Um Pedaço De Mim Sem Você
20 Eu disse que conseguiria o Panda!
Notas iniciais
Capitulo dedicado a Gaah Winchester, obrigado pela recomendação sua vacadia, te adoro!!
A Lua mandou eu parar de torturar meus personagens, então esse capitulo está um pouquinho diferente. (acostuma não) kk
Anteriormente...
– Vem. Vamos aproveitar isso. – O garoto disse levantando e puxando minha mão.
– Para onde?
– Você é muito curiosa! – Ele disse. – Vem, você vai gostar.
– Estou de uniforme. – Contestei. – E devo estar com uma cara horrível.
– Você está linda. Vem logo. – Dawnson disse.
****
O lugar estava abarrotado de pessoas, havia casais apaixonados e pais correndo por todos os lados atrás de crianças eufóricas. O céu já estava escuro e as luzes coloridas chamavam minha atenção. Estava maravilhada com tudo isso. Ás vezes acho que sou pior que criança.
– Adoro parques de diversão. – Falei eufórica.
– Que bom. – Matthew respondeu. – Então temos algo em comum.
Sorri para ele, mas logo me distrai com a barraca de algodão doce, o lugar estava lotado do doce de várias cores diferentes.
– Eu quero um rosa. – Dei pulinhos apontando para a barraca.
Em seguida o puxei para a barraca e comprei dois, um rosa e um amarelo. Qual a graça de comer um algodão doce amarelo?
– Você não teve infância né Lucy? – Matthew perguntou.
– Claro que tive, mas gostei tanto dela que a quis prolongar por mais um tempo. – Sorri e depois o empurrei. – Você não tem moral nenhuma para falar de mim. Ficou todo animado por causa de um skate.
– Skate é esporte ok? – Ele disse embaraçado. – E você tem que concordar que aquele era maneiro.
– São todos iguais para mim.
– Isso é porque você é leiga nesses assuntos.
– Me ofendeu agora. – Fiz beicinho sem nem perceber.
– Se ofende não linda! — Matthew se inclinou e me deu um selinho. — Mais isso não muda o fato de não saber nada de skate.
– Idiota!- Soquei seu braço de brincadeira.
Fomos a alguns brinquedos, a noite estava perfeita. Conheci um lado do Dawnson que eu nem imaginava que existia. Um lado carinhoso. Mas claro, ele não deixou de ser irritante, tem o dom de ser os dois ao mesmo tempo. Estávamos na fila da roda gigante, a uns trinta minutos, já estava impaciente, odeio esperar. Batia o pé no chão continuamente. Olhei no relógio. Suspirei.
– Acalme-se Parker. – Matthew brincou. – Já vai chegar a nossa vez.
– Que demora. – Disse irritada. – Odeio esperar!!
– Deixa de ser mimadinha. – Ele parou o dedo na minha bochecha. – Vale a pena.
– Tá mais depois eu quero um Milk- Shake.
– Prometo.
Finalmente chegou a nossa vez. A roda girava lentamente, até que ficamos parados no topo. A visão era linda, uma boa parte de New York ficou à vista daqui. As luzes da cidade e do parque se misturavam e prendiam minha visão.
– Estou adorando essa cidade. – Matthew comentou. – De todas é a minha favorita.
– Aqui é mesmo lindo.
– Não é da cidade que mais gostei. – Encarei seus olhos azuis, me perdendo ali por um momento. – É de você. Estou apaixonado Lucy.
Uma sensação nova passou por mim. Uma felicidade hesitante se abateu pelo meu corpo. Mesmo que, não querendo admitir, também estou apaixonado por Matthew e saber que esse sentimento é correspondido é ótimo. Mas estar apaixonada é maravilhosamente perigoso. E foi com esses pensamentos que fui surpreendida com um beijo.
Lábio nos lábios, ligeiro roçar, ligeiro destocar, novo recosto, roçar mais longo, lábios entrelaçados e estáticos, ligeiro mordiscar, lábios estáticos, a alma que se entrega ao desejo.
– Isso foi ainda melhor que o primeiro. – Matthew disse com a testa ainda encostada na minha.
– Sem dúvida foi.
*~*~*
– Escolhe o que quiser que eu ganho para você. – Matthew disse parado em frente a barraca de tiro ao alvo.
– Tem certeza que consegue? – Desafiei. – Não acho que seja fácil.
– Ora’ é claro que consigo. Escolha qualquer um.
– Okay.- Disse olhando para os ursos que estavam na barraca, até que um panda gigantesco chamou minha atenção. –Eu quero o panda!
– Hey garoto?! – Matthew chamou o menino loiro de uns doze anos que tomava conta da barraca. – Quantos patos tenho que acertar para ganhar aquele panda?
