam os pais do ano, ainda sim nos preocupamos. — Termino.
— Não, já tentamos fazer de tudo. Nem cirurgia mais resolve. — Nos sentamos próximo a eles, e nos abraçamos como não fazíamos há muito tempo.
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
[...] E o que você vai fazer cara? — Estava com Tommy em um campo de futebol que tinha em sua casa.
— Eu não sei... Estou perdido. Começamos a namorar agora, não seria justo com ela que eu fizesse esse pedido logo de cara. Sem falar que desse jeito eu estaria a trazendo para essa família confusa.
— Você está em um impasse meu amigo... Casar é sua única opção... Agora, você tem duas opções dentro desta opção. — O olho, me preparando para a próxima besteira que irá falar. — Largar sua namorada e escolher uma qualquer para casar... — O olho sério. — Mulher que quer casar com você é o que mais tem. Ou você pode abrir o jogo para Felicity e vê no que vai dar.
— Você tem razão. — Finalizo. — O pior que pode acontecer é ela não aceitar.
— Eu sei! Eu sempre tenho. — Ele sorri. — Agora, vamos suar um pouco que esse papo já está com excesso de estrógeno. — Se afasta.
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Disco seu número e sorrio para a foto que aparece na tela.
— Oi princesa. — Digo assim que atende ao telefone.
— Hey baby. — Responde animada.
— Está ocupada? — Tento disfarçar minha ansiedade.
— Não mais. Vá direto ao ponto Queen. — Ela ri. Obviamente falho mais uma vez em esconder algo dela.
— Vamos dar uma volta? Preciso te contar algo.
— Claro. Em 20 minutos?
— Estarei ai. — Desligo o telefone e entro no banho.
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
— Como você pode ser tão lindo sempre?! — Donna diz ao abrir a porta.
— Mãe... Deixa ele em paz. — Felicity diz descendo as escadas. Deixo um beijo e um abraço em sua mãe.
— Boa tarde, sogra. — Felicity vem até mim e me dá um beijo doce. — Senhorita! — Ela ri.
— Besta. Vamos? — Abre a porta.
Vamos caminhando até um parque perto de sua casa. Um dos maiores da cidade, com muitas árvores e aves em volta. Sento-me no gramado embaixo de uma árvore e a puxo para se sentar entre minhas pernas.
P.O.V Felicity
Oliver está sentando atrás de mim e está alguns minutos em silêncio sentindo meu cheiro.
— Tão sério baby... — Quebro o silencio.
— Você sabe que é a única para mim, certo? — começa. — Eu te amo tanto, como nunca amei ninguém e eu só quero o melhor para você. — Diz brincando com meus dedos. — Meu pai está com câncer, três meses de vida foi o que o médico deu.
— Meu Deus amor... — Me viro para ele. — Eu sinto muito. — Ele me dá um sorriso fraco.
— Preciso assumir o trono antes disso acontecer. — Me olha com expectativa. — E para isso eu preciso me casar. — Me afasto um pouco surpresa. — Não quero te assustar, mas sei que já está assustada...
— Sim. — Confesso fracamente.
— Eu só não queria magoar ninguém, nem a mim mesmo. Sei que é muito rápido, princesa. — Ele segura minha mão em seu coração. — Você é a dona do meu coração... De mim... Você sempre vai ser minha escolha. — Estou um pouco em pânico.
— Isso é um pouco rápido demais, Oliver. Você foi falar esses dias com meu pai sobre nosso namoro e a experiência não foi tão boa...
— Eu sei, eu sei... — Ele segura meu rosto e nos olhamos atentamente, nossos olhares dizendo tantas coisas um para o outro.
— Eu estou com tanto medo... — Confesso. Ele encosta sua testa na minha.
— Eu estou em pânico... — Confessa também me fazendo rir. — Mas eu sei que se você estiver comigo, nós vamos passar por isso. — Faço um carinho em sua bochecha.
— Posso pensar? — Ele concorda um pouco triste. — Não é o que você está pensando, eu também sinto a mesma coisa por você. É que gostaria de tomar essa decisão com mais calma.
— Ok... — Diz compreendendo melhor.
— Agora que tal aproveitarmos o restante dessa tarde linda juntos?!
— Não poderia deixar de concordar. — Ele beija meu pescoço e me puxa para escorar minhas costas em seu peito. — Minha experiência com seu pai foi trágica não foi? — Rimos.
— Sem dúvida.
Flashback on
— Amor, eu tenho certeza que você está pronto. — Digo para um Oliver que arrumar pela terceira vez o cabelo e a camisa no reflexo do carro.
— Eu deveria ter vindo de terno e gravata. — Murmura.
— Ei... — Seguro seu rosto e o acalmo com um beijo. Ele acaricia minhas costas. — Você está perfeito e não é uma reunião de negócios, querido. — Ele concorda. — Vamos?
— Sim. — Ele me abraça pela cintura e uma Donna Smoak abre a porta saltitando.
— Chegaram!!!
— Oi mãe. — Nos abraçamos e vamos para a sala. Lá encontramos um Slade e Roy sentados no sofá, ambos com uma carranca.
— Olá meninos. — Digo e meu pai se levanta para me abraçar.
— Minha garotinha... — Epa... Meu pai tentando marcar território. — E você? — Estende a mão para cumprimentar Oliver.
— Oliver... Queen... — Engasga. — Amigo de sua filha. — Ele me olha meio perdido.
— Sei... — Diz se sentando. Puxo Oliver para se sentar comigo. — Então Oliver, fiquei um pouco surpreso quando Donna me disse que o príncipe viria em minha casa. — Ele sorri amarelo e toma uma iniciativa.
— Então senhor, eu gostaria...
— Quais são suas intenções com minha filha rapaz... — Meu pai o interrompe e vai direto ao ponto.
— Vamos jantar!! — Donna diz convidando em desespero para a mesa. Todos se levantam e eu faço um 'joinha' com o dedo incentivando meu namorado. O jantar e a sobremesa acabaram há algum tempo e agora estamos todos a mesa em um silêncio constrangedor.
— Com todo respeito senhor, eu amo sua filha e quero sua benção para namorá-la... Continuar namorando...
— Baby... — Sussurro. Meu pai se inclina para frente.
— Você sabe que fui do exército, certo rapaz? — Oliver concorda. Eu e minha mãe já sabemos onde isso vai dar. — Eu ainda sei esconder um corpo como ninguém. Então não machuque minha menina.
— Okay! — Digo enquanto meu irmão se diverte e um Oliver concorda desastradamente.
Flashback off
— O que foi aquilo? Quem era aquele homem? — Pergunto enquanto estamos rindo.
— Eu consigo fazer um discurso para uma nação inteira, mas não para o pai da minha namorada. — Seu celular toca e ele atende.
— Sim... Ok, estamos indo. — Ele desliga e me olha.
— Pode falar...
— Esqueci que hoje era a ultrassom da Laurel para saber o sexo. — Sorrio. — Temos que ir, é daqui 30 minutos. — Se levanta e me ajuda a levantar.
— Vamos lá príncipe. — Pulo em suas costas e ele começa a caminhar. — Vamos conhecer o futuro pimpolho ou pimpolha.
Fale com o autor