Um Pedaço de Nós - Dramione

13 Capítulo 13 - Consequências


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo e acredite, vocês vão me agradecer por demorar a postar, em breve saberão! =x

Capítulo 13 Consequências

Rony encarava com raiva Hermione e Draco, que trocavam gracejos a dias sem se importar com mais ninguém. Ele sabia que nunca teve chances com a morena, mas aquilo já era demais para o seu gosto e não conseguia ficar longe, pois sempre que tentava fugir de um convite, Harry o forçava a ir junto para não ficar sozinho também, no entanto, ele era o único solteiro e isso o aborrecia ainda mais. Eram em jantares, no almoço ou um rápido café, os amigos estavam sempre juntos, contudo, dessa vez algo mudou.

Na semana seguinte, no encontro habitual que Hermione fazia acontecer para Draco poder se dar melhor com seus melhores amigos, Luna Lovegood fora convidada, a mesma havia voltado de uma longa viagem pela África para descobrir criaturas mágicas já que era uma naturalista e consigo trouxe Rolf Scamander, naturalista também, contudo metido e arrogante já que seu avô era ninguém mais que Newt Scamander, autor de Animais Fantásticos e Onde Habitam.

Segundo Rony à Harry, o cara era um porre e a colega certamente não o merecia. Não estavam em um relacionamento sério, mas da maneira que se tratavam algo em breve ia desencadear e seria o fim, pois Luna era uma pessoa adorável e o ruivo passou a olhá-la de outra forma desde que voltou. Não era mais uma jovem, baixa e distraída, havia virado uma mulher, responsável e com outra visão sobre a vida. Era inegável que a guerra havia mudado todos, mas certamente mudou mais ainda Luna.

— Weasley? Weasley? — Chamava Draco do outro lado da mesa já sem paciência.

— Que é Malfoy? — Respondeu o ruivo irritado.

— Me passa o sal? — Pediu sério e surpreso pela frieza do bruxo.

— Toma! — Ríspido, Rony pegou o vidro de sal e o lançou pela mesa, fazendo com que o frasco deslizasse até a mão do loiro.

— Obrigado — Draco sentiu-se forçado a falar quando Hermione o cutucou na costela.

— O que você tem hoje? — Perguntou Harry curioso.

— Nada, apenas nada. — Bufou encarando o nada quando viu Luna se aproximar, o fazendo ficar mais nervoso.

— Olá a todos — Disse ela sentando a mesa.

— Cadê seu namorado? — Perguntou Rony com desdém.

— Rolf? — Luna sorriu simpática — Não somos namorados, mas talvez ele pense isso, que nem você.

— Eu penso isso porque ele pensa isso, se ele não pensasse eu não pensaria — Murmurou o ruivo ficando rubro.

— Faz sentido — Luna concordou e sorriu para o bruxo.

— Ah, entendi agora seu mau-humor! — Draco encarou Rony sorrindo maleficamente.

— Não entendeu nada, Malfoy, coma a sua comida e cala a boca — Rony cruzou os braços sobre o peito nervoso.

— Você está a fim da Lovegood, não é? — O loiro riu, mas sua felicidade logo esvaiu quando sentiu sua cabeça doer ao levar um tapa na mesma pela mão de sua namorada.

— Cala a boca — Hermione pediu quase mordendo os lábios.

— Você não tem uma filha para cuidar não? — Perguntou Rony levantando-se alterado.

— O que isso tem a ver? — Falou fingindo-se de desentendido — E eu estou no trabalho.

— Não, não está, está há horas comendo esse sanduiche idiota — O ruivo tomou liberdade em mexer na borda do prato do loiro.

— Não toca na minha comida, Weasley — Sério, Draco puxou o prato para si.

— Que seja — Rony colocou as mãos no bolso e deixou a mesa voltando para sua sala.

— É sério que ele está afim de mim? — Perguntou Luna inocentemente.

— É obvio demais — Draco respondeu mordendo o sanduíche.

— É, ele reclamou do Rolf outro dia e disse que ele não te merecia — Gina respondeu sem jeito.

— Gina! — Harry e Hermione falaram ao mesmo tempo.

— Eu não creio — Draco não conteve uma risada, voltando a ser repreendido, pois assim como Harry, Hermione também estava ligeiramente sem graça pela colega Luna que passou a ficar em silêncio e pensativa após a confirmação que Rony de fato gostava dela.

Após o almoço, todos voltaram ao serviço e Draco não foi diferente, contudo ao adentrar sua sala, assustou-se em ver sua mãe em pé de costas a ele, mexendo em suas coisas sobre a mesa. Era como se de fato ela fosse dona do escritório e não ele, o que já o irritou, pois fazia aquilo também em casa, se achando a única e exclusiva em fazer algo ou então modificá-lo. Após se acalmar anunciando sua presença, Narcisa o olhou de relance por cima do ombro sorrindo e continuou a fazer o que estava fazendo sem se importar com a presença do filho.

— Posso ajudar? — Perguntou ele secamente a ela fechando a porta atrás de si.

— Em quantos casos está trabalhando? — Narcisa lhe sorriu abrindo uma das pastas.

— Isso é confidencial — Draco se apressou em tirar das mãos dela os documentos e guardá-los devidamente seguros em sua gaveta da mesa.

