Um Portal Para Outro Mundo
3 Capítulo 3 - primeiro dia em o que..?
Notas iniciais
– dois anos depois -
P.O.V yumi
Nunca aconteceu nada de mais nas aulas de Akaito-sensei, eu sempre conseguia tirar aquele maldito sorriso malicioso de Akaito-sensei com várias indiretas, relacionadas à ele, e o sorrisinho dele sumia por um tempo até ele me dar outra cantada discreta, e eu lhe mandava várias indiretas, e isso ficava se repetindo todo sant... Quer dizer, maldito dia que ele vinha aqui.
Ele se surpreendeu com a velocidade que eu aprendi, eu estudei desde o primeiro ano até o oitavo ano, eu só não entendi o motivo de eu não ter mais aula com ele, ainda bem, eu já não estava aguentando aquelas cantadas.
— Yumi-chan! — Ouço a Akemi-chan me chamar lá da sala, então saiu do meu quarto vestida com o meu pijama do Pikachu e desço a escada de madeira pelo corri-mão
— Cheguei, Akemi-chan! — Digo quando chego perto da esverdeada que me olhou com reprovação e com os braços cruzados... Ah não! a Akemi-chan não pode virar uma daquelas mães ou tias chatas que não deixam você fazer nada.
— Você vai assim para o seu primeiro dia de aula? — Akemi-chan ri da expressão confusa que com certeza se formou no meu rosto
— Primeiro dia em o que...? — Pergunto com a voz falhando, eu não quero ir para uma escola eu já estou acostumada só com a presença da Akemi-chan e do Akaito-sensei
— Será bom para você, você fará amigos, sairá dessa casa, conhecerá novos professores de várias disciplinas — eu sabia, Akemi-chan só queria me consolar, e estava funcionando
— tá bom! Eu vou me arrumar para a escola — digo subindo as escadas e sussuro — eu vou me preparar para o inferno
Entrei no meu quarto e pequei a primeira roupa que vi pela frente, um moletom cinza caído em um dos ombros escrito em vermelho " vampire " com sangue escorrendo pelas letras, uma calça jeans escura meio surrada, um All-star preto com detalhes em vermelho, e a minha famosa touca preta. E desci.
— Vamos? — Perguntei quando cheguei na sala e Akemi-chan me entregou uma mochila azul-escuro com vários pontos brancos formando um céu estrelado .
— Você vai sozinha... Eu sei que você sabe o caminho — sua ficha de inscrição já está completa então não precisa se preocupar com nada — Akemi-chan disse e explicou o lugar de cada coisa na minha mochila e, não prestei atenção em nada — o dinheiro para o lanche está numa bolsinha no primeiro compartimento... Vai anda, xô xô
— tá bom! Já estou indo para o hospício — digo sendo empurrada por uma esverdeada ansiosa e alegre para fora da casa
— Vou fingir que não ouvi isso — Akemi-chan disse me olhando ir em direção ao que eu chamo de inferno para adolescentes
(...)
Eu estava atrasada, muito atrasada e, para piorar eu esbarro em alguém quando levanto a cabeça para xinguar o infeliz e manda-lo para o inferno, vejo que é uma mulher com longos cabelos preto-azulados, pele e olhos verdes igualmente a mim e boca vermelha e carnuda
— Quer ajuda? — A moça disse estendendo a mão para eu segurar, e quando faço isso ela pergunta — pra onde você está indo?
— Eu estou indo para o hospício Ousai academy — digo com uma expressão de tédio no rosto
— Eu também vou para lá... — Ela disse com um sorriso nervoso no rosto — quer que eu te acompanhe?
— Não precisa eu sei onde é a minha sala — digo e percebo que já estava em frente à escola e o sinal não bateu.
vou em direção ao gramado para escrever minhas poesias no meu caderno de poemas, antes de chegar paro e pego o meu caderno quando eu o pego alguém esbarra em mim com muita força e essa pessoa tenta me segurar pela cintura para que eu não caía e infelizmente não funcionou essa pessoa cai encima de mim e meu caderno cai muito longe do meu alcance, olho em direção à pessoa que tinha caído em cima de mim era.... Um garoto de cabelos loiros, olhos azuis e pele um pouco branca e lábios rosados... Espera! Por que eu notei nos lábios dele? Isso nunca aconteceu.
Ouço vários alunos gritando feito doidos " beija! Beija! Beija! " só então percebi que ele estava me encarando, como se quisesse me estuprar com os olhos.
— Err... Acho melhor você me soltar — eu pedi envergonhada
— Err... Tudo bem — o loirinho disse com um sorriso nervoso
quando ele me soltou eu comecei a procurar o meu caderno e eu o achei perto de um banco.
-Eu escrevo minhas próprias poesias e o... — Não pode ser! Aquela era a minha poesia que estava no meu caderninho! Eu saiu correndo em direçao a uma loira de olhos verdes e pele branca
— Ei! Me devolve isso — digo quando chego perto da loira oxigenada
— E se eu não quiser? O que você irá fazer jujuba — agora sim, alguém vai morrer, eu subo no mesmo banco que a piranha e sussurro no seu ouvido:
— Tenho duas coisas para te dizer e uma ameaça — eu sussurro em seu ouvido e ela tenta segurar uma risada e ignoro — primeiro: que eu saiba eu não me chamo jujuba. Segundo: você não sabe com quem está se metendo — digo com voz calma e forço a minha voz para ficar sombria e digo — agora me devolva essa folha que está nessa sua mão imunda, se não eu sugo o seu sangue até você ficar inconsciente
— E como você faria isso? — a loira me perguntou me entregando a minha folha com medo
— Isso é segredo — desço do banco e o sinal bate mais uma vitória para mim
Vou em direção a minha sala de aula e sou a primeira a chegar e sento na última cadeira do lado da janela.
Os outros alunos chegaram e logo em seguida a professora, eu não sabia que aquela mulher que eu esbarrei no caminho da escola era professora.
— Bom dia alunos, como podem ver temos uma aluna nova — a professora disse apontando para mim, e a atenção foi toda para mim — pode vim aqui se apresentar?
eu hesitei um pouco mas fui lá.
-Err... Meu nome é Yumi kyoko, tenho 14 anos... E só — falo e vou sentar novamente no meu lugar
— Kyoko? Yumi kyoko? Não pode ser — a sensei(professora) sussurrou como eu tinha uma audição muito boa eu consegui escutar... Mas, de onde ela me conhecia?
— Seja muito bem-vinda, meu nome é A- a professora ia dizer seu nome mas foi interrompida por uma pessoa abrindo a porta ofegante
— Desculpa professora, eu me atrasei por que o diretor queria me fazer uma proposta — era uma voz masculina familiar, viro na direção da porta e vejo ele... O garoto que caiu em cima de mim, sinto meu rosto esquentar
— tudo bem, Richard... Agora sentem-se temos matéria nova... Equação de 3 grau
Qual era o nome dela?
De onde essa professora me conhece?
Será que arrumei uma inimiga?
E esse tal de Richard?
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