Um Príncipe Em Minha Vida

14 Cap. 13 - Apresentações II


Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a florzinha, Tayná Brito por ter feito essa linda capa, já tem um tempinho, mas é que só conseguir colocar agora. Obrigado gata!! Estou à disposição de vocês, caso queiram me alegrar com as capas de vocês rsrsrs A todas as florzinhas maravilhosas que comentaram No capitulo anterior, Obrigado por terem reservado um tempinho para me alegrar com os comentários de vocês, e eu ri muitoooo, kkkk tive que explicar, acho que uns 5 minutos do porque está rindo para o maridão kkkk, resultado= Tive que ler todos os comentários novamente (O que não é nenhum sacrifício!). Suellen Ferreira de Souza, sua ansiedade acaba agora hahah; Euzinha, kkkkkkkkk Eu ri tanto do seu comentário kkk você realmente precisa desse capitulo, aproveite flor!! Luzilane da Silva de França, Irei manter minha promessa de não demorar amorzinho; Déborah mazur e Panda, Tommy só começou a aprontar kkk; Regina Merlyn, kkkkkkkk você me fez dar boas risadas com esse seu amor pelo Colin/Tommy kkkkkk ; Ka Duarte, amiga não precisa ficar mais louca pelo próximo porque já chegou hihihi, espero que este esteja picante também kkkkk; Felicitysmok, Que bom que adorou, tomara que adore esse também rsrsrs; Gabriely, ain fofa! Que bom que minha fic alegrou seu dia! Quero sempre alegrá-lo rsrsrs; Darla Neis, Sua espera acabou flor; Danubiazul, lembra que disse para pegar o extintor! Kkkk Extintores a mão; Leda Catrine, O próximo chegou florzinha; Pequena Queen, kkkkkk Cenas picantes nos aguardam kkkkk; Littelmonkey, tomara que você adore esse capitulo também gatinha; Martha Santos, Você pediu pegação, hahaha, espero que ame!!!; Karyna Olivera, Florzinha perfeita! Ri muito do seu comentário! Próximo capitulo, o Olimpo estará em guerra kkkkkk; Maia Smoak, Tomara que você ache esse capitulo sensacional também ;) Tentei postar na mesma semana mas não consegui, devido ao tamanho do capitulo. Aproveitem amores! E aproveitem também essa música perfeita do Akon, tão sexy kkkkk. Voltando, tomara que amem o capitulo! Eu amei escrever!!

I wanna make up right now (na, na)

I wanna make up right now (na, na)

Wish we never broke up right now (na, na)

We need to link up right now (na, na)



I wanna make up right now (na, na)

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Wish we never broke up right now (na, na)

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Akon – Right Now

— Nada disso mocinha! – Grita novamente. – Agora eu quero uma explicação. – Fecho meus olhos e respiro calmamente, acabo de entrar na cova do leão.

— Gatinho. – Digo suavemente, mas ele me interrompe.

— Não me venha com ‘gatinho’, Felicity. Eu estou puto, estou muito, muito puto. – E realmente estava, podia se ver suas veias do pescoço e braços saltarem, ele estava vermelho e não parava de bufar. Olho para o chão tentando achar uma forma melhor de dizer a ele o que aconteceu. Procuro por meu irmão e não o encontro, a essa altura já deve estar na floresta. – Você não tem nada a me dizer certo? – Diz um pouco menos exaltado e com o semblante magoado. – Você só deixa os homens te beijarem, homem que não é o seu namorado... – Ele se vira de costas para começar a andar, seguro seus braços e fico de frente para ele.

— Amor, não é nada disso. – Levanto seu rosto para olhar em meus olhos. – Me escute, por favor. Eu jamais quero ser beijada por outro homem depois que conheci você. Meu corpo responde ao seu contato, somente ao seu. – Encosto meu dedo em seu peito. – Seu beijo me inebria, me faz sentir segurança e a estar no paraíso. Não tem porque eu querer estregar isso Oliver! O que aconteceu mais cedo me pegou de surpresa, eu não imaginei que aquilo podia acontecer. Meu irmão estava questionando sobre nosso beijo, eu tentei desconversar, falando que era um simples beijo, que as pessoas se beijavam sem motivo; Ele não acreditou, então Tommy foi até mim, me puxou e me deu um beijo. – Ele tentou se afastar de minhas mãos. – Estou falando a verdade. Foi tão rápido que antes que eu pudesse afastar, já estávamos afastados...

— Eu acredito em você. – Diz me cortando. Ele me olha profundamente. – Eu só preciso esfriar a cabeça, ficar um pouco sozinho. – E se afasta me deixando sozinha.

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E chega a hora da minha suposta saída com Thea, ela vem até meu quarto antes de se encontrar com meu irmão; Depois da cena de mais cedo, não vi ou falei com Oliver. Tive que resistir as inúmeras vontades de mantar uma mensagem para ele. A verdade é que sou um tanto orgulhosa, ele me pediu para deixá-lo sozinho, então é isso que vou fazer, quando não quiser mais ficar sozinho, ele que venha até mim.

— Felicity! – Thea me tira dos meus pensamentos.

— Desculpe. Você estava dizendo aonde iriam jantar hoje...

— Sim! – Diz animada. – Mas isso não é importante, Agora... Diga-me o que foi que você fez ao meu irmão.

— Como assim? – Digo com animação, talvez ela saiba onde ele está.

— Ele chegou em casa mais cedo, parecia que o país estava em guerra, ele estava péssimo, ficou falando umas coisas sem sentido sozinho, bateu a porta do quarto quando fomos perguntar e de lá não saiu mais. – Oh, então ele estava em casa.

— Aconteceram algumas coisas hoje que aborreceu a ele e ao meu irmão. – Digo me deitando na cama.

— Bom, sorte a sua que tenho algum tempo antes de sair! – Se senta ao meu lado.

— Meu irmão me viu beijando o seu irmão. – ela abre a boca em “o”. – Tentei contornar a situação, Tommy quis ajudar e me beijou para mostrar que não é nada demais. – Ela dá um sorriso presunçoso. – E seu irmão descobriu. – Finalizo.

— Sua vida é realmente uma novela, Fel. – Diz rindo. – Coitado do meu irmão.

— Ei! – Protesto. – Eu não tenho culpa! – Ela se levanta rindo e vai em direção a porta.

— Olá, gostoso! – Diz assim que vê meu irmão.

— Poupe-me Thea, por favor. – Digo.

