Um Pequeno Conto
1 Capítulo 1
Meu nome é Ella, sou uma garota de 18 anos, nerd e ao mesmo tempo carismática. Um pouco anti-social também.
Não acreditava no amor até conhecê-la.
Hanna era uma garota tímida, mas boa de papo. Se você a visse nunca desconfiaria que ela fosse lésbica. Precisaria reparar em mínimos detalhes.
Igualmente a mim.
Mas ela era. E muito bonita por sinal. Ruiva, com olhos cor de mel. Isso já era o bastante para mim.
E eu também era para ela.
Não que soubesse, até aquela noite acontecer.
Minha amiga Vee estava insistindo fazia meses em me levar para uma boate. Ela disse que eu iria gostar.
-Só por que é gay? – Eu disse.
-Não, não é gay. Não exatamente. É liberal. Você pode fazer o que quiser lá. Ninguém vai te encher o saco.
Mordi o lábio. Tentador demais.
-Ok... –Eu cedi. Estava louca para sair, fazia muito tempo que não surgia algo interessante.
Ao chegarmos lá, eu a vi. Ela tinha os olhos mais bonitos e prefeitos que eu já vira.
-Vee, é a Hanna. Como eu nunca reparei que ela tinha esses olhos?
-Talvez seja porque ela nunca tinha te fixado com tanta ardência... Ual! Sou hetero, mas caramba...
Eu corei. Ela veio se aproximando.
Conversamos a noite toda. Eu realmente queria agarrá-la e beijá-la loucamente. Precisava disso. Culpo a bebida.
Na faculdade, tornamo-nos muito próximas depois daquela noite. Ual, o que uma roupinha mais ousada não faz?
Repetimos a noite várias vezes, até que em uma delas...
Estávamos dançando. Olhamos-nos. Cedo. Cansei de resistir. Eu a beijo. Ela corresponde. A conexão foi imediata. Ela se solta do nosso abraço e me leva para um lugar bem mais reservado. Eu a puxo para mais perto. Ela me provoca. Morde meu lábio. Puxa meu cabelo e beija meu pescoço. Ela quer me ver perdendo a linha. Eu quero perde-la. Eu a empurro na parede. Ela inverte nossa posições e prende minhas mãos na parede. Eu me solto e agora é a minha vez. Ela me deseja e demonstra, agora sou eu que irei. Prende seus braços acima de sua cabeça enquanto a beijo intensamente e vou estendendo-o para o seu pescoço. Ela geme em meu ouvido. Era tudo o que eu precisava. Faço-a minha. Ela me faz dela...
Depois daquela noite, nós começamos a namorar.
E agora eu acredito em amor. E que ele pode começar das formas mais inusitadas. E fazer com que você seja feliz.
Ou não...
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