Notas iniciais
Oie gente! Desculpa a demora, mas estava sem internet. Postei o capitulo porque tenho amor a minha vida e não quero que a Luanna tire ela. Enfim boa leitura :)

O sinal que indicava o término das aulas tocou.

O Sr.Fitz juntou os papéis que estavam na sua mesa em frente à lousa.

– Eu quero um trabalho de três páginas sobre isso para a próxima semana.

A turma se levantou e saiu da sala. Eu vou em direção ao meu armário acompanhada por Lauren. O corredor está lotado de pessoas procurando seus armários, guardando e retirando seus materiais, todas apressadas para irem embora.

– Ele que um trabalho de três páginas para semana que vem? – Lauren estava perplexa. – A escola esta me sobrecarregando, desse jeito minha vida social vai virar fumaça.

Dei risada do drama de Lauren. Como se trabalhos a impedissem de ir a algum lugar. Ela sempre foi muito festeira. É a típica garota que acha o fim do mundo passar o sábado à noite em casa.

– Muda para uma escola pública. – Brinquei. Guardei as coisas no meu armário e peguei o que iria precisar levar para casa.

– Não iria sobreviver num lugar daqueles. – Era difícil imaginar Lauren em uma escola pública. – Você viu o novato? Ele é muito gato.

– Não, acho que sou a única que ainda não o viu. Todos estão falando dele.

– Tenho aula de economia com ele. – Ela disse animada. – Parece que ele morava no Canadá e veio para Nova Yorke com o pai e a irmã.

– Nossa já puxou a ficha toda do garoto.

Lauren riu.

– Só estou passando para frente o que eu ouvi.

– Tenho que ir. – falei. — Até amanhã.

Depois da escola fui para a fisioterapia, a mesma coisa de sempre. A Dra. Lyns disse que estou muito melhor, fizemos uns exercícios mais pesados, mas fora isso nada novo.

Quando cheguei em casa troquei de roupa e fui para o Studio de dança, coloquei uma música leve no som e treinei alguns passos de balé, aqueles em que eu era permitida fazer.

– Lucy o papai voltou! – Mel entrou saltitante no Studio. – Janine mandou dizer que vai por a mesa de jantar às oito.

– Ok linda. Vou tomar banho e já desço.



– Como foi a viagem papai? – Perguntei dando uma garfada na comida.



– Muito trabalho. Reuniões, contratos, clientes para visitar. O de sempre.



– Claro. – Resmunguei.

– Papai eu fui à praia. – Melanie disse eufórica.

– Sério princesa?

– É. Eu fui à água. Eu fiquei com medo, mas a Lucy me levou e ela caiu dentro d’água. — Mel tagarelou durante todo o jantar, contou tudo sobre o que aconteceu no tempo em que papai esteve viajando. Papai parecia interessado. Passei o resto do jantar observando os dois conversar.

– Eu quero mais sobremesa. – Mel fez biquinho.

– Já chega de doce por hoje Mel. – Rachel repreendeu-a. — agora vamos subir e escovar os dentinhos?

– Papai?! – Ela choramingou.

– Vamos fazer um acordo? – Papai perguntou. – Você sobe e escova os dentes agora e eu vou te colocar para dormir daqui a pouco.

– Você lê um livro para mim?

– Claro.

– Ta bom. – Mel correu para o quarto gritando para papai não demorar.

Sorri ao ver a felicidade da Mel, ela sente falta do pai, na verdade todos nós sentimos, mas fico feliz ao ver que papai esta dedicando atenção para ela.

Me levantei e sorri para ele.

– Ela sente sua falta.

– Eu também sinto falta de vocês.

– Só cabe a você resolver isso.

Papai arregalou os olhos, mas sua expressão surpresa sumiu tão rápido como apareceu. Ele me olhou nos olhos por poucos segundos, eu o encarei de volta.

– Eu tento. – Papai me disse. – É que estou tendo muito trabalho.

– Você sempre tem muito trabalho esse é o problema.

Dei as costas para papai e ajudei Janine a tirar a mesa.

– Ela ficou tão feliz. – Janine disse sorrindo.

– É verdade, ela o idolatra. – Sorri. – Boa noite.

Sai da copa e fui em direção ao meu quarto. Encontrei papai na sala de estar, falando no celular. Ele me lançou um olhar de culpa.

– Não... — Comecei a dizer, mas fui interrompida.

– Desculpa, mas eu preciso ir. – Ele disse.

– Não faz isso. – Pedi. – Pro favor.

Ele não podia fazer isso com Mel, não com ela. Mel é tão pequena e dependente dele.

– Lucy, é importante.

Uma raiva tomou conta do meu ser. Senti meu rosto enrubescer. O que poderia ser mais importante que a filha dele? Colmo ele pode fazer isso com ela? Ele é tudo que ela tem e nem parece ligar para isso.

– Vai então. – Disse ríspida.

– Lucy tente entender...

– Vai logo. – Gritei. — Vai!

Entrei no quarto de Mel e a avistei sentada na cama com o ursinho rosa na mão.

– Oi linda – Sorri para ela e fechei a porta.

– Cadê o papai? – Ela fez biquinho.

– O papai teve um probleminha e precisou sair. – disse. – Eu vou te colocar para dormir.

– Não quero você Lucy – Ela choramingou. – Quero que o papai leia para mim.

– Eu posso ler para você.

– Não!- Ela gritou. – Eu quero meu papai. Você não é meu papai.

– Linda...

– Por que o papai não quer me ver? Ele não gosta de mim? Foi por que eu não comi a comida? – Ela chorava desesperada. – Eu como tudo Lucy, fala para ele que eu como tudo, fala.

Sentei ao lado de mel e a abracei forte, até ela se acalmar.

– O papai te ama sim. – Disse enxugando ás lágrimas de seus olhos. – Muito. Só é pouquinho ocupado, ele queria sim estar aqui com você, mas é que...

Engasguei, não sabia o que falar para ela, nem eu entendia os motivos do papai, como vou explicar para ela?

– Quando você for mais velha vai entender. – Por fim falei.

Me deitei na cama e alinhei Mel em meus braços acariciando seus cabelos, ela chorou até dormir.

Fechei os olhos e respirei fundo, enfurecida. Como ele pode magoá-la desse jeito? Como ele pode fazer meus irmãos sofrerem mais do que já sofreram?

Notas finais
:)