— Tchau cunhada, já vamos indo. – Mando um beijo para ela e pergunto ao meu irmão, que me encara:

— Você já está falando comigo? – Ele fecha a porta sem responder.

— Isso é um não. Ok Felicity, os homens da sua vida não estão nem ai para você. – Meu telefone toca, olho no visor e vejo a foto de Mama Smoak.

— Oi mãe.

— Ei minha gatinha. Como estão as coisas?

— Vão bem! Mais bem, do que mal. – Ela ri.

— Me desculpe filha, estou ligando para desmarcar o almoço de amanhã.

— Ótimo. – Digo com um suspiro.

— O que aconteceu bebê?

— Nada não.

— Felicity, estou indo para ai.

— Não precisa mãe. Eu e Oliver brigamos, bem... não sei a definição certa para essa situação, o ponto é, não nos falamos desde então.

— Hum, tem certeza que não quer que eu vá ai?

— Tenho. Não é nada demais. Obrigado!

— De nada amor! Tenho certeza que vocês irão se acertar bem rápido. Sabe querida, a melhor parte de uma briga é o que vem depois, o sexo de reconciliação é fantástico.

— Oh mãe. – Sorrio, já com a esperança de provar essa afirmação. – Preciso organizar uns trabalhos, me liga para dizer quando marcarmos o próximo.

— Ok! Beijos. – E desliga o telefone.

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Já está um pouco tarde. O céu está escuro e com algumas estrelas, decido sair e apreciar a vista do lado de fora.

Deito-me próximo a lagoa do campus e fico viajando nas estrelas. Thea me manda uma mensagem dizendo que já está em casa e me agradece. Peço para que ela diga a seu irmão que o almoço com meus pais estava cancelado e guardo meu celular.

Uma pessoa se deita ao meu lado, mas não olho quem é, na verdade não estava me importando muito.

— Hoje à noite está mais linda que o normal. – É Tommy quem diz.

— TOMMY! Pensei que Oliver o tivesse matado. – Digo divertida.

— Acredite, ele tentou, e se tivesse me achado você estaria em um velório agora. – Sorrio.

— Me desculpe se te causei problemas. – Pedi sincero.

— Tudo bem. – Me viro para ele. – Eu não sei o que você me causou ainda. – Ele me puxa e deita minha cabeça em seu ombro.

— Eu gosto de você Felicity. Eu implico com o Oliver, para irritar ele, mas quando implico com os outros garotos que estão se jogando para cima de você, é porque eu realmente me importo com você. Vou te contar uma coisa, eu sempre impliquei com as garotas do Oliver, e ele nunca se importou, por isso é ainda melhor implicar com você. Sabe, quando ele queria dispensar algum chiclete sem ser grosso. – Ele sorri. – Ele me pedia para seduzi-las e ai ele usava essa desculpa para dispensá-las. Voltando... Oliver fica uma fera quando uso você para provocá-lo, esse é o papel do melhor amigo, atentar o outro! E você é o meu trunfo, o calcanhar de Aquiles do Queen. Então vou te alertar, você e Oliver irão continuar entrando em problemas, porque vocês dois não são nada discretos, e eu vou tentar ajudar a resolvê-los e ainda assim aproveitar e provocar meu melhor amigo. – Sorri com suas próprias palavras.

— Só não entendo uma coisa. – Digo. – Você afasta os outros garotos, os proíbe até de me olhar, mas eu mesmo já o vi me secando algumas vezes.

— Ei! Eu sou homem! Você acha que eu vou ter uma mulher linda do meu lado e não vou olhar?! Oh por favor Fel, assim você me ofende. E outra, eles olham com maldade e eu não. – Sorri.

— Ah, ta bom. Acredito. Vai me dizer que quando pega uma revista playboy é assim também?

— Claro. – Diz. – Eles olham desejando. Eu olho com olhar de misericórdia. Rezando pela alma daquela mulher. – Gargalho com sua mentira. Vejo as horas e me levanto.

— Tenho que ir Tommy, muito obrigado pela companhia. – Ela pisca e sorri galante. – Você vai ficar ai? – pergunto. Ele vai responder, mas sua atenção se vai para uma morena que passa ao meu lado. Ela o cumprimenta, ele a cumprimenta de volta, ele olha dela para mim e eu entendo que ele não vai ficar lá. Ele se levanta, deixa um beijo em minha bochecha e vai atrás dela.

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Olho meu celular mais uma vez, na esperança de alguma mensagem do meu príncipe. Nada. Vou dormir frustrada e é assim que passo o dia seguinte.

Procuro um certo loiro super sexy por todo o campus, mas não o encontro, para minha decepção. Meu irmão também estava me ignorando.

— Fel, Fel! – Sara vem correndo até mim.

— Que isso garota, quem morreu?

— Cruzes! Vira essa boca para lá. Então, vamos ir ao shopping comprar uma roupa para hoje a noite; Vim te buscar.

— Não sei não, Sara. Não tenho porque ir hoje. Vou ficar na minha cama, comendo alguns doces e vendo netflix.

— Nada disso cunhada. – Thea chega até nós falando. – Imaginei que você não fosse querer ir, por isso tive que vir até aqui.

— Thea você sabe da situação, eu seria acompanhante do seu irmão, e agora eu não sei se ele quer que eu vá.

— Se ele não quiser, eu quero. – Ela diz. – Você será minha acompanhante. – Faço uma careta. – Nossa, obrigado por me desmerecer. – Thea faz numa cara chorosa.

— Vou te dar um conselho amiga. – Sara me abraça e diz. – Se arrume bem gata e gostosa...

— Isso não vai ser difícil. – Nyssa que estava passando diz sorrindo para mim.

— Continuando. – Sara continua. – Vai até lá e mostra a aquele idiota, que se ele não vier e pegar o que é dele, outro irá. – Termina.

— Ou outra. – Nyssa diz, fazendo o caminho contrário.

— Nyss, por favor, qual é! – Digo irritada as fazendo rir.

— Desculpe. – Ela pedi. – Foi mais forte que eu.

— Ok, eu vou com vocês... – Digo rápido tentado acabar com aquela conversa constrangedora

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A tarde foi divertida; Saímos somente entre garotas, apesar de Tommy ter ficado com cara de cachorro pidão por termos proibido sua presença, mas foi só passar o primeiro rabo de saia oferecido que ele foi correndo atrás.