– Cinco. São quatro dólares.
Matthew trocou o dinheiro pela arma e tentava mirar nos patos de madeira que iam de um lado para o outro. Até que acertou dois, antes do seu tempo acabar. Pagou outra vez, e acertou um. Ai tentou de novo e de novo e de novo.
– Hey garoto, te dou 100 dólares por aquele panda.
– Não acredito que vai fazer isso! – Disse gargalhando.
– O quê? To ajudando o garoto, ele diz pro pai que eu acertei e ainda fica com cem dólares.
– Você deveria ser internado! – Falei.
– Lucy! São negócios. Deixa eu negociar com o garoto?!
– Eu disse que conseguiria o panda. – Matthew disse com um sorriso triunfante. Após “negociar” com o garoto.
– Você subornou uma criança, deveria ser preso. – brinquei.
– Eu disse que conseguiria o urso que quisesse, não disse de que forma.
– Idiota! – Soquei o braço dele.
– Baixinha! – Ele disse, se abaixando para me dar um selinho. Desviei.
– Não sou baixinha!
– Ah! é sim. E fica linda quando esta com raiva. – Ele pegou a minha mão. – Vem. Estou te devendo um Milk-Shake.
– Morango ou chocolate? – Dawnson perguntou quando chegamos a barraca de Milk – Shake.
– Eca! Odeio morango! –
– O quê? – Matthew me olhava como se eu tivesse falado algo absurdo. – Como pode odiar morango? Você deveria ser estudada!
Revirei os olhos. Meu celular apitou. Mensagem da Jessie:
"Sua vaca!
Como assim você cabulou e não me chamou?! Pensei que fosse minha amiga.
A Susan trouxe suas coisas e esta querendo saber onde anda..."
22:14
Suspirei, tenho certeza que Susan vai me interrogar. Ain’. Respondi.
"Quanto amor!!
Justamente por ser sua amiga deixei você dentro da escola, agora para de drama, amanhã falo com vocês."
22:16
Desliguei o celular. Matthew entregou um Milk-shake para mim. Olhando para cima.
– New York é famosa pelas luzes, mas é praticamente impossível ver as estralas.
– Não diria que é impossível. – Disse o puxando pela mão. — Vem comigo.
O prédio não ficava muito longe daqui, dava para ir andando ou correndo.
Parei em frente ao enorme prédio.
– Okay. chegamos!
– Você me fez correr até aqui por causa de um prédio? – Dawnson perguntou incrédulo.
– Mais ou menos... Vamos entrar.
– Não podemos entrar ai. Ficou maluca?
– É claro que podemos.
Fui em direção aos portões, apesar do horário, o local estava lotado de pessoas trabalhando. Como se não tivesse nada mais importante para fazer, ou alguém em casa esperando. Afastei esses pensamentos da cabeça. E sorri para os dois seguranças.
– Senhorita Parker. Boa noite! – Um deles cumprimentou.
– Boa noite! – respondi. Matthew me olhava confuso.
Fomos de elevador até o último andar. Entrei em uma salinha escura e úmida e fui até a escada que estava fixa em uma parede, ela ia até o teto onde tinha uma portinha. Subimos a escada. Estávamos no terraço.
– Queria ver as estrelas?! – Disse apontando para o céu que estava lotado de pontinhos brilhantes.
– Uau! – Foi tudo que ele disse.
Deitei no chão, apoiando a cabeça nos braços. Observando as estrelas. Matthew deitou também.
– Como descobriu esse lugar?
– O prédio é do meu avô.
– O prédio inteiro? – Ele arregalou os olhos.
– É o prédio inteiro. – Dei risada, a empresa dele é só nos seis últimos andares, o resto ele aluga.
– Do que é a empresa dele?
– Uma construtora. Oxê! Foi ele quem construiu o prédio.
– Que maneiro!
– É sim, mas voltando... Descobri esse lugar, com meu primo, agente vinha brincar aqui quando éramos crianças, um dia meu avô pegou agente aqui. – Dei risada da lembrança. – Ficamos um bom tempo de castigo. Mas nunca deixamos de vir aqui.
– Posso entender o porquê. Esse lugar é maravilhoso.
Ele encostou seus lábios no meu. O beijo foi lento e intenso. Até nos separamos com a falta do ar.
Voltamos a admirar o céu. O azul da imensidão, com pequenos pontos brilhantes. É lindo. A natureza é perfeita. E esse momento também. Meu dia começou terrível, mas não consigo imaginar jeito melhor que esse para ele terminar.
Notas finais
Beiijoss Anjos!!! Até o próximo!
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