— Ah, sim, imaginei — Ela suspirou feliz olhando envolta e sentou-se em uma das cadeiras vagas.

— O que veio fazer aqui? — Draco sentou-se em sua cadeira e passou a olhar sua mãe minuciosamente.

— Não posso mais visitar meu filho? — Perguntou ela soltando uma risada forçada.

— É estranho já que você odeia esse lugar — Respondeu ele serio sem achar graça alguma.

— Tem razão, eu odeio, mas precisava te ver, então fiz um sacrifício — Narcisa deu os ombros.

— O que é tão importante mãe? — Falou sem paciência tentando evitar a qualquer custo um confronto entre eles.

— Saber da minha linda neta — Ela encolheu os ombros empolgada.

— Como sabe dela? — Draco dizia perplexo.

— Seu pai, ele abriu o bico, mas me conte, onde ela está agora? — Narcisa levantou-se e foi até o filho sentando-se na beirada da mesa.

— Com um conhecido — Respondeu seco, sentindo-se totalmente confuso.

— Ótimo, então vamos, ainda temos tempo — Narcisa levantou-se apressada e foi até a porta.

— Temos tempo do quê? — Draco a seguiu apressado — Espera, não está brava comigo?

— Brava? Por que estaria brava? — Ela o olhou séria e logo em seguida voltou a sorrir.

— Que seja — Ele revirou os olhos e a segurou pelo pulso — Aonde vamos?

— Salvar sua filha, logico — Narcisa continuava a sorrir, mas de uma maneira um tanto assustadora.

— Helena? O que você está falando sobre salvá-la? — Insistiu o loiro.

— Helena, que lindo nome, foi a Granger que deu? — Perguntou com desgosto, apesar de estar encantada de ter uma neta, não estava feliz de saber que Hermione Granger era sua nova nora.

— Mãe, mas que merda está acontecendo? Foco! — Draco estralou os dedos no rosto da Narcisa.

— Seu pai quer sequestrar Helena, porque quer de qualquer jeito separar você e Hermione e fazer você se casar com Astoria — Explicava Narcisa seriamente — Eu achei uma maneira de chegarmos antes de tudo acontecer, por isso que termos que ser rápidos.

— E sequestrar Helena me fara casar com Astoria como? — Perguntou ele perplexo com o que ouvirá.

— Draco, escute bem meu filho — Narcisa o segurou pelos ombros — Seu pai está tão cego com toda situação que mataria essa criança para lhe convencer a se casar. Ele até cogitou a ideia de apagar sua memória, a de todos, na verdade, se fosse preciso para ele conseguir o que quer, então escute quando eu digo que precisamos nos apressar.

— Tudo bem — O loiro por fim concordou e dessa vez assustado.

— Vá chamar seus colegas, vamos precisar de toda força possível meu anjo — A mulher o incentivou alisando seu rosto carinhosamente.

Draco atravessou os corredores do ministério correndo acompanhado de Harry, Rony, Hermione, Gina, Luna e até mesmo de sua mãe, Narcisa. Embora a mesma fosse arrogante e metida, ela já passou pela dor de quase perder o filho uma vez e não desejaria isso a mais ninguém, fazia de questão de ajudar a proteger a neta. O grupo aparatou nos arredores dos terrenos da família Weasley e se espalharam escondendo-se nas matas enquanto cercavam formando um círculo protetor envolta da casa. Haviam acionado todo o departamento de aurores, até o ministro estava ciente do possível ataque e preparados para o sinal de reforço.

Helena brincava na grama próxima ao galinheiro enquanto Molly Weasley sentada em um banco, tecia lã com as próprias mãos vigiando a pequena. Arthur e Jorge conversavam animadamente perto do carro e não precisaram serem avisados da ameaça eminente por Gina que se aproximava da família, pois os céus agora escureciam e três sombras negras aparataram pousando milimetricamente envolta de Helena. Sem deixar suas respectivas posições, o grupo atacou e uma chuva de feitiços começou a jogar enquanto, a ruiva mais nova pegava a criança e corria para dentro da casa.

A campina estava protegida, e antes mesmo que três bruxos pudessem fugir, estavam encurralados e desarmados. A família Weasley juntamente com os outros, se aproximaram rendendo os meliantes e em segundos estavam os três presos, algemados e aguardando alguém vir buscá-los para los leva a Azkaban. Hermione juntamente com Draco e Narcisa, correram para casa para buscar Helena que era protegida por Gina, no entanto, ao adentrar a sala do pequeno chalé assustaram-se ao ver a amiga rendida por ninguém menos que Lucius Malfoy que lhe apontava a varinha na cabeça.

— Narcisa, você me traiu e eu não vou te perdoar por isso! — Rosnou o loiro irritado.

— Mamãe! — Helena gritou aos choros do canto da sala, a mesma estava presa em uma cadeira.

— Cala a boca, cala essa boca! — Lucius lhe apontou a varinha e rapidamente os lábios da jovem grudaram um no outro, silenciando seus brandos.

— Fica longe dela! — Draco gritou e sacou a varinha.

— Ou o que? — Desafiou o bruxo sorrindo maleficamente.

Notas finais
O que será que Draco fará?