Termino de me arrumar, escolho um vestido branco com um decote bem generoso, um rachado igualmente generoso em minha perna esquerda, coloco um cinto dourado para demarcar a cintura, sandálias, bolsa e uma mascará também dourados, meu cabelo está arrumado em um coque bagunçado.

(Acessórios nas notas finais)

Olho-me no espelho e me sinto muito bonita, só precisava que certo lindo rapaz que me ignora me achasse também.

— Prontas meninas? – Thea pergunta assim que sai do banheiro. – Meus pais podem ser chatos, mas se tem uma coisa que não é chata são suas festas, sempre há polêmicas.

Descemos a escada e Tommy já estava a nossa espera em um smoking azul perfeito para ele.

— Meninas maravilhosas. – Abre os braços para nós. – Estou no céu para ter tanta mulher bonita em minha volta.

— Obrigado, senhor Merlyn. – Sara agradece.

— Minha loira preferida! – Tommy segura minha mão e me faz dar uma volta para ele; — Você está deliciosamente selvagem, sem perder a doçura.

— TOMMY. – O repreendo. Meu irmão passa por trás dele e deixa um tapão em sua nuca.

— Não estou falando com ela Tommy, mas ainda assim não quero gracinhas. E não pense que me esqueci do seu show, a sua hora ainda vai chegar. – Reviro meus olhos para ele. Tommy circula meu pescoço e vamos para a saída.

— Uma limusine? – Pergunto assim que vejo o carro a nossa espera.

— Qual é loira, você achou que iriamos todo mundo apertado em um carro de 5 lugares amassando esses vestidos sexys. – Ele me repreende.

— Sei lá. – Acabam minhas palavras. Ele sorri divertido e diz:

— Minha amiga é tão ingênua!

Olho para ele em protesto. Entramos no carro e partimos para a festa.

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Chegamos no palácio, o lugar era gigante e só estamos na entrada dele. Estava repleto de pessoas elegantes, com sorrisos de um canto a outro da boca. Entramos no salão que está perfeitamente decorado. Olho em volta a procura do príncipe. Na verdade não sei como vou achá-lo devido as máscaras, só espero vê-lo.

— Achei! – Thea diz ao meu lado.

— Oliver?! – Digo rapidamente e ela sorri.

— Eu imaginei que você estivesse o procurando, mas infelizmente não, achei meu pais. Vamos. – E me puxa pelo braço, olho para os outros e vejo que já estão dispersos.

— Espera, aonde vamos? – Pergunto.

— Conhecer seus sogros. – Responde.

— Oh, meu Deus. Vou desmaiar.

— Calma fel. Eles ainda não sabem que é você, a apresentação como futura senhora Queen deixo para meu irmão. – Meu rosto esquenta assim que ela diz ‘futura senhora Queen’, eu gosto desse termo. Sorrio.

Chegamos até eles, senhora Queen estava elegantemente em um vestido preto longo com muito brilho, sua coroa estava impecavelmente em sua cabeça e o brilho dela era tão forte que desconfiava que ficaria cega se continuasse olhando.

— Mãe, Pai.

— Thea querida! Que bom que chegou, mas só me diga algo, porque não ter se arrumado aqui?

— Queria me arrumar com minhas amigas. – Quando ela diz ‘amigas’, eles parecem me notar. – Essa é a Felicity. – Não diga nada Thea, não diga nada!!

— Olá! Sou Moira e esse é meu marido Robert, mas você já nos conhece. – Aponta para sua coroa, dou um sorriso amarelo.

— Sim senhora!

— Meu Deus Moira, onde está Oliver... – Robert me ignora e reclama com a mulher. – Tudo isso por uma garota qualquer, que é melhor que nem apareça aqui. Enquanto a mulher que ele deveria estar pensando está andando ali sozinha com meu neto na barriga. – Tento ignorar a forma azeda com que o ouço falar de mim e olho para Laurel. Ela abusa do justo em um vestido vermelho extremamente colado; Não deixando nada para a imaginação. Não posso negar, ela estava bonita, desço meu olhar até sua barriga que já estava em evidencia, e ela fazia questão de mostrar que ela era a mãe de um herdeiro. Ficava circulando por todo o salão, falando com todos e dando risadas um pouco altas demais, recebia muitos carinhos em sua barriga. Aposto que você nunca ganhou tanta atenção como agora bitch.

— Então Felicity? – Me perguntam.

— Oi? Desculpe, o que estavam falando? – Pergunto. Thea é quem me ajuda.

— Estão perguntando o que você faz...

— Eu estudo ciência da computação na universidade de Cambrigde.

— Oh, meu filho também estuda lá senhorita.

— Eu sei! – Tento desconversar, mas ela acaba notando algo.

— Espera, você é a tal....

— Desculpe. – Arranho a garganta. – Vou achar meu irmão. – Tento sair de lá o mais rápido possível. Rodo meus calcanhares ficando de costas, precisava de ar. Urgente!

— Oliver, meu filho! – ouço Moira dizer e no mesmo minuto para no lugar, em um movimento involuntário, mas também percebo que Thea me segura com o braço. Me viro lentamente para vê-lo.

— Oi. – Ele diz para ela só que com os olhos em mim, como uma reação totalmente natural do meu corpo, um calor toma conta do meu rosto e sou forçada a olhar para meus pés. Eu só espero que minha máscara tenha escondido essa minha reação.

— Acabamos de falar de você. – Robert diz o abraçando. – Estava me perguntando até quando você deixaria a mulher que deveria ser sua futura esposa e seu filho esperando. Lanço um olhar triste para ele e um sorriso amarelo. Escuto Moira dizer “interessante” olhando para mim e fico sem entender.

— Então, Felicity... Você estava dizendo que é uma hacker. – Robert diz com desdém. Uma coisa que devo deixar claro, você pode pisar em mim, me desmerecer, mas não pode fazer isso com o que eu amo, e no momento eu amo minha área. Olho para ele com meu melhor olhar ameaçador que consigo produzir.

— Não! Eu disse que estou estudando ciência da computação. – Me viro de costas, mas ainda direciono meu olhar para ele. – Você escutou muito bem; Ou você só escuta aquilo que te diz respeito? Com licença, altezas! – Me despeço sem olhar para trás. Mas com uma só imagem na cabeça, Moira com a face espantada por minha resposta, Robert ainda digerindo o que acabo de dizer, Thea rindo até pelo nariz e Oliver com um sorriso presunçoso e orgulhoso.

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Me apoio em uma parede qualquer refletindo sobre minha ação de poucos minutos atrás. Deus! Como pude fazer isso! Eles me detestam sem um motivo, imagine agora... pensando bem, melhor ter o ódio dele, do que o de Dona Smoak, porque se ela soubesse o que eles disseram e eu nem sequer disse nada em minha defesa, ela faria com que seu furor seja ouvido por todo o reino.

Pego uma taça de champanhe e viro em minha garganta sem dó, seguro o braço do garçom e pego mais uma taça, virando da mesma maneira.

— Noite difícil, anjo? – Não é a voz que quero ouvir. Olho para o lado e vejo Tommy com duas morenas nos braços.

— Não tanto quanto a sua. – Digo ácida. Ele faz uma cara de espanto com minha resposta dura. – Desculpe! Sim, pessimamente difícil, não deveria ter vindo, só preciso de ar... E não consigo sair desse lugar, não acho uma saída. Lugar grande do cão. Há pessoas nas ruas sem lugar para morar enquanto nesse lugar brotam quartos do tamanho da minha casa....

— Felicity, respira... – As meninas soltam risadas da minha cara. Ótimo, agora sou uma palhaça. – Entre naquela porta. – Aponta. – Vire à direita e siga até o final, para uma porta de vidro.

— Onde vai dar? – Pergunto. Não vou cair em um matadouro não né?

— Você vai gostar. – Diz sorrindo. – E não é um matadouro.

Ainda não acredito na minha ousadia. Eu acabei de enfrentar um rei. Meu sogro, que ainda não sabe, mas que já me odeia com todas as forças. Abro a porta de vidro que Tommy falara e somente com a vista meus pensamentos se acalmam, devo estar em uma varanda, enorme, com algumas estátuas, plantas e alguns bancos. A vista era linda, dava para contemplar todas as belezas do reino, que agora pareciam até mesmo mais bonitas no luar. A lua estava linda, cheia e esplendorosamente brilhante. Vendo ela assim meus pensamentos me levam até aquela noite com meu príncipe, e me surpreendo com a intensidade da saudade que estou sentindo, e só faz 1 maldito dia que não o vejo. Fecho meus olhos me apoiando em uma coluna ao meu lado, sentindo aos pouco a brisa da noite acalmar minha saudade.

— Me desculpe por eles... – E de repente ela volta com a mesma intensidade das batidas do meu coração. Que saudade dessa sua voz rouca e de todas as sensações que ela provoca em meu corpo. Viro-me e o vejo escorado na porta de vidro com as mãos nos bolsos de sua calça social cinza. Agora já não estava com seu terno e sua gravata; Sua camisa social branca está com os primeiros botões abertos e com as mangas puxadas até o cotovelo. – Thea me contou o que você teve que ouvir enquanto eu não aparecia.

— Você me preparou para coisas piores... – O tranquilizo.

— É verdade! – Ele me lança um sorriso fraco. Ficamos alguns minutos nos encarando, nenhum dos dois sabendo o que dizer. Olho novamente para a lua.

— Você está aqui... – Escuto ele dizer e o olho novamente sem entender. – Eu fui até a universidade te buscar, e não te achei em nenhum lugar... – Vem até mim. – Pensei que estivesse desistido de vir.

— Eu desisti. – Respondo simplesmente.

— Mas você está aqui... – Para a poucos centímetros de mim.

— Eu tinha que vir te mandar a merda! – Explodo e ele sorri de forma cretina. Bufo de raiva e me distancio dele. – Eu não tenho culpa daquele maldito beijo Oliver! Que nem sequer gostei. Foi um beijo de mentira e muito rápido. – Ele ainda estava com o sorriso cretino nos lábios. – Mas que porcaria. Porque está sorrindo? – Digo irritada;

— Desculpe... Eu sei.

— O que? Você falou com Tommy? – No instante que digo esse nome seu rosto se transforma, ele já não está sorrindo.

— Não! Não falei com aquele bosta ainda. Eu só pensei bastante ontem e hoje.

— Hum... – O incentivo a prosseguir.

— Tommy sempre me provocou, e eu nunca liguei, pelo menos até você aparecer. Ele não é uma má pessoa, na verdade ele é o melhor! Eu posso confiar nele com a minha vida, ele me ferra, mas jamais deixa os outros me ferrarem. — Diz alegre. – Só que não vou aceitar que outro homem, além de mim, fique gracinha para cima de você. Isso é um direito só meu!

— Viu? Como sempre digo, extremamente possessivo.

— E eu tenho que mostrar ao Merlyn. – Me ignora. – Que quando se trata de você, a banda toca em um ritmo mais bruto. – Oh meu Deus! Me mostre seu lado bruto! – Expulso meu pensamento pervertido.

— Então estamos bem? – Ele balança a cabeça assentindo. Dou um sorriso arteiro para ele.

— O que é esse sorriso? – Pergunta.

— Você precisou de 26 horas para pensar só isso?! – Provoco e ele finge uma risada falsa.

— E você não tinha mais nada para fazer pois ficou contando as horas. – Sinto meu rosto esquentar. – Para sua informação eu só precisei de 3 horas, as outras “23”... — Faz aspas no ar. – Eu malhei para espantar minha frustração.

— É justo. E só posso dizer que todas essas horas de exercícios valem muito a pena. – Digo secando seu corpo de uma forma nada discreta. Ele ri, me levanta com seus braços e me senta na mureta, ficando entre minhas pernas.

— Acho que te tornei uma pervertida. – Dou um leve tapa em seu peito e ele protesta rindo.

— Estou falando a verdade!

— Acontece que eu já era assim, só costumavam ficar em meus pensamentos. – Me defendo.

— Ata! – Ele agarra minha cintura e se aproxima do meu corpo. – Com essa sua língua sem freio, seus pensamentos ficam em todos os lugares, menos em sua mente. – Sorrio.

— Olha quem tirou a noite para me alfinetar! – O provoco. – Você parece gostar muito da minha língua. – Sussurro e contorno seu pescoço com meus braços.

— Não. – Nega prontamente.

— Não?! Porque tenho quase certeza que você gosta quando minha língua se enrola com a sua. – Digo com malicia e ele engole em seco. – Você fica louco quando ela acaricia seus lábios. – Seu corpo se tenciona em meus braços. – Tenho certeza que você iria adora. – Faço um caminho com meu dedo, de sua nuca descendo até sua ereção. – Sentir minha língua bem aqui. – E o aperto suavemente, o descontrolando. Ele fecha os olhos e nega com a cabeça, com seu maxilar trincado. Onde surgiu essa Felicity atrevida e vulgar? Trate-se de se controlar! Meu Deus, acho que virei uma ninfomaníaca. Seguro seu colarinho com minha mão, Oliver ainda esta digerindo minhas palavras e minha ação porque está sem piscar, o puxo para falar em seu ouvido.

— Você não tem coragem de negar com a voz, príncipe. – Digo de forma sexy e bem arrastada. Seguro seu rosto bem próximo ao meu. E falo olhando em seus olhos. – Escute bem o que vou te dizer... – Faço uma pausa e ele pisca os olhos. Aleluia! Piscou. – Minha língua te quer amor! – Olho fundo em seus olhos. – E eu faço. Tudo. Que ela quiser! – Não resisto e passo minha língua do seu queixo até a ponta do seu nariz, em um beijo digno de mulher gato.

Me afasto de seu corpo o mais rápido possível, indo até a porta de vidro. Sara me pediu para dar uma lição no Queen! Espero que ele tenha entendido... Pelo visto não fui tão rápida assim, Oliver parece acordar de seu transe e me puxa pelo braço com brusquidão, fazendo meu corpo chocasse com o seu violentamente.

Eu não sei como, mas na hora que nossos corpos se chocam, uma perna minha está apoiada no chão, mas a outra estava levemente flexionada e enrolada em sua perna dele. Ele por ser bem safado, a prendeu com seu braço e aproveitou o fácil acesso para segurar meu quadril, como numa posição do tango. Seu olhar devora minha boca, vejo fogo neles. Seu corpo todo treme e o meu também.

— Me beije Oliver! – Peço e ele não precisa que eu fale mais nada, com essa ordem ele se inclina para tomar minha boca.

— Uhum.... – Alguém arranha a garganta nos interrompendo.

— Thea.- Oliver rosna, sem tirar seu olhar do meu, e eu também não ouso fazê-lo.

— Atrapalho algo? – Pergunta em falsa inocência. Olhamos para ela ao mesmo tempo, a matando de diversas formas em nossas mentes.

— Não. – Digo

— Claro que sim. – Oliver diz ao mesmo tempo que eu. Ela sorri.

— Que bom. – Diz, evidentemente ignorando a cena e ao seu irmão. – Nossos pais estão como loucos te procurando e Laurel está histérica, bem... Jeito Laurel de ser... – Sinto um gosto amargo na boca com a menção da ultima pessoa.

— Vamos. – Digo para ele, desfazendo nossa posição e passando por Thea que me olhar atrevida.

— O que? – Pergunto. – Estávamos ensaiando uma dança. – Ótima ideia, qualquer um pode acreditar.

— Claro. – Sussurra passando por mim. – Se chama, ‘quero você em minha calcinha’. – Diz de costas no corredor. Vou atrás dela.

— Você sabe muito bem que estou sem calcinha, Thea! – Sinto uma respiração pesada em minha nuca.

— O... que.... ? – Oh, eu disse em voz alta. Falta pouco para chegar a civilização, se eu me apressar consigo sair das garras do meu caçador. Oliver me impede, segurando firme minha cintura com suas mãos. – O que. Você. Disse. Felicity? – Ele diz com a voz mais rouca que o normal e com muita, muita malicia.

— E...e...esse vestido dispensa calcinha; N...n..não dá para usar com.... T..t...Thea me ajudou a escolher.... – O que está acontecendo comigo? Porque estou falando assim. No mesmo momento que termino de dizer, ele me vira pelo braço e vai comigo até a parede, atirando minhas costas contra ela. – Me suspende com suas mãos em minha bunda prendo seu quadril com minhas pernas. Oh se não fosse tão sexy eu estaria sentindo dor.

POV OLIVER

— Você está me dizendo... Que veio até mim, sem nenhum empecilho. – Pergunto com a voz arrastada. Sabe o pouco de senso que tenho? Já não existe mais, não quando ela me apertou e disse aquelas coisas sobre sua língua. Maldição. Estou sonhando? Ou ela me deu mesmo uma lambida sexy? Me faz imaginar sua língua por mais partes do meu corpo.

Não iria me segurar, antes de Thea aparecer eu a beijaria e arrancaria aquele vestido ali mesmo, assim como tudo que tivesse por baixo dele. Mas então minha irmã chega, frustrando e acabando com meus planos pecaminosos e eu estava disposto a esperar até ficarmos a sós de novo.

Vou caminhando até elas de uma forma robótica, em um movimento forçado, meu corpo se recusava a fazer qualquer outra coisa que não fosse sexo selvagem com a única mulher que despertou meu lado animal. De repente, ouço que ela não tem mais nada por baixo daquele vestido? Porra!

— S-s-sim... – Responde Tremula.

— O que você está fazendo comigo princesa? — Apoio minha cabeça em seu ombro, não nego meu impulso e contorno a lateral do seu corpo com minha mão, passando por seu pescoço, sem ombro, me demorando em seu seio, desçendo por sua cintura até chegar na fenda de seu vestido, seu corpo arrepia somente com o meu mínimo toque, imagine com as coisas que pretendo fazer! Deixo minhas mãos escorregarem por ela. Um movimento totalmente inocente... Tudo bem, nem tanto, eu preciso confirmar se realmente não há nada para me atrapalhar....

— O-Oliver. – Sussurra meu nome, com a cabeça apoiada na parede. Gosto de saber que não sou o único que está sem controle. Minha mão alcança sua bunda deliciosa, solto um suspiro de alegria quando não sinto nada que vá me atrapalha.... Pense comigo, eu e ela, sozinhos nesse corredor, tudo bem, deve ter umas 250 pessoas, no mínimo na parede ao lado, mas quem liga para isso? Porra, minha namorada, linda e quente, namorada. Está montada em mim e sem calcinha! Eu sou um filho da mãe sortudo. Aproximo minha boca de sua orelha e digo com malicia.

— Eu vou te apresentar o paraíso bem aqui nessa parede. Ela vai ser nossa cama agora Felicity. – Suspendo mais seu corpo em um movimento rápido e ela solta um pequeno grito de surpresa; — Eu ainda nem comecei princesa. – Ela sorri e me aperta mais para sim com suas pernas torneadas.

— Você precisa ser rápido amor! Temos apenas o tempo de alguém querer entrar aqui. – Ela diz, e novamente ela não precisa dizer nada. Estou caído por essa mulher, ao ponto de saciar todos os seus desejos. Ataco sua boca me deliciando com os movimentos de nossas línguas. Minhas mãos parecem ter vida própria pois, elas exploram seu corpo com volúpia. Não interrompemos o beijo por nada, nem sequer para respirarmos. Estamos nos agarrando como dois adolescentes apressados e sem juízo, e não estamos dando a mínima para isso; Sem desgrudar nossas bocas, suas mãos ágeis trabalham para tirar meu cinto e logo depois para abrir os botões da minha calça, que agora está me incomodando com seu aperto. Felicity arranha meu peitoral, mas não se contenta com os 3 botões abertos, ela simplesmente quer mais, e quem sou eu para impedir. Ela obviamente perde essa guerra, com um grunhido de frustração ela segura minha camisa e a puxa com violência, eu iria rir de seu desespero se não estivesse tão concentrado em liberar meu amigo desesperado da cueca. Seus seios estão tão convidativos que deixo uma leve mordida neles e um chupão não tão leve assim em seu decote.
— Agora Oliver! Eu preciso de você dentro de mim. Agora! – Exige. E mais um desejo que não posso negar. Me posiciono em sua entrada e empurro levemente, em um movimento lento. Felicity geme, me encorajando a continuar. Sua pele quente envolve meu pênis e sinto nossos corpos se encaixando perfeitamente.

Até escutar batidas dadas na porta freneticamente. Felicity arregala os olhos.

— Merda! – Diz e em minha mente vem os mais diversos palavrões, por agora prefiro manter para mim, afinal ainda estou dentro dela. Sorrio. – Pare de sorrir Oliver! Isso é um desastre! — Pegando impulso na parede com as mãos, ela empurra nossos corpos para trás da porta. Não sem antes curvar suas costas para trás e pegar meu cinto no chão, sem quebrar nosso contato íntimo, em uma flexibilidade inimaginável. Ficamos atrás da porta.

— Onde diabos se meteu seu irmão Thea? – Minha mãe diz, com somente a porta nos separando.

— Eu não sei mãe. Estou falando, acabei de vir aqui e não o achei.

Olho para Felicity, e uma ideia macabra passa por minha mente. Ela percebe o que estou pensando. Sorrio. E ela balbucia freneticamente desesperada.

— Não, não, não, não... Por favor, não, não, não. – Sorrio ainda mais em desafio. Isso seria uma bela história para se contar aos meninos, talvez até para meus futuros filhos. Ela vê que estou determinado a continuar com a ideia.

— Você não vai fazer isso Oliver. – Sussurra em meu ouvido. – Porque no momento em que você fizer, não vou me controlar, eu vou gritar a todos com meus pulmões, eu vou gemer seu nome com todo folego que houver em mim! E vou dar um show não somente para sua mãe e Thea, mas para todas essas pessoas... – Quem disse que isso não é uma ideia agradável? Eu sou homem, e eu adoro gemidos. Vejo em seus olhos que ela não está de brincadeira. Decido que agora não é uma boa hora para brincar com fogo, porque está claro que vamos nos queimar. Vou colocando ela no chão, contra minha vontade. Guardo meu amigo que com certeza não deixará barato para mim, por não ter feito o que ele queria..

— Fazer o que?! A vida é dura amigão, mais do que você ainda...- Digo o guardando em minha calça. Felicity me olha. – O que? Somos muito íntimos. – Ela ri e revira os olhos.

— Um garçom disse que o viu entrar aqui. – Minha mãe diz.

— Ah, por favor. Eles estão tão ocupados que nem devem tê-lo visto sair. – Elas fecham a porta e saem.

— Já demos muita bobeira príncipe. Vamos sair! Eu primeiro.

— Ok. – Ela abre uma brecha da porta e eu a fecho rapidamente.

— Uma última coisa! – Digo em suas costas. Ela inclina o rosto levemente para mim.

— Hummm...

— Mais como uma promessa do que quero essa noite. – Rasgo um pouco mais da fenda de seu vestido, seguro seu maxilar e inclino sua cabeça para mim. Encosto minha ereção em sua bunda e chupo sua clavícula.

Ela sai como um raio pela porta, me deixando com um sorriso satisfeito no rosto.

Tento sair de lá o mais discreto possível; Felicity fez um estrago em minha camisa e quando estou quase chegando a parte que dá acesso a minha casa, escuto a voz de minha mãe em minhas costas.

— Oliver? Onde você se meteu? Está na hora do discurso. – E agora?! Qual a explicação para o meu visual? Vejo Tommy a alguns metros a minha frente, fecho minhas mãos em punho, agora eu o arrebento. Ele se engasga com o vinho que estava bebendo assim que me vê. Não entendo sua atitude, ele vê que estou furioso, e em vez de correr para longe de mim, vem correndo em minha direção... E joga sua taça de vinho em toda minha camisa. – Ou pelo menos o que sobrou dela.

— Mas que porr... – Fico ainda mais furioso.

— Amigo, amigo! – Diz, saindo correndo para longe.

Minha mãe me alcança.

— Meu Deus, o que aconteceu?

— Preciso me trocar mãe, um imbecil derramou vinho...

— Ok, se apresse... – E não perco mais tempo, me afasto indo em direção ao meu quarto.

POV FELICITY

Preciso me acalmar! Preciso de gelo! A quem eu quero enganar, eu preciso de sexo, droga.

— Senhorita Smoak! – Não pode ser!

— Sim, senhor Robert. – Digo me virando em sua direção.

— Você apareceu. Pelo visto estava se divertindo. – Fala com presunção. – Engraçado, Oliver também estava desaparecido.

O que? – Me lembro do maldito chupão. – Maldição!

— Achei você! – Tommy diz nos surpreendendo. – Você não vai escapar de minha boca gata! Ele deixa uma mordida no mesmo local que Oliver deixara.

— Presumo que você seja o responsável por este também? – Aponta para o meu decote. Robert nos dá as costas. Tommy olha por cima do meu ombro para meus seios, e dá um sorriso sapeca se aproximando mais e mais. Seguro sua boca com meus dedos.

— Nem pense nisso Tomas. Ou eu mesmo acabo com você! – Ele se afasta.

— Ah loirinha! Porque só o Queen pode? – O mato com meu olhar. – Brincadeira! Hora do Merlyn mais gostoso e gato se retirar. – Beija minha bochecha e sai.

— Você está em todo lugar imundícia! – Praguejo.

— De nada! – Fala distante.

.-.-.-.-.-.-.-.-.

Já no banheiro, inclino minha cabeça na pia e jogo um pouco de água em meu rosto, não resolveu, resolvo enfiar meu rosto embaixo da torneira.

— Droga Oliver! Ainda sinto suas mordidas em meu corpo e eu continuo querendo mais.

— Achamos você! – Sara, Nyssa e Thea entram no banheiro e esta última fecha a porta.

— Tommy nos disse para vir ajudar... – Me viro para elas, e se assustam quando veem as marcas.

— Eu juro! Se seu irmão não fosse tão pecaminosamente gostoso, eu iria mata-lo – Digo para Thea, fazendo elas rirem.

— Até parece – Sara diz.

—Porque esta duvidando? Pergunto

— Adoro esse cheiro e essa aparência de sexo selvagem. – Nyssa agora é quem fala. Ruborizo.

— Está tão na cara? Estou ferrada! – Me sento no sofá de espera.

— Para a sua sorte, eu faço milagres com a base. – Thea tira uma base de sua bolsa.

Alguns minutos depois...

— Prontinho! – Analiso e não há nenhum indicio de mordidas.

— Mas parece que as marcas não são as únicas coisas que precisam ser reparadas. – Nyssa diz analisando estranhamente minha perna.

— Oh. – É só o que consigo dizer. Elas me olham com malicia. – Bem. – Minhas bochechas devem estar igual pimentão. – As coisas apimentaram um pouco. – Elas gargalham.

— Só um pouquinho! – Thea ironiza. – Vem, posso te emprestar um vestido. – Dou um sorriso amarelo.

— Ela não quer! – Sara grita. – Danada!

— O que? Porque não? – Nyssa pergunta. Thea aponta para mim de forma sapeca.

— Quem te viu, quem te vê! – A ignoro.

— Digamos que quero que ele termine de rasga-lo. – Escondo meu rosto com as mãos, saindo do banheiro para irmos até nossa mesa.

Oliver vem até nós “chamar “ sua irmã para se assentar na mesa real, ele se aproveita de nossa proximidade e desliza discretamente seus dedos pelo rasgado acima de minha coxa. Pisco para ele e vou me sentar ao lado de Roy.

— Você está bonita, pequena! – Olho para ele sorrindo. Ufa, está falando comigo!

— Obrigado, bro.

— Sabe... Quero te pedir desculpas pelo meu comportamento, acontece que não quero aceitar que minha irmãzinha, aquela pirralha que me pedia para dormir com ela e espantar os monstros a noite, não precise mais de mim. – O abraço.

— Oh, Roy... Eu vou sempre precisar de você!

— Mas vai haver outros homens Felicity! E eu já não serei prioridade mais. – Ele respira longamente. – Vou sempre cuidar de você pirua. – Sorrio com o apelido que me chamava para me irritar. – E eu vou apoiar você em todas as suas escolhas, mesmo não concordando; — Sorrio. – Mesmo que seja o Tommy, ou Oliver... Não, não... Oliver não...

— Roy! – Chamo sua atenção.

— Ok, sim! Mesmo se for o vagabundo mor, eu irei te apoiar. – Ele me dá um beijo em meu nariz. – Amo você mana!

— Eu também te amo, chiclete!

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— Atenção de todos por favor! – Robert pedi pelo microfone. Resumindo todo o blablabla, todos os membros da família real deveriam dar umas palavras aos convidados; Robert agradeceu a presença de todos, e diz o quanto está orgulhoso de seu reinado. Thea levanta sua taça e diz para os convidados aproveitarem o vinho, Moira diz o quanto está feliz por sua família, que agora estava crescendo, e em como está orgulhosa de Oliver. Agora a parte que me chama a atenção.

POV OLIVER

— Laurel, Querida. – Minha mãe a chama. Não estou gostando do andamento dessa conversa. – Venha até aqui. – Ela vai. – Minha querida nora. – A abraça. Olho para Felicity negando discretamente. – Futura senhora Queen e mãe do meu querido netinho, que se puxar a avó vai ser lindo. – Ri, fazendo todos rirem com ela, menos eu... Olho para ela, tentando entender onde isso iria dar. Olho para minha garota e ela também não está rindo, Felicity está olhando para seus pés, e em nervosismo brinca com eles.

— Oliver amor! – Minha mãe me chama. Minha atenção ainda está em minha loira, que no mesmo instante olha para mim com o olhar triste. – Oliver! — Me chama novamente e dessa vez a olho. – Porque não leva esta bela dama para uma dança? – Laurel sorri satisfeita para a mesa dos meus amigos, e eu sei muito bem a quem ela quer afetar, Felicity aperta o braço de Roy involuntariamente.

Não posso deixar que magoem minha princesa assim. Me levanto e pego o microfone.

— Com prazer mãe! – Dou um sorriso de canto a canto. – Mas.. Eu quero convidar a MINHA bela dama! A mais bela desse lugar... – Vou até minha princesa loira que está em choque. – Felicity Smoak. – E o lugar inteiro fica em silêncio. – Amor, dance comigo? – Estendo minha mão para ela. Ainda sem acreditar ela aceita, deixando a todos pasmos, inclusive Roy. Na verdade ele, meus pais e Laurel são as piores e mais engraçadas caras. – Senhoras e senhores, minha namorada, Felicity Megan Smoak! A futura senhora Queen. – A puxo para meus braços.

(Play — Rihanna — Stay)

— Oliver... Você enlouqueceu? O que... Meu Deus... O q...

— Xiii... – A acalmo e levanto seu olhar para mim. – Eu quero que você esqueça todas essas pessoas e dance comigo, amor. – Seus olhos brilham.

All along it was a fever Ela desliza suavemente sua mão em meu braço

A cold sweat hot-headed believer Sentindo minha pele

I threw my hands in the air I said show me something Segura minha mão e encaminha lentamente para sua cintura

He said, if you dare come a little closer Ergo meu dedo, acariciando toda a extensão de seu braço, sentindo sua pele se arrepiar ao meu toque



Round and around and around and around we go E ela segue meu movimento com o olhar

Ohh now tell me now tell me now tell me now you know Ergo nossos braços na altura de nossos ombros para começar nossa dança



Not really sure how to feel about it Sem tirar seu olhar do meu, começamos a nos movimentar lentamente de acordo com a música.

Something in the way you move

Makes me feel like I can't live without you Com passes pequenos e sincronizados

It takes me all the way

I want you to stay



It's not much of a life you're living Paramos de frente um do outro, era a parte de dançarmos sem nos encostarmos

It's not just something you take, it's given

Round and around and around and around we go Não suporto mais a distância e a puxo para meus braços

Ohh now tell me now tell me now tell me now you know Ela desce sua mão acariciando meu peito



Not really sure how to feel about it A viro de costas para mim e conduzo a dança com nossos corpos grudados

Something in the way you move

Makes me feel like I can't live without you Ela apoia sua cabeça em meu ombro, me dando total acesso para beijar seu pescoço

It takes me all the way E é isso que faço, não sem antes sentir o seu cheiro

I want you to stay Rodo seu corpo de frente para mim, “Maldição, preciso de você amor!”



Ohh the reason I hold on Inclino seu corpo para trás e beijo lentamente seu pescoço..

Ohh 'cause I need this hole gone Felicity suspira...

Funny you're the broken one A trago de volta para mim.

But I'm the only one who needed saving “também preciso de você”

'Cause when you never see the lights Sorrio

It's hard to know which one of us is caving Ela abraça meu pescoço e eu a sua cintura



Not really sure how to feel about it Começamos a nos movimentar novamente

Something in the way you move Só que dessa vez estávamos abraçados

Makes me feel like I can't live without you Felicity deita sua cabeça em meu peito

It takes me all the way

I want you to stay, stay A rodo com meu braço mostrando a todos minha linda dama

I want you to stay Me prostro em agradecimento. Eu sou o príncipe, mas essa mulher me tem a seus pés

As pessoas aplaudem, quebrando nossa bolha. Um rubor toma conta do rosto de Felicity quando ela se lembra da presença delas.

— Até que não danço tão mal princesa. – Tento fazer com que ela relaxe.

— Você tem toda razão baby. Você dança muito bem.

— Finalmente pombinhos! – Thea chega até nós toda sorridente. – Estava me perguntando até quando, com esse fogo que vocês estão, iriam oficializar a todos essa paixão avassaladora. – Nós dois rimos.

— Oliver! – Seguro Felicity possessivamente.

— Sim Laurel!

— Desculpe interromper o casal feliz. – Fala com bastante ironia. – Mas você está me devendo uma dança a mãe do seu filho.. – Ela fazia questão de esfregar essa informação na minha cara.

— Ou filha! – Felicity complementa. Eu adoro essa mulher, ela é a única pessoa que me faz sentir como uma pessoa norma, sem pressão para ter um menino, ou para assumir ao reino. Sorrio para ela e ela me retribui. Ficamos algum tempo assim, quando ouço Laurel arranhar a garganta. Está na hora de negar uma dança.

— Eu não... – Felicity segura meu braço, me calando e sussurra em meu ouvido.

— Dance com ela, amor! – Como é possível, minha mulher me mandar dançar com outra de forma tão sexy?! – Não por ela, mas pelo serzinho que está em sua barriga. – Vou protestar, quando ela me cala novamente. – Eu te prometo. — Fala arrastado, fazendo meu aperto na base de sua coluna se intensificar. – Que mais tarde. – Coloca as mãos tampando minha orelha e sua boca, como quem conta um segredo. – Te faço esquecer esses minutos seguintes, talvez até os seus últimos anos. – Sua voz está carregada de malicia. – Quem sabe até seu próprio nome! – Finaliza com uma mordida cheia de luxuria e promessas proibidas em minha orelha.

— Eu te amo! – Desabafo a fazendo sorrir.

— Vamos Thea. – Se afasta de mim. Thea solta uma risada.

— Vocês são tão inflamáveis! – E é difícil saber quando irão pegar fogo; porque vocês explodem sem mais nem menos. – Toca meu ombro me confortando e sai.

Só uma dança Laurel. – Ralho. – Preciso encontrar minha namorada.

POV FELICITY

— Que ótimo. Você deixou seu homem excitado para dançar com a ex. – Sorrio.

— Thea, minha querida amiga, quando eu o deixei sozinho com aquela mulher... Ele.. – Faço uma careta e um sinal com meu dedo de algo murchando.

Depois da dança, nada mais está normal. Oliver, Thea, Laurel, Moira e Robert somem para uma conversa particular. Meu irmão? Ninguém se sabe do dito cujo. Sara, Nyssa e Tommy já foram embora. E eu estou ansiosamente esperando por Oliver.

— Com licença senhorita! – Um rapaz uniformizado de motorista diz para mim.

— Senhor Oliver pede desculpas, mas ele não poderá vir te acompanhar e me pediu para levá-la.

— Hum, ok. – Estou decepcionada. Ele abre a porta do carro para mim.

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Parece que essa noite não terá uma continuação do que houve mais cedo. Eu mato o Oliver! Ele não me deixou ir com meus amigos, alegando que queria ir comigo sozinho, mas agora me manda seu motorista....

Meu telefone toca espantando meus pensamentos.

— Yeh.

— Princesa, onde você está? Já te procurei em todos os lugares...

— Como assim Oliver? Estou indo embora com o motorista que você mandou. A ligação fica muda durante alguns segundos.

— Felicity.

— Hum?

— Eu não mandei nenhum motorista.

— Oh, porcaria! – Praguejo e vejo o motorista olhar para mim do retrovisor. – Oliver?

— Onde você está loira?

— Ele acabou de parar o carro, e eu não faço ideia de onde estou.

Notas finais
Ixi! E agora? O que acharam do capitulo? Então amores! Quero pedir um favor, esse capitulo ficou muito grande!! Muito grande mesmo, e não tinha como dividir mais kkkk, Eu cheguei a conclusão de que quando pego um papel e uma caneta, eu me empolgo na escrita kkkk... Voltando ao favor que vou pedir, me digam se se gostaram do capítulo e do tamanho dele tambem, que eu tento da uma cortada em algo. Próximo capitulo tem mais Moira e Robert, tem mais Tommy, Roy e Oliver, tem Felicity, Mama e Noah.. Espero que tenham amado! Eu amei escrever! http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=211097373 (Acessórios) http://g02.a.alicdn.com/kf/HTB1ufeoJFXXXXacXFXXq6xXFXXXg/2016-vestidos-de-formatura-longo-Sexy-Hot-font-b-White-b-font-Long-Prom-Dresses-V.jpg (Vestido Felicity) https://www.youtube.com/watch?v=JF8BRvqGCNs (Rihanna - Stay) https://66.media.tumblr.com/f680697ce318ed43341ef8546c7a2db7/tumblr_o8haslL6Fa1uxd9fzo1_500.gif (Beijo mulher